sábado, 9 de abril de 2016

Son Of Saul

Nome do Filme : “Saul Fia”
Titulo Inglês : “Son Of Saul”
Titulo Português : “O Filho De Saul”
Ano : 2015
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Laszlo Nemes
Produção : Gabor Rajna/Gabor Sipos
Elenco : Geza Rohrig, Urs Rechn, Levente Molnar, Todd Charmont, Jerzy Walczak, Gergo Farkas, Balazs Farkas, Sandor Zsoter, Marcin Czarmik, Levente Orban, Kamil Dobrowolski, Uwe Lauer, Christian Harting, Attila Fritz, Marton Agh, Amitai Kedar, Istvan Pion, Tamas Polgar, Erno Fekete, Laszlo Somorjai, Mendy Cahan, Juli Jakab, Rozi Szekely, Tom Pilath, Janos Tibor Boldiszar, Zoltan Batho, Eszter Csepai.

História : No ano de 1944 em Auschwitz, o judeu Saul Auslander é membro do “Sonderkommando”, o grupo de prisioneiros recrutados entre os recém-chegados, cuja função é a execução das tarefas mais criticas dos campos de concentração, evitadas pelos alemães. A sua função é limpar as câmaras de gás, recolher os pertences das vitimas e preparar os corpos para os crematórios. Devido à sua condição especial – e para manter secretas as operações de extermínio – este grupo é mantido isolado dos restantes prisioneiros. Um dia, durante os trabalhos numa das camaras de gás, Saul descobre o corpo de um menino que reconhece como sendo o seu próprio filho. A partir daquele momento, a vida de Saul ganha um novo alento e ele fica obcecado com uma missão quase impossível : salvar o corpo do rapaz de uma autópsia e encontrar um rabino que lhe realize um funeral religioso que salve a sua jovem alma.

Comentário : Puxa, finalmente consegui ver este magnífico filme que é uma autêntica descida aos infernos do período mais negro da história da humanidade : o Holocausto. O filme foi filmado e é mostrado em modo “retrato”, tal como aconteceu com o filme “Jauja”, daqueles que eu me lembro. Foi bem merecido o oscar de melhor filme estrangeiro, apesar de “Mustang” ser igualmente excelente, este “Saul Fia” aborda um tema altamente complexo e condenável. É verdade que já se fizeram muitos filmes sobre o nazismo e sobre o Holocausto, mas nunca como este. A recriação de época está perfeita, temos um bom guarda-roupa e uma fotografia eximia. Geza Rohrig possui a melhor prestação do filme, aliás, o filme centra-se unicamente nele, com a camara quase sempre colada à sua cara ou ao seu corpo. Só temos direito a uma sequência de diálogos com mulheres, o resto delas que vemos são somente vultos nas camaras de gás e nos crematórios, neste caso, ao serem arrastadas pelo chão já mortas. Trata-se de um filme perturbador, onde o terror predomina. O filme tresanda a morte e a desespero por todos os poros, não é uma fita fácil. Apesar de um ou outro erro, estamos perante um excelente filme de época, um excelente filme húngaro, como poucos. Duvido que os americanos fizessem melhor com poucos meios. Pessoalmente, adorei este filme. 

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