terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Fathers And Daughters

Nome do Filme : “Fathers And Daughters”
Titulo Inglês : “Fathers And Daughters”
Ano : 2015
Duração : 117 minutos
Género : Drama
Realização : Gabriele Muccino
Elenco : Russell Crowe, Amanda Seyfried, Aaron Paul, Diane Kruger, Jane Fonda, Janet McTeer, Bruce Greenwood, Quvenzhane Wallis, Octavia Spencer, Kylie Rogers.

História : Jake Davis é um escritor que sofre de problemas mentais, mas isso não foi impedimento para ele ser casado e ter uma filha pequena. Um dia, a esposa morre num acidente que ambos sofrem e no qual era ele quem ia a conduzir. Assim, Jake vê-se sozinho com Katie, a filha menor que ele terá que criar. Mas as crises próprias da sua doença aumentam e a coisa agrava-se quando a irmã da falecida esposa pede em tribunal a guarda da menina, alegando que Jake não possui condições pessoais e financeiras para criar a filha.

Comentário : Trata-se de um poderoso drama intenso que fala de uma das temáticas mais complexas que existem : as relações entre pais e filhos. Portador de excelentes prestações em obras bastante aceitáveis como “Uma Mente Brilhante” e “Cinderella Man”, o ator Russell Crowe volta a fazer das suas e dá-nos outra poderosa prestação. Tenho que confessar que não gosto muito deste ator, mas sei reconhecer o seu valor enquanto profissional e estou consciente que ele é bastante bom. Neste filme ele desempenha um pai cheio de problemas que apenas quer ter sucesso no trabalho, dar à filha todo o bem estar e tudo aquilo que ela necessita e, a cima de tudo, ter saúde, coisa que lhe falta e é precisamente aí que reside a fonte de quase todos os seus problemas. A história do filme cativou-me bastante, estava sempre na expectativa naquilo que iria acontecer a seguir, nomeadamente no que à relação pai-filha diz respeito.

Ainda a nível das interpretações, ao lado de um bastante bom Russell Crowe, temos um elenco de secundários muito competentes. Amanda Seyfried esteve muito consistente no seu desempenho, gostei muito de voltar a ver Jane Fonda e Octavia Spencer num filme, estas duas excelentes atrizes brilharam nos seus papéis. Janet McTeer, Diane Kruger e Aaron Paul também não deixaram os seus créditos por mãos alheias, sinceramente gostei de os rever, ainda que aqui tivessem tido menos relevo. Por último, neste campo, as pequenas Quvenzhane Wallis e Kylie Rogers fizeram bem “os trabalhos de casa” e alcançaram bons desempenhos, a primeira no papel de uma menina sem família a que uma Katie adulta afeiçoa-se porque é essa a sua profissão e a segunda na pele da versão infantil da filha do protagonista. O filme foca igualmente os problemas psicológicos que Katie tem, devido à infância problemática que teve, foi uma criança que passou muito mal, ainda que o pai tenha feito tudo para o seu bem e para que nada lhe faltasse. Em certa parte, eu aceito a conduta e o comportamento de Katie, ela perdeu a mãe e, quase dois anos depois, é o pai que falece. Até fiquei admirado que ela se tivesse formado como assistente social para cuidar de crianças com problemas semelhantes aos seus. O filme é muito dramático, essas cenas ficam quase todas a cargo das personagens de Russell Crowe e da pequena Kylie Rogers. O filme não foi muito bem aceite pela crítica, mas a mim encheu-me as medidas, muito bom filme. 

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