domingo, 25 de outubro de 2015

Paranormal Activity 5 : The Ghost Dimension

Nome do Filme : “Paranormal Activity : The Ghost Dimension”
Titulo Alternativo : “Paranormal Activity 5 : The Ghost Dimension”
Titulo Português : “Atividade Paranormal 5”
Ano : 2015
Duração : 88 minutos
Género : Terror
Realização : Gregory Plotkin
Produção : Oren Peli
Elenco : Chris J. Murray, Brit Shaw, Ivy George, Chloe Csengery, Jessica Tyler Brown, Olivia Taylor Dudley, Dan Gill, Michael Krawic.

História : Sem saberem que estão a viver na casa onde as irmãs Katie e Kristi passaram a maior parte da sua infância, Ryan e a esposa Emily pensam que está tudo em ordem e que a filha de ambos, Leila, está em segurança. Um dia, Ryan descobre uma caixa com várias cassettes VHS e uma camara que, mais tarde, descobre que tem a capacidade de filmar a atividade dos espíritos. Quando começa a notar que algo de estranho se passa, ele coloca camaras pela casa e mete a camara especial no quarto da filha. Aos poucos, Ryan e Emily apercebem-se que algo de muito estranho está a acontecer na casa, o que se vem a constatar pelos acontecimentos na casa, pelas imagens captadas pelas camaras e pelo conteúdo das VHS encontradas. Sem saberem, os membros daquela familia podem estar a correr um grande perigo, já que andam distraídos com o Natal.

Comentário : Fantástico, consegui ver o novo “Paranormal Activity”, saga de quem eu sou admirador. Se esquecermos o episódio isolado “The Marked Ones”, este “The Ghost Dimension” é o quinto episódio da saga. Oren Peli (um dos produtores) fez bem em focar novamente Katie e Kristi, na infância, visto que fora nessa fase que elas foram sujeitas às experiências espíritas que deram origem a tudo. Mas o filme nem explica se a assombração em questão já vinha antes das irmãs. Aliás, o principal problema que eu encontro nesta saga é precisamente a falta de informação que cada um dos cinco filmes tem. 

Neste quinto capítulo, Gregory Plotkin mostra-nos uma família normal a viver na casa onde as irmãs passaram parte da infância e o homem da casa encontra uma camara especial que filma os espíritos que se passeiam pela habitação, o que acaba por despertar o interesse de todos os membros da família. Depois, temos a filha do casal, uma menina pequena que começa a falar com um amigo imaginário chamado Toby, o mesmo que se falava nos capítulos anteriores. Novamente, a criança é parte fulcral em todo o processo. Podemos contar com vários sustos e cenas que metem medo, por exemplo, quando a figura espectral surge a ganhar forma no quarto de Leila à noite ou ainda aquela sequência no círculo quando o demónio é tapado com um lençol. É verdade que a saga tem vindo a perder qualidade, o primeiro é realmente o melhor, embora eu goste dos cinco filmes de igual modo. O final não explica praticamente nada, Leila fica amiga do demónio, este apenas poupa a vida da miúda. No geral, estamos perante um episódio interessante, embora seja apenas razoável. O produtor Oren Peli já anunciou que este é o último filme da saga. Eu vi e gostei, e embora tenha gostado dos cinco filmes oficiais da saga, acho que deviam ter ficado pelo primeiro. Este mês fico por aqui, em novembro regresso. 


Desejo a todos um bom Halloween. 

Spring

Nome do Filme : “Spring”
Titulo Inglês : “Spring”
Ano : 2014
Duração : 110 minutos
Género : Romance/Terror
Realização : Justin Benson/Aaron Moorhead
Elenco : Nadia Hilker, Lou Taylor Pucci, Vanessa Bednar.

História : Um homem apaixona-se por uma jovem que guarda um terrível segredo.

Comentário : Vi este estranho filme na semana passada e gostei, embora seja mesmo muito estranho. Explicações para aquilo acontecer existem, mas são sempre dificeis de acreditar. Filme ideal para ver numa noite de Halloween, estamos quase perto da próxima e ando numa demanda de ver filmes de terror, com a intenção de publicar aqui os comentários a várias fitas do género. Embora não seja o meu género preferido, gosto e aprecio-os, quando são bons. Este filme tem um bom clima de tensão e de mistério, deixa-nos sempre na espectativa de que algo de mau está prestes a acontecer.

