segunda-feira, 17 de julho de 2017

Amar

Nome do Filme : “Amar”
Titulo Inglês : “Loving”
Titulo Português : “Amar”
Ano : 2017
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Esteban Crespo
Produção : Stefan Schmitz/Maria Zamora
Elenco : Maria Pedraza, Pol Monen, Natalia Tena, Greta Fernandez, Nacho Fresneda, Gustavo Salmeron, Sonia Almarcha, Marta Belenguer, Antonio Valero, Celso Bugallo, Maria Caballero, Jorge Silvestre.

História : Laura e Carlos são dois adolescentes que aparentemente estão apaixonados, embora tenham uma relação muito estranha. Os dois decidem interromper o namoro e dar um tempo ao relacionamento, o que será determinante não só para testarem a relação mas também para provarem se realmente se amam um ao outro.

Comentário : Confesso gostar bastante de cinema espanhol, não por causa deles serem nossos vizinhos de fronteira, mas sim porque tenho uma simpatia cinéfila por eles. E este filme é um bom exemplar desse cinema. De certa forma, estamos perante um tipo de cinema que é um pouco parecido com o cinema que se faz em Portugal ou mesmo no Brasil, a maioria desses filmes falam-nos, de forma eficaz, directamente ao nosso coração. O cineasta Pedro Almodovar também o sabe fazer muito bem. No centro desta trama temos um casal de jovens namorados que gostam de ter relações sexuais em locais menos próprios e arriscados, mas que ainda têm que provar a eles mesmos que se amam realmente. É algo parecido com a saída da era da juventude para entrarem a fundo na vida adulta. E nesse aspecto, apesar de ambos serem irresponsáveis, ela ainda consegue pensar melhor naquilo que quer para a sua vida, diria que ele é mais infantil que ela.

O realizador gere bem os tempos e nos faculta uma história interessante com um argumento bem escrito e coeso, recheado de bons momentos amorosos. Ele não só trabalha bem a relação do casal protagonista, como também estabelece de forma cordata o tipo de vida que os pais de cada um dos jovens levam, articulando a relação dos adultos com os jovens de forma muito eficiente. As cenas de sexo nunca são explícitas aqui e no caso deste filme, achei bem, o amor entre adolescentes é bonito e inocente demais para ser estragado com exposições menos próprias, principalmente quando se pretende passar a imagem que aquilo que os protagonistas vivem é genuíno e verdadeiro. Maria Pedraza (foto em baixo) e Pol Monen possuem as melhores prestações deste filme e a química entre os dois funcionou muito bem. Apesar de duas ou três cenas menos felizes, estamos perante um filme que me agradou bastante e cuja história me cativou. Um filme de baixo orçamento que trata o amor como só os bons filmes o sabem fazer. 

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