domingo, 4 de setembro de 2016

Dolls

Nome do Filme : “Dolls”
Titulo Inglês : “Dolls”
Ano : 2002
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Takeshi Kitano
Elenco : Miho Kanno, Hidetoshi Nishijima, Tatsuya Mihashi, Chieko Matsubara, Kyoko Fukada, Tsutomu Takeshige, Kayoko Kishimoto, Kanji Tsuda, Yuko Daike.

História : Aqui encontram-se três histórias de amor inspiradas no Bunraku, teatro de marionetas japonês.

Comentário : Belíssimo filme japonês que tem o amor como tema principal e divide-se em um prólogo, três histórias e um epílogo. O filme abre nos seus primeiros cerca de dez minutos com uma sequência de marionetas de um teatro típico daquele país oriental. Depois seguimos para a primeira história que, além de ser a minha preferida, é a que ocupa mais tempo em tela. Conta o drama de uma jovem que tenta o suícidio e entra numa depressão profunda, porque o seu amado vai casar com outra. Ele então desiste do casamento e passa a dedicar todo o tempo à loucura dela, passando os dois a tornarem-se vagabundos e deambulando pela cidade com uma corda que os une. Na segunda história, temos um homem que, não possuindo dinheiro para manter uma relação com a sua apaixonada, abandona-a e dedica-se ao mundo do crime. Décadas mais tarde, encontra-se com ela num banco de jardim, local simbólico do passado dos dois, embora não se identifique perante ela.

Por fim, na terceira história, a mais violenta, temos uma adolescente que é cantora e encanta o país com as suas músicas, sofrendo um grave acidente que termina a sua carreira de sucesso. Um dos seus principais admiradores resolve cegar-se a ele próprio, apenas para ter a possibilidade de privar com ela, os dois tornam-se finalmente amigos. Uma grande prova de amor. O filme termina novamente com a tal peça de teatro japonês com os ditos bonecos, que são imediatamente associados à primeira história, embora as três estejam ligadas entre si, não só pelos mesmos temas principais (o Bunraku e o amor), mas também porque as suas personagens chegam a cruzar-se em determinados pontos da fita. No campo das prestações, o destaque vai para a jovem Miho Kanno, a personagem feminina principal da primeira história, numa das cenas e num mesmo take, ela vai do riso ao choro com uma facilidade brutal, que grande profissionalismo. O ator que fez de seu companheiro também esteve muito bem, nota igualmente positiva para a caracterização dos dois. Os outros dois casais também estiveram muito bem. O filme é também rico nas imagens, podemos contar com cenas lindas, por vezes, parecem pinturas e tudo devido às bonitas paisagens dos arvoredos e dos cenários naturais. Pessoalmente, adorei este filme do chamado cinema do mundo, confesso ter gostado das três histórias, embora e como já disse, a primeira é a melhor. E viva o amor. 

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