sábado, 28 de maio de 2016

The Invitation

Nome do Filme : “The Invitation”
Titulo Inglês : “The Invitation”
Titulo Português : “O Convite”
Ano : 2015
Duração : 101 minutos
Género : Thriller/Mystery/Suspense
Realização : Karyn Kusama
Elenco : Logan Marshall Green, Emayatzy Corinealdi, Tammy Blanchard, Michiel Huisman, Michelle Krusiec, Mike Doyle, Jordi Vilasuso, Marieh Delfino, Danielle Camastra, Lindsay Burdge, Jay Larson, Karl Yune, Patricia Gates, John Carroll Lynch.

História : Will e Eden viviam juntos e viram morrer um filho. Ele entrou em depressão e ela desapareceu durante dois anos. Na actualidade, Eden reaparece na vida de Will, trazendo consigo um namorado e mostrando-se muito mudada. Ela acaba por convidar Will e a sua nova companheira mais outros amigos para uma noitada na sua casa. Uma vez na casa dela onde todos estão reunidos, Will sente que alguma coisa não está bem.

Comentário : Um conhecido meu viu esta fita e disse-me que estava razoável, e eu resolvi conferi-la. De facto, o filme não é mau e surpreende em alguns momentos. No entanto, tenho que dizer que desde que aquele pessoal se encontra todo junto naquela casa, eu desconfiei logo que algo de muito estranho se passava e que iria suceder algo muito mau. Acertei em cheio. Embora não concorde com o rumo que as coisas levaram, adorei a última sequência. Fiquei fascinado com o protagonista, seja pelo excelente trabalho de ator que ele fez, seja pela sua fantástica personagem, Will é um caracter poderoso, o seu olhar penetrante e sempre desconfiado vai nos revelando as coisas ao longo da hora e meia de projeção. Gostei também de ver a prestação da bonita Tammy Blanchard, não gostei muito do destino da personagem dela. Detestei o personagem de Michiel Huisman, profundamente odioso. Volto a dizer, adorei a última sequência (o significado das lanternas vermelhas), dá que pensar. 

The Curse Of Sleeping Beauty

Nome do Filme : “The Curse Of Sleeping Beauty”
Titulo Inglês : “The Curse Of Sleeping Beauty”
Ano : 2016
Duração : 87 minutos
Género : Mystery
Realização : Pearry Teo
Elenco : India Eisley, Ethan Peck, Natalie Hall, Bruce Davison, James Adam Lim.

História : Thomas é um rapaz que perdeu alguém que amava e resolveu se fechar no seu próprio mundo, começando a ter pesadelos e sonhos estranhos que o associam a uma casa. Um dia, é notificado para receber uma herança e calha-lhe a tal casa como seu bem principal. Com a ajuda de uma conhecida e de um especialista em assuntos paranormais, Thomas vai tentar desvendar que segredos tem aquela mansão e que influência ela tem sobre si.

Comentário : Trata-se de mais um filme mal compreendido pela critica, mas até percebo o motivo. O filme dura apenas cerca de oitenta minutos, os atores possuem fracas prestações, quase tudo é previsível, temos vários erros e algumas cenas sem sentido, já para não falar de situações mal explicadas. Na realidade, o filme não desperta grande interesse até à cena em que Thomas descobre as divisões secretas. A seguir, as coisas arrefecem novamente e retomam o seu fôlego quando os três enfrentam a situação final. Pessoalmente, o filme apenas vale pelas cenas que seguem a seguir ao despertar de Briar Rose, principalmente a tudo o que sucede a seguir ao magnífico twist envolvendo essa extraordinária personagem. Além do mais, a linda India Eisley está fenomenal no filme, nota alta para o seu visual nos sonhos do protagonista e pela essência da sua personagem. Basicamente e resumidamente, estamos perante um filme fraco com um argumento menor cuja única coisa que realmente interessa e o salva são os minutos finais. Todo o final é espectacular, e a última cena encerra o filme em beleza. 

A Costa dos Murmúrios

Nome do Filme : “A Costa dos Murmúrios”
Titulo Inglês : “The Murmuring Coast”
Titulo Português : “A Costa dos Murmúrios”
Ano : 2004
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Margarida Cardoso
Elenco : Beatriz Batarda, Monica Calle, Adriano Luz, Filipe Duarte, Luís Sarmento, João Ricardo, Dinarte Branco, Sandra Faleiro, Bia Gomes, Fernando Luís, Carlos Pimenta, Custódia Gallego, Carla Bolito, Jorge Pinto, José Airosa, Nuno Pinto, João Lagarto, Nuria Mencia, Monica Paulo, Ana Bastos, Maria Torres, Ana Rios, Maria Dias, Maria Outeiro.

História : No final da década de 1960, Evita chega a Moçambique para casar com um estudante de matemática. Uma vez lá chegada, apercebe-se de que o rapaz não é bem a pessoa que ela imaginara. Evita acaba por arranjar amizade e consolo em Helena, a esposa do Capitão do regimento onde o seu marido presta serviço.

