quarta-feira, 3 de maio de 2017

The Autopsy Of Jane Doe

Nome do Filme : “The Autopsy Of Jane Doe”
Titulo Inglês : “The Autopsy Of Jane Doe”
Titulo Português : “A Autópsia de Jane Doe”
Ano : 2016
Duração : 86 minutos
Género : Mystery/Terror
Realização : Andre Ovredal
Elenco : Brian Cox, Emile Hirsch, Olwen Kelly, Ophelia Lovibond, Sydney.

História : Tommy Tilden e o seu filho, Austin, são médicos legistas numa pequena cidade americana. Numa noite, aparece-lhes o corpo de uma jovem não identificada. Foi assassinada sob estranhas circunstâncias e encontrada na cave de uma família. À medida que pai e filho vão avançando com a autópsia, numa tentativa de descobrir as causas da morte da rapariga, dão-se conta de alguns factos perturbadores.

Comentário : Tal como aconteceu com “Get Out”, também apanhei uma desilusão com este pequeno filme de terror. É assim, este filme de terror tem uma primeira parte muito boa, com o espectador a ficar totalmente envolvido com aquilo que se desenrola perante os nossos olhos. Acompanhamos o trabalho de um pai e do seu filho, ambos trabalhadores de uma morgue, que recebem um corpo inesperado e estranho e é-lhes pedido que façam a respectiva autópsia, para que de manhã, saibam dizer qual foi a causa da morte da jovem falecida. Primeiramente, é um trabalho muito eficaz de Brian Cox e Emile Hirsch, dois actores que dão muita credibilidade aos seus personagens, os dois têm uma boa química e conseguem com que quem os vê, seja realmente levado a conhecer como se faz uma autópsia. O realizador não nos poupa às nojices próprias daquilo que se está a passar. O clima de mistério resulta muito bem e nos deixa nervosos. Há uma tensão muito forte aqui.

No entanto, lá pela marca dos quarenta minutos que é mais ou menos quando começa a segunda parte do filme, tudo se altera. A sensação que me deu foi que, a partir de uma situação inverossímil, a história e o filme em si resvalaram para uma narrativa patética e ridícula, repleta de clichés do género e de situações estúpidas, o que estragou todo o bom trabalho feito até então. A mim, esta situação colocou-me triste, porque eu tinha depositado muita expectativa neste filme e, visto que a primeira parte é muito boa, a segunda parte não correspondeu em nada aquilo que eu havia idealizado. No campo do elenco, Brian Cox tem uma interpretação consistente, o seu personagem é um homem convicto da sua função e que faz o seu trabalho com afinco e dedicação, ele convence muito bem e nos transmite na perfeição como é um funcionário de uma morgue. Por seu turno, Emile Hirsch, está igualmente aceitável, embora não tenha sido tão convincente quanto Cox o foi. No entanto, Hirsch passa bem a imagem de uma parte da juventude de hoje, por vezes, desligados da realidade e um pouquinho irresponsáveis face ao trabalho. Ophelia Lovibond vai bem, mas teve uma presença limitada, podia ter tido mais tempo de antena. Olwen Kelly tem uma boa prestação física e muita paciência, não deve ter sido fácil passar o filme quase todo deitada numa maca parada. Por último, temos um gatinho muito querido. Lamentável foi o destino do bichano. É um filme detentor de uma primeira parte bastante competente, mas que se perde largamente num segundo acto profundamente patético e pouco imaginativo. 

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