A nossa protagonista, a bonita Nadia Hilker, possui uma excelente prestação. O jovem ator que faz de seu “amigo” e “namorado” também esteve bem. O filme não tem muito terror e este apenas surge quando tem que aparecer, quando o argumento assim o exige. Fiquei surpreso com aquela cena no chão da casa da jovem, quando esta é surpreendida pelo amigo que a ajuda a obter a seringa, cena potente. O filme até é original, mas senti que faltou qualquer coisa. A fita foi realizada a quatro mãos, podia ter resultado em algo mais grandioso, mas como se trata de um filme independente, facilmente se perdoa. 

Love Me If You Dare

Nome do Filme : “Jeux D'Enfants”
Titulo Inglês : “Love Me If You Dare”
Titulo Português : “Amor Ou Consequência”
Ano : 2003
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Yann Samuell
Elenco : Marion Cotillard, Guillaume Canet, Josephine Lebas Joly, Thibault Verhaeghe, Gilles Lellouche, Julia Faure, Laetizia Venezia, Elodie Navarre, Nathalie Nattier, Robert Willar.

História : Julien e Sophie conhecem-se com oito aninhos em alturas traumáticas das suas vidas. Ele assistiu à morte da mãe, ela era alvo de chacota das colegas de escola. Um dia, Julien defende-a e desde então tornam-se grandes amigos. Juntos embarcam numa amizade íntima que gira em torno de um jogo perverso de desafios mútuos. Os dois jovens passam à idade adulta sendo eles próprios o maior obstáculo para a sua felicidade.

Comentário : Vi este filme francês quando ele estreou nos nossos cinemas, creio que o fui ver a uma sala dos Cinemas El Corte Inglès. Na altura não gostei do filme devido ao seu horrivel final, mas recentemente, tive a oportunidade de rever a fita e agora vejo-a com outros olhos. Continuo a detestar o final, mas achei o filme bastante divertido onde tanto o casal de pequenos atores protagonistas, como o casal dos atores que fizeram a parte adulta estiveram bem. A banda sonora é rica e o argumento é cheio de twists, já para não falar da fotografia. Marion Cotillard está linda neste filme e teve a melhor interpretação do elenco. Tal como diz a sinopse, o jogo deles é mesmo perverso. O filme possui ainda algumas cenas cómicas e uma pitadinha de humor negro aqui e ali. Ainda em relação à banda sonora, podemos contar com uma das melhores canções de Edith Piaf cantada por vários artistas. É um filme ao estilo de “Amelie”, quem gosta do género, vai delirar com este pequeno filme. 

Everyone Says I Love You

Nome do Filme : “Everyone Says I Love You”
Titulo Inglês : “Everyone Says I Love You”
Titulo Português : “Toda A Gente Diz Que Te Amo”
Ano : 1996
Duração : 98 minutos
Género : Romance/Musical
Realização : Woody Allen
Elenco : Drew Barrymore, Edward Norton, Woody Allen, Alan Alda, Gaby Hoffmann, Natalie Portman, Lukas Haas, Goldie Hawn, Barbara Hollander, Julia Roberts, Billy Crudup, Tim Roth.

História : Joe tenta conquistar o coração de Von enquanto que a sua ex-mulher, Steffi, e o seu actual marido, Bob, lidam com os seus assuntos de família em colapso no seu modesto e sempre cheio de gente, apartamento em Manhattan. Entratanto, a jovem filha de Bob e Steffi, Skylar, está dividida entre dois namorados.

Comentário : Na mesma semana que comentei o primeiro filme de Woody Allen que vi, resolvi vir falar deste outro filme do realizador que também vi e gostei, embora não tanto como aconteceu com o primeiro. Confesso não gostar muito de musicais e neste filme, esse género cinematográfico surge muito bem acentuado. Mas também tem romance e drama e foi devido a possuir um bocado desses dois géneros que eu resolvi vê-lo. Gostei, é um filme simples, o argumento é consistente, mas as cenas musicais quebram um bocado o ambiente conseguido até então e estragam alguns momentos. A dança no hospital e o numero musical com os fantasmas são exemplos disso. O elenco é de luxo, com destaque para Drew Barrymore, aqui mais bonita que nunca e com uma prestação ao mesmo nivel. E o estilo inconfudivel de Woody Allen permanece intacto. Um último reparo, não tenho nada contra os musicais, devo ter uns quatro na minha lista de filmes preferidos, mas é um dos géneros que não aprecio, tal como a comédia e os filmes de guerra. 

