domingo, 30 de julho de 2017

Baby Driver

Nome do Filme : “Baby Driver”
Titulo Inglês : “Baby Driver”
Titulo Português : “Baby Driver – Alta Velocidade”
Ano : 2017
Duração : 112 minutos
Género : Ação/Crime/Music
Realização : Edgar Wright
Produção : Tim Bevan/Eric Fellner/Nira Park
Elenco : Ansel Elgort, Kevin Spacey, Lily James, Jamie Foxx, Eiza Gonzalez, Jon Bernthal, Jon Hamm, Micah Howard, CJ Jones, Lanny Joon, Brogan Hall, Flea.

História : Baby é um jovem e talentoso condutor de carros que trabalha para um poderoso chefe do crime, com quem tem uma dívida. Após um suposto último trabalho e quando ele pensa que finalmente poderá sair do ramo e viver uma vida normal, é coagido a regressar a esse perigoso mundo para participar numa missão que envolve uma equipa condenada ao fracasso.

Comentário : Confesso que não ia ver este filme, mas depois de ter lido as criticas a ele de alguns cinéfilos, resolvi dar uma olhada e não é que eu não me arrependi. É assim, não gosto muito deste tipo de filmes e muito menos do trabalho deste realizador, Edgar Wright não é dos cineastas que mais me agrada, eu apenas curti um filme dele do ano de 2010. Mas o que ele faz nesta fita é qualquer coisa especial que merece todo o meu destaque. Aparentemente, a história aqui não é nada de novo, é mesmo algo já visto em outros filmes do género. A grande novidade aqui é a componente musical, algo que o realizador trabalha de forma perfeita e a articula bem com as cenas de ação. Grande parte das cenas estão em perfeita sincronia com a música que ouvimos, inclusive, as canções que o protagonista ouve fazem parte da banda sonora. A harmonia contagiosa entre a música que ouvimos e as sequências e cenas, é o ponto mais alto do longa. Existem também cenas de perseguição seja a pé ou de carro que estão impecáveis. Até o motivo pelo qual o personagem principal estar sempre a ouvir musica enquanto “trabalha”, é explicado pelo facto dele em pequeno ter sofrido um acidente de carro que resultou não só na morte dos pais como também de ter ficado com um zumbido constante nos ouvidos. Então a música ajuda ele a compensar esse problema e muitas vezes, as ações dos personagens, incluído dele, casam com as batidas musicais.

Eu adorei este personagem de Ansel Elgort e aquilo que mais me chamou à atenção foi o seu estilo e aquela particularidade dele gravar algumas conversas dos criminosos e, quando chega a casa, ele faz uma espécie de fitas áudio, onde monta e mixa tudo, como se de uma música se tratasse. No entanto, o actor não nos oferece uma prestação muito consistente, é mais expressividade do que interpretação, ele chega mesmo a ser um protagonista sem graça, sem chama. Mas a partir do momento em que ele conhece a personagem da Lily James, a coisa melhora um pouco e dá gosto ver a relação que se cria entre os dois, é gratificante testemunhar aquilo em que ela evolui e culmina. Sobre os restantes actores do elenco, não há nada a dizer, eles apenas cumprem os seus personagens padrão. O filme peca igualmente pela falta de verossimilhança em algumas situações. O principal problema deste filme é o facto de ser mais estilo do que história e isso é uma grande falha. A história é fraca e os personagens têm pouca profundidade. Em resumo, gostei da montagem do filme e da forma como tudo nos é mostrado, mas faltou o principal. 


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