terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Krisha

Nome do Filme : “Krisha”
Titulo Inglês : “Krisha”
Titulo Português : “Krisha”
Ano : 2015
Duração : 83 minutos
Género : Drama
Realização : Trey Edward Shults
Produção : Trey Edward Shults
Elenco : Krisha Fairchild, Robyn Fairchild, Alex Dobrenko, Chris Doubek, Victoria Fairchild, Bryan Casserly, Chase Joliet, Atheena Frizzell, Augustine Frizzell, Olivia Grace Applegate, Rose Nelson, Bill Wise, Billie Fairchild, Trey Edward Shults.

História : Depois de anos de ausência, Krisha se reúne novamente com a sua família nas férias. Ela percebe que diante dela está a oportunidade de consertar os erros do passado, cozinhar o peru para a família e provar para os seus entes queridos que ela mudou para melhor.

Comentário : Durante a manhã de hoje vi este filme independente americano muito peculiar. Trey Edward Shults realiza, produz e interpreta uma das personagens secundárias do filme e saiu-se bem nessas três tarefas. Este pequeno filme me surpreendeu pela positiva, quanto mais não seja porque eu nada esperava dele. Basicamente, o que temos aqui é um drama muito realista cuja personagem principal é uma mulher claramente com pequenos disturbios mentais e com tendência para ficar alterada sempre que abusa de bebidas alcoólicas. Estes factores apenas nos são revelados com o decorrer da fita. O filme mostra o relacionamento que a protagonista vai tendo com cada um dos familiares na tal reunião de família, onde ela julga que se vai “reconciliar” com algumas dessas pessoas pelos seus actos do passado. Existe aqui um realismo sempre presente, parece que estamos a assistir realmente a uma reunião familiar e a todos os momentos daí resultantes e o excelente trabalho do realizador com a camara faz milagres nesse sentido, contribuindo para que tudo dê certo.

No papel principal, Krisha Fairchild (excelente) tem uma grande prestação e é graças a ela que estamos sempre na expectativa daquilo que acontecerá a seguir. O realizador consegue ainda a proeza de nos envolver num grande clima de tensão, principalmente a partir do momento em que Krisha se começa a passar. Nós percebemos na perfeição o que os vários familiares sentem por Krisha, vemos o castelo de cartas a desfazer-se aos poucos e a situação tende a agravar-se de minuto para minuto. Repito, é um filme muito tenso, as cenas mais espectaculares e tensas são as vividas entre as duas irmãs Krisha e Robyn e as coisas só podiam mesmo terminar daquela forma. À medida que os oitenta minutos passam, o realizador vai nos facultando cada vez mais detalhes daquela família e isso deixa-nos nervosos. Todos nós já sabemos que as relações entre seres humanos não são fáceis e quando se trata de relações familiares, aí é tudo bem pior. O ser humano é complicado por natureza e o filme trabalha essa questão muito bem, os personagens que mais se destacam ou que têm mais tempo de antena são muito bem expostos pelo realizador, mas tudo é nos facultado a seu tempo. O argumento é intrigante e alguns actores têm nas suas personagens os seus próprios nomes e isso me deixou com o bichinho atrás da orelha, afinal, não se sabe a veracidade de tudo o que é aqui mostrado. No fundo, a ideia foi bem pensada e resultou num filme muito bem conseguido. 

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