Crimes And Misdemeanors

Nome do Filme : “Crimes And Misdemeanors”
Titulo Inglês : “Crimes And Misdemeanors”
Titulo Português : “Crimes E Escapadelas”
Ano : 1989
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Woody Allen
Elenco : Woody Allen, Alan Alda, Caroline Aaron, Claire Bloom, Mia Farrow, Anjelica Huston, Joanna Gleason, Martin Landau, Jenny Nichols, Sam Waterston, Stephanie Roth Haberle, Gregg Edelman, Zina Jasper, Nadia Sanford, Daryl Hannah.

História : Cliff Stern é um realizador idealista, até ao momento em que lhe oferecem um emprego lucrativo para filmar o perfil lisonjeador de um pomposo produtor de TV. Judah Rosenthal é o pilar da sua comunidade, até perceber que a sua amante planeia expor publicamente as suas escapadelas financeiras e extra-matrimoniais. Quando Cliff escolhe entre a integridade e o dinheiro, e Judah entre o conselho do seu rabi e a proposta assassina do seu irmão mafioso, cada um deles tem que examinar a sua própria moralidade, e tomar uma decisão irrevogável que mudará a vida de todos.

Comentário : Creio ser o primeiro filme de Woody Allen que venho comentar neste espaço, pelo menos oficialmente. Confesso gostar imenso do realizador enquanto pessoa e mais ainda enquanto realizador. Gosto bastante do seu modo de filmar, do seu modo de contar as suas histórias e a cima de tudo, gosto do modo como ele dirige os atores que dispõe para cada filme. Este filme que estou aqui a falar foi o primeiro que vi dele e tomei logo o gostinho pelo trabalho do realizador. Com um poderoso grupo de atores, Allen conta a sua história, a história de um realizador e de um homem prestes a cometer uma loucura. O filme tem bons momentos, uma deliciosa banda sonora, boas interpretações e o estilo de Woody Allen todo lá, uma delicia para todos os admiradores deste realizador. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

The Assassin

Nome do Filme : “Nie Yin Niang”
Titulo Inglês : “The Assassin”
Titulo Português : “A Assassina”
Ano : 2015
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Hsiao Hsien Hou
Elenco : Qi Shu, Chen Chang, Satoshi Tsumabuki, Shao Huai Chang, Nikki Hsin Ying Hsieh, Ethan Juan, Zhen Yu Lei, Fang Mei, Dahong Ni, Fang Yi Sheu.

História : Uma miuda é sujeita a um duro treino durante a sua infância e juventude, acabando por se tornar numa assassina profissional.

Comentário : Hoje vi este filme chinês que gostei bastante. Quero aqui deixar um aviso, o filme não é indicado para quem está à espera de um filme de ação com cenas de combates, porque aqui a ação é praticamente inexistente, tirando três breves sequências. O destaque vai para o guarda-roupa e para a dedicação que o elenco deu aos seus papéis. No papel da assassina do titulo, Qi Shu esteve muito bem, próximo da perfeição representativa. É um filme extremamente parado, grande parte das pessoas que o viu não apreciou. O filme está muito bem filmado. A caracterização dos atores está boa. A quase total ausência de banda sonora resultou bem, aqui na forma de um conjunto de sons de fundo muito bem empilhados nas cenas certas. Qi Shu é uma rapariga muito bonita. Gostei do personagem do mestre das longas barbas brancas. As poucas cenas de luta estão muito bem conseguidas. No geral, estamos perante um bom filme.

The Green Inferno

Nome do Filme : “The Green Inferno”
Titulo Inglês : “The Green Inferno”
Titulo Português : “Inferno Canibal”
Ano : 2013
Duração : 100 minutos
Género : Terror
Realização : Eli Roth
Produção : Eli Roth
Elenco : Lorenza Izzo, Sky Ferreira, Kirby Bliss Blanton, Magda Apanowicz, Ignacia Allamand, Ariel Levy, Daryl Sabara, Nicolas Martinez, Aaron Burns, Ramon Llao, Richard Burgi, Matias Lopez, Eusebio Arenas, Sally Rose, Antonieta Pari.