Comentário : Depois de a realizadora ter ganho prémios pelo seu trabalho em “Yvone Kane”, fiquei curioso com os seus filmes e resolvi ver esta sua primeira longa metragem. Gostei muito deste filme, embora não ligue a mínima para as questões da Guerra Colonial e questões das colónias em África. Limitei-me a admirar uma história maravilhosa onde conhecemos uma rapariga chamada Evita que, sem saber, embarca numa estranha aventura numa terra que não conhece com um homem que pensava conhecer. Beatriz Batarda e Monica Calle possuem as melhores prestações do filme, fiquei fascinado com estas duas mulheres. Do elenco masculino, não gostei de nenhum deles, todos muito limitados e encerrados nas suas personagens, talvez aquele que se notou mais e deu mais de si tenha sido o ator que desempenhou o jornalista que se torna conhecido da protagonista. Margarida Cardoso (foto em baixo) nos faculta excelentes planos e uma boa fotografia, a recriação de época está aceitável. Adorei o final. Bom filme. 

Ne Change Rien

Nome do Filme : “Ne Change Rien”
Titulo Inglês : “Change Nothing”
Titulo Português : “Ne Change Rien”
Ano : 2009
Duração : 100 minutos
Género : Documentário/Alternativo
Realização : Pedro Costa
Elenco : Jeanne Balibar, Rodolphe Burger, Hervé Loos, Arnaud Dieterlen, Joel Theux, François Loriquet, Fred Cacheux.

História : O filme nasceu da amizade entre a actriz e cantora Jeanne Balibar, o director de som Philippe Morel, e o realizador Pedro Costa. Jeanne Balibar, cantora, dos ensaios às gravações, dos concertos rock às provas de canto lírico, dum sótão em Saint Marie-Aux-Mines aos palcos de Tóquio, de Johnny Guitar à Pericholle de Offenbach.

Comentário : Vi este filme experimental que confesso ter gostado embora, sendo uma obra de Pedro Costa, esperasse mais dele. Não se trata de um filme biográfico, é antes um documentário em estilo muito alternativo que mostra ensaios musicais, pedaços de concertos e treinos musicais de uma cantora com outros agentes do ramo. Filmado de forma brilhante a preto e branco, tendo na grande parte dos planos o preto como pano de fundo, o autor dá-nos assim fantásticos planos da cantora. Note-se que por vezes, a camara mostra somente metade do rosto de Jeanne Balibar, ficando o outro lado imerso na escuridão, verdadeiramente fascinante. Pessoalmente, gostei de duas canções, embora tenha detestado dois temas executados nos ensaios. Fiquei a saber à pouco tempo que este filme fez sucesso lá fora, mais do que em Portugal. E até há um gato que se passeia, de vez em quando, pelo local. Tal como disse, gostei, mas esperava bem mais.

domingo, 15 de maio de 2016

The Treasure

Nome do Filme : “Comoara”
Titulo Inglês : “The Treasure”
Titulo Português : “O Tesouro”
Ano : 2015
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Corneliu Porumboiu
Produção : Marcela Ursu
Elenco : Toma Cuzin, Adrian Purcarescu, Corneliu Cozmei, Cristina Cuzina Toma, Nicodim Toma, Radu Banzaru, Dan Chiriac, Iulia Ciochina, Laurentiu Lazar, Clemence Valleteau.

História : Dois vizinhos contratam um profissional com um detector de metais, porque estão convencidos que existe um tesouro enterrado numa propriedade de um deles.

Comentário : Vi este filme romeno e confesso ter-lhe achado uma certa piada, porque é engraçado o que certas pessoas estão dispostas a fazer para obter fortuna fácil. Já conhecia os outros poucos filmes do realizador, embora só tenha visto um. O realizador é bom e os seus filmes visionam-se bem. Este foi mais um. Em relação às prestações, gostei muito da interpretação dos actores que desempenharam os dois vizinhos, principalmente o que fez de pai de família. O actor que fez do homem com o aparelho também representou muito bem. O personagem principal, pai de família, não demonstra ser egoísta nem por um minuto, ao contrário do seu “amigo” vizinho. A parte da discussão entre o vizinho mal criado e o dono do aparelho está um pouco mal encenada e não me pareceu ter resultado muito bem. Gostei imenso do final do filme, com a atitude daquele pai que quis fazer o filho feliz daquela forma, mesmo que seja tudo um pouco ridículo. Acho uma grande lata que os governos dos países, usando as forças policiais, queiram sempre se apoderar ou obter uma grande parte de tudo aquilo que cidadãos comuns encontram, grande parte das vezes alegando que os achados são património estatal, uma vergonha. Quanto ao filme, é bom cinema do mundo. 

Rams

Nome do Filme : “Hrutar”
Titulo Inglês : “Rams”
Ano : 2015
Duração : 93 minutos
Género : Drama
Realização : Grimur Hakonarson
Elenco : Sigurour Sigurjonsson, Theodor Juliusson, Charlotte Boving, Jon Benonysson, Gunnar Jonsson, Porleifur Einarsson, Sveinn Olafur Gunnarsson, Ingrid Jonsdottir, Jorundur Ragnarsson, Viktor Mar Bjarnason, Jenny Lara Arnorsdottir.

História : Na Islândia, a população de ovelhas é maior que a de seres humanos. Os animais têm grande importância no país, em boa parte composto por enormes fazendas destinadas a criá-los. Um dia, após ser derrotado no concurso anual do melhor cordeiro, o fazendeiro Gummi decide investigar o animal vencedor e logo desconfia que ele tenha scrapie, uma doença contagiosa entre aqueles animais. Quando a doença se confirma, são tomadas medidas drásticas que afectarão todos os fazendeiros criadores de ovelhas.

