segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Mad Max : Fury Road

Nome do Filme : “Mad Max : Fury Road”
Titulo Inglês : “Mad Max : Fury Road”
Titulo Português : “Mad Max : Estrada da Fúria”
Ano : 2015
Duração : 120 minutos
Género : Ação/Aventura/Drama
Realização : George Miller
Produção : George Miller
Argumento : George Miller/Brendan McCarthy/Nick Lathoris.
Elenco : Tom Hardy, Charlize Theron, Rosie Huntington Whiteley, Abbey Lee, Courtney Eaton, Riley Keough, Zoe Kravitz, Nicholas Hoult, Hugh Keays Byrne, Nathan Jones, Josh Helman, Megan Gale, Melissa Jaffer, Jennifer Hagan, Angus Sampson, Melita Jurisic, Gillian Jones, Joy Smithers, Antoinette Kellermann, Christina Koch, Elizabeth Cunico, Coco Jack Gillies.

História : Max Rockatansky é um policia renegado num mundo que se rege pela lei do mais forte. Num futuro pós-apocalíptico, perseguido por um passado tumultuoso e trágico, Max acredita que o único modo de sobreviver é não depender de ninguém para além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes liderados por Furiosa, uma mulher corajosa que anseia poder mudar o estado das coisas. Juntos, estão em fuga de uma cidadela tiranizada pelo implacável Immortan Joe, libertaram um grupo de cinco lindas mulheres escravizadas sexualmente. Sedento de vingança e determinado a recuperar cada uma das suas cinco princesas prisioneiras, o vilão dá início à mais implacável perseguição de sempre...

Comentário : Hoje volto a publicar o comentário ao melhor blockbuster de 2015, sim, trata-se do regresso do visionário realizador George Miller ao fantástico universo por ele criado, o mundo futurista de Mad Max, o solitário. Personagem anteriormente vivida na perfeição por Mel Gibson, agora esse papel coube ao profissional Tom Hardy (excelente em “Locke”), que fez um excelente trabalho enquanto herói, embora o protagonista não seja só ele. A partilhar o protagonismo com Tom Hardy, temos uma bastante competente Charlize Theron, aqui no papel de uma mulher forte e muito corajosa chamada Furiosa. Uma personagem bastante forte, com um peso suficiente para roubar o protagonismo a Tom Hardy. 

Confesso que fui ver o filme ao cinema, adorei tudo o que vi, George Miller não desiludiu. Os puristas e fãs da saga mostraram um certo descontentamento porque o filme não foi seco, cru e duro, em vez disso o cineasta deu uma fita cheia de fogo de artífício. Na minha opinião, Miller quis ajustar o personagem e o seu universo aos tempos actuais, possivelmente, acabando por nos facultar o filme que ele pretendia dar naquela altura. E que somente agora teve oportunidade e o fazer, devido à tecnologia. Este novo filme tem uma excelente fotografia, um argumento razoável, espectaculares cenas de ação, um ritmo frenético onde raramente temos momentos calmos, as cenas de noite estão filmadas de forma brilhante. A realização é igualmente excelente.

A nivel das prestações, Tom Hardy e Charlize Theron foram quem mais brilharam, embora as cinco atrizes que desempenharam os papéis das noivas do vilão também estivessem à altura do desejado. Gostei também da prestação do jovem Nicholas Hoult, ele incutiu bastante realismo à sua personagem. Temos uma boa variedade de veículos, com destaque para o super camião conduzido por Furiosa. O carro do nosso herói aparece pouco. Durante o filme temos vários flashbacks do passado de Max, fiquei na dúvida se a miúda que surge nos seus sonhos era sua filha que morreu ou era outra criança qualquer. O realizador fez bem em dar escassas informações sobre o protagonista masculino. A banda sonora também é bastante boa, acompanha na perfeição as cenas de ação e sobe o tom sempre que necessário. 

Gostei imenso das personagens dos protagonistas Max e Furiosa, mas gostei igualmente das cinco noivas (Cheedo é a minha preferida) e cada uma delas teve direito ao seu curto tempo de antena. Achei mal o destino inesperado de uma delas (da grávida), mas acabou por me surpreender, pela negativa, claramente. Volto a dizer, as cenas passadas de noite estão muito bem filmadas. Pessoalmente, apenas tirava a sequência da tempestade de areia, está particularmente exagerada, muita fogachada e com alguns erros. Mas isso não estraga a pintura, porque é tudo devidamente compensado com os aspectos positivos e com a adrenalina que o realizador injectou no filme. 

