domingo, 28 de maio de 2017

Colossal

Nome do Filme : “Colossal”
Titulo Inglês : “Colossal”
Titulo Português : “Colossal”
Ano : 2016
Duração : 109 minutos
Género : Ação/Comédia/Ficção
Realização : Nacho Vigalondo
Produção : Russell Levine/Zev Foreman/Nahikari Ipina/Dominic Rustam
Elenco : Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Dan Stevens, Austin Stowell, Tim Blake Nelson, Hannah Cheramy, Nathan Ellison.

História : Gloria está a atravessar um momento verdadeiramente dramático da sua vida : além de ter perdido o emprego e o namorado, parece ficar mais dependente do álcool a cada dia que passa. Incapaz de se sustentar sozinha em Nova Iorque, regressa à pequena cidade que a viu nascer. Um dia, apercebe-se de algo inacreditável : durante as saídas nocturnas, em que bebe até quase perder os sentidos, os seus gestos e acções são replicados por um monstro colossal que caminha pelas ruas de Seul, na Coreia do Sul. O monstro, que ninguém sabe de onde terá surgido, tem deixado um rasto de destruição atrás de si e lançado o pânico nas populações. Gloria fica sem saber o que fazer, embora tenha consciência que algo terá que fazer.

Comentário : Fiquei surpreendido pela positiva com este curioso filme, tem uma história interessante e é uma fita difícil de catalogar, o realizador fez bem em não seguir as regras habituais do género. Portador de alguma comédia, é um filme que mistura habilmente acção com ficção ou fantasia, como poucos o sabem fazer. Aparentemente ridícula, a premissa atinge a respectiva explicação e justificação para aqueles factos perto do final. Creio que é uma história original e diferente, pessoalmente nunca me lembraria de algo assim. Anne Hathaway vai muito bem, ela consegue aqui uma das melhores interpretações da sua carreira. Jason Sudeikis consegue irritar no papel do amigo nojento e Dan Stevens convence no seu papel, um pouco deslocado dos acontecimentos. Os efeitos especiais nem sempre resultam e algumas cenas fazem lembrar outros filmes de monstros. Volto a dizer, certas coisas aqui são mesmo estúpidas, mas acabam por funcionar devido ao contexto onde estão inseridas. A realização é bastante consistente, é possivelmente o melhor filme de Nacho Vigalondo. O filme nunca é assustador, aliás, as coisas são um pouquinho levadas para o lado da comédia, o que eu julgo que não resultou tão bem, pelo menos nas partes em que o monstro está em cena. Podiam ter mostrado mais do monstro, mas o pouco que dele deram a conhecer, fizeram com que eu simpatizasse com a criatura. O filme tem poucas personagens, por exemplo, eu senti falta de mais uma personagem feminina. Sabemos que não é um filme para ser levado a sério, mas deixem-se levar pela narrativa e terão duas horas bem passadas. Uma agradável surpresa. 

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