Comentário : Esta tarde consegui ver este filme islândez que confesso ter gostado. É uma fita diferente, alternativa e cuja história foi muito bem contada. O actor que desempenhou o papel principal, Gummi, fez um excelente trabalho, tal como todo o elenco de secundários. Pessoalmente, gosto muito de ovelhas e adorei vê-las na tela. Desconhecia que a ovelha é um animal muito querido na Islândia, gostei de ter ficado a saber. Ao longo do filme, reparei em dois erros. Naturalmente, esta é uma história que se segue muito bem, com uma narrativa cuidada e lenta, mas que me manteve sempre concentrado no que se estava a passar. Achei igualmente curiosa a maneira como Gummi deu a volta à questão da epidemia que estava a matar os animais e fartei-me de rir com a forma que ele arranjou para transportar aquele vizinho para o Hospital local. O final, apesar de muito mal amanhado, não se compreende, mas respeita-se. Não se pode dizer que gostei do final do filme, mas aceitei-o. Uma fita diferente que espero sinceramente que estreie em alguma das nossas salas de cinema, nem que seja apenas na única sala do Cinema Ideal. 

Midnight Special

Nome do Filme : “Midnight Special”
Titulo Inglês : “Midnight Special”
Ano : 2016
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Mystery/Ficção-Cientifica
Realização : Jeff Nichols
Elenco : Michael Shannon, Joel Edgerton, Kirsten Dunst, Jaeden Liberher, Adam Driver, Sam Shepard.

História : Um pai e um filho passam os dias a fugir às autoridades.

Comentário : Autor de bons filmes como “Shotgun Stories”, “Take Shelter” e “Mud”, Jeff Nichols surge-nos agora com este “Midnight Special”, onde mergulha no campo da ficção-científica. Pessoalmente, gostei deste filme, embora tenha detestado o seu final. Ficaram muitas perguntas por responder e a frustração vem daí. O realizador sempre foi bom a dirigir atores e nesse campo, todos estiveram bem. Michael Shannon (actor fetiche do realizador), Joel Edgerton e Kirsten Dunst viveram as suas personagens de forma perfeita, cada um deu o que conseguiu e a coisa resultou bem. Jaeden Lieberher, no papel do protagonista, o pouco que fez, soube-o fazer na perfeição, o seu personagem é um poço enigmático. Não gostei da prestação de Adam Driver, sinceramente não gosto muito deste ator, mas não é por aí. Já Sam Shepard, passa despercebido. 

O argumento está aceitável e os efeitos especiais são bons. Mas aquela sequência da suposta cidade é patética demais, originando um final indigno de tudo o que nos foi mostrado até então. O filme é muito bom desde o inicio, sempre com o seu clima de suspense e mistério, mas o realizador estragou tudo no final e a coisa piorou com o destino que deu às suas personagens principais. Um filme muito bom, mas com um péssimo final. Um último reparo, Jeff Nichols preparou-nos um segundo novo filme para este ano, chama-se “Loving” e é um filme biográfico que conta novamente com Michael Shannon e Joel Edgerton nos principais papéis. Este filme está previsto estrear em finais de Outubro deste ano. 

The Club

Nome do Filme : “El Club”
Titulo Inglês : “The Club”
Titulo Português : “O Clube”
Ano : 2015
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Pablo Larrain
Elenco : Alfredo Castro, Roberto Farias, Marcelo Alonso, Jaime Vadell, Alejandro Goic, Alejandro Sieveking, Jose Soza, Francisco Reyes, Erto Pantoja, Antonia Zegers, Paola Lattus.

História : Quatro homens moram juntos numa casa isolada numa pequena vila à beira mar. Vivem sob um rigoroso regime, debaixo do olhar atento de uma vigilante, até que o frágil equilíbrio desta rotina é interrompido pela chegada de um quinto homem, um companheiro caído em desgraça, trazendo com ele o passado que todos julgavam ter deixado para trás. Após um acontecimento envolvendo esse quinto homem, surge um sexto homem decidido a clarificar o que realmente se passou no presente e no passado daqueles homens.

Comentário : Estamos perante cinema do mundo, é um filme chileno. Detentor de alguns prémios, “El Club” é o novo filme do realizador Pablo Larrain, uma obra que me agradou bastante. É um filme denso e pesado sobre crimes horrendos envolvendo alguém que deveria dar o exemplo e servir de exemplo. Trata-se ainda de uma fita possuidora de uma poderosa fotografia e de interpretações coesas do elenco masculino. Confesso que já andava à bastante tempo para ver este filme, porque a sinopse me chamou a atenção. Alguns diálogos são pesados e fortes, nisso, o realizador não nos poupa, nomeadamente nas falas em que são abordadas as tais atrocidades cometidas pelos quatro homens que estão confinados à casa.

A banda sonora penetrante também funcionou bastante bem. O filme é muito soturno e adulto, cuja história mete o dedo directamente na ferida. Os cães têm também um importante papel no filme. O elenco principal é praticamente todo masculino, a personagem feminina que se destaca está lá apenas para nos tentar desviar a atenção dos problemas dos personagens principais, não conseguindo esse feito, podiam ter inserido um actor masculino no seu lugar, ela não está lá a fazer rigorosamente nada. Um dos filmes mais sombrios, mais sérios e mais adultos do ano passado. 