Muitos criticos não viram com bons olhos o facto de, a dada altura, o protagonismo ser cedido à personagem de Charlize Theron. Eu não interpreto as coisas desse modo, para mim, tanto Tom Hardy quanto Charlize Theron viram os seus tempos de antena partilhados de igual modo, cada um teve direito à sua parte no filme e ao respectivo destaque. Max e Furiosa são duas personagem distintas, mas com o mesmo passado, um passado de muita dor e sofrimento, sendo os dois obrigados a coexistir no mesmo mundo violento. Penso mesmo que George Miller soube dividir o protagonismo de maneira igual pelos dois personagens principais. As noivas são lindas e muito sensuais, nos facultando as melhores cenas do filme, a beleza delas contrasta com a sujidade e a imundice do mundo em que vivem. Gostei das cinco de igual modo, embora prefira Cheedo.

As personagens secundárias também estiveram muito bem, com destaque para as mulheres que aparecem nas partes finais do filme, aquelas guerreiras que sobraram e que vão ajudar o nosso grupo de heróis. Não esquecer que o vilão do filme é interpretado pelo mesmo actor que desempenhou o vilão no primeiro filme da saga. Tirando a dita sequência exagerada da tempestade e alguns erros, estamos perante cinema comercial de grande qualidade, do melhor visto nos últimos anos, com cenas filmadas de forma perfeita e com recurso mínimo às falsidades que a tecnologia dos efeitos especiais pode facultar. Para mim, “Mad Max : Fury Road” é um dos dois melhores blockbusters de 2015 até agora, em segundo lugar está “The Avengers : Age Of Ultron”.

Um último reparo, o filme está a receber imensos prémios, umas tantas nomeações e já está nomeado ao globo de ouro de melhor filme do ano e estará de certeza nos óscares. Está também em listas de vários criticos consagrados como sendo um dos melhores do ano.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Creed

Nome do Filme : “Creed”
Titulo Inglês : “Creed”
Ano : 2015
Duração : 133 minutos
Género : Drama
Realização : Ryan Coogler
Produção : Sylvester Stallone
Elenco : Sylvester Stallone, Michael B. Jordan, Tessa Thompson, Phylicia Rashad, Andre Ward, Tony Bellew, Ritchie Coster, Graham McTavish.

História : Adonis Johnson nunca conheceu o seu famoso pai, o campeão mundial de pesos pesados Apollo Creed, que morreu antes dele nascer. Ainda assim, é inegável que o boxe lhe corre no sangue e Adonis dirige-se para Filadélfia, o local do lendário combate entre Apollo Creed e um novato resistente chamado Rocky Balboa. Chegado à cidade, Adonis localiza Rocky e pede-lhe que seja seu treinador. Apesar de insistir que largou o boxe para sempre, Rocky vê em Adonis a força e a determinação que conhecera em Apollo, o rival feroz que se tornou o seu amigo mais próximo. Rocky acede ao pedido e treina o jovem pugilista.

Comentário : Sylvester Stallone interpreta Rocky Balboa, um ex-pugilista que travou importantes combates no passado e teve várias vitórias e que agora é abordado pelo filho de um dos seus adversários do passado que lhe pede que seja seu treinador. Ele tem ainda de travar um último combate, desta vez o seu adversário é um cancro. Michael B. Jordan representa o protagonista, Adonis Johnson, filho do tal antigo adversário de Rocky Balboa, Apollo Creed, que chega a uma cidade por ele desconhecida a fim de conhecer o adversário do pai que nunca viu e pedir-lhe que o treine, onde pelo caminho ainda arranja tempo para se apaixonar pela linda cantora Bianca. Tessa Thompson interpreta a cantora Bianca, uma linda jovem cheia de sonhos que se apaixona igualmente por Adonis Johnson e o incentiva na sua decisão de dedicar a vida ao boxe. 

