sexta-feira, 8 de julho de 2016

Chevalier

Nome do Filme : “Chevalier”
Titulo Inglês : “Chevalier”
Titulo Português : “Chevalier”
Ano : 2015
Duração : 106 minutos
Género : Aventura
Realização : Athina Rachel Tsangari
Elenco : Panos Koronis, Vangelis Mourikis, Makis Papadimitriou, Yorgos Pirpassopoulos, Sakis Rouvas, Nikos Orphanos, Kostas Filippoglou, Giannis Drakopoulos, Yiorgos Kendros.

História : Seis homens encontram-se num iate, numa aventura piscatória no mar Egeu. Para matar o tédio, decidem iniciar um jogo onde vão competir entre si em muitas áreas. Aqui qualquer comparação é válida e tudo o que de mais trivial possam executar durante a viagem será transformado em pontos que serão acumulados ou subtraídos. No final, quando o concurso estiver terminado e eles forem escrutinados, apenas um sairá vencedor e ostentará orgulhosamente, um anel com um carimbo de cavalheiro. A pressão que cada um sente em tornar-se vencedor vai levá-los ao limite.

Comentário : Sinceramente não se percebe porque motivo este filme estreou apenas no Cinema Ideal e em dois únicos horários (duas sessões por dia), enquanto que filmes pertencentes ao chamado cinema comercial – e aqui, pode-se pegar no exemplo do novo filme de Steven Spielberg ou no novo filme sobre o Tarzan entre outros blockbusters – estreiam em várias salas por todo o país e em vários horários. Podemos apontar para o motivo ser por questões meramente lucrativas, claramente que um filme como este “Chevalier” vai passar despercebido por quase todos, somente quem frequenta o tal Cinema Ideal ou quem lê a imprensa na secção do cinema dará por ele. E é lamentável que assim seja, mas esta triste situação acontece todas as semanas com imensos filmes do género que são “pisados” pelos “grandes filmes”, não só pela tal questão que quase todos nesta área ganham dinheiro com isso, mas devido também ao facto da maioria dos portugueses não saber o que é o verdadeiro cinema e preferir cinema-pipoca do que cinema para pensar.

O novo filme da realizadora grega Athina Rachel Tsangari (Attenberg) funciona como uma espécie de humilhação dos homens, como que querer chamá-los de mais infantis ou mais estúpidos do que as mulheres. É como alimentar aquele velho ditado não português que diz “elas são melhores que eles em quase tudo, menos na força bruta”. Claramente que este tipo de conclusão sobre o filme não é da minha autoria, mas sim de um crítico de cinema inglês. Mas talvez não estejamos tão longe da verdade, no filme, vemos os homens competirem para ver quem é melhor em determinadas áreas, sendo a mais ridícula, aquela em que eles medem o tamanho do pénis! Mas existem mais provas ridículas neste estúpido jogo e a cineasta filma tudo de forma panorâmica, de modo a que os seis homens apareçam juntos quase sempre dentro dos planos. Basicamente, temos aqui um filme concebido por uma mulher que o fez para humilhar os homens enquanto seres humanos. Trata-se do olhar irónico sobre a vaidade, a estupidez e a competição masculinas, num filme que tem também um humor deliciosamente negro.

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