Nobody Wants The Night

Nome do Filme : “Nadie Quiere La Noche”
Titulo Inglês : “Nobody Wants The Night”
Titulo Português : “Ninguém Quer A Noite”
Ano : 2015
Duração : 104 minutos
Género : Drama
Realização : Isabel Coixet
Elenco : Juliette Binoche, Rinko Kikuchi, Gabriel Byrne.

História : Na Gronelândia de 1908, Josephine viaja para o Ártico para se reunir com o marido. Só ambiciona estar perto da pessoa que ama, para partilhar o seu momento de glória quando chegar ao Pólo Norte e lá colocar a bandeira americana. Josephine tem como guia Allaka, uma jovem e humilde unuit. Apesar das enormes diferenças, elas vão ver-se obrigadas a unir esforços para sobreviver às duras condições climáticas daquele lugar inóspito.

Comentário : Só o facto deste filme ter Juliette Binoche como actriz principal já é motivo mais que suficiente para o ir ver ao cinema. E o filme não é tão mau quanto andam para aí a dizer. Pessoalmente, gostei desta fita e confesso que fiquei triste com o seu final. Capaz do melhor (A Minha Vida Sem Mim) e do pior (Elegia), a realizadora concebeu este seu novo filme usando uma das melhores actrizes francesas e deu-lhe uma espécie de papel injusto, ou a sua personagem não fosse “torturada” durante cerca de 75% do filme. Ainda assim, ela obteve uma excelente prestação, embora confesse que já a vi fazer bem melhor muitas vezes. A sua parceira de elenco, Rinko Kikuchi esteve um pouco melhor do que ela e a química entre as duas funcionou na perfeição. A natureza é muito violenta e mudou Josephine a ponto dela ficar parecida com Allaka, destaque para as cenas passadas dentro do iglo. Os cães são um mimo, aquela raça é linda. Quanto a Gabriel Byrne, quase não se dá por ele, tal não é a insignificância do seu papel. Trata-se possivelmente de um dos filmes mais incompreendidos do ano.

The New Girlfriend

Nome do Filme : “Une Nouvelle Amie”
Titulo Inglês : “The New Girlfriend”
Titulo Português : “Uma Nova Amiga”
Ano : 2014
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : François Ozon
Elenco : Romain Duris, Anais Demoustier, Isild Le Besco, Raphael Personnaz, Aurore Clement, Mayline Dubois, Anna Monediere, Brune Kalnykow, Jean Claude Bolle Reddat, Bruno Perard, Claudine Chatel, Sylvie Degryse.

História : Claire tinha Laura como sua melhor amiga. Parceiras desde a infância, as duas eram inseparáveis. Quando Laura fica doente e morre, Claire aproxima-se de seu marido, David, e surpreende-se ao descobrir o segredo íntimo do viúvo.

Comentário : Diverti-me imenso a ver este filme, gostei, trata-se de um bom filme. François Ozon raramente desilude com os seus filmes. Estamos perante um bom drama sobre um assunto polémico, ou vários assuntos polémcios, sendo o principal o travestismo. Romain Duris está brutal no filme, que grande prestação, não sei dizer se ele fica melhor como homem ou como mulher. Quem também me surpreendeu foi a jovem Anais Demoustier. Raphael Personnaz também não esteve nada mal, deu-nos um personagem bastante compreensivo, outros homens não mantinham aquela calma. O realizador filmou uma relação hetero como se fosse uma relação lésbica e vice-versa. O filme está muito bem filmado e possui uma boa banda sonora. A fita estava prevista estrear no ano passado nas nossas salas, mas saiu de cartaz mesmo antes de estrear, vai-se lá saber o motivo. Chega-nos agora a tarde e más horas. Os últimos dez minutos de fita são ridículos, mas igualmente muito bonitos. A cena que encerra o filme é a melhor. 

The Lobster

Nome do Filme : “The Lobster”
Titulo Inglês : “The Lobster”
Titulo Português : “A Lagosta”
Ano : 2015
Duração : 120 minutos
Género : Romance/Ficção-Cientifica/Drama
Realização : Yorgos Lanthimos
Produção : Yorgos Lanthimos
Elenco : Colin Farrell, Lea Seydoux, Rachel Weisz, Jessica Barden, Ben Whishaw, John C. Reilly, Michael Smiley, Angeliki Papoulia, EmmaEdel O'Shea, Imelda Nagle Ryan, Ariane Labed, Ashley Jensen, Rosanna Hoult, Olivia Colman, Roger Ashton Griffiths.

História : Neste mundo as regras são simples : nenhum adulto pode estar solteiro mais do que quarenta e cinco dias. Assim, de cada vez que alguém perde um parceiro – seja por divórcio ou viuvez – é levado para um hotel especial para que volte a encontrar um par. Caso não seja bem sucedido, é transformado num animal previamente escolhido por si e levado para o interior de uma floresta. Depois de ser abandonado pela mulher, que o trocou por outro homem, David chega ao hotel com o seu irmão, recentemente transformado em cão. Quando percebe que não há maneira de achar quem se interesse por si e que em breve será transformado em lagosta (o animal que escolheu), decide escapar para a floresta, onde vai deparar-se com outros fora-da-lei como ele, que estão solteiros como ele e querem a cima de tudo, preservar a sua condição humana.