Estes três atores são excelentes, tiveram neste filme, excelentes prestações, e têm em comum o facto das suas personagens possuirem uma forte e coesa empatia entre eles. Na verdade, à muito tempo que não via um filme onde a química e a harmonia entre três personagens principais fossem tão fortes e poderosas, seja nas cenas onde estão bem dispostos, seja nas sequências onde discutem. Gostei bastante deste filme sobre boxe, a história é cativante e senti-me totalmente preso ao ecrã durante as mais de duas horas de imagens. Estamos perante um filme que respeita mesmo o boxe enquanto desporto e o realizador Ryan Coogler soube na perfeição dar-nos essa imagem, nos facultando o ambiente real de um verdadeiro combate de boxe. Como pontos negativos, a única coisa a assinalar são as partes cómicas, totalmente desnecessárias. O filme é muito bom e foi com ele que eu terminei este meu ano cinematográfico da melhor maneira. 

Tangerine

Nome do Filme : “Tangerine”
Titulo Inglês : “Tangerine”
Ano : 2015
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Sean Baker
Elenco : Kitana Kiki Rodriguez, Mya Taylor, Karren Karagulian, Mickey O'Hagan, James Ransone, Ana Foxx, Alla Tumanian, Luiza Nersisyan, Arsen Grigoryan, Ian Edwards, Clu Gulager, Chelcie Lynn, Richie Lilard.

História : Na véspera de Natal, duas raparigas percorrem uma cidade com a intenção de encontrar o namorado de uma delas para o confrontar com uma suposta traição. Enquanto isso, um taxista percorre a mesma cidade e vai recebendo clientes bem estranhos. Sem saberem, brevemente todos se irão confrontar num café cuja especialidade são uns saborosos donuts.

Comentário : Filme bastante curioso que vi na última noite. Não se pode dizer que seja um grande filme, embora as classificações assim o indiquem. É antes, um filme razoável que está muito bem filmado. Também gostei das prestações, nomeadamente em relação às duas protagonistas, Kitana Kiki Rodriguez e Mya Taylor estão brutais nesta fita. Ao contrário da maioria das opiniões, eu não gostei muito da banda sonora. A história do taxista podia ter sido muito bem retirada, penso que a sua mistura com a história principal foi algo forçado, o filme ficava melhor sem essa história. Achei inverossímil a parte da sogra e da esposa do taxista irem parar também ao tal café dos donuts, situações igualmente forçadas. Gostei bastante do cão do taxista, é muito giro. Não entendi aquela parte em que o taxista expulsa Selena do taxi, nem a razão para que tal acontecesse. Como melhor cena, destaco a sequência de sexo na lavagem do taxi. Não considero este filme como sendo um dos melhores do ano, como algumas pessoas o consideram. Um último reparo, não me importava nada de ir ao café dos donuts, alguns dos bolos tinham muito bom aspecto. Nota positiva também para o final do filme, muito ternurento. 

Affluenza

Nome do Filme : “Affluenza”
Titulo Inglês : “Affluenza”
Ano : 2014
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Kevin Asch
Produção : Kevin Asch
Elenco : Nicola Peltz, Ben Rosenfield, Gregg Sulkin, Grant Gustin, Steve Guttenberg, Samantha Mathis, Valentina Angelis, Carla Quevedo, Danny Burstein, Adriane Lenox, Ryan Vigilant, Darius Homayoun, Patrick Page, John Rothman, Roger Rees, Taylor Gildersleeve, Wai Ching Ho, Kathy Tong, Alexandra Metz, Maggie LaMonica.

História : Um jovem aspirante a fotógrafo vive num mundo cheio de facilidades.

Comentário : Lembram-se da linda jovem que desempenhou o principal papel feminino no quarto e longo filme da saga “Transformers” de Michael Bay ? Pois bem, ela entra nesta fita e consegue a melhor prestação da sua curta carreira. Gostei deste filme independente, embora tenha que confessar que esperava bem mais dele. Li algures uma critica onde vinha mencionado que se tratava de um dos melhores filmes de 2014, puro exagero, ainda que seja um bom filme. Gostei igualmente das prestações dos jovens Ben Rosenfield e Gregg Sulkin, deram bastante consistência às suas personagens. O filme foca bem como são as vidas daquelas pessoas, onde não falta dinheiro e todo o tipo de facilidades. Diria mesmo que o filme é uma dura critica à alta sociedade, veja-se as cenas das discussões. Adorei a cena da discussão entre marido e mulher, mas detestei a cena do acidente de carro. O realizador dirigiu o elenco muito bem, notou-se uma boa química entre algumas personagens, nomeadamente entre os jovens principais. Bom filme. 

