segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Straight Outta Compton

Nome do Filme : “Straight Outta Compton”
Titulo Inglês : “Straight Outta Compton”
Ano : 2015
Duração : 167 minutos
Género : Biográfico/Drama/Histórico
Realização : Gary Gray
Produção : Gary Gray/Ice Cube/Dr. Dre/Tomica Woods Wright
Argumento : Jonathan Herman/Andrea Berloff
Elenco : Alexandra Shipp, O'Shea Jackson Jr., Corey Hawkins, Jason Mitchell, Carra Patterson, Neil Brown Jr., Aldis Hodge, Marlon Yates Jr., R. Marcos Taylor, Elena Goode, Keith Powers, Sheldon A. Smith, Keith Stanfield, Aeriél Miranda, Lisa Renee Pitts, Angela Elayne Gibbs, Bruce Beatty, Corey Reynolds, Tate Ellington, Dean Cameron, Asia'h Epperson, Marcc Rose, Ashley Stepteau, Phedra Syndelle, Valerie Emanuel, Zee James, Natascha Hopkins, Shahira Barry, Paul Giamatti.

História : Na Califórnia dos anos 80, cinco jovens usam as suas experiências pessoais na produção de músicas rebeldes, diferentes e totalmente contra o sistema. Surge o N. W. A. (Niggaz Wit Attitudes) que dá voz a uma geração e promove a explosão do chamado “gangsta rap”.

Comentário : Se tivesse de resumir este filme numa única palavra, seria claramente : Brutal. Primo próximo de “8 Mile”, este “Straight Outta Compton” é um excelente filme biográfico e histórico que conta a história real de três jovens rappers e a sua influência no mundo do rap e do hip hop. Quase se pode dizer que foram eles os três os fundadores daquele género musical e os seus grandes impulsionadores. Trata-se um filme bastante completo a todos os níveis, está muito bem filmado e montado, possui um ritmo e um clima que nos permite estarmos sempre penetrados naquilo que está a acontecer e fazendo com que as quase três horas passem a correr. Gostei igualmente da banda sonora, apesar de não ser apreciador deste tipo de música, deixei-me levar ao seu ritmo e a coisa funcionou. Tenho que confessar que a única coisa que me deixou desiludido foi o facto das mulheres serem muito “mal tratadas” no filme, nenhuma possui um papel de destaque, apesar de existirem algumas com papéis secundários, por exemplo, a linda e sensual cantora Alexandra Shipp (segunda foto em baixo). Ou ainda a actriz Carra Patterson. Tenho quase a certeza que, na vida real, as mulheres tiveram um papel essencial nas vidas dos três rappers.

A nível das prestações, temos três poderosas interpretações por parte de três talentosos jovens : O'Shea Jackson Jr., Corey Hawkins e Jason Mitchell (primeira foto em baixo), tenho que confessar que estes três actores de raça negra me surpreenderam imenso pela positiva, foram bastante convincentes nos seus principais papéis. Os três representaram três homens que existiram mesmo e deixaram as suas marcas, principalmente no mundo da música. Por outro lado, detestei ver Paul Giamatti neste filme e neste papel, um actor desconhecido no seu lugar e a coisa podia ter resultado melhor. Adoro a maioria das letras das musicas destes grupos, porque são canções que colocam o “dedo na ferida” e indicam os defeitos de uma sociedade corrupta, mesquinha, cruel e criminosa. É natural que a policia americana tudo faça para travar estes grupos e estes jovens, afinal, a policia é corrupta. É impressionante que a policia é a própria a provocar estas pessoas, justificando assim a existência do racismo e da discriminação. Veja-se para isso a cena humilhante à porta do estúdio de gravação. O filme foca também o poder do dinheiro na indústria musical, bem como sendo também o factor de desavença entre amigos, foi a principal causa da separação entre os elementos do grupo inicial. O filme mostrou bem as vidas dos três personagens principais, penso que isso foi bem trabalhado. Adorei este filme. 




Ps : Lamentavelmente, o filme não teve direito a estreia em sala no nosso país, em vez disso, foi directamente para DVD e sairá brevemente para venda numa edição rasca que nem é a versão do realizador, trata-se sim de uma versão reduzida roubada em vinte minutos. Enfim, uma vergonha o facto deste grande filme passar despercebido, seguramente um dos melhores filmes de 2015.

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