Comentário : Mais um filme bastante estranho que tive a oportunidade de ver, bem, mas este é mesmo muito estranho, para não dizer único. Não me surpreendi por isso, afinal vindo de Yorgos Lanthimos que já nos deu obras bizarras como “Dogtooth” e “Alps”, outra coisa não se podia esperar. Mas fiquei surpreendido por Colin Farrell ter aceitado fazer este papel, ou melhor, ter aceite entrar neste filme, ele mesmo disse numa conferência que não sabia do que se tratava, nem mesmo depois de ter lido o guião. Mas ele está muito bem no filme, até me arrisco a dizer que é a melhor prestação da sua carreira atribulada, afinal ele tem imensos papéis em filmes da treta.

Os outros atores estão igualmente bem, com grande destaque para Rachel Weisz. Não gostei da sequência em camara lenta passada na floresta e as cenas de pancada. Mas adorei aquela cena em que a empregada senta-se no pénis do protagonista e se esfrega nele, tudo com roupa, claramente. Nota máxima para a premissa do filme e para a história em si, nem nos meus piores pesadelos sonhava com algo deste género. Como pontos negativos, apenas tenho que realçar a componente cómica, totalmente dispensável e desnecessária. Um último reparo, o protagonista escolheria ser uma lagosta, porque estas vivem imensos anos. Não sendo um dos melhores filmes do ano, é talvez, o filme mais original de 2015. O filme estreia esta semana nas salas de cinema portuguesas. 

Mediterranea

Nome do Filme : “Mediterranea”
Titulo Inglês : “Mediterranea”
Titulo Português : “Mediterrânea”
Ano : 2015
Duração : 111 minutos
Género : Drama
Realização : Jonas Carpignano
Elenco : Koudous Seihon, Alassane Sy, Pio Amato, Mary Elizabeth Innocence.

História : Depois de deixarem o Burkina Faso, os jovens Ayiva e Abas fazem uma longa viagem pelo deserto, atravessam o mar Mediterrâneo num barco e chegam à pequena cidade de Rosarno, em Itália. Cheios de sonhos e esperança no futuro, ambos esperam poder encontrar um emprego que lhes permita viver e ajudar as famílias que deixaram para trás.

Comentário : Vi este curioso filme e confesso ter gostado, embora haja outros do género dos quais eu nutro um maior gosto, por exemplo - “Dheepan”. Não gostei muito da fotografia do filme e, em relação à história, acho que podia ter sido melhor desenvolvida. Ainda assim, o argumento foi bem definido e apresenta poucas falhas. Dos actores principais, o destaque vai todo para Koudous Seihon, que transporta o filme praticamente todo nos ombros, o seu colega de amizade, Alassane Sy, pouco ou nada fez, não gostei muito do desempenho deste jovem. Pessoalmente, era bem capaz de cortar algumas cenas ao filme, a duração de noventa minutos servia bem a fita. O filme foca bem as dificuldades que os refugiados e os migrantes possuem e quase tudo aquilo pelo que passam para fugirem a situações difíceis nos seus países de origem para conseguirem algo melhor, grande parte das vezes, deixando as suas famílias para trás. Resumindo, gostei deste filme apesar de ter a consciência que a história podia ter sido melhor desenvolvida, sei lá, podiam ter focado outros aspectos pelos quais estes homens passam.

Dheepan

Nome do Filme : “Dheepan”
Titulo Inglês : “Dheepan”
Titulo Português : “Dheepan – O Refúgio”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Jacques Audiard
Elenco : Jesuthasan Antonythasan, Kalieaswari Srinivasan, Claudine Vinasithamby.

História : Para escapar à Guerra Civil do Sri Lanka, um antigo soldado, uma jovem mulher e uma menina fazem-se passar por uma família. Acabam por se instalar na periferia de Paris. Praticamente não se conhecem, mas vão tentar construir uma vida juntos. Enquanto ele arranja um trabalho a tratar dos condomínios, ela ganha algum dinheiro a cuidar de um homem incapacitado. A menina, por seu lado, matricula-se na escola local. No entanto, as coisas não correm como era esperado.

Comentário : Gostei bastante deste filme europeu, fiquei bastante surpreendido pela positiva. Actualmente, um dos assuntos que mais se fala é da questão dos refugiados e este filme foca, em parte, esse aspecto. Dheepan, Yalini e Illayaal são refugiados que fogem do seu país em guerra e, depois de muito viajarem, acabam por ir parar a um bairro problemático de Paris, onde encontram inúmeras dificuldades. Os três atores principais estiveram à altura do desafio. Jesuthasan Antonythasan, no papel do personagem que dá titulo ao filme, teve um desempenho brutal, eu confesso que quando fiquei a saber da existência deste filme, fiquei igualmente cheio de curiosidade para o ver vestir a pele deste homem sofrido. 

Também Kalieaswari Srinivasan (foto em cima) me deixou comovido, esta atriz desconhecida por mim, esteve à altura do desafio, o seu papel não é fácil, mas a rapariga soube desempenhar na perfeição a sua Yalini. Ela tem um sorriso muito bonito. Por último, temos a pequena Claudine Vinasithamby, esta miúda também não desiludiu e não deixou os seus créditos por mãos alheias, gostei do seu contributo para que o trio funcionasse na perfeição. Notei três pequenos erros, mas isso não estragou o todo. Estamos perante um filme que representa aquilo que de melhor a Europa nos dá a nivel cinematográfico. O assunto principal do filme é a adaptação de três desconhecidos a um meio hostil e estranho, mas temos como segundo tema a questão da violência existente nos bairros problemáticos. O filme peca por ter umas poucas imagens que julgo estarem fora do contexto principal e devido também à existência dos tais poucos erros, mas tirando estes factores mínimos, estamos perante um grande filme. Um último reparo, este filme ganhou a palma de ouro em Cannes no ano passado. Um dos melhores filmes desse ano.

