segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Green Room

Nome do Filme : “Green Room”
Titulo Inglês : “Green Room”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Terror/Thriller/Crime
Realização : Jeremy Saulnier
Elenco : Patrick Stewart, Anton Yelchin, Imogen Poots, Taylor Tunes, Joe Cole, Callum Turner, David W. Thompson, Mark Webber, Macon Blair, Eric Edelstein, Michael Draper, Brent Werzner, Kasey Brown, Samuel Summer, Mason Knight, Colton Ruscheinsky.

História : Os “Ain't Rights”, banda punk-rock de Pat, Sam, Reece e Tiger, não estão a atravessar um bom momento. Quando recebem um convite para uma actuação num bar no meio de uma floresta do Oregon, os quatro não estão em posição de recusar. É assim que se vêem a dar um concerto algo intimista para uma plateia de gente duvidosa. Depois do espectáculo, quando regressam aos bastidores, deparam-se com o corpo de uma miúda esfaqueada na cabeça e chamam a polícia. Para encenar uma situação acidental antes da chegada das autoridades, o grupo neonazi que gere o local tem que eliminar todas as testemunhas, que são os quatro jovens membros da banda.

Comentário : Este curioso filme de terror estreou nas nossas salas de cinema na semana passada de forma muito discreta e pouca atenção despertou. Eu confesso que já tinha começado a ver este filme à umas semanas, mas o achei confuso demais e desisti de o ver. Na noite passada, resolvi dar-lhe uma segunda oportunidade e deixei-me levar, pelo que até gostei, apesar do esforço feito para encaixar tudo aquilo que acontece ao longo dos noventa minutos de duração. Não aconselho o filme a mentes sensíveis, a obra possui muito sangue e cenas violentas e fortes. O filme tem a vantagem de nunca ser previsível, ou seja, raramente sabemos aquilo que vai acontecer a seguir, porque é tudo inesperado. Os acontecimentos vão sucedendo naturalmente e são reveladas algumas surpresas. Pessoalmente, gostei disso no filme, do factor surpresa que neste caso, funcionou muito bem. Porém, alguns diálogos não funcionam tão bem e são algo contraditórios, originando algumas falhas.

O clima de tensão está quase sempre presente e podemos contar com alguns twists que favorecem e muito o filme. A narrativa escorre bem nos três actos do filme. Fiquei surpreendido com a actuação de Patrick Stewart nesta obra, ele desempenhou o líder dos vilões, estava bastante sinistro. Num dos últimos papéis antes de falecer precocemente, o jovem actor Anton Yelchin fez de protagonista e teve a melhor prestação da fita, embora a condição física da sua personagem tenha sido um pouco inverossímil, na minha opinião, ele não tinha conseguido fazer aquilo tudo depois do golpe profundo no pulso, se aquilo acontecesse de verdade, talvez o mais certo era que ele se tivesse esvaído em sangue e morrido. Nota positiva também para as duas meninas do filme. Imogen Poots e Taylor Tunes têm aqui interpretações bastante convincentes, com o merecido destaque para a primeira que acaba por se tornar na segunda personagem principal da fita, quando na realidade, nem fazia parte do grupo inicial e principal, ela foi uma personagem que surgiu muito depois. É um bom filme que funciona bem nesta época de Halloween, cujo final é bastante aceitável e funciona bem.

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