domingo, 8 de outubro de 2017

The Eagle Huntress

Nome do Filme : “The Eagle Huntress”
Titulo Inglês : “The Eagle Huntress”
Titulo Português : “A Caçadora e a Águia”
Ano : 2016
Duração : 87 minutos
Género : Documentário/Aventura
Realização : Otto Bell
Produção : Otto Bell/Sharon Chang/Stacey Reiss
Elenco : Daisy Ridley (voice), Aisholpan Nurgaiv, Rys Nurgaiv.

História : Há mais de mil anos que alguns povos nómadas de certas regiões da Mongólia se habituaram a caçar com águias-reais. Manda a tradição que essa actividade seja realizada por homens. Mas Aisholpan, uma jovem de treze anos, quer quebrar essa regra ancestral e tornar-se a primeira mulher a fazê-lo, tal como antes fizeram os homens da sua família. Para isso, além de ter de lutar contra preconceitos profundamente enraizados, tem de dedicar todo o seu tempo e esforço a aprender as técnicas necessárias. Uma delas, talvez a principal, é encontrar e domesticar o seu próprio animal.

Comentário : Esta semana, trago este belíssimo documentário que eu tive a sorte de ver. Como eu disse, é um filme muito bonito, com imagens lindas e paisagens cativantes. É tudo tão natural que apetece atravessar o ecrã para o lado de lá e fazer parte de tudo aquilo. Trata-se de um mundo maravilhoso que aqui nos é apresentado, com toda a sua liberdade e beleza, adorei conhecer aquele povo e o modo como vivem, como levam a vida, o oposto do tipo de vida do Ocidente. O realizador dá-nos assim a conhecer uma menina de treze anos chamada Aisholpan, que quer seguir a tradição do seu povo, enfim, trilhar o mesmo caminho do seu pai, do seu avô, dos seus antepassados. E a miúda não só se dedica a fundo e tem jeito para aquilo, como também possui uma grande e admirável força de vontade. O filme é apresentado em modo de narrativa crescente, nós assistimos à evolução de Aisholpan enquanto treinadora e ser humano, quase todos os passos são aqui devidamente mostrados e é com uma enorme satisfação que vemos tudo isso.

Por se tratar de um documentário, é tudo muito realista, o que vemos foi o que aconteceu na realidade. Gostei muito de ver a relação entre as águias e os humanos, é tudo muito bonito e natural, parece que ambos se compreendem mutuamente. O pai da miúda deve nutrir um orgulho muito grande por aquela filha e por tudo aquilo que ela representa. Destaque não menos importante para a belíssima fotografia e para a camara penetrante que insiste e bem em nos mostrar o essencial, por vezes, através de planos magníficos. A mensagem que se pretende transmitir passa na perfeição, mais do que uma história sobre uma miúda que quer afirmar-se no mundo dos homens, este filme é essencialmente sobre uma rapariga que quer realizar o seu maior sonho. Um último reparo, quase não dá para acreditar que uma águia consegue vencer e matar uma raposa, mas é verdade. À parte dos clichés próprios dos documentários deste género, estamos perante uma belíssima obra cinematográfica detentora de uma beleza visual notável.

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