terça-feira, 11 de julho de 2017

The Tribe

Nome do Filme : “Plemya”
Titulo Inglês : “The Tribe”
Titulo Português : “A Tribo”
Ano : 2014
Duração : 133 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Myroslav Slaboshpytskyi
Produção : Myroslav Slaboshpytskyi/Valentyn Vasyanovych
Elenco : Hryhoriy Fesenko, Yana Novikova, Rosa Babiy, Oleksandr Dsiadevych, Yaroslav Biletskiy, Ivan Tishko, Oleksandr Osadchyi, Oleksandr Sydelnykov, Oleksandr Panivan, Maryna Panivan, Kyrylo Koshyk, Tetyana Radchenko, Liudmyla Rudenko.

História : Num colégio interno para surdos-mudos há toda uma hierarquia de crime e corrupção, com roubo e prostituição à mistura, a que o jovem Sergei é exposto quando chega e na qual tenta encontrar o seu lugar.

Comentário : Este filme não possui diálogos, legendas ou banda sonora. É portanto uma experiência única que eu tive o prazer de viver, quero com isto dizer que gostei bastante do filme. Os diálogos existem sim, mas são através de linguagem gestual, o que complicou imenso a tarefa de percebermos algumas coisas, ou seja, apesar das ações dos envolvidos mostrarem o que se estava a passar, ficamos sem saber algumas coisas que eles diziam entre eles. Mas nada disso faz deste um mau filme, nem pensar, o filme é uma excelente experiência cinematográfica e apesar de não ter nada a ver com os filmes mudos, é algo totalmente diferente de tudo o que eu vi até à data. Estamos também perante um filme violento e agressivo, o realizador não nos poupa na hora de mostrar o que tem que ser mostrado. Existe uma morosa sequência onde mostram um aborto a ser feito a uma adolescente que podia ter sido cortada, essas cenas apenas estão no filme para impressionar. Todo o elenco possui boas prestações, mesmo desconhecendo se eles são mesmo surdos-mudos, estão todos muito à vontade naquilo que fazem, com destaque para o protagonista vivido por Grigoriy Fesenko e para a sua jovem “namorada”, desempenhada de forma exímia pela adolescente Yana Novikova. É um filme que dá que pensar, não só por aquilo que mostra, mas também pela mensagem que pretende transmitir, que se limita a dizer que este mundo está perdido. O filme é também composto por longos planos, alguns deles bastante sugestivos, outros nem por isso. A descontração com que estes jovens representam os seus papéis é brutal, parece tudo muito real, é um filme realista portanto. Trata-se de um retrato da juventude, de como certos jovens vivem as suas vidas, misturam o que é certo com o que é errado com grande facilidade. Poucos filmes falam da camada jovem como este. As cenas de sexo estão muito bem filmadas. A sequência final no dormitório deixa-nos um aperto no estômago. Não sendo um filme fácil, é sim mais uma das grandes fitas que estrearam por cá neste ano.

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