The City Of Women

Nome do Filme : “La Città Delle Donne”
Titulo Inglês : “The City Of Women”
Titulo Português : “A Cidade das Mulheres”
Titulo Comercial : “City Of Women”
Ano : 1980
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Federico Fellini
Elenco : Marcello Mastroianni, Anna Prucnal, Bernice Stegers, Donatella Damiani, Helene Calzarelli, Catherine Carrel, Silvana Fusacchia, Gabriella Giorgelli, Dominique Labourier, Stephane Emilfork, Sylvie Matton, Sibilla Sedat, Alessandra Panelli, Nadia Vasil, Loredana Solfizi, Fiorella Molinari, Rosaria Tafuri, Sylvie Wacrenier, Viviane Lucas, Rose Alba, Penny Brown, Mirella D'Angelo, Gabriella Di Luzio, Marina Hedman, Josiane Tanzilli, Luciana Turina, Karina Verlier, Mara Tchoukleva, Iole Silvani, Ettore Manni, Fiammetta Baralla.

História : Num compartimento dum comboio, Snàporaz sai da sua sonolência para seduzir uma bela desconhecida. Segue-a pela floresta até um hotel fantasmagórico onde decorre um congresso de feministas. Intimado pela agressividade exuberante das militantes, ele refugia-se no seu papel de conquistador amoroso.

Comentário : Este filme é do ano em que eu nasci. Confesso que o cinema de Federico Fellini é um pouco desconhecido para mim, embora esteja aberto a todas as propostas e irei de certeza tentar ver mais filmes dele. Gostei bastante deste filme, onde o elenco é quase todo composto por mulheres, por belas mulheres. Fellini prestou assim uma bonita homenagem ao sexo feminino. Embora eu ache que lá pelo meio o filme se tenha perdido um pouco, nomeadamente quando o nosso protagonista chega à mansão daquele lunático que tem dezenas de quadros falantes. Mas depois, as coisas voltam a entrar nos eixos e as mulheres voltam a ter o merecido papel de destaque.

Marcello Mastroianni está excelente neste filme, mais uma vez teve uma brilhante prestação. Nem rodeado de lindas e excitantes mulheres, ele perdeu o seu brilho. Sendo o comboio o meu meio de transporte preferido, o filme começa e termina da melhor maneira. O realizador tentou não levar as coisas muito para o lado ordinário, pelo menos, foi isso que eu senti, não me chocou em nenhum momento. O guarda roupa também tem aqui um papel determinante. Destaque para a sequência no ringue de patinagem, foi a minha preferida. Também adorei aquelas duas odaliscas nas escadas que depois, ficam somente em cuecas e soutien, lindas. Resumindo, um excelente filme que faz uma justa homenagem à mulher enquanto ser superior ao homem. Adorei.

domingo, 8 de maio de 2016

Embrace Of The Serpent

Nome do Filme : “El Abrazo De La Serpiente”
Titulo Inglês : “Embrace Of The Serpent”
Titulo Português : “O Abraço da Serpente”
Ano : 2015
Duração : 124 minutos
Género : Aventura/Drama/Histórico
Realização : Ciro Guerra
Produção : Cristina Gallego
Elenco : Jan Bijvoet, Antonio Bolivar, Nilbio Torres, Brionne Davis, Yauenku Migue, Nicolas Cancino, Luigi Sciamanna.

História : Theo é um explorador alemão que, em 1909, procura a ajuda do xamã Karamakate, o último sobrevivente conhecido da tribo dos Cohiuanos, para servir de guia no percurso do rio Amazonas. Gravemente doente, Theo busca uma planta sagrada com poderes curativos. Quatro décadas mais tarde, o americano Evan lê os diários de Theo e resolve percorrer o mesmo trilho, de forma a descobrir e estudar a planta medicinal. Durante todos esses anos, muita coisa mudou na paisagem amazónica e mais ainda no coração do velho índio.

Comentário : É praticamente impossível não ficarmos mais ricos culturalmente, depois de vermos este excelente filme. Embora se perca um pouco naquela parte do louco que gere uma comunidade de lunáticos, estamos perante um filme muito real e muito credível, ou não fosse ele baseado em factos reais, os diários verdadeiros do sábio Theo foram mesmo encontrados e publicados. Trata-se de um filme histórico e detentor de uma componente visual (paisagens, locais) muito forte. Aliás, diria mesmo que o seu lado visual é o pilar mais forte da base que segura o filme. O outro é a poderosa fotografia a preto e branco. Jan Bijvoet (Borgman) entregou-se totalmente ao seu papel, gostei imenso da sua interpretação. Gostei igualmente dos desempenhos dos dois atores que fizeram a versão jovem e a versão mais velha do índio Karamakate. A realização é muito boa, diria mesmo que Ciro Guerra, ajudado pela produtora Cristina Gallego, fizeram um brilhante trabalho que foi reconhecido, visto que este filme foi nomeado para o óscar de melhor filme estrangeiro, perdendo para “O Filho de Saul”. O filme esteve já em exibição no nosso país nas salas Medeia no Cinema Monumental no mês passado. Grande filme. 

