terça-feira, 25 de julho de 2017

Heal The Living

Nome do Filme : “Reparer Les Vivants”
Titulo Inglês : “Heal The Living”
Titulo Português : “Cuidar dos Vivos”
Ano : 2016
Duração : 103 minutos
Género : Drama
Realização : Katell Quillévéré
Produção : Philippe Martin/Justin Taurand/David Thion
Elenco : Tahar Rahim, Emmanuelle Seigner, Anne Dorval, Bouli Lanners, Monia Chokri, Kool Shen, Alice Taglioni, Karim Leklou, Finnegan Oldfield, Alice De Lencquesaing, Theo Cholbi, Gabin Verdet, Galatea Bellugi, Titouan Alda, Andranic Manet, Irina Muluile, Danielle Arbid, Amandine Ji, Kevin Mangovo, Neelesh Dhuny, Severine Veyrieres, Thelma Garcia, Rebecca Dereims, Camille Tillier.

História : Depois de uma tarde a surfar com os amigos, Simon, de 19 anos, sofre um acidente de automóvel. Internado no hospital com um traumatismo craniano grave, depressa o seu estado evolui para morte cerebral. É então que, ainda incapazes de aceitar o trágico desfecho, os pais se vêem obrigados a tomar uma difícil decisão : permitir a doação de órgãos. Mesmo sabendo que nada há a fazer para salvar o filho, aceitar retirar-lhe os órgãos que o mantêm preso à vida, revela-se um acto de coragem e abnegação quase insuportável.

Comentário : Existem filmes que nos fazem reflectir sobre a vida, que por vezes, falam de alguém que leva uma vida normal, vive numa boa, mas de repente acontece algo que muda por completo esse cenário de normalidade e transforma por completo a vivência dessa pessoa. Isto que acabei de escrever pode dizer-se que resume a proposta deste filme, neste caso, acompanhamos as experiências de um jovem que leva uma vida normal, mas o destino prega-lhe uma partida. Detentor de um ritmo lento, estamos perante um filme com um argumento muito bem escrito, inclusive foi adaptado de um livro de sucesso, mas podia muito bem ser baseado numa história verídica. Quero com isto dizer que as situações retratadas neste filme podiam ter acontecido na realidade. Todos possuem aqui brilhantes interpretações, com destaque para Emmanuelle Seigner e Anne Dorval. Também gostei de ter visto o actor Tahar Rahim neste registo. A fita está dividida em três actos, mas todos estão relacionados com o ponto principal. Existem aqui cenas de cirurgias que não são aconselháveis aos mais sensíveis, eu pessoalmente, não gosto quando essas cenas aparecem nos filmes. É também um filme que trabalha bem os sentimentos humanos em situações limite e nesse aspecto, os dois actores que desempenham os pais do rapaz acidentado passam na perfeição a imagem da situação em que os seus personagens estão envolvidos. A banda sonora é boa e as imagens passadas no mar são muito bonitas. Temos aqui cenas muito bem filmadas, tem até uma cena em que os pais do rapaz têm uma conversa com um dos médicos que é bem sufocante. No fundo, é um filme que passa muito bem a mensagem de que esta vida é uma passagem e que nós não temos controlo sobre ela.

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