                                                             Nicola Peltz 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Bridge Of Spies

Nome do Filme : “Bridge Of Spies”
Titulo Inglês : “Bridge Of Spies”
Titulo Português : “A Ponte dos Espiões”
Ano : 2015
Duração : 140 minutos
Género : Biográfico/Drama/Histórico
Realização : Steven Spielberg
Elenco : Tom Hanks, Amy Ryan, Eve Hewson, Jillian Lebling, Noah Schnapp, Mark Rylance, Domenick Lombardozzi, Brian Hutchison, Joshua Harto, Alan Alda, John Rue, Billy Magnussen, Austin Stowell, Michael Pemberton, Jesse Plemons, Michael Gaston, Stephen Kunken, Jon Curry, Peter McRobbie, Victoria Leigh.

História : Em plena Guerra Fria, um advogado é recrutado pela CIA para auxiliar na operação de resgate de um piloto norte-americano detido na União Soviética.

Comentário : Steven Spielberg sempre foi um bom contador de histórias. Se há mérito que lhe temos que lhe atribuir é o facto de em cada novo filme, ele trazer sempre algo de novo. E isso volta a verificar-se neste “Bridge Of Spies”. Confesso que no início achei que o filme ia ser uma valente seca, não podia estar mais enganado. Achei o filme bastante cativante, o seu ritmo segue-se muito bem, pessoalmente, fiquei sempre na expetativa daquilo que iria acontecer a seguir. Trata-se de uma história verídica, totalmente desconhecida para mim, tenho que dizer. Do elenco, destaca-se Tom Hanks, eterno ator fetiche de Spielberg, soube mais uma vez levar o barco a bom porto. Mark Rylance tem igualmente uma poderosa interpretação. A história até chega a ser interessante. Detestei o personagem do piloto jovem, bem como do ator em si. Volto a dizer, como desconhecia a história, não posso assinalar eventuais erros a esse nivel, pouco mais há a dizer. Não sendo um dos melhores filmes do ano, é uma fita muito relevante porque conta factos importantes que tiveram grande destaque naquela altura.

Sex, Lies, And Videotape

Nome do Filme : “Sex Lies And Videotape”
Titulo Inglês : “Sex, Lies, And Videotape”
Titulo Português : “Sexo, Mentiras e Vídeo”
Ano : 1989
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Steven Soderbergh
Elenco : James Spader, Andie MacDowell, Laura San Giacomo, Peter Gallagher.

História : Graham Dalton é um tipo solitário que tem uma relação muito complicada com o sexo oposto. Na realidade, ele não faz sexo com as mulheres, nem sente tesão para isso. Simplesmente, ele filma as mulheres a confessarem as suas fantasias, a falarem das suas vidas sexuais e pessoais e depois grave tudo numa cassete e arquiva, tendo já uma colecção delas. Um dia, conhece o casal Mullany, cuja mulher mostra um interesse especial em o conhecer.

Comentário : Hoje venho recordar-vos um clássico do cinema independente. Confesso que nunca o tinha vista até à uns dias. Vi-o pela primeira vez e gostei do filme. Nunca fui muito à bola com o actor James Spader, no entanto, gostei de o ter visto neste filme, penso que ele tem a melhor prestação da fita e a sua personagem é bastante curiosa. Andie MacDowell também esteve muito bem, gostei igualmente da sua personagem. No entanto, Laura San Giacomo e Peter Gallagher podiam-se ter esforçado mais, tiveram prestações um pouco limitadas. Ao contrário daquilo que o titulo indica, a fita tem pouco sexo, aqui o sexo é mais imaginativo. No geral, achei este filme bastante satisfatório.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

The Double Life Of Veronique

Nome do Filme : “La Double Vie De Véronique”
Titulo Inglês : “The Double Life Of Veronique”
Titulo Português : “A Dupla Vida De Veronique”
Ano : 1991
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Krzysztof Kieslowski
Elenco : Irene Jacob, Wladyslaw Kowalski, Philippe Volter, Sandrine Dumas, Claude Duneton, Lorraine Evanoff, Guillaume de Tonquedec.

