domingo, 22 de janeiro de 2017

Arrival

Nome do Filme : “Arrival”
Titulo Inglês : “Arrival”
Titulo Português : “O Primeiro Encontro”
Ano : 2016
Duração : 116 minutos
Género : Ficção-Científica/Drama
Realização : Denis Villeneuve
Elenco : Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Mark O'Brien, Tzi Ma, Abigail Pniowsky, Jadyn Malone, Julia Scarlett Dan.

História : Doze enormes naves alienígenas chegam ao nosso planeta e estacionam em 12 locais diferentes, ficando a pairar sem que nada aconteça. Nos Estados Unidos, é chamada uma especialista em idiomas chamada Louise Banks, considerada uma das melhores do mundo nesse ramo. Ela junta-se assim a uma equipa técnica, na missão de comunicar com os seres e tentar descobrir o que eles pretendem dos terrestres.

Comentário : Em primeiro lugar um aviso : se gostam de fantochada, barulho e de filmes cheios de efeitos especiais, de ritmo e de humor, então fujam desta fita. Confesso que gostei do filme, mas tenho que revelar que fui à internet pesquisar por algumas explicações, porque saí da projeção cheio de dúvidas e sem entender certas coisas. Com isto quero dizer que não é o típico filme que nos dá tudo mastigado, mas sim é daquelas fitas que nos põe a pensar e muito sobre aquilo que acabamos de ver. É um filme melancólico, muito parado e com uma banda sonora serena. A fotografia é seca e quase sem brilho e temos muitos planos de camara concentrados na protagonista. É um filme que aborda o passado e o futuro e o realizador trabalha muito bem os dois tempos, aliás, perceber a relação entre os dois, ajuda a entender o filme. Não é um filme fácil, é preciso muita calma e paciência para o ver e também é necessária muita atenção aos diálogos e às imagens que nos fornecem detalhes preciosos. Ainda sobre os tempos, atenção aos flashbacks da protagonista.

Amy Adams está soberba no filme, ela absorve o restante elenco principal com a sua excelente interpretação. As formas de comunicação entre os seres humanos também é um factor muito focado na fita e é outra das chaves para se perceber o que vemos. O director também mostra as atitudes de alguns países face ao problema, nos querendo dizer que o ser humano teme o desconhecido e parte quase sempre para o confronto, para a violência. O ponto negativo do filme é precisamente esse, ou seja, os Estados Unidos saem sempre bem na fotografia e são sempre eles que resolvem o problema. Quando o filme termina, se pensarmos bem, o início da fita é também o seu final e vice-versa, é uma espécie de palíndromo, tal como o nome da filha que a protagonista irá ter. Isso é dito nas primeiras frases que ela profere no começo do filme. Não vou revelar mais nada, apenas quero apelar para que vejam o filme com muita atenção e concentrem-se principalmente nos flashbacks de Louise Banks. Se os articularem bem aos acontecimentos que a narrativa vos mostra, de certeza que entenderão o filme. Isso não aconteceu comigo, mas aí o defeito é meu, e tive que ir pesquisar depois. Claramente que é filme para duas ou três visualizações obrigatórias para aqueles que não perceberem à primeira. Ou então façam o que fiz e recorram à internet. Um dos melhores filmes do ano passado. Uma obra calma, serena e introspectiva. 

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