segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Princess

Nome do Filme : “Princess”
Titulo Inglês : “Princess”
Titulo Português : “Princesa”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Tali Shalom Ezer
Elenco : Shira Haas, Keren Mor, Adar Zohar Hanetz, Ori Pfeffer.

História : Adar é uma bonita rapariga que acaba de entrar na adolescência, ela vive com uma mãe desnaturada e com um padrasto que abusa dela sexualmente. Como só vê o pai de tempos a tempos e numa última tentativa de superar os traumas, Adar cria um amigo imaginário que passa a fazer parte do seu mundo. Quando tem a primeira menstruação, a jovem vê os abusos por parte do padrasto aumentarem, acaba por contar à mãe, que não acredita nela. Para Adar, pode já ser tarde demais, pois nunca será uma mulher normal.

Comentário : Este filme representou para mim, um verdadeiro “murro no estômago”, na medida que aborda uma realidade que se pode passar em qualquer lar, o abuso sexual de menores. Sabe-se lá quantas Adar existem por esse mundo fora, que sofrem em silêncio os abusos sexuais, físicos ou psicológicos às mãos de padrastos ou de qualquer outro parente ou amigo chegado à família, gerando profundos traumas. Assim, a realizadora “mete o dedo na ferida” e cria uma espécie de camuflagem para a verdadeira condição da jovem protagonista, lhe atribuindo um amigo imaginário. Muitos dos abusos que a jovem sofre às mãos do padrasto são vividos pelo amigo imaginário dela. 

A jovem Shira Haas tem a melhor interpretação do filme, fiquei realmente surpreendido com o talento da miúda para a representação. Junto com o jovem Adar Zohar Hanetz, eles têm as cenas mais bonitas da fita, tudo isto num filme feio como a trampa que cagamos. Keren Mor limitou-se a representar a mãe “cabra”, enquanto que Ori Pfeffer fez bem o papel do nojento de serviço. A sequência de uma das violações que Adar sofre é bastante aflitiva. E o mais triste é sabermos que as penas criminais no nosso país para este tipo de crimes são leves e acabam por ser reduzidas em alguns casos. Elas, as miúdas, as vítimas, ficam marcadas e traumatizadas para sempre, porque na maior parte dos casos, ninguém realmente se preocupa com elas. E Adar assim continuou, entregue a si mesma, como tantas outras. Um último reparo, adorei a música que passa com os créditos finais.O filme é de Israel e é um dos filmes mais polémicos que o chamado cinema do mundo já nos facultou. 

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