segunda-feira, 22 de maio de 2017

Gifted

Nome do Filme : “Gifted”
Titulo Inglês : “Gifted”
Ano : 2017
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Marc Webb
Produção : Karen Lunder/Andy Cohen
Elenco : Chris Evans, McKenna Grace, Octavia Spencer, Jenny Slate, Lindsay Duncan.

História : Após a morte da irmã, Frank passou a ser o responsável pela educação da sobrinha, Mary, começando a criar a menina. No entanto, alguns anos depois, surge a avó da menina que pretende ficar com a neta, dando início a uma disputa nos tribunais com Frank pela custódia da criança.

Comentário : Antes de mais quero aqui dizer que detestei este filme. E não gostei deste “Gifted”, simplesmente porque é tudo mais do mesmo, além disso, o filme é um mar de clichés em relação a filmes do género. As únicas diferenças são que aqui a criança disputada é um génio da matemática e que se trata de um tio a lutar pela guarda dela em vez de um pai. Das coisas que gostei, saliento a maravilhosa cinematografia e a grandiosa prestação da pequena McKenna Grace, esta menina tem aqui uma forte presença e a sua química com Chris Evans resultou na perfeição. Mas infelizmente, os pontos negativos são imensos. Como já havia dito, o filme está cheio de clichés, exemplos : temos alguém que complica a vida ao responsável pela menina, achando saber o que é melhor para a criança; temos a amiga do tutor que é sempre atenciosa e sabe como são as coisas sendo também implicada no processo; temos questões judiciais e familiares decididas por tribunais; temos confissões da menina que ditas de forma inocente acabam por prejudicar a relação com o seu responsável; temos a personagem que enche a criança de prendas para a comprar; temos a professora da menina que acaba sempre por se envolver com o responsável da criança; temos uma terceira pessoa que acaba por interferir no caso; temos um advogado cínico que joga sujo para prejudicar gravemente o tutor e a criança; temos a criança que é levada para longe do tutor que adora; temos as situações ridículas e repetitivas de sempre encontradas em filmes do género, já para não falar do típico final, mas esse é de louvar. Octavia Spencer faz dela mesma e Chris Evans deixa finalmente as tangas da Marvel para desempenhar um papel decente, conseguindo uma boa empatia com a menina, que, apesar de representar muito bem a sua Mary, consegue ser amável e irritante ao mesmo tempo. Para as coisas terem resultado, o filme devia ser unicamente sobre o dom da menina e também falar mais sobre a relação dela com o tio. Enfim, mais uma grande desilusão deste ano. 


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