terça-feira, 1 de novembro de 2016

The Handmaiden

Nome do Filme : “Ah-ga-ssi”
Titulo Inglês : “The Handmaiden”
Titulo Português : "A Criada"
Ano : 2016
Duração : 145 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Park Chan-Wook
Produção : Park Chan-Wook
Elenco : Kim Tae-ri, Kim Min-hee, Ha Jung-woo, Jo Jin-woong, Moon So-ri.

História : Na Coreia do Sul dos anos 1930, durante a ocupação japonesa, a jovem Sook-Hee é contratada para trabalhar para uma herdeira nipônica, Hideko, que leva uma vida isolada ao lado do tio autoritário. Só que Sookee guarda um segredo : ela e um vigarista planeiam desposar a herdeira, roubar a sua fortuna e trancafiá-la num manicómio. Tudo corre conforme o previsto, até que Sook-Hee aos poucos começa a compreender as motivações de Hideko. Para complicar a situação, as duas iniciam um estranho relacionamento secreto.

Comentário : Baseado num famoso livro escrito por Sarah Waters, este novo filme do conceituado realizador sul-coreano Park Chan-Wook é um dos melhores filmes do cineasta. Pessoalmente, gostei deste filme e vamos aos aspectos positivos, vamos ao que me agradou mais. O filme possui belíssimos cenários e uma excelente fotografia, bem como uma poderosa composição das cores e dos detalhes, tudo factores onde o cinema oriental se supera. Se há uma razão principal pela qual eu admiro o cinema do Japão, da China ou da Coreia é a cinematografia e a capacidade deles de nos surpreender tanto a nível visual, quanto a nível artístico. Podemos igualmente contar com poderosas interpretações a cargo das duas actrizes de serviço, aliás a empatia entre Kim Tae-ri e Kim Min-hee (as duas são lindas) funciona muito bem, seja como profissionais na arte da representação, seja enquanto personagens. As cenas de sexo entre as duas são encantadoras e o tipo de relação que se estabelece entre elas é bastante absorvente. Do lado masculino, Ha Jung-woo convence no papel de vigarista, enquanto que Jo Jin-woong nos facultou um tio tirano digno desse nome, um homem bastante autoritário que nem sempre agiu da melhor forma com a sobrinha. Aliás, a relação entre estes dois é bem estranha. 

Vamos aos aspectos negativos, pessoalmente, achei o argumento bastante labiríntico e confuso, confesso mesmo que fiquei um pouco perdido naquele momento em que a criada é deixada no manicómio. A partir dessa cena, as coisas ficaram um pouco confusas para mim e temos que admitir que os cineastas destes países pecam um pouco por baralhar um bocado as coisas nesse sentido. Não conheço o livro que serviu de base para a adaptação ao cinema e por isso não me posso alongar muito nesse sentido. Mas é bem verdade que este tipo de realizadores e este tipo de filmes tendem a confundir as coisas em algum momento da fita, devido aos seus argumentos nada escorreitos. Depois do momento em que a criada é internada, o filme recua no tempo e conta uma parte da infância da sobrinha, centrando-se na educação peculiar que o seu tio lhe facultou. Tudo para depois voltarmos à história central onde algumas cenas se repetem e outras se alongam e desvendam mais qualquer coisa, neste caso já me agradou isso. Mas repito, a trama é confusa e eu confesso que não entendi algumas coisas. Por fim, é um filme muito violento, mostrando a violência psicológica durante os dois primeiros actos e a violência física e explícita no terceiro acto e nomeadamente perto do final. Mas no geral, gostei do filme porque representa 140 minutos de bom cinema, isto é Cinema. 


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