domingo, 2 de julho de 2017

The Bad Batch

Nome do Filme : “The Bad Batch”
Titulo Inglês : “The Bad Batch”
Ano : 2016
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Ana Lily Amirpour
Produção : Megan Ellison/Danny Gabai/Sina Sayyah
Elenco : Suki Waterhouse, Jason Momoa, Jayda Fink, Keanu Reeves, Diego Luna, Giovanni Ribisi, Yolonda Ross, Jim Carrey.

História : Num mundo apocalíptico, Arlen é uma jovem que tudo faz para sobreviver. Durante mais um passeio no deserto, ela é capturada, amarrada e torturada barbaramente por dois canibais, que lhe amputam um braço e uma perna. Mais sozinha que nunca e bastante debilitada, ela espera recuperar e elabora um plano de vingança. Pelo meio, conhece uma menina e um estranho homem que procura desesperadamente a criança.

Comentário : Este filme americano cativou-me pela positiva, tudo devido à forma como a história nos é contada e mostrada, tudo muito futurista. É um filme violento e existem cenas que, não sendo explicitas, incomodam mesmo. O filme anterior da realizadora já era bastante original e curioso e aqui a originalidade mantêm-se. Alguns cenários convencem e se certos personagens agradam, já outros deixam muito a desejar e aqui estou-me a referir a secundários ou mesmo figurantes. No centro da trama, temos uma bonita jovem que vive num mundo distópico cheio de perigos à sua volta, ela passa a vida a deambular por todo o lado em busca de comida ou outras coisas que lhe tenham utilidade. E esse papel coube à actriz Suki Waterhouse, que interpretou muito bem o seu papel. Jason Momoa tem aqui um papel interessante, eu gostei de ver a evolução do seu personagem, além do mais a sua química com a protagonista funciona. Quem também está bem é a pequena Jayda Fink, em certos momentos, fez-me lembrar a pequena Enola do fracassado “Waterworld”. Keanu Reeves tem aqui mais um papel que lhe assenta como uma luva, ele sempre teve uma maneira meio lunática de actuar, sem querer dizer mal dele, ele é um bom actor, disso não tenho dúvidas. Diego Luna e Giovanni Ribisi estão bem, embora não tenham sido bem aproveitados e desenvolvidos. E Jim Carrey, um actor que eu não suposto, tive que levar com ele, ainda assim o seu personagem desperta curiosidade. O filme é um pouquinho longo para a história que pretende contar, menos quinze minutos, não ia afectar nada. Existe ainda um bom uso da cor e da música, a directora sabe trabalhar muito bem o material que tem em mãos. Digamos que quase todos os elementos culminam em algo positivo. Claramente que existem coisas que eu discordo, mas no geral, fiquei satisfeito. O final é muito bom, aquela sequência que termina num plano aberto dos três a jantar está perfeita, que moldura linda. 

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