domingo, 3 de fevereiro de 2019

What They Had

Nome do Filme : “What They Had”
Titulo Inglês : “What They Had”
Ano : 2018
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : Elizabeth Chomko
Produção : Alex Saks/Ron Yerxa/S. F./B. H./K. K./Tyler Jackson/Albert Berger
Elenco : Hilary Swank, Blythe Danner, Taissa Farmiga, Michael Shannon, Robert Forster, Josh Lucas.

História : Junto com a filha adolescente Emma, Bridget precisa viajar de volta para a casa da sua mãe Ruth, após ela acordar de madrugada e sair caminhando por uma tempestade de neve devido à doença. No retorno a sua casa, Bridget precisa lidar com o teimoso pai e o irmão, enquanto discutem sobre colocar Ruth em um lar ou não.

Comentário : É sempre bom assistir a um filme protagonizado pela talentosa Hilary Swank, que fica sempre bem nos seus papéis. Sendo este um drama familiar baseado em acontecimentos reais, o papel não lhe poderia acentar melhor. Desta feita, ela interpreta uma mulher que é casada e mãe de duas filhas adultas, que se vê a regressar à casa dos pais para ajudar o irmão a cuidar de uma mãe com demência. O argumento é bem escrito e desenvolve-se bem ao longo de hora e meia, com recurso a imagens de época da família retratada no longa. A carga dramática surge bem acentuada e está presente nos momentos certos. A química entre os cinco personagens centrais funciona e é sentida por quem os vê a viver as suas vidas e a tomarem as suas decisões. O filme passa bem a mensagem da importância da família e das memórias na vida das pessoas. A Hilary Swank vai muito bem neste seu registo, é um deleite vê-la representar uma mulher sensível e muito humana, mesmo sabendo que ela já fez bem melhor. A Blythe Danner consegue aqui mais uma das suas brilhantes prestações, ela é uma verdadeira senhora da representação, eu adorei a sua personagem aqui. O Michael Shannon está ok, ele tanto demonstra a sua preocupação face aos problemas dos pais, como também insiste na decisão de deles se livrar. O Robert Forster manda bem no papel de homem duro e marido cuidadoso, eu gostei igualmente do seu Burt, sendo muito bonito e gratificante ver o trabalho que o actor veterano fez aqui com Blythe Danner. E a Taissa Farmiga brilha mais uma vez, ainda que num registo mais apagado, e mesmo ela tendo ainda assim os seus momentos dentro do filme. A cena em que a filha deixa a mãe no lar dá um aperto no coração, enfim, é a vida.

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