sábado, 7 de janeiro de 2017

Loving

Nome do Filme : “Loving”
Titulo Inglês : “Loving”
Titulo Português : “Loving”
Ano : 2016
Duração : 125 minutos
Género : Biográfico/Drama/Romance/Histórico
Realização : Jeff Nichols
Elenco : Joel Edgerton, Ruth Negga, Michael Shannon, Will Dalton, Alano Miller, Chris Greene, Sharon Blackwood, Christopher Mann, Winter Lee Holland, Marton Csokas, Robert Haulbrook, Bill Camp, David Jensen, Andrene Ward Hammond, Jevin Crochrell, Jordan Williams Jr., Georgia Crawford, Brenan Young, Dalyn Cleckley, Quinn McPherson, Jon Bass, Nick Kroll, Terri Abney.

História : Richard e Mildred Loving, um casal interracial, são presos em junho de 1958 por terem casado. Exilados do estado onde viviam, eles lutam pelo matrimónio e pelo direito de voltar para casa como uma família.

Comentário : Depois de ter concebido 3 excelentes filmes independentes (Shotgun Stories, Take Shelter e Mud) e um filme fraco (Midnight Special), o realizador Jeff Nichols regressa assim ao cinema de qualidade com este filme biográfico baseado num incrível caso real que fez história na América. O filme em questão chama-se simplesmente “Loving” e eu já o considero como sendo um dos melhores filmes que o ano de 2016 me facultou. O cineasta é bom em nos fornecer histórias de dramas humanos e aqui isso volta a acontecer e olhem que este caso é bem dramático e complexo. É impressionante como as pessoas pertencentes à raça negra eram tratadas naquela altura, ou melhor, como sempre foram tratadas e ainda o são de forma negativa, apenas por não serem brancos. Penso mesmo que isto é uma vergonha, muitos brancos deviam-se envergonhar por tratar de forma diferenciada as pessoas de outras etnias. E o filme foca bem isso.

Jeff Nichols soube gerir bem todo o material que tinha em mãos e fez um excelente trabalho, sendo o argumento e as interpretações os principais alicerces da fita. Joel Edgerton tem aqui um visual muito diferente daquilo que estamos habituados a ver nele, o seu personagem transmite carinho, amor, compreensão e proteção que são esses os sentimentos que ele nutre pela esposa. Joel Edgerton está muito bem neste filme e possui a segunda melhor prestação. Actor fetiche do realizador, Michael Shannon tem aqui uma intervenção muito pequena e discreta, mas revela-se marcante para o avançar dos acontecimentos. Mas quem brilha realmente é Ruth Negga que consegue a melhor interpretação do filme, além de que a sua empatia com Joel Edgerton resultou na perfeição. O ambiente de época está muito bem recriado, de facto, parece que tudo foi realmente filmado nos anos cinquenta e sessenta. O elenco de secundários também ajudou, quase todos eles estiveram à altura daquilo que era espectável. Não gostei dos actores que desempenharam aquele dueto de advogados que conseguiram com que o casal ganhasse o caso. Confesso que não conhecia esta história e este caso e estou grato a Jeff Nichols por tê-la conhecido, estamos sempre a aprender e todo o conhecimento é bem-vindo. Grande filme. Gostei. 


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