História : Um grupo de ativistas americanos decidem ir até à Amazonia para tentar proteger uma tribo que está em vias de extinção. Durante o percurso de regresso, o avião sofre problemas e eles caem no meio da selva. Eles acabam por ser resgatados e presos pela tribo que desejavam salvar.

Comentário : Continuo numa onde de ver e analisar filmes de terror nesta época do Halloween. Já andava à algum tempo para ver este filme e somente agora o consegui conferir. É muito fraco. Eli Roth está a perder o jeito para estas coisas. O realizador podia ter chocado mais neste filme, podia ter levado as coisas mais além, por exemplo, fazer algo parecido com o clássico de terror que inspirou este espécie de remake. Em vez disso, aparece com um filme adornado de clichés do género, onde o factor novidade não mora por estas bandas. Tudo bem, o filme possui cenas fortes, mas existem outras cenas em que só mostram metade daquilo que está a acontecer. O filme tem cortes. Não gostei das prestações dos atores, embora Lorenza Izzo tenha sido a única que se aproveitou. Os “nativos” foram bastante convincentes. Eu pensava ficar surpreendido com este filme, o tiro saiu mesmo ao lado, o filme não é nada de especial, apesar das já referidas cenas fortes. O argumento tinha potencial, mas aconteceu qualquer coisa que deitou tudo a perder, foi lamentável. 


domingo, 18 de outubro de 2015

Big Bad Wolves

Nome do Filme : “Big Bad Wolves”
Titulo Inglês : “Big Bad Wolves”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Thriller
Realização : Aharon Keshales/Navot Papushado
Elenco : Tzahi Grad, Lior Ashkenazi, Rotem Keinan, Menashe Noy, Bar Minali.

História : Após a filha ter sido raptada por um abusador de menores e ter sido brutalmente abusada e assassinada, um homem decide raptar o criminoso e fazer justiça pelas próprias mãos. No entanto, um policia também anda à procura do assassino. Os dois acabam por ser aliar nessa missão de castigar o abusador.

Comentário : O realizador Quentin Tarantino considerou este filme como sendo um dos melhores de 2013, puro exagero. Tudo bem, o filme não é mau, mas para mim, é apenas razoável. É a cima de tudo um filme de homens, homens bem duros e maus. O que mais gostei neste filme foi do facto de o argumento nos baralhar sobre a culpalidade do suposto criminoso raptado, embora a última cena seja decisiva para sabermos a verdade. Gostei das interpretações dos atores principais, embora a do ator que desempenhou o suposto assassino não tivesse sido tão convincente. O genérico inicial está engraçado. Nota igualmente positiva para a fotografia. O argumento é forte, afinal, aborda o pior dos crimes. Não sendo nada de especial e apesar de alguns erros, estamos perante um filme razoável, nada mais.

sábado, 17 de outubro de 2015

Mr. Holmes

Nome do Filme : “Mr. Holmes”
Titulo Inglês : “Mr. Holmes”
Ano : 2015
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Bill Condon
Elenco : Ian McKellen, Laura Linney, Milo Parker, Hiroyuki Sanada, Hattie Morahan, Patrick Kennedy, Roger Allam, Philip Davis, Frances De La Tour, Takako Akashi.

História : Com 93 anos, o reformado detetive Sherlock Holmes vive agora numa isolada casa de campo com uma governanta e o filho desta. Passa os dias a escrever, a cuidar das suas abelhas e a conversar com o menino com quem fala sobre alguns dos seus antigos casos. E relembra tempos antigos.

Comentário : Sir Ian McKellen está soberbo neste filme, que pode bem ser o seu último papel num filme sério. Ele é um excelente ator e, para mim, é um encanto vê-lo desempenhar qualquer papel. Neste caso, ele faz de Sherlock Holmes, o famoso detetive, mas agora ele tem outro caso para resolver : a velhice. A realização é boa, nunca pensei que Bill Condon conseguisse fazer algo de bom com este argumento. Laura Linney obteve aqui uma prestação cuidada e muito consistente. O pequeno ator que fez de filho da governanta também não se saiu nada mal. Os secundários vão bem, com destaque para a francesa Frances De La Tour. O filme passou nas nossas salas de cinema no inicio deste ano, só hoje o consegui ver. No geral, gostei do filme como um todo, é uma visão diferente do detetive mais famoso de todos os tempos, aqui muito bem representado por Sir Ian McKellen. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Crimson Peak

