quarta-feira, 6 de julho de 2016

An

Nome do Filme : “An”
Titulo Inglês : “Sweet Bean”
Titulo Português : “Uma Pastelaria em Tóquio”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Naomi Kawase
Elenco : Kirin Kiki, Kyara Uchida, Masatoshi Nagase, Miki Mizuno, Miu Takeuchi, Saki Takahashi, Yurie Murata, Wakato Kanematsu, Etsuko Ichihara.

História : Sentaro gere uma pequena pastelaria de dorayakis, uma especialidade japonesa que consiste em duas panquecas recheadas com doce de feijão. Quando Tokue, uma senhora com cerca de 75 anos, se oferece para trabalhar na pastelaria de Sentaro, ele aceita com relutância. No entanto, Tokue rapidamente prova que a sua receita daquela iguaria é mágica. Graças à sua receita secreta, o negócio de Sentaro floresce rapidamente. Com o tempo, Sentaro e Tokue assistem ao desenvolver da amizade de ambos, revelando também algumas feridas dos seus respectivos passados.

Comentário : E depois do bom “Still The Water”, a realizadora surge-nos com este “An” ou “Sweet Bean”. Os dois títulos, apesar de estarem em idiomas diferentes, querem dizer praticamente o mesmo. Confesso ter adorado este filme, o argumento é muito simples, mas trabalha temas como a amizade, a gratidão, o trabalho árduo, a compreensão, a tolerância, a compaixão e os sentimentos humanos. A realizadora acertou novamente, concebeu um filme completo e com uma história que tem tanto de ternurento quanto de dramático. No papel principal masculino, Masatoshi Nagase possui uma excelente interpretação, tal como a veterana Kirin Kiki, uma verdadeira senhora, penso nunca a ter visto em filmes, mas deve ser uma grande atriz no Japão, o país donde esta fita é originária.

Apesar do filme ser possuidor de um ritmo bastante lento, eu segui-o muito bem, estava sempre curioso para ver o que iria acontecer a seguir. Ainda sobre as prestações, a empatia entre o patrão e a empregada idosa resultou muito bem, seja como atores, seja enquanto personagens. Uma última palavra para a linda jovem atriz Kyara Uchida, aqui no papel da independente Wakana, a miúda representou muito bem o seu papel. Ela e a sua personagem foram tão importantes para o filme, quanto o “casal” de protagonistas. Este trio e as suas interpretações fizeram o filme. Depois, tudo o resto ajudou. Temos lindas paisagens e locais, uma cuidada banda sonora e um corpo de secundários que fez o necessário. A Natureza tem também um importante destaque no filme. Se o meu querido Cinema King ainda estivesse aberto, de certeza que este filme ia estrear numa das suas três salas. Pessoalmente, eu adorei este filme oriundo do Japão. Isto é cinema.

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