Lamb

Nome do Filme : “Lamb”
Titulo Inglês : “Lamb”
Titulo Português : “Lamb”
Ano : 2015
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Ross Partridge
Produção : Ross Partridge/Mel Eslyn/Taylor Williams/William Ruch
Elenco : Ross Partridge, Oona Laurence, Jess Weixler, Lindsay Pulsipher, Jennifer Lafleur, Tom Bower, Joel Murray, Ron Burkhardt.

História : David Lamb é um homem quase na casa dos cinquenta que acaba de assistir à morte do pai e de viver um processo de divórcio. Um dia, conhece alguém, com quem viverá uma estranha mas inocente amizade, alguém que mudará a sua vida para sempre.

Comentário : Finalmente consegui ver este maravilhoso e estranho filme escrito, produzido, montado, realizado e interpretado por Ross Partridge. Embora ache o filme muito estranho e até mesmo inverossímil em algumas situações, não posso deixar de admitir que gostei bastante do que vi e achei esta história muito bonita. Lá pelo meio houve uma cena que me fez aflição, mas quase me vieram as lágrimas aos olhos no momento da despedida no interior do carro. A última sequência é angustiante. Ross Partridge possui uma brilhante prestação no filme, mas a grande surpresa é a pequena Oona Laurence (Southpaw), que com uma excelente interpretação carrega o filme todo nos ombros, a empatia entre adulto e criança funcionou muito bem, seja como atores, seja enquanto personagens. O filme pertence-lhes. Reconheci o ator Tom Bower de um filme de terror de alguns anos, curiosamente com um papel parecido, o aspecto é o mesmo. Não posso esquecer Jess Weixler, esta rapariga também teve uma prestação bastante aceitável. Trata-se de um filme único sobre uma amizade diferente, mas se tivesse existido realmente, deixava marcas de certeza. Um filme estranho, poderoso e inocente, gostei bastante. 

O Rio do Ouro

Nome do Filme : “O Rio do Ouro”
Titulo Inglês : “River Of Gold”
Titulo Português : “O Rio do Ouro”
Ano : 1998
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Paulo Rocha
Produção : Paulo Rocha
Elenco : Lima Duarte, Isabel Ruth, Joana Bárcia, João Cardoso, José Mário Branco, António Capelo, Filipe Cochofel, António João Rodrigues, Alice Silva, Vitalina Beleza, Absinte Abramovici, Joana Mayer, Maria José Marinho, Pedro Santos, Diana Sá.

História : António, um velho patrão de um barco-draga, e Carolina, uma velha guarda-cancela, casam-se. Um dia, Mélita, a sobrinha, cai ao Rio do Ouro e António salva-a. O velho sente-se atraído pela miúda e Carolina fica com ciúmes. Num comboio, Zé dos Ouros, um cigano vidente, tenta vender um colar a Mélita, mas tem uma visão sobre uma vida passada da rapariga : ela matou o amante e pintou com sangue o quarto onde se encontravam.

Comentário : Quando fui ao site do Jornal Público, na parte do cinema, e vejo que os criticos do jornal deram cinco estrelas a este filme, confesso que não podem ter visto o mesmo filme que eu vi. Eu vi à uns tempos os dois primeiros filmes de Paulo Rocha, “Os Verdes Anos” e “Mudar de Vida”, filmes que gostei bastante e até já estão comentados neste site. Mas a mesma satisfação não tive depois de ter visto este “O Rio do Ouro”. Enquanto que os outros dois, eram filmes mais realistas e credíveis, este já possui uma componente de fantasia, para além de ter uma história menos interessante. Mas nem tudo foi mau. Gostei de ter visto a estação dos comboios, temos bonitas imagens do rio, boas prestações a cargo de Joana Bárcia (linda) e de Isabel Ruth, além do que é sempre bom vermos o excelente Lima Duarte actuar. Não é dos melhores filmes de Paulo Rocha, mas deu para ver. 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Louder Than Bombs

Nome do Filme : “Louder Than Bombs”
Titulo Inglês : “Louder Than Bombs”
Titulo Português : “Ensurdecedor”
Ano : 2015
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : Joachim Trier
Elenco : Isabelle Huppert, Gabriel Byrne, Jesse Eisenberg, Devin Druid, Ruby Jerins, David Strathairn, Amy Ryan, Megan Ketch, Rachel Brosnahan, Russell Posner.

História : Três homens, um marido e dois filhos, tentam refazer as suas vidas após o desaparecimento da mulher mais importante das suas vidas.

Comentário : Na próxima semana estreia no nosso país este novo filme de Joachim Trier, que desta vez, decidiu usar algumas estrelas americanas e meteu-as a contracenar com a excelente atriz Isabelle Huppert. O resultado é este filme satisfatório, trata-se de um curioso drama familiar sobre a dor da perda, neste caso, é a história de três homens que perderam a mulher mais importante das suas vidas. O filme possui uma boa banda sonora, uma razoável fotografia e boas prestações. Durante o filme, o realizador misturou sequências do presente com situações passadas vividas entre cada um dos três com a personagem de Huppert. 