Nome do Filme : “Crimson Peak”
Titulo Inglês : “Crimson Peak”
Titulo Português : “A Colina Vermelha”
Ano : 2015
Duração : 119 minutos
Género : Drama/Romance/Terror
Realização : Guillermo Del Toro
Produção : Guillermo Del Toro
Elenco : Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston, Charlie Hunnam, Jim Beaver, Burn Gorman, Leslie Hope, Doug Jones, Jonathan Hyde, Bruce Gray, Emily Coutts, Alec Stockwell, Brigitte Robinson, Gillian Ferrier, Tamara Hope, Kimberly Sue Murray, Joanna Douglas, Bill Lake, Javier Botet, Sofia Wells, Matia Jackett.

História : Apaixonada pelo misterioso Thomas Sharpe, a jovem escritora Edith Cushing muda-se para a sua sombria e assustadora mansão no alto de uma colina. Habitada também pela sua fria cunhada Lucille Sharpe, a casa tem um passado macabro e uma forte presença que não demoram a mexer com a serenidade de Edith.

Comentário : Desta vez é caso para dizer que a montanha pariu um rato. Quando soube que o brilhante realizador e produtor Guillermo Del Toro ia pegar nesta história e ia adaptá-la ao cinema fiquei curioso e com grandes espetativas. E ainda fiquei mais ancioso quando li que a protagonista ia ser Mia Wasikowska. Uma coisa tem que ser dita, o realizador não falhou no que ao nivel visual diz respeito, pois caprichou na produção e tenho que confessar que as componentes técnica e visual são os principais trunfos do filme. Tudo isto é facilmente assinalável na fotografia gótica, nos decors e cenários do interior da enorme mansão que fica no local que dá titulo à pelicula. Em relação aos fantasmas e monstros que Guillermo Del Toro tanto adora, aqui são mero adereço. Ou seja, o mal não vem do além, é bem real, apesar de haverem fantasmas na fita. E mais não digo sobre esta matéria.

A nivel das interpretações, a linda e angelical Mia Wasikowska já teve melhores prestações, não que estivesse mal neste filme, mas podia ter estado bem melhor no papel da protagonista. Tom Hiddleston está igual a si mesmo, aqui numa prestação que nem aqueceu nem arrefeceu. Quem se destaca é Jessica Chastain, ainda que muito longe de outras interpretações obtidas noutros filmes. A sua personagem andou meio apagada e depois, nos últimos quarenta minutos, revela-se. O filme desdobra-se em duas histórias, por um lado temos a história da escritora Edith que costuma ver o fantasma da mãe e se apaixona por Thomas. Por outro lado, temos a história dos irmãos que viveram uma vida inteira de esquemas e crimes com vista à obtenção de beníficio próprio. O argumento é a grande falha desta produção que funciona como a grande estreia deste Halloween. Um argumento fraco, com falhas e com clichés, no final, damos por nós a pensar : “Já vimos isto”. Guillermo Del Toro já nos deu muito melhor em obras do género como “O Labirinto do Fauno”, “O Orfanato”, “Don't Be Afraid Of The Dark” ou “Mama”, em “Crimson Peak” deu-nos um bom espetáculo visual, mas falhou em tudo o resto. O final é banal. Confesso que esperava muito deste filme, resultou apenas num filme razoável. 

Me And Earl And The Dying Girl

Nome do Filme : “Me And Earl And The Dying Girl”
Titulo Inglês : “Me And Earl And The Dying Girl””
Titulo Português : “Eu, o Earl e a Tal Miúda”
Ano : 2015
Duração : 106 minutos
Género : Drama
Realização : Alfonso Gomez Rejon
Elenco : Thomas Mann, RJ Cyler, Olivia Cooke, Nick Offerman, Connie Britton, Molly Shannon, Jon Bernthal, Katherine Hughes, Matt Bennett, Chelsea Zhang.

História : Dois amigos travam amizade com uma linda jovem que, por motivos de doença, tem os dias contados.

