segunda-feira, 3 de abril de 2017

Dersu Uzala

Nome do Filme : “Dersu Uzala”
Titulo Inglês : “Dersu Uzala - The Hunter”
Titulo Português : “Dersu Uzala – A Águia da Estepe”
Ano : 1975
Duração : 140 minutos
Género : Aventura/Biográfico/Drama
Realização : Akira Kurosawa
Elenco : Yuriy Solomin, Maksim Munzuk, Mikhail Bychkov, Vladimir Khrulev, Stanislav Marin, Igor Sykhra, Vladimir Sergiyakov, Yanis Yakobsons.

História : Um explorador russo, Vladimir Arseniev que, no início do século XX, durante uma expedição à Sibéria, com o objectivo de fazer um levantamento topográfico da região, encontra e torna-se amigo de Dersu Uzala, uma espécie de caçador nómada que conhece aquelas florestas como ninguém e que lhe servirá de guia.

Comentário : Um dos melhores filmes de Akira Kurosawa, contudo, não dos mais falados. Eu gostei bastante desta fita, quase todo o filme decorre em cenários naturais, não existe nada de fundos verdes por aqui. Este filme faz ver a muitos que se fazem hoje em dia pois prova que, com poucos recursos, é possível fazer-se uma grande obra cinematográfica e neste caso os efeitos especiais não foram necessários. É um filme de aventura que é também baseado em acontecimentos verdadeiros, esta é uma história real, Dersu Uzala existiu de verdade e neste filme é abordada a amizade dele com o Capitão Arseniev. Eu fiquei fascinado com a forma como tudo nos é contado e mostrado por Kurosawa, mais realista que isto é praticamente impossível. Dersu Uzala era um homem sem maldade nenhuma, ele era realmente amigo de quem lhe fazia bem e teve um triste fim. Apesar dos esforços do Capitão para que ele se habituasse a viver na cidade, Dersu não gostava de tal modo de vida e optou por outra via. Foi curioso ver em filme esta enorme e poderosa amizade que aconteceu de verdade, muitos detalhes são aqui mostrados, ficamos a saber quanto poderosa pode ser uma relação entre duas pessoas. A natureza tem um papel essencial no filme, ela é mesmo uma espécie de personagem. A realização é boa, temos excelentes planos abertos, a sensação que dá é que nada ficou ao acaso. Para mim, foi muito gratificante seguir esta jornada, um dos melhores filmes que vi.

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