A nível das prestações, Isabelle Huppert desempenha a fotógrafa da história e está mais uma vez, soberba, que grande atriz. Gabriel Byrne surge no papel do seu marido que está a ajudar na preparação de uma exposição especial para comemorar os três anos do acontecimento. Ele tem ainda que lidar com dois filhos e com uma nova namorada, que para complicar ainda mais as coisas, é professora do seu rebento mais novo. Jesse Eisenberg faz de filho mais velho, mas de alguém sem responsabilidade. Confesso que gostei da sua interpretação, embora não tenha gostado do seu papel. Devin Druid foi aquele que mais me surpreendeu, na pele de filho mais novo, teve o melhor papel do filme. E ficou a cargo dele as melhores cenas do filme, durante todo o passeio noturno com a amiga que tem um braço partido. David Strathairn ficou com um papel muito secundário, embora também tivesse bem. Por último, Amy Ryan, Megan Ketch e Ruby Jerins limitaram-se a cumprir aquilo que lhes foi pedido, embora eu tenha que frisar que adorei a personagem Melanie, vivida pela linda Ruby Jerins. Um filme calmo que aborda o tema da morte de forma serena, mas avassaladora. 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Frontier Of The Dawn

Nome do Filme : “La Frontière De L'Aube”
Titulo Inglês : “Frontier Of The Dawn”
Titulo Português : “A Fronteira Do Amanhecer”
Ano : 2008
Duração : 106 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Philippe Garrel
Elenco : Louis Garrel, Laura Smet, Clementine Poidatz.

História : Carole é uma estrela de cinema que vive sozinha porque o marido a abandonou e partiu para Hollywood. Um fotógrafo, François, vai a sua casa fotografá-la para um jornal. Tornam-se amantes, amam-se na casa dela. Mas Carole é uma mulher perturbada que dedica a François um amor louco. Quando Carole desaparece, ele envolve-se com outra mulher, que engravida e com quem ele tenta ter uma vida normal. Mas Carole continua a perturbar François.

Comentário : Hoje vi este filme, que confesso ter gostado. É outro filme de Philippe Garrel, onde mais uma vez, o realizador utiliza o filho como ator principal, o nosso protagonista François. Nesta obra, Louis Garrel desempenha um fotógrafo livre e mulherengo que se apaixona por uma mulher casada, mas não dá valor a essa relação e acaba por ser culpado por uma determinada situação. O espectador é livre para optar por que caminho quer seguir em relação ao rumo que as coisas levam : se olham para a situação como algo sobrenatural ou interpretam as coisas como sendo o sentimento de culpa dele. Eu tenho a minha opinião e não me quero alongar muito. 

Temos três poderosas interpretações, a cargo de Louis Garrel, Laura Smet (a melhor das três) e Clementine Poidatz. Basicamente o filme possui estes três pilares que funcionam como uma base sólida para que a coisa tivesse resultado. François, Carole e Eve são as personagens principais do filme, um homem e duas mulheres, as relações humanas e extra-conjugais, os sentimentos de culpa e o amor em si, foram, são e sempre serão os temas do cineasta Philippe Garrel. Gostei bastante deste filme, tal como gostei dos dois que se seguiram : “Ciúme” e “À Sombra das Mulheres”. Um último apontamento, nestes três filmes, o realizador filmou a preto e branco, nos facultando planos belíssimos. 

domingo, 1 de maio de 2016

The Best Offer

Nome do Filme : “La Migliore Offerta”
Titulo Inglês : “The Best Offer”
Titulo Português : “A Melhor Oferta”
Ano : 2013
Duração : 130 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Giuseppe Tornatore
Produção : Isabella Cocuzza/Arturo Paglia
Elenco : Geoffrey Rush, Sylvia Hoeks, Donald Sutherland, Jim Sturgess, Philip Jackson, Dermot Crowley, Liya Kebede, Gen Seto, Caterina Capodilista.

História : Virgil Oldman é um famoso e multimilionário coleccionador de arte. Apesar do seu misantropismo e misoginia, vive obcecado pelo corpo feminino em todas as formas e representações artísticas. Certo dia, recebe um telefonema de Claire, uma jovem herdeira de um colossal património familiar. Ela pede-lhe que vá à mansão familiar avaliar a colecção de arte que lhe pertence. Mesmo relutante, Virgil acaba por ceder à curiosidade. Na mansão, vai encontrar um paraíso artístico. Mas também uma estranha jovem que, apesar dos seus problemas, vai alterar a sua existência para sempre.

Comentário : Vi este filme italiano e gostei bastante. Numa altura em que está para breve a estreia do novo filme do grande realizador Giuseppe Tornatore, nada melhor do que vermos o seu anterior filme. O veterano Geoffrey Rush está soberbo no papel principal, o seu personagem acenta-lhe como uma luva, é mesmo o seu estilo. A sua relação e química com Sylvia Hoeks funcionou muito bem. Ela também teve uma brilhante interpretação. Gostei igualmente de ver Donald Sutherland, aqui faz de amigo do protagonista e o ajuda a obter os melhores quadros com imagens femininas. Jim Sturgess também não desilude. Outra coisa que adorei foi o clima constante de mistério, principalmente na primeira hora, sobre o estranho comportamento de Claire. Ainda que esse mesmo mistério se mantivesse até ao final. Apelava a quem tivesse visto este filme e percebido o seu final, deixasse aqui um comentário a explicar o que realmente aconteceu nos últimos vinte minutos. Um último reparo, a banda sonora é do grande e consagrado Ennio Morricone. Grande filme.