Comentário : Um dos filmes sensação deste ano é esta espécie de comédia dramática realizada por Alfonso Gomez Rejon sobre uma adolescente com leucemia e um amigo inesperado que surge na sua vida para passar meio ano a seu lado, seis meses é o tempo que dura a relação deles, seis meses desde que se conhecem até ao dia em que ela morre. O filme surge montado e é mostrado de forma diferente da maioria dos filmes do género e isso funcionou como uma mais valia. Olivia Cooke e Thomas Mann são as estrelas que mais brilharam neste drama, a química entre os dois foi perfeita. Apesar do tema principal do filme ser sério, o realizador soube habilmente tratar de tudo de forma normal e, por vezes, leve, tudo no sentido de não nos fazer chorar muito. Os últimos 10 minutos são muito bonitos e intensos. Bom drama. 

domingo, 11 de outubro de 2015

Under The Sand

Nome do Filme : “Sous Le Sable”
Titulo Inglês : “Under The Sand”
Titulo Português : “Sob A Areia”
Ano : 2000
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : François Ozon
Elenco : Charlotte Rampling, Jacques Nolot, Bruno Cremer, Alexandra Stewart, Pierre Vernier, Andree Tainsy, Maya Gaugler.

História : A atraente Marie é uma professora de literatura inglesa que vive em Paris. O relacionamento dela com o seu marido Jean parece estável, embora ele demonstre sinais de tédio aos quais Marie não presta atenção. Durante umas férias de verão do casal, Jean desaparece e Marie não o encontra. Sem saber se Jean a deixou, se cometeu suicidio ou se afogou, Marie regressa a Paris e começa a agir como se o seu marido ainda estivesse presente. Incapaz de aceitar o desaparecimento, Marie pensa e age como se Jean ainda estivesse ao seu lado, algo que perturba os seus amigos e Vincent, o seu novo companheiro.

Comentário : Quando conheci a excelente atriz Charlotte Rampling foi noutro filme de François Ozon, um mais recente. Isto porque começei ao contrário, primeiro vi os filmes recentes de Ozon e somente depois, começei a ver os seus mais antigos. A atriz está excelente nete pequeno filme, possivelmente, uma das melhores interpretações da sua carreira. Gostei mesmo da sua Marie, uma mulher num estado tal, numa situação que podia acontecer a qualquer uma. Os secundários possuem igualmente excelentes prestações. O filme tem um toque de mistério que lhe ficou muito bem, tudo devido a não sabermos o que sucedeu com o marido da protagonista, embora o seu destino seja revelado perto do final da fita. Rampling possui ainda uma boa química com todos os restantes atores e atrizes do filme, isso ficou bem evidente. O filme passou em Portugal apenas em 2002, a cargo da Medeia Filmes. Actualmente, é um dos filmes de referência da carreira de François Ozon, este com um filme novo a estrear ainda este ano. O argumento é o factor máximo a termos em conta em “Sob A Areia”, muito bem elaborado e conseguido. Gostei imenso deste filme.

Le Mepris

Nome do Filme : “Le Mépris”
Titulo Inglês : “Contempt”
Titulo Português : “O Desprezo”
Ano : 1963
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Luc Godard
Elenco : Brigitte Bardot, Fritz Lang, Michel Piccoli, Jack Palance, Giorgia Moll.

História : A “Odisseia” de Homero é rodada em Capri sob a direção de Fritz Lang. O produtor americano Prokosch despreza a arte caseira dos seus filmes e pede ao argumentista Paul Javal que reescreva o argumento. Prokosch persegue Camille, a bela mulher de Javal a quem parece agradar a ideia, o que provoca o profundo desprezo da miúda.

Comentário : Um filme dentro de outro filme. É isto que se passa neste pequeno filme novamente protagonizado pela linda Brigitte Bardot. Foi o terceiro filme que vi dela, igualmente bom, mas aqui ela não está tão focalizada. Ainda assim, continua a ser a protagonista. O mestre Jean Luc Godard filma a sua musa de forma admirável, sempre a fazer notar a sua beleza, à qual se alia a qualidade da sua interpretação. Confesso que por vezes, não pude distinguir o que era a realidade daquilo que era o tal filme dentro do filme. O próprio cinema de Godard possui esta abstrata característica. Tal como disse, Brigitte Bardot possui outra brilhante prestação neste filme, aqui acompanhada por três grandes homens daquela época, um deles ainda anda nestas vidas da representação. Dos três filmes aqui comentados, confesso ter gostado mais do primeiro, embora este terceiro venha logo em segundo lugar. Brigitte Bardot nasceu a 28 de Setembro de 1934, ainda é viva, ainda ama os animais, já não é linda, mas mesmo na velhice, tem uns lindos olhos e a alma de antigamente – LINDA. 

