sexta-feira, 23 de setembro de 2016

The Daughter

Nome do Filme : “The Daughter”
Titulo Inglês : “The Daughter”
Titulo Português : “A Filha”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Simon Stone
Elenco : Odessa Young, Miranda Otto, Ewen Leslie, Sam Neill, Geoffrey Rush, Paul Schneider, Anna Torv, Wilson Moore.

História : Longe de casa há anos, Christian volta para o casamento do seu velho pai. Relembrando o passado, ele reencontra o seu melhor amigo, Oliver, e a sua família, que o levará a descobrir um segredo há muito tempo enterrado. Mas enquanto tenta corrigir os erros do passado, os seus actos ameaçam destruir as vidas daqueles que ele deixou para trás anos antes.

Comentário : Não devia ser segredo para quem me segue neste espaço que o meu tipo de filme preferido são aqueles filmes que abordam os relacionamentos e os sentimentos humanos, e a vida do ser humano no geral. Posto isto, devo dizer que adorei este filme. O realizador trabalha muito bem o lado humano das personagens e leva o seu elenco principal quase à exaustão no que ao lado interpretativo diz respeito. Nesse campo, Paul Schneider tem aqui uma das melhores e ingratas prestações da sua carreira, que papel tão injusto lhe deram. No papel de seu melhor amigo, Ewen Leslie ainda consegue estar melhor que ele e possui uma interpretação muito boa, mais vincada perto do final do filme e numa das últimas cenas do longa. Sam Neill e Geoffrey Rush estão impecáveis, mas pouco têm a fazer no filme, na minha opinião funcionam aqui mais como atores secundários do que outra coisa, ainda que tenham personagens bem relevantes para a história. Miranda Otto também vai muito bem, tendo igualmente um ingrato papel. No papel do “namorado” da miúda protagonista, o jovem Wilson Moore é uma personagem praticamente descartável e esquecível, ele não serve para nada no filme.

Ainda no campo das interpretações, o destaque vai para a bonita e jovem actriz Odessa Young, ela tem uma forte presença em tela e é na sua personagem que se concentram as grandes emoções humanas a que o argumento obriga. Ela é a miúda protagonista, ela é a filha do titulo, um titulo que funciona como uma espécie de spoiler, eu jamais chamaria este filme por esse nome. Odessa Young possui assim uma excelente prestação. O filme tem ainda uma boa fotografia e um bom argumento, que aborda as relações humanas de forma muito eficaz, como poucos filmes têm a coragem de o fazer. O filme peca pelo facto de tudo acontecer depressa demais, parece que o director quis condensar todos os acontecimentos de forma a que a fita não tivesse mais de hora e meia de imagens. Tal como tudo sucede depressa demais, termina igualmente rápido demais, os últimos vinte minutos são uma sucessão vertiginosa de acontecimentos que culminam num final um pouquinho mais tranquilo para Hedvig, mas que diverge totalmente daquilo que estávamos à espera. Este é daqueles filmes em que eu não me importava que acabasse mal, quem já o viu sabe do que estou a falar. O filme possui uma carga dramática muito forte, algumas cenas que compõem o elo da miúda com o trio Otto-Leslie-Rush são a prova disso. Temos cenas muito bonitas e outras bem complexas. Bom filme. 

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