História : Veronika vive em Cracóvia. Veronique vive em Paris. Não se conhecem, mas têm a mesma vocação para a música, os mesmos gostos, a mesma relação de proximidade com o pai viúvo, e o mesmo problema cardíaco, para além do mesmo aspeto fisico. Veronika aprende música, trabalha arduamente, mas morre subitamente. A partir deste momento, a milhares de quilómetros de distância, a vida de Veronique altera-se profundamente e ela decide deixar de cantar. Mas alguém entra na sua vida.

Comentário : O Cinema Nimas está a passar um pequeno ciclo dedicado ao realizador Krzysztof Kieslowski onde estão incluidos quatro filmes em cópias restauradas de som e imagem, os filmes são a trilogia das cores (Vermelho, Azul, Branco) e este “A Dupla Vida De Veronique” que venho hoje aqui comentar. Eu achei os primeiros trinta minutos de filme muito confusos, mas depois de ter lido a sinopse, acabei por perceber tudo. A dificuldade deve-se ao facto das diferenças entre as duas protagonistas serem mínimas. Irene Jacob está, mais uma vez, deslumbrante num filme de Krzysztof Kieslowski, a sua prestação é contagiante. O filme tem uma boa banda sonora e bonitas cenas. A minha sequência preferida foi aquela da exibição que aquele homem fez com marionetas para uma plateia quase toda composta por crianças. Mas também gostei da cena em que as duas se cruzam, uma está na rua e a outra num autocarro. Como aspectos negativos, destaco alguns planos e um ao outro erro na narrativa. Trata-se de um filme muito poético e muito bonito, fiquei satisfeito, principalmente porque o vi pela primeira vez. Muito bom. 

Ps: Os três filmes da trilogia das cores já se encontram comentados neste espaço.

Biutiful

Nome do Filme : “Biutiful”
Ano : 2010
Duração : 146 minutos
Género : Drama
Realização : Alejandro González Iñárritu
Elenco : Javier Bardem, Maricel Alvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella, Eduard Fernandez, Diaryatou Daff.

História : Esta é a história de Uxbal, um homem em conflito, que luta para reconciliar a paternidade, o amor, a espiritualidade, o crime, a culpa e a mortalidade entre o perigoso submundo da Barcelona moderna. O seu meio de subsistência é ganho com biscates, os seus sacrifícios pelos dois filhos não têm limites. Uxbal tem ainda que lidar com o cancro que o atormenta e com os poucos meses de vida que lhe restam.

Comentário : As fitas “Amores Perros”, “21 Grams” e “Babel” são grandes filmes e este “Biutiful” não foge à regra, embora não esteja no mesmo patamar. Gostei do filme e nele, Javier Bardem possui a sua segunda melhor prestação. Ao contrário dos três anteriores filmes já frisados, “Biutiful” não possui a narrativa fragmentada, é sempre a seguir, uma história corrente. Não foi só o ator principal que teve uma boa prestação, a actriz que desempenhou a sua ex-mulher também não deixou os seus créditos por mãos alheias, fez portanto um bom trabalho. Os miúdos também não estiveram nada mal. A situação que acontecera aos migrantes foi mesmo muito má, realmente, foi desumano o destino que deram aos corpos. Ainda para mais, sabíamos que haviam crianças envolvidas. Pode não estar à altura dos outros três filmes, mas é ainda assim, um bom filme. Um último reparo, é de frisar a fantástica relação que Uxbal tem com os filhos.

sábado, 5 de dezembro de 2015

The Stanford Prison Experiment

Nome do Filme : “The Stanford Prison Experiment”
Titulo Inglês : “The Stanford Prison Experiment”
Ano : 2015
Duração : 122 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kyle Patrick Alvarez
Elenco : Billy Crudup, Ezra Miller, Tye Sheridan, Michael Angarano, Logan Miller, Johnny Simmons, Thomas Mann, Nicholas Braun, Gaius Charles, Keir Gilchrist, Ki Hong Lee, James Wolk, Matt Bennett, Olivia Thirlby.

História : Vinte e quatro estudantes são recrutados para serem usados numa experiência que consiste em imitar a vida numa prisão durante duas semanas.

