domingo, 2 de julho de 2017

The Dancer

Nome do Filme : “La Danseuse”
Titulo Inglês : “The Dancer”
Titulo Português : “A Dançarina”
Ano : 2016
Duração : 112 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Stephanie Di Giusto
Produção : Alain Attal
Elenco : Soko, Gaspard Ulliel, Melanie Thierry, Lily Rose Depp, François Damiens, Amanda Plummer, Louis Do De Lencquesaing, Denis Menochet, Tamzin Merchant, Charlie Morgan, William Houston, Camille Rutherford, Bert Haelvoet, Daniel Kramer.

História : Marie Louise Fuller nasceu na América em 1962. Ligada à dança desde muito nova, desenvolveu as suas próprias técnicas naturais de improvisação. Usando longos vestidos de seda, inventou a “dança serpentina”, uma combinação inovadora de cor, luz e fluidez de movimento. Cedo se tornou famosa no seu país, com as suas belas e revolucionárias coreografias. Mas sentia que não era levada a sério pelo público americano, que a considerava apenas uma actriz. Em Paris, pelo contrário, sentiu-se acolhida como uma verdadeira artista, o que a levou a permanecer em França até ao fim da sua vida.

Comentário : Eu confesso que desde que chegou ao meu conhecimento no ano passado a existência deste filme, eu mostrei logo uma enorme curiosidade em vê-lo, primeiro porque sou admirador de Soko (foto em baixo) e depois porque gosto de todo aquele mundo da dança e da arte. Trata-se de um filme biográfico porque relata e mostra a história de uma dançarina que existiu de verdade e que impulsionou o mundo da dança naquela época. É sempre bom conhecermos novas pessoas e novos mundos, o cinema tem essa vantagem, ele permite ampliar os nossos conhecimentos, ele faz-nos sonhar e penetrarmos em novos campos, tudo de uma forma única que se não fosse pela sétima arte, não seria possível ver. No caso deste filme, eu gostei da história, o argumento está bem esgalhado e não notei muitas falhas, a coisa escorre sempre a um bom ritmo e as coisas vão sucedendo normalmente. Gostei do tipo de dança a que o filme se refere, tipo borboleta, achei aquilo tudo muito mágico e deslumbrante. A banda sonora é poderosa e os efeitos visuais que auxiliam as coreografias da protagonista são uma delícia para os nossos olhos. Destaque também para a caracterização da personagem principal, ela evolui de uma forma muito real, parece que estamos mesmo a assistir à sua decadência, é tudo muito palpável. Soko tem a melhor prestação do filme e Gaspard Ulliel consegue aqui arrancar a melhor interpretação masculina do elenco. Melanie Thierry esteve também espectacular, o mesmo não se pode dizer de Lily Rose Depp, a miúda tem uma personagem que não adianta nada para a história, se a tirassem não ia fazer qualquer diferença, Isadora não acrescenta nada. Além disso, pareceu-me que a jovem não é uma boa actriz, é bonita e dança bem, mas para representar não serve. Gostei bastante deste filme e o recomendo a todos aqueles que pretendem descobrir algo novo. 

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