sexta-feira, 19 de agosto de 2016

The Neon Demon

Nome do Filme : “The Neon Demon”
Titulo Inglês : “The Neon Demon”
Titulo Português : “O Demónio De Neon”
Ano : 2016
Duração : 120 minutos
Género : Thriller/Crime
Realização : Nicolas Winding Refn
Produção : NWR
Elenco : Elle Fanning, Abbey Lee, Jena Malone, Bella Heathcote, Christina Hendricks, Jamie Clayton, Stacey Danger, Rebecca Dayan, Taylor Marie Hill, Vanessa Martinez, Lily Moffett, Charlize Cotton, Allie Lewis, Georgia Fowler, Dani Seitz, Alysse Reynolds, Autumn Alderson, Lucy Cronkite, Tea Jo, Jennifer Wade, Olga Glenn, Lareja Drane, Frances Parsons, Aminata Mboup, Claire Eberle, Anna Gonzales, Lauren Adams, Bridgham Leigh, Nicole Robinson, Jaydn Meier, Lunden Lisherness, Kiera Smith, Lavinia Postolache, Sophie Mazzaro, Rebecca Kiser, Samantha Miller, Tessa Miller, Keanu Reeves, Alessandro Nivola, Karl Glusman, Desmond Harrington.

História : A linda Jesse, de 16 anos, chega a Los Angeles determinada a realizar o sonho de se tornar modelo profissional. Após uma sessão fotográfica, é contratada por uma agência. Ali terá de aprender a lidar com o enorme egocentrismo das outras modelos, que estão dispostas a tudo pelo reconhecimento, e também com Ruby, uma maquilhadora que se revela muito amorosa, porém perigosa. Rapidamente, Jesse percebe que o mundo da moda não é apenas sobre beleza e perfeição, mas algo doentio, perverso e assustador.

Comentário : Às vezes, quando um filme é mau, costumo perguntar-me o que se passa na cabeça daqueles realizadores que têm à sua disposição todos os meios financeiros e de pessoal para fazer algo bem feito e resolvem nos apresentar uma valente merda, porque foi isso que o egocentrista e convencido Nicolas Winding Refn fez com este “The Neon Demon”. E com isto vem-me à memória e já não falando daqueles filmes tipo “Sharknado”, as nossas novelas que são daquilo que de mais nojento se produz no nosso miserável país e com os nossos dinheiros. É que aquilo é tão mau e tão reles que me espanta como é que tanta gente as vê, mas isso é facilmente explicável pela cultura (ou falta dela) de um povo. Não vamos mais longe, dos quatro canais normais da nossa televisão, não é por acaso que o melhor deles (RTP2) é o menos visto pelo nosso triste povo. Tudo isto para chegar até “The Neon Demon”, um objecto que tenta alcançar o estatuto de filme de culto ou mesmo de pseudo-filme, mas que não chega nem aos calcanhares desses dois conceitos. 

Cometi o grave erro de ir ao cinema ver este filme, é verdade, fui hoje (sexta-feira) à sessão das 16.50H no também miserável Cinema Monumental, que muito me admira como é que Paulo Branco ainda mantém abertas as quatro salas deste complexo. O filme em causa começa mal, continua mal e termina terrivelmente mal. Muitos quiseram salientar o aspecto visual da película, eu nem daí consigo obter virtudes. Outros realizadores já fizeram bem melhor em outros filmes, no que ao campo visual diz respeito. Assim à memória vem-me Tarsem Singh, Wes Anderson, David Lynch, Stanley Kubrick ou mesmo J. J. Abrams, apenas para citar alguns. Ainda sobre o mau cinema, esqueci-me de citar a trilogia remake dos clássicos portugueses (isto é cinema?), que ainda conseguem ser ainda mais reles do que filmes como este e tantos outros que surgem anualmente nas nossas salas de cinema. Aliás, eu deste realizador apenas gostei de “Drive”. Um dado curioso, quando saí da sala de cinema, algumas pessoas que também dela saíram falavam muito mal do filme, diziam que detestaram aquilo que haviam acabado de ver. Eu depois fui comprar uns DVD's à parte da loja deles e a moça que lá estava confirmou-me que as reacções àquele filme têm sido abertamente negativas. Mas vamos ao filme. Trata-se de um filme pretensioso que tem uma mensagem indefinida, eu não percebi qual a mensagem que o cineasta pretendeu passar, se é que tem alguma. 

