sábado, 15 de outubro de 2016

Elle

Nome do Filme : “Elle”
Titulo Inglês : “Elle”
Titulo Português : "Ela"
Ano : 2016
Duração : 131 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Paul Verhoeven
Elenco : Isabelle Huppert, Anne Consigny, Alice Isaaz, Charles Berling, Virginie Efira, Laurent Lafitte, Judith Magre, Christian Berkel, Jonas Bloquet, Vimala Pons, Raphael Lenglet, Arthur Mazet, Lucas Prisor.

História : Michele é a executiva e chefe de uma empresa de jogos de vídeo, a qual administra do mesmo jeito que gere a sua vida amorosa e sentimental : com “mão de ferro”, organizando tudo de maneira precisa e ordenada. A sua rotina é quebrada quando ela é atacada e violada por um desconhecido, dentro de sua própria casa.

Comentário : Isabelle Huppert é daquelas actrizes que dispensam qualquer tipo de apresentação ou de elogios. E quando falamos de Isabelle Huppert, podíamos estar a falar de actrizes como Juliette Binoche, Meryl Streep, Charlotte Rampling ou Catherine Deneuve, são todas umas senhoras, seja como pessoas seja enquanto actrizes. Na minha opinião, este filme é um drama bem pesado, por vezes, difícil de assimilar. É um filme adulto onde estão sempre a acontecer coisas novas e twists, quase tudo digno de aplauso. Isabelle Huppert desempenha uma personagem complexa, mas sabe fazê-lo mais uma vez, de forma perfeita. Ela dá-nos aqui uma excelente interpretação com a sua protagonista. Com um passado traumático devido aos feitos do pai, a sua Michele é bastante convincente.

Desde a complicada relação que tem com a mãe, passando pela distância que a separa do filho e não estou a falar de distância física, e indo parar à sua também complexa vida sexual, tudo nesta personagem foi bem pensado por parte do realizador. Todo o restante elenco está de parabéns, gostei de quase todas as personagens, mas fiquei de olho na namorada do filho da protagonista. O gato é lindo. O argumento é original e está sempre a pregar-nos surpresas, nos facultando reviravoltas bastante interessantes. É muito positiva e eficaz a maneira como o realizador “joga” com as personagens e as coloca nas mais variadas situações. Assim, as relações entre todas as personagens são o principal foco do filme, a química entre todos eles funcionou muito bem. Pessoalmente, senti-me totalmente dentro daquilo que estava a ver, tudo porque o filme é bastante envolvente. A relação entre Vincent e Josie é muito peculiar e torna-se ainda mais especial após o nascimento do “filho” de ambos. Gostei de quase tudo neste filme, mais uma boa surpresa que este ano cinematográfico me deu. 

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