sábado, 15 de julho de 2017

Fuocoammare

Nome do Filme : “Fuocoammare”
Titulo Inglês : “Fire At Sea”
Titulo Português : “Fogo no Mar”
Ano : 2016
Duração : 114 minutos
Género : Documentário
Realização : Gianfranco Rosi
Produção : Gianfranco Rosi
Elenco : Samuele Caruana, Maria Costa, Maria Signorello, Pietro Bartolo, Samuele Pucillo, Francesco Mannino, Francesco Paterna, Guiseppe Fragapane, Mattias Cucina.

História : Samuele tem doze anos e vive numa ilha do mar Mediterrâneo. Como muitos rapazes da sua idade, vai à escola e passa o tempo livre pela ilha, a brincar. À volta dele, existe mar, e existem homens, mulheres e crianças que tentam atravessá-lo a partir de África, em pequenos barcos sem as mínimas condições. A ilha onde Samuele vive é Lampedusa, uma fronteira simbólica da Europa, à qual tentam chegar milhares de migrantes que procuram liberdade e esperança. Os habitantes de Lampedusa testemunham diariamente uma das maiores tragédias humanitárias dos nossos tempos.

Comentário : Finalmente estamos perante um documentário oficial que aborda o grave problema dos migrantes, e aqui a questão não é saber se é um bom filme, mas sim, se o filme seguiu na direção certa e se conseguiu o seu objectivo. A minha resposta é não, infelizmente, não temos grande coisa a aprender aqui, o resultado ficou muito além das expectativas. Primeiro porque o tema central deste filme devia ser unicamente os migrantes ou refugiados, como lhe queiram chamar. O documentário devia esclarecer quais os motivos que levam estas pessoas a abandonarem os seus lares para arriscarem as suas vidas no oceano, o realizador devia ter como prioridade nos mostrar como era a vida deles antes de embarcarem nesta luta pela sobrevivência e depois revelar-nos com detalhes como é esta travessia e as condições em que é feita. E só depois mostrar o destino deles.

Pois bem, não é isso que se passa neste documentário. Ou melhor, temos muito pouco disso tudo que eu acabei de mencionar sobre aquilo que o filme devia ser, na realidade, eles mostram embarcações precárias de migrantes a navegar nas águas e alguém a resgatar alguns, para somente nos últimos vinte minutos nos mostrarem o procedimento de ajuda e salvamento real de uma embarcação cheia de migrantes, imagens que culminam mostrando alguns doentes e outros mortos. E é só. Porque pelo meio, somos obrigados a acompanhar um irritante miúdo de doze anos que passa os tempos livres a brincar com um amigo também ele enervante, os dois divertem-se entre outras coisas a destruírem plantas e a causar danos na natureza. O realizador perde igualmente tempo a mostrar-nos o dia a dia desse miúdo, a sua relação com a família, os seus problemas, enfim, coisas que não nos interessam para rigorosamente nada. Eu e muita gente estamos a borrifar-nos para esse miúdo e para a sua vida nessa ilha, aquilo que nós queríamos ter visto era mais dos migrantes, mais do drama dos refugiados e da missão complicada das pessoas qualificadas no terreno que ajudam e lidam com estes migrantes, isso sim, seria bem mais interessante do que aquilo que ocupa cerca de 70% do documentário. Sendo assim, o filme não resulta e é lamentável que assim seja, embora eu tenha gostado de ter visto o pouco de interessante que o filme tem.

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