quinta-feira, 15 de junho de 2017

Sweet Dreams

Nome do Filme : “Fai Bei Sogni”
Titulo Inglês : “Sweet Dreams”
Titulo Português : “Sonhos Cor-de-Rosa”
Ano : 2016
Duração : 131 minutos
Género : Drama
Realização : Marco Bellocchio
Produção : Beppe Caschetto
Elenco : Berenice Bejo, Valerio Mastandrea, Fabrizio Gifuni, Guido Caprino, Barbara Ronchi, Dario Dal Pero, Nicolo Cabras, Emmanuelle Devos, Piera Degli Esposti, Roberto De Francesco, Roberto Herlitzka, Miriam Leone, Manuela Mandracchia, Linda Messerklinger, Lorenzo Monti, Drazen Pavlovic, Arianna Scommegna, Bruno Torrisi, Ferdinando Vetere, Pier Giorgio Bellocchio.

História : Massimo é um jornalista bem conceituado que trabalha num dos mais importantes jornais de Itália. Um dia, após um trabalho particularmente difícil sobre a Guerra da Bósnia, começa a ter ataques de pânico. Simultaneamente, vê-se obrigado a tratar dos assuntos da venda da casa de família, onde viveu toda a infância. Ao encarar as memórias do passado, a situação de ansiedade piora. É então que, ao procurar ajuda profissional, conhece Elisa, alguém que o vai ajudar a superar um trauma que teve origem numa perda irreparável.

Comentário : O principal problema deste filme é o facto dele perder imenso tempo com a infância e juventude do protagonista em vez de investir mais na fase adulta dele. Eu gostei deste filme, mas queria ter visto mais do Massimo adulto e da sua relação com a médica Elisa. Aliás, a belíssima e talentosa actriz Berenice Bejo foi muito mal aproveitada aqui, vendo a sua personagem atirada para segundo plano. Por outro lado, o actor Valerio Mastandrea esteve muito bem em campo, ele tem a melhor interpretação do filme, eu gostei bastante do seu personagem e gostava de ter visto mais dele, em alguns momentos, ele parece Michael Fassbender. Apesar da narrativa se centrar mais na infância e na juventude do protagonista, a história está muito bem contada e mostrada, sempre com boas actuações de todo um grupo de secundários muito bem gerido e funcional.

O principal foco do filme é a tragédia que aconteceu a um familiar do protagonista e sobre isso apenas saberemos a verdade perto do final, eu fiquei admirado, embora não tenha entendido a reação de Massimo. Claro que o filme tem uma ou outra cena desnecessária, daquelas que não fazem falta nenhuma ou que não contribuem para o todo. O filme soma pontos também por ser muito nostálgico, eu sou uma pessoa deprimida por natureza e senti-me triste em algumas cenas que puxam mais para o sentimentalismo. A desgraça em si já é propícia a esse tipo de sentimentos. Temos também uma participação especial da actriz Emmanuelle Devos, que eu confesso ter gostado. Existe uma sequência passada na infância de Massimo entre ele e um amigo que dá que pensar, é sobre a maneira de nós tratarmos que nos ama e só sabemos dar valor quando não as temos. É um bom filme italiano que nos leva a penetrarmos nas relações entre pais e filhos com todas as sensações e sentimentos nelas contidas. Por último, tenho que dizer que lamento imenso ter perdido este filme no cinema.

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