segunda-feira, 12 de setembro de 2016

The Smell Of Us

Nome do Filme : “The Smell Of Us”
Titulo Inglês : “The Smell Of Us”
Titulo Português : “O Cheiro de Nós”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Larry Clark
Elenco : Diane Rouxel, Lukas Ionesco, Hugo Behar Thinieres, Theo Cholbi, Ryan Ben Yaiche, Adrien Binh Doan, Terin Maxime, Eva Menis Mercier, Serena Perret, Valentin Charles, Dominique Frot, Niseema Theillaud, Valerie Maes, Jean Christophe Quenon.

História : O quotidiano de quatro jovens skaters e as suas tendências auto-destrutivas, que se movem pela cidade se prostituindo com adultos para obter dinheiro.

Comentário : Sendo “Kids”, “Bully” e “Ken Park” os seus três filmes de referência, o realizador Larry Clark continua com a camara na mão a filmar os adolescentes e a essência daquilo que ele julga ser a adolescência. Se não contarmos com “Marfa Girl” e respectiva sequela, este “The Smell Of Us” é o seu novo filme. Estamos a pisar o mesmo terreno pantanoso, aquele que Clark faz questão de pisar, o universo dos adolescentes, bem como os seus problemas. Mas aqui, numa qualidade menor do que a existente nos três títulos referidos inicialmente. Larry Clark sempre foi um bom director a trabalhar com os adolescentes, filma-os como nenhum outro. A sua camara à mão está quase sempre nos rostos deles ou delas e nos seus corpos, virando-se igualmente para o espaço envolvente, sem nunca perder o seu foco. Neste filme, o realizador perde-se um pouco, porque investe demais na temática da sexualidade, quando nós sabemos que a adolescência tem outros focos mais interessantes, como a beleza da juventude ou os seus comportamentos, principalmente das raparigas.

Pessoalmente, gostei deste filme porque sou um grande admirador do tipo de cinema que Larry Clark pratica. A adolescência é a fase mais complicada na vida de qualquer ser humano e é nessa fase complexa que as personalidades dos jovens se vincam e se formam, tornando-os os adultos de amanhã. E Larry Clark sabe muito bem disso. Não é a primeira vez que ele entra no mundo dos skaters, já o tinha feito no razoável “Wassup Rockers”, mais uma vez consegue nos facultar o modo deles fazerem essa actividade. No caso deste filme, a melhor cena para mim, é aquela em que se vê a miúda do grupo a ajudar na queima do carro. Já a pior cena para mim, foi aquela em que Math está com a mãe naquele sofá, que sequência tão deprimente e desoladora, no caso da mãe, a que ponto chegam as pessoas, até dói só de ver estes casos. O filme tem muitas cenas de sexo, mas não é aquele sexo explícito, como em “Ken Park”, por exemplo. Há cenas onde os jovens metem uma mão dentro dos calções, mexem no pénis e depois cheiram a mão, como se gostassem do cheiro a sexo. Possivelmente, vem daí o titulo do filme, o cheiro ao sexo deles. Numa das cenas iniciais, vê-se um rapaz a fazer sexo oral a uma rapariga, uma cena muito bem filmada, mas que não mostra o essencial. Resumindo, este filme é razoável, o realizador consegue mais uma vez penetrar e bem no mundo dos adolescentes, sempre o fez bem nos seus filmes anteriores, mas aqui abusa um cadinho na componente sexual, deixando de lado outros temas mais importantes relacionados com estes seres tão fascinantes. Um filme raro. 

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