sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Climax

Nome do Filme : “Climax”
Titulo Inglês : “Climax”
Titulo Português : “Clímax”
Ano : 2018
Duração : 96 minutos
Género : Drama/Terror/Musical
Realização : Gaspar Noé
Produção : Brahim Chioua/Richard Grandpierre/Vincent Maraval/Edouard Weil
Elenco : Sofia Boutella, Souheila Yacoub, Giselle Palmer, Thea Carla Schott, Sharleen Temple, Lea Vlamos, Alaia Alsafir, Romain Guillermic, Kiddy Smile, Claude Emmanuelle Gajan Maull, Taylor Kastle, Kendall Mugler, Lakdhar Dridi, Adrien Sissoko, Mamadou Bathily, Alou Sidibe, Ashley Biscette, Mounia Nassangar, Tiphanie Au, Alexandre Moreau, Strauss Serpent, Vince Galliot Cumant, Sarah Belala, Naab.

História : Nos anos 90, um grupo de dançarinos urbanos se reúnem num isolado internato, localizado no coração de uma floresta, para um importante ensaio. Ao fazerem uma última festa de comemoração, eles notam o ambiente a mudar e percebem que foram drogados através da sangria quando uma estranha loucura toma conta deles. Sem saberem o porquê ou por quem, os jovens mergulham num turbilhão de paranóia e psicose. Enquanto para uns, parece o paraíso, para outros parece uma verdadeira descida ao inferno.

Comentário : E para encerrar este mês no que aos comentários diz respeito, nada melhor do que um filme bem fora da caixa. Tal como o polémico Lars Von Trier, o também director Gaspar Noé, gosta de fazer filmes polémicos, provocativos, diferentes e chocantes, e eu gosto bastante dos filmes destes dois realizadores. Mas falando de Gaspar Noé, ele tem o hábito de inovar aquilo que mostra de filme para filme e em “Climax”, isso não foi diferente. Os filmes “I Stand Alone”, “Irreversível”, “Enter The Void” e “Love”, eles não são filmes normais, pelo contrário, são obras muito diferentes de tudo aquilo que estamos acostumados a ver e em cada um deles, Gaspar Noé coloca algo que os diferencia, ao mesmo tempo que os caracteriza. No caso de “Climax”, para além de ter abraçado o género musical, o director meteu uma criança pequena no meio de toda a confusão, e vale dizer que é claro que temos aqui violência contra menores. Para além de não ser fácil vermos um menino de aproximadamente uns oito anos de idade a presenciar as loucuras dos adultos que o rodeiam. Talvez de todos os cinco filmes do director aqui mencionados, “Climax” seja aquele que tem menos impacto, afinal ele tem vários números de dança, muitas conversas e diálogos entre os intervenientes e mesmo muitas cenas solo. Em tirando Sofia Boutella, o filme não tem actores, são todos amadores e excelentes dançarinos. O tema do sexo é novamente abordado e mostrado aqui, o realizador deve ter no sexo o seu principal fetiche, sendo quase uma pancada. Existe também imensa gritaria ao longo dos noventa minutos. O filme tem uma cena pós-créditos e estes surgem a seguir a ela, sendo que tudo aparece no início do longa e não no final como seria normal, mas o realizador já fez isso em outros trabalhos. No fundo, é um filme diferente de tudo aquilo que eu vi até hoje e olhem que eu já vi muita coisa em filmes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário