segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Cosmos

Nome do Filme : “Cosmos”
Titulo Inglês : “Cosmos”
Titulo Português : “Cosmos”
Ano : 2015
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Andrzej Zulawski
Elenco : Victória Guerra, Sabine Azema, Jean François Balmer, Jonathan Genet, Clementine Pons, Andy Gillet, Johan Libereau,

História : O jovem Witold é um estudante de direito que acabou de chumbar nos exames. Fuchs, por sua vez, deixou o emprego numa casa de alta-costura parisiense. Ambos decidem passar alguns dias no campo e alugam um quarto numa pequena hospedaria. Naquele lugar, vão conhecer várias pessoas misteriosas e deparar-se com uma série de acontecimentos bizarros que vão fazê-los pôr em causa a sua própria sanidade mental.

Comentário : Com assinatura de Andrzej Zulawski (que regressa à realização quinze anos depois de “A Fidelidade”), um thriller sobre obsessões que adapta a obra homónima escrita, em 1965, pelo polaco Witold Gombrowicz. Co-produzido pela Leopardo Filmes e pela Alfama Films de Paris, ambas dirigidas por Paulo Branco, e rodado em Portugal (em Sintra e na Covilhã), o filme foi apresentado em competição no Festival Internacional de Cinema de Locarno (Suiça), onde arrecadou o leopardo de melhor realização. O filme conta com a participação de uma excelente atriz portuguesa e com nomes consagrados do cinema europeu.

Trata-se de um filme estranho feito à imagem do cineasta, que primeiro estranha-se e depois nunca entranha-se. Para mim, o melhor filme de Andrzej Zulawski continua a ser “O Importante É Amar”, datado de 1975. Este seu novo filme é daquelas coisas muito estranhas que não lembra ao diabo, cheio de tiras pseudo-intelectuais, que duvido que até a esses agrade. Admiro-me eu o filme ter sido permiado no tal festival de cinema na Suíça. O filme está repleto de cenas estranhas, personagens bizarras e sequências surrealistas. Tirando os dez primeiros minutos de filme, a partir daí as personagens deixam de ter atitudes normais. Jonathan Genet consegue ser assustador em algumas entradas. Gostei imenso de ver Victória Guerra mais uma vez nestas andanças, a miúda safa-se sempre bem em tudo o que se mete. Mas nem ela consegue salvar este filme do desastre total. É que, para ter feito este objecto sem significado, mais valia Andrzej Zulawski ter ficado quieto, por mais alguns anos. E já agora, Paulo Branco, se leres isto, faz um favor à comunidade cinéfila : reforma-te e encerra as salas de cinema do Monumental, é que as salas são feias, velhas e nunca apetece ir para lá.

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