sexta-feira, 2 de junho de 2017

Berlin Syndrome

Nome do Filme : “Berlin Syndrome”
Titulo Inglês : “Berlin Syndrome”
Ano : 2017
Duração : 115 minutos
Género : Thriller/Drama
Realização : Cate Shortland
Produção : Polly Staniford
Elenco : Teresa Palmer, Max Riemelt, Emma Bading, Matthias Habich, Lucie Aron, Lara Marie Muller, Elmira Bahrami.

História : Vinda da Austrália, a jovem Clare acaba de chegar a Berlin. Um dia, ela conhece Andi e, ao tornar-se sua companheira, comete o pior erro da sua vida.

Comentário : A realizadora Cate Shortland já me havia convencido que fazia bons filmes em obras como “Somersault” e “Lore”. Estava com muitas expectativas para este seu novo filme que, embora não esteja ao nível dos dois anteriores, é um bom filme. O argumento é complexo, a história segue-se muito bem. É um filme tenso e claustrofóbico, onde temos uma protagonista em apuros. No papel principal, Teresa Palmer manda muito bem, ela tem uma prestação bastante consistente e sempre consciente que a sua personagem exige muito dela. Por seu turno, Max Riemelt convence também no papel do criminoso nojento de serviço, porém, a sua química com Palmer não funciona tão bem, embora ele dê um vilão credível. Podemos também contar com uma Emma Bading bastante útil e competente. O filme não nos faculta muitas respostas, por exemplo, não se sabe o que sucedeu à antiga companheira e muito menos qual foi o destino da cadela. A cineasta podia ter exposto menos a sua actriz principal, certos planos eram desnecessários. Não entendo porque motivo a beleza da mulher é sempre exposta no cinema, é quase uma má regra. Nota positiva também para a fotografia e para o clima de tensão e claustrofobia quase sempre presentes, algumas cenas são aflitivas. O filme podia muito bem ser baseado em acontecimentos reais, as situações aqui retratadas podiam facilmente acontecer na vida real, o que não faltam por aí são homens doentes e dispostos a praticar o mal. O filme peca por ter alguns erros na lógica dos acontecimentos e uma ou outra situação que não faz muito sentido. No geral, é um bom filme. 

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