quarta-feira, 6 de julho de 2016

Things To Come

Nome do Filme : “L'Avenir”
Titulo Inglês : “Things To Come”
Titulo Português : “O Que Está Por Vir”
Ano : 2016
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Mia Hansen Love
Elenco : Isabelle Huppert, Andre Marcon, Roman Kolinka, Edith Scob, Sarah Picard, Solal Forte, Elise Lhomeau, Lionel Dray, Gregoire Montana, Lina Benzerti, Yves Heck, Rachel Arditi, Linus Westheuser, Clemens Melzer, Joachim Cohen, Anouk Buron, Elie Wajeman, Heloise Dugas, Larissa Guist.

História : Nathalie é professora de filosofia num instituto de Paris, onde vive com o marido e os dois filhos. A sua grande paixão é o ensino, ajudando cada um dos seus alunos a pensar e a encontrar o seu lugar no mundo. Tudo lhe parece perfeito até ao dia em que o marido lhe pede o divórcio. Apesar do inevitável choque inicial, ela percebe que este pode ser o momento por que tanto esperava. Com 55 anos e uma enorme vontade de se renovar, Nathalie aproveita aquela sensação de liberdade para recomeçar.

Comentário : Este filme assinala o encontro entre duas grandes mulheres : a excelente atriz Isabelle Huppert e a grande realizadora Mia Hansen Love. Aquilo que a realizadora nos propõe é acompanhar a crise de meia-idade de uma intelectual burguesa que acreditou que o futuro ia sempre estar ali ao alcance, e descobre que afinal não, e que não existe filosofia nem pensamento que ajude. E é essa a grande ferida em que a cineasta faz questão de meter o dedo e o faz da melhor maneira. Colocando de parte todo o elenco à excepção de Isabelle Huppert, esta última acaba por funcionar como a grande e única estrela da fita, o filme pertence-lhe. O restante elenco cumpre e bem os mínimos, sempre de forma cordata e afinada, pelo menos os mais importantes. Temos também direito a uma gata adorável.

O filme possui cenas engraçadas e outras bastante simbólicas e irónicas, por exemplo, as passagens em que Nathalie está com o marido. Para mim, este filme é um verdadeiro momento de cinema, é possivelmente o melhor dos cinco filmes de Mia Hansen Love, aquele em que ela atinge o seu auge, a partir daqui, ela pode pisar outros terrenos. As cenas estão muito bem filmadas, com aquele ar de cinema amador e caseiro, gosto imenso deste tipo de filmagem. A história é interessante, tudo graças a um argumento muito bem elaborado e finalizado. E temos a excelente Isabelle Huppert, uma atriz que consegue fazer com que a maioria das suas personagens pareçam mulheres normais, do quotidiano, assim é Nathalie. E quando uma atriz tem essa capacidade, então é porque tudo correu bem. Temos aqui cinema.

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