The Night Heaven Fell

Nome do Filme : “Les Bijoutiers Du Clair De Lune”
Titulo Inglês : “The Night Heaven Fell”
Titulo Português : “Vagabundos Ao Luar”
Ano : 1958
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Roger Vadim
Elenco : Brigitte Bardot, Alida Valli, Stephen Boyd, Maruchi Fresno, Mario Moreno.

História : Uma jovem sai de um convento para ir morar com a tia, mas o amor surge na sua vida.

Comentário : Outro filme protagonizado por Brigitte Bardot, o segundo que resolvi ver. Neste, temos a história de uma jovem mulher que foi educada num convento e que depois vai morar para a casa de uma tia. Acaba por cair de amores por um homem e por fugir com ele, numa perigosa jornada, sempre a fugir da policia. Brigitte Bardot está mais uma vez maravilhosa, embora o filme fosse um dos menos bem recebidos pela critica da altura. Nunca descobri a razão para tal. O ator masculino que com ela protagoniza as partes da fuga também esteve muito bem. O argumento está aceitável. O filme segue-se muito bem ao longo da hora e meia de duração e confesso que os filmes dela, estes clássicos vêm-se sempre bem, fico sempre envolvido nos filmes, possivelmente porque adoro vê-la. Mais uma vez, se notou o seu amor pelos animais. Não tão consistente quanto o comentado anteriormente, mas igualmente bom. O final surpreende. 

And God Created Woman

Nome do Filme : “Et Dieu... Crea La Femme”
Titulo Inglês : “And God Created Woman”
Titulo Português : “E Deus Criou A Mulher”
Ano : 1956
Duração : 93 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Roger Vadim
Elenco : Brigitte Bardot, Curd Jurgens, Jean Louis Trintignant, Isabelle Corey.

História : Juliette é uma linda jovem que vive dividida entre dois amores.

Comentário : Este fim-de-semana resolvi ver três clássicos protagonizados pela outrora linda e excelente atriz Brigitte Bardot. Este foi o primeiro. De facto, ela era linda e representava muito bem. O amor era quase sempre o tema habitual nos seus filmes. Já na altura e principalmente nos seus primeiros filmes era notável o amor dela pelos animais. Neste filme, ela surge muito bem acompanhada por dois bons atores masculinos e o trio protagoniza uma bonita história. De destacar a sequência de dança no bar e aquela em que ela surge vestida de noiva. Possivelmente, o melhor filme de Brigitte Bardot. 

The Lovers On The Bridge

Nome do Filme : “Les Amants Du Pont Neuf”
Titulo Inglês : “The Lovers On The Bridge”
Titulo Português : “Os Amantes Da Ponte Nova”
Ano : 1991
Duração : 125 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Leos Carax
Elenco : Denis Lavant, Juliette Binoche, Marion Stalens, Klaus Michael Gruber.

História : Pont-Neuf, a ponte mais antiga de Paris, serve de abrigo para muitos sem abrigo. Alex conhece Michele. Ela é uma pintora de classe média que, fugindo de um relacionamento que não resultou, decidiu viver nas ruas para pintar o máximo possivel antes de ficar cega por causa de uma doença. Alex ganha algum dinheiro a fazer perfomances circenses, mas é viciado em alcóol e sedativos. Eles tornam-se amigos e amantes, dividindo as duras experiências quotidianas daquelas ruas frias.

Comentário : Trata-se do terceiro filme realizado por Leos Carax, onde podemos encontrar novamente Denis Lavant e Juliette Binoche, aqui, nos papéis de sem abrigo. Na minha opinião, Juliette Binoche tem neste filme uma das suas melhores prestações, a mulher está espetacular. Como sempre, o versátil Denis Lavant não desilude, nos facultando um dos melhores papéis da sua carreira camaleónica. Foi graças a este filme que fiquei a conhecer a tal ponte tão famosa de Paris. O cinema é mesmo cultura. Podemos contar novamente com uma boa realização, tudo graças ao excelente argumento. O amor é novamente o tema central do filme, aqui vivido pelas personagens principais Alex e Michele. A vista da ponte é magnifica e quase que dá para sentir o clima de Paris, de tão boas que grande parte das cenas são. Gostei do final.

Mauvais Sang

Nome do Filme : “