O filme está cheio de cenas ridículas, tudo parece um doloroso video-clip de quase duas horas. A banda sonora é irritante, a fotografia é má e isso chega ao ponto de nas cenas escuras mal conseguimos ver os rostos dos atores, os diálogos são pobres, todas mas mesmo todas as prestações são medíocres, mesmo Elle Fanning (uma das melhores atrizes desta nova geração) tem aqui a sua segunda pior interpretação da carreira (sim, em “About Ray” ainda desceu mais baixo...). A miúda é linda e tem a particularidade de possuir um rosto angelical, pois foram somente essas duas coisas que ela usou neste filme, notei que ela fez um enorme sacrifício ao encarnar esta personagem, coisa que eu não consigo perceber onde ela estava com a cabeça quando decidiu alinhar neste projeto sem ponta por onde se lhe pegue. Volto a dizer, no campos das interpretações, não se aproveita ninguém.

O filme falha também quando vinha rotulado de filme chocante, profundamente ridículo, de chocante nada tem, apenas umas cenas de violência (vistas em centenas de outras fitas) e a tão falada cena do olho, a mim, tudo me deu vontade de rir, de tão ridículo que aquilo é. O filme não tem história, tem um argumento paupérrimo e vazio de conteúdo, existem muitas cenas que não fazem sentido, outras tantas fora do contexto e alguns erros. Não quero influenciar ninguém, mas não aconselho que vão ver este filme, poupem os vossos euros, a mim, foram-se sete euros, que quase os chorei. E pensar que o realizador tinha todo o potencial e todo o material nas mãos para fazer algo decente. Nem uma cena de sexo lésbico foram capazes de inserir no filme, a jovem de 16 anos ainda não tinha a sua sexualidade definida, suponho eu, pois recusa homens e mulheres. Para mim, foram duas horas penosas, nem chegou a duas horas, porque assim que surgiram as primeiras letras do genérico final, eu abandonei a sala, já estava farto de tanta porcaria num só filme. Valeram a curtíssima aparição de um puma numa cama e a beleza de Elle Fanning, os únicos pontos positivos de um filme que não tem nada, não nos dá nada e que prometia imenso. É que o filme, que era suposto falar-nos no mundo concorrido da moda e dos desfiles, até nisso falhou, não vemos nada disso na fita, apenas sessões fotográficas e audições. Para mim, este filme é um dos piores filmes que eu vi em toda a minha vida. Para mim, foi como se o realizador estivesse a gozar connosco, espectadores, senti que, com este filme, Nicolas Winding Refn nos mandou à merda. A sério, eu senti-me assim, quando saí da sala de cinema, mas ao mesmo tempo aliviado, porque o inferno tinha terminado. Filme execrável e nulo, mesmo muito mau.


Elle Fanning (09/04/1998) – Filmografia Essencial


I Am Sam (Lucy Dawson)
The Door In The Floor (Ruth Cole)
Because Of Winn Dixie (Sweetie Pie)
Babel (Debbie Jones)
Déjà Vu (Abbey)
The Nines (Noelle)
Reservation Road (Emma)
Phoebe In Wonderland (Phoebe Lichten)
The Curious Case Of Benjamin Button (Daisy-age7/8)
Somewhere (Cleo)
Super 8 (Alice Dainard)
Twixt (V)
We Bought A Zoo (Lily Miska)
Ginger And Rosa (Ginger)
Young Ones (Mary Holm)
Low Down (Amy Albany)
Maleficent (Princess Aurora)
Trumbo (Niki Trumbo)
20Th Century Women (Julie)
Live By Night (Loretta Figgis)
Mary Shelley (Mary Shelley)
Sidney Hall (Melody)
How To Talk To Girls At Parties (Zan)
The Beguiled (Alicia)
Galveston (Raquel)
A Think We're Alone Now (Grace)

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