sábado, 19 de novembro de 2016

Mãe Só Há Uma

Nome do Filme : “Mãe Só Há Uma”
Titulo Inglês : “Don't Call Me Son”
Titulo Português : “Mãe Só Há Uma”
Ano : 2016
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Anna Muylaert
Elenco : Naomi Nero, Lais Dias, Daniela Nefussi, Luciana Paes, Daniel Botelho, Matheus Nachtergaele, Helena Albergaria, Luciano Bortoluzzi, June Dantas.

História : Pierre é avisado que sua família não é biológica quando a polícia prende a sua mãe. Confuso, ele é obrigado a ir morar com os seus pais verdadeiros, que o conhecem como Felipe, e a sua nova realidade faz com que o rapaz revele a sua real identidade.

Comentário : Trata-se do novo filme da realizadora Anna Muylaert que nos deu o fabuloso “Que Horas Ela Volta”, um dos melhores filmes brasileiros do ano passado. Este seu novo filme não é tão bom quanto o anterior, mas ainda assim é um bom registo. Aqui são abordados temas como rapto de bebés, familias desfeitas, rebeldia na juventude, carência de afectos, o importante papel dos irmãos, a vivência num corpo errado e as relações familiares. Mais uma vez, mas de forma diferente, a cineasta aborda a maternidade e o faz de forma brilhante. Aliás o filme é baseado em vários casos reais e livremente adaptado de um caso em particular. Para além de falar sobre a maternidade, o longa aborda também os laços entre irmãos, sejam eles de sangue ou não.

Todos no elenco estão de parabéns, mas o destaque vai claramente para o estreante Naomi Nero, que dá aqui um show de representação. Também gostei da personagem da “irmã” do protagonista, cuja interpretação da jovem Lais Dias me comoveu. Jaqueline acaba por viver o mesmo drama do suposto irmão, também ela raptada por aquela mulher criminosa que criou os dois como se fossem seus filhos. Estes casos são mais comuns do que aquilo que se pensa. Apesar de não gostar do actor Matheus Nachtergaele, tenho que reconhecer que ele esteve muito bem aqui, sei que ele é um excelente actor, talvez não simpatize com ele, porque ele é muito dado à comédia, um género que eu não gosto. A morosa sequência no salão de bowling é a melhor do filme. Lamentável é o facto de o filme ter pouca divulgação e uma escassa distribuição. Mais um bom registo para o cinema brasileiro, grande filme. 



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