domingo, 28 de maio de 2017

Raw

Nome do Filme : “Grave”
Titulo Inglês : “Raw”
Titulo Português : “Raw”
Ano : 2016
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Julia Ducournau
Produção : Jean Des Forets
Elenco : Garance Marillier, Ella Rumpf, Rabah Nait Oufella, Laurent Lucas, Joana Preiss, Bouli Lanners, Marion Vernoux, Thomas Mustin, Jean Louis Sbille.

História : Justine é uma jovem tímida, sensível e vegetariana, caloira na mesma faculdade de veterinária em que estuda a sua irmã, Alexia. Durante as praxes, a menina é forçada a comer carne animal e esse acto provoca mudanças extremas na sua vida.

Comentário : Em primeiro lugar, não se deixem enganar, este não é um filme de terror, conforme o querem vender, trata-se de um drama humano sobre o canibalismo, fala da transformação de uma jovem. Existe uma longa sequência na versão extensa do filme “Ninfomaníaca” do polémico Lars Von Trier que é mesmo susceptível de ferir a sensibilidade de quem a vê, a mim incomodou-me bastante e fiquei chocado. Isto para dizer que este filme não tem nada de verdadeiramente chocante, não é nada que já não tenha sido visto em filmes de terror, temos portanto apenas uma cena um pouco gore e é só. Assim, não entendo os comentários de pessoas que dizem que desmaiaram na sala de cinema e outras que se foram embora, a nível do gore, os filmes das sagas “Saw” e “Hostel” são bem piores e a esse nível, este “Raw” não lhes chega aos calcanhares. E digo mais, o único terror que vi neste filme foi o terror provocado pelas praxes académicas, essas sim, deviam acabar, é nojento haver jovens que acham que têm poder sobre os novatos e os obrigam a actos humilhantes e os forçam a participarem das suas anormalidades. Forçar ou obrigar alguém a algo contra a sua vontade ou sobre chantagem é crime. Nem imaginam o quanto esses académicos me enojam. 

Claramente que não entendo o alarido que este filme causou, repito, não há mesmo nada aqui que já não tenha sido visto em filmes de terror. “Raw” é um filme bem realizado por uma mulher que entende as adolescentes e sabe filmar aquilo que representa ser-se rapariga. Os actos da protagonista são questionáveis e apenas explicados num fabuloso twist no final do filme, eu não esperava aquilo. Existe uma parte em que Justine é humilhada pela irmã numa morgue, cena que revolta. Há algumas atitudes de certos personagens que não fazem muito sentido, por exemplo, porque motivo o único amigo da protagonista que é gay, insiste em dormir com raparigas e ter relações sexuais com elas. Garance Marillier (linda) é a estrela e a grande revelação deste filme, a miúda possui aqui uma boa prestação, ela convence no papel de alguém sem orientação. Infelizmente, Ella Rumpf, que desempenha a sua irmã, não a acompanha ao nível da qualidade interpretativa dela, fazendo com que a química entre elas simplesmente não funcione. Existe uma sequência em particular que envolve a nossa menina e um espelho que eu achei divinal, são as minhas cenas preferidas do filme. Existe uma cena de sexo exagerada que é desnecessária, ela não adianta nada ao filme. Volto a dizer, o twist final é brutal e explica quase tudo sobre o comportamento das irmãs, só não explica porque motivo a mais velha é tão má para a mais nova. É um filme razoável.

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