sexta-feira, 8 de julho de 2016

Nahid

Nome do Filme : “Nahid”
Titulo Inglês : “Nahid”
Ano : 2015
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Ida Panahandeh
Elenco : Sareh Bayat, Nasrin Babaei, Pejman Bazeghi, Milad Hosseinpour, Navid Mohammadzadeh, Pouria Rahimi.

História : Nahid é uma jovem que nasceu e vive no Irão, onde foi casada. Actualmente, ela acaba de se divorciar mas, segundo as leis do seu país conservador, as crianças ficam sempre à guarda do pai. Apesar de ter tido a sorte do marido lhe consentir o divórcio, Nahid consegue também que ele lhe entregue o filho de dez anos de ambos, com a condição dela nunca mais se voltar a casar ou envolver-se com outro homem. No entanto, algum tempo depois, Nahid vê o pior acontecer ao voltar a apaixonar-se, podendo assim o menino regressar às mãos do pai.

Comentário : Trata-se do primeiro filme iraniano a abordar a questão das mulheres divorciadas e a refletir sobre o direito à guarda dos filhos. O filme fala de temas polémicos, assuntos que para uns países funcionam de uma forma conservadora e por vezes estranha, enquanto que no Ocidente as coisas são bem diferentes. E ambos os lados não se compreendem. Trata-se da primeira longa-metragem desta jovem realizadora, ela teve imensa coragem em trazer ao seu filme este tipo de assuntos, aposto que deve ter ficado mal vista por quem manda e define as regras no seu país conservador. A narrativa é um pouco repetitiva, ou seja, existem cenas que são parecidas em alguns momentos durante os cem minutos de projeção, para não dizer que se repetem.

O filme segue a um ritmo parado, mas isso para mim até nem foi mau. Gosto de filmes parados. A cineasta dá-nos a conhecer uma cidade muito cinzenta e fria, com o céu quase sempre nublado e onde as casas e prédios são banais. Tenho que frisar a excelente interpretação da atriz Sareh Bayat, a nossa protagonista, ela facultou-nos uma personagem bastante forte. É um filme que se vê bem. Como pontos negativos, temos um argumento com algumas falhas, por exemplo, não se entende como é que a protagonista, que anda quase sempre com falta de dinheiro, dá-se a alguns luxos ou despesas várias. Ou ainda, certas atitudes das personagens secundárias, algumas, não se compreendem. No geral, estamos perante um filme muito bom, confesso ter gostado bastante de o acompanhar ao longo dos cem minutos de imagens, é uma fita com uma história que dá que pensar. Mostra como, em certos países, funcionam as coisas para as mulheres, para as crianças e para as classes desfavorecidas. É a estes cineastas que se deve dar o devido valor.

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