Comentário : Vi esta noite este filme que andaram a dizer que era baseado em acontecimentos reais. Pessoalmente, acredito que as coisas tenham resultado daquela forma, porque o ser humano é capaz de tudo e, com poder, ficam ainda piores. Quero dar os parabéns a todos os jovens atores, tiveram todos poderosas interpretações. Billy Crudup tem aqui uma personagem bastante enervante, confesso que esperava que ele tivesse um fim menos bom, algo tipo, o feitiço virar-se contra o feitiçeiro. Realmente, se aquilo que vi foi o que aconteceu na realidade, então os jovens que fizeram de presos sofreram mesmo bastante. Algumas situações me revoltaram, principalmente os momentos finais. Se a experiência serviu para alguma coisa, foi para mostrar que o ser humano pode ser muito mau, caso tenha poder, caso o deixem. Não queria chegar ao ponto de dizer que o filme é mau, mas custa-me muito a crer que as coisas tenham sucedido daquela forma. Foi pouco real, tudo demasiado forçado, pouco credível. Com um elenco jovem destes (todos impecáveis), nas mãos de outro realizador, as coisas podiam ter resultado melhor. 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mammuth

Nome do Filme : “Mammuth”
Titulo Inglês : “Mammuth”
Ano : 2010
Duração : 90 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Gustave De Kervern/Benoit Delepine
Elenco : Gerard Depardieu, Yolande Moreau, Isabelle Adjani, Miss Ming, Benoit Poelvoorde, Bouli Lanners, Catherine Hosmalin, Philippe Nahon, Anna Mouglalis, Albert Delpy, Bruno Lochet, Joseph Dahan, Remy Roubakha, Stephanie Pillonca, Jawad Enejjaz, Celine Richeboeuf, Aurelie Brin, Zoe Weber.

História : Chegado à merecida reforma, o sexagenário Serge Pillardosse descobre que não a pode gozar porque alguns ex-empregadores esqueceram-se de o declarar. Incentivado pela esposa, monta a sua velha mota dos anos 70 e parte à procura dos seus antigos patrões, reencontrando pelo caminho velhos amigos e familiares.

Comentário : Confesso gostar bastante do trabalho desta dupla de realizadores, tendo já comentado dois dos seus filmes neste espaço. Hoje, venho comentar este outro filme deles. Gostei, embora não tanto quanto os dois anteriores. Enquanto os outros dois filmes são bons, este é apenas razoável. Gerard Depardieu possui a melhor prestação do filme. A seu lado, encontramos uma Yolande Moreau bastante competente. Achei bastante piada à personagem de Miss Ming. A mota do protagonista é um mimo e é impossivel não acharmos graça a algumas situações. Trata-se de um filme muito independente, a forma como foi filmado e a imagem, por vezes granulada, são prova disso, mas esses factores não retiram o mérito aos realizadores. Para mim, como melhor cena, fica a discussão entre o protagonista e o homem do talho. Notei também que Gerard Depardieu e Yolande Moreau possuem uma excelente química entre eles. Um filme bastante original e simples.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Victoria

Nome do Filme : “Victoria”
Titulo Inglês : “Victoria”
Ano : 2015
Duração : 139 minutos
Género : Crime/Drama/Thriller
Realização : Sebastian Schipper
Elenco : Laia Costa, Frederick Lau, Franz Rogowski, Burak Yigit, Max Mauff.

História : Numa noite, a jovem Victoria conhece um homem chamado Sonne, por quem se apaixona. Ela junta-se a ele e ao seu grupo de amigos e metem-se em grandes confusões.

Comentário : Filme alemão que eu confesso ter gostado, está muito bem classficado nos sites da especialidade e merece essa cotação. O filme está muito bem filmado e possui uma história cativante. O começo não é muito realista, uma rapariga conhece um grupo de estranhos homens e decide logo sair com eles pela noite fora. Mas se ignorarmos esse aspecto, estamos perante uma obra bastante convincente. Bastante prestável é a interpretação da protagonista Laia Costa, esteve à altura do seu papel. Também gostei bastante da prestação de Frederick Lau, a química entre ele e a atriz protagonista funcionou muito bem. O filme segue a um bom ritmo com a camara sempre a acompanhar os atores, por vezes, bem perto deles, possivelmente para parecer mais realista. Assinalei um erro ou outro, mas nada que prejudique o resultado final. No fundo, estamos perante um filme bastante bom, o final é duro, mas agradável.