domingo, 28 de agosto de 2016

Gabbeh

Nome do Filme : “Gabbeh”
Titulo Inglês : “Gabbeh”
Titulo Português : “Gabbeh”
Ano : 1996
Duração : 75 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Mohsen Makhmalbaf
Elenco : Shaghayeh Djodat, Abbas Sayah, Hossein Moharami, Rogheih Moharami, Parvaneh Ghalandari.

História : “Gabbeh” é um tipo de tapete persa muito peculiar. Os seus desenhos são sempre diferentes e retratam pedaços da vida quotidiana, tribal, as paisagens que percorrem ou as histórias de amor. No sudeste do Irão, as tribos nómadas especializadas em tecer o “gabbeh” estão em vias de extinção. Na margem de um rio, um casal idoso lava o seu “gabbeh”, resmungando carinhosamente. A água transparente realça os desenhos que contam a história de uma linda jovem, também chamada Gabbeh, proibida de casar com o homem que ama e que persegue a sua tribo a cavalo, pelos montes, os rios e a neve, uivando como um lobo.

Comentário : Continuando a analisar os filmes da coleção “Cinema do Mundo”, agora venho com este “Gabbeh”, um filme persa, com o qual eu aprendi bastante. Principalmente, fiquei a saber que aquelas pessoas que percorrem o país inteiro e que são conhecidas em grupo como tribos nómadas, têm imenso trabalho para o fazerem. Veja-se por exemplo, a grande dificuldade que possuem em atravessar os rios, nomeadamente com todos aqueles animais. Desta vez, não estamos perante um filme “denuncia”, mas sim uma história de amor, entre uma linda jovem e o seu estranho amado. Na época em que a fita estreou, houve gente que não entendeu o filme, mas para mim, a protagonista e o amado não foram mortos na fuga, eles são o casal de idosos que aparece a lavar o tapete. Pelo menos é esta a minha interpretação dos acontecimentos. O filme também possui uma ligeira componente de fantasia. Gostei de ter ficado a saber do valor e do significado que aqueles tapetes têm para eles, é tudo muito curioso. Gostei igualmente da banda sonora e alguns planos são lindíssimos, pareciam cuidadosamente pintados. Este e outros filmes são a prova viva que, mesmo com poucos meios e com orçamentos muito reduzidos, é possível fazer-se bom cinema e filmes bons. Dois últimos reparos, a atriz que desempenhou a protagonista que dá nome ao titulo é linda e a cor tem um papel importantíssimo na fita, funciona quase como uma espécie de personagem secundária. Grande filme.

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