sábado, 30 de janeiro de 2016

99 Homes

Nome do Filme : “99 Homes”
Titulo Inglês : “99 Homes”
Titulo Português : “99 Casas”
Ano : 2015
Duração : 114 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Ramin Bahrani
Elenco : Michael Shannon, Andrew Garfield, Laura Dern, Clancy Brown, Noah Lomax, Tim Guinee, Juan Gaspard, Nicole Barre, J. D. Evermore, Cullen Moss, Yvonne Landry, Donna Duplantier, Jordyn McDempsey, Judd Lormand, Nadiyah Skyy Taylor, Javier Molina, Albert C. Bates, Sarah Miller, Eliza Miller, Margaret Miller.

História : Recentemente desempregado e a atravessar um momento particularmente dificil, Dennis Nash vive com filho menor e a mãe. Um dia é-lhe anunciado que foi alvo de penhora e que tem apenas algumas horas para abandonar a casa onde vive. Richard Carver, o responsável pelo despejo, é um homem implacável que fez fortuna no negócio de penhoras. Ao perceber o seu desespero, Carver propõe algo inesperado : que aceite trabalhar para ele. Esta proposta, apesar da aversão que lhe causa – pois obriga-o a despejar familias nas mesmas circunstâncias – é a luz ao fundo do túnel que precisava.

Comentário : Confesso que ao principio, nada dava por este filme, mas depois de o ver, tenho que admitir que gostei bastante. Lamentavelmente afastado do seu papel de “Spider-Man”, o jovem ator Andrew Garfield possui neste filme uma interpretação digna de prémios, adorei vê-lo neste papel, o rapaz saiu-se muito bem, carregando o filme praticamente todo às costas. Por outro lado, Michael Shannon podia ter estado melhor, ainda que tenha que admitir que ele passou na perfeição a imagem de sacana, embora esse estatuto não lhe fique bem. Laura Dern não teve um papel à altura do seu estatuto e passou quase despercebida. Quanto ao argumento, está bem esgalhado, eu senti-me sempre penetrado na história e os momentos de tensão são alguns. Repito, o filme tem alguns momentos de grande tensão que se dão a conhecer quando chega a altura dos despejos, quase me senti na pele daquelas pessoas. Embora tenha que admitir que se as familias não pagam, só têm o que merecem. O caso mais dramático é o último em que o personagem principal se vê na obrigação moral de revelar a verdade, ignorando todas as drásticas consequências desse seu acto. Um filme que mostra na perfeição o poder da corrupção na vida das pessoas, nomeadamente daqueles que nada podem contra o sistema.

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