sábado, 1 de outubro de 2016

Miracles From Heaven

Nome do Filme : “Miracles From Heaven”
Titulo Inglês : “Miracles From Heaven”
Titulo Português : “O Nosso Milagre”
Ano : 2016
Duração : 110 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Patricia Riggen
Elenco : Jennifer Garner, Martin Henderson, Kylie Rogers, Courtney Fansler, Brighton Sharbino, Eugenio Derbez, Queen Latifah, John Carroll Lynch.

História : Anna foi diagnosticada com uma doença incurável que lhe causava dores de estômago fortíssimas e que a impedia de comer normalmente. A família, desesperada, recorreu a vários médicos, procurando uma solução. Mas, infelizmente, nada podia ser feito por ela. Um dia, já com dez anos, a pequena sofre uma queda de uma árvore e quase perde a vida. Depois de levada de urgência para o hospital, todos se deparam com algo extraordinário : para além de ter sobrevivido à queda apenas com alguns arranhões, deixou de ter quaisquer sintomas da doença que, supostamente não tinha cura.

Comentário : Antes de mais, quero aqui dizer que eu não costumo comentar um filme que não vejo até ao final, isso acontece raramente, mas em alguns casos é mesmo necessário vir falar deles por isso mesmo, dá-me vontade de o comentar e aconteceu com este. Na ficha técnica diz tratar-se de um filme biográfico, mas eu até me custa a acreditar em certas coisas que o filme mostra. Não estou com isso a duvidar da veracidade dos factos aqui apresentados, simplesmente, custa-me a acreditar que, com uma queda de uma árvore, uma criança deixe por completo de sofrer de uma doença terrível e sem cura. E essa história de Jesus Cristo e da fé serem responsáveis pela “cura” das pessoas, pessoal, isso não cola, simplesmente porque eu não sou crente, eu não tenho nenhuma religião e me baseio em factos, em provas. Falando dos pontos positivos do filmes. Jennifer Garner possui uma brilhante interpretação, ela consegue transmitir a dor que uma mãe sentiria se tivesse uma filha naquelas condições. A pequena Kylie Rogers teve uma prestação bastante convincente, gostei do trabalho que a menina fez no que à representação diz respeito, para além dela possuir uma presença em tela muito forte. As cenas dela padecendo da doença são sofríveis. Um último aspecto positivo, a negligência médica foi aqui muito bem retratada, mostrando médicos que fazem diagnósticos que não são os correctos e isso pode levar à morte das crianças.

Nos aspectos negativos, Martin Henderson no papel de pai, simplesmente, não convence e limita-se a cumprir o papel mínimo do pai com obrigações. As irmãs da pequena protagonista estão no filme apenas para fazer número, apenas porque na família real, elas também existiam e limitam-se a cumprir em termos básicos os mínimos propósitos. Por exemplo, numa cena em que a mãe tira a longa sonda (um enorme fio amarelo) do nariz da filha doente, as irmãs não mostram nenhuma sensação ou ainda, quando é discutido à mesa durante uma refeição as limitações alimentares da miúda, elas estão mais preocupadas porque não poderão comer o que gostam do que com a saúde da irmã. Outra coisa que me enervou foi o personagem do pastor e o facto de estarem sempre a nos jogar à cara a questão da religião, chegou a um momento que saturou e eu disse : “chega, para mim, basta”. Queen Latifah limita-se a ser ela mesma, tem uma cena bem ridícula em que, a mãe e a criança doente estão preocupadissimas com a possibilidade de serem atentidas por um médico famoso naqueles casos e, momentos depois, isso é facilmente esquecido, e a preocupação passa a ser irem as três passear pela cidade num carro que parece ter saído da sucata. É assim, para que eu não seja mal entendido, eu não estou a duvidar que esta história tivesse acontecido de verdade, nem estou a questionar a veracidade dos factos, mas puxa, dava para colocar mais realismo e uma carga dramática mais forte numa história complexa que mostra uma criança sofrendo de uma terrível doença ?, era mesmo preciso salientar tanto a questão religiosa ?, porque é que fazem sempre o mesmo tipo de filme usando os mesmos clichés ?, são estas as questões que eu gostava de ver respondidas. Eu me enervei tanto com este filme que, chegou um momento e eu, simplesmente, desliguei o programa e desisti, afinal, estava cansado de tudo aquilo. 

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