domingo, 6 de novembro de 2016

Hush

Nome do Filme : “Hush”
Titulo Inglês : “Hush”
Ano : 2016
Duração : 81 minutos
Género : Terror
Realização : Mike Flanagan
Elenco : Kate Siegel, John Gallagher Jr., Samantha Sloyan, Michael Trucco.

História : Maddie é uma jovem que ficou surda e muda aos 13 anos devido a uma doença, tornando-se escritora depois da faculdade. Actualmente, ela vive numa casa fantástica cujo único problema é ficar dentro de uma floresta. Ela divide os dias entre escrever um novo livro, recebendo visitas de uma amiga que mora ali perto e cuidando do seu gato persa. Uma noite, um estranho mascarado decide estragar-lhe a vida e aparece-lhe à porta disposto a encontrar a altura certa para entrar e matá-la. Agora, Maddie está entregue a si própria, porque o estranho cortou-lhe a electricidade e todas as formas de comunicação para o exterior, colocando a rapariga totalmente vulnerável.

Comentário : Gosto muito do tipo de terror que os entendidos têm vindo a chamar de horror domiciliário, que se define basicamente por um estranho ou vários estranhos que invadem uma casa para fazer o mal a quem lá está dentro. E este pequeno filme faz isso muito bem, eu já estava com saudades de um filme como este. Apesar de possuir alguns erros principalmente em ações das personagens, o argumento está muito bem amarrado e dá-nos sequências muito boas. Por exemplo, a sequência da morte da amiga da protagonista mesmo à sua frente sem que ela o veja está brutal ou a cena dos dedos na janela, entre outras. Kate Siegel tem aqui a melhor prestação da fita, a sua personagem faz com que nós tenhamos pena dela quando é necessário e nós “rezamos” para que tudo dê certo com ela. O filme usa bem as desvantagens da protagonista em ser surda e muda e mostra bem como ela usa isso a seu favor. No papel de mau da fita, encontramos um muito competente John Gallagher Jr., cujo argumento nunca nos revela o porquê dele estar a fazer tudo aquilo. A expressividade do ator chega mesmo a transmitir medo em algumas cenas e isso é muito bom para a história e para trabalhar a mente do espectador.

Apesar de estar envolto em alguns clichés próprios do género, o realizador soube tirar partido deles para enriquecer a trama. O filme tem sangue e grandes momentos de tensão, o que nos causa nervos, nisso o filme funciona. O longa vem adornado também de pequenos detalhes que significam muito dentro do campo dos vários acontecimentos que vão sucedendo diante dos nossos olhos. É como se aquela pequena coisa não tivesse acontecido daquele jeito, a situação ia suceder de uma maneira completamente diferente. Pode parecer que algumas ações dos dois protagonistas não fazem sentido, mas o realizador possui a habilidade de tornear essas questões de forma bastante aceitável, falhando apenas uma ou duas vezes. O personagem do namorado da amiga de Maddie não faz falta nenhuma para a história, ele apenas está ali para ser morto, para causar ainda mais pânico à já muito traumatizada protagonista. A química entre protagonista e antagonista funciona na perfeição, eles fazem parte de um impressionante jogo do gato e do rato que culminará apenas quando um matar o outro e até nessa parte final, a coisa está extremamente bem construída e bem concebida. É um filme que está bastante aceitável e fará certamente aquelas pessoas que moram em locais isolados ficarem a pensar. Em resumo, estamos perante um filme de terror bastante eficaz. 

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