Nome
do Filme : “Climax”
Titulo
Inglês : “Climax”
Titulo
Português : “Clímax”
Ano
: 2018
Duração
: 96 minutos
Género
: Drama/Terror/Musical
Realização
: Gaspar Noé
Produção
: Brahim Chioua/Richard Grandpierre/Vincent Maraval/Edouard Weil
Elenco
: Sofia Boutella, Souheila Yacoub, Giselle Palmer, Thea Carla Schott,
Sharleen Temple, Lea Vlamos, Alaia Alsafir, Romain Guillermic, Kiddy
Smile, Claude Emmanuelle Gajan Maull, Taylor Kastle, Kendall Mugler,
Lakdhar Dridi, Adrien Sissoko, Mamadou Bathily, Alou Sidibe, Ashley
Biscette, Mounia Nassangar, Tiphanie Au, Alexandre Moreau, Strauss
Serpent, Vince Galliot Cumant, Sarah Belala, Naab.
História
: Nos anos 90, um grupo de dançarinos urbanos se reúnem num isolado
internato, localizado no coração de uma floresta, para um
importante ensaio. Ao fazerem uma última festa de comemoração,
eles notam o ambiente a mudar e percebem que foram drogados através
da sangria quando uma estranha loucura toma conta deles. Sem saberem
o porquê ou por quem, os jovens mergulham num turbilhão de paranóia
e psicose. Enquanto para uns, parece o paraíso, para outros parece
uma verdadeira descida ao inferno.
Comentário
: E para encerrar este mês no que aos comentários diz respeito,
nada melhor do que um filme bem fora da caixa. Tal como o polémico
Lars Von Trier, o também director Gaspar Noé, gosta de fazer filmes
polémicos, provocativos, diferentes e chocantes, e eu gosto bastante
dos filmes destes dois realizadores. Mas falando de Gaspar Noé, ele
tem o hábito de inovar aquilo que mostra de filme para filme e em
“Climax”, isso não foi diferente. Os filmes “I Stand Alone”,
“Irreversível”, “Enter The Void” e “Love”, eles não são
filmes normais, pelo contrário, são obras muito diferentes de tudo
aquilo que estamos acostumados a ver e em cada um deles, Gaspar Noé
coloca algo que os diferencia, ao mesmo tempo que os caracteriza. No
caso de “Climax”, para além de ter abraçado o género musical,
o director meteu uma criança pequena no meio de toda a confusão, e
vale dizer que é claro que temos aqui violência contra menores.
Para além de não ser fácil vermos um menino de aproximadamente uns
oito anos de idade a presenciar as loucuras dos adultos que o
rodeiam. Talvez de todos os cinco filmes do director aqui
mencionados, “Climax” seja aquele que tem menos impacto, afinal
ele tem vários números de dança, muitas conversas e diálogos
entre os intervenientes e mesmo muitas cenas solo. Em tirando Sofia
Boutella, o filme não tem actores, são todos amadores e excelentes
dançarinos. O tema do sexo é novamente abordado e mostrado aqui, o
realizador deve ter no sexo o seu principal fetiche, sendo quase uma
pancada. Existe também imensa gritaria ao longo dos noventa minutos.
O filme tem uma cena pós-créditos e estes surgem a seguir a ela,
sendo que tudo aparece no início do longa e não no final como seria
normal, mas o realizador já fez isso em outros trabalhos. No fundo,
é um filme diferente de tudo aquilo que eu vi até hoje e olhem que
eu já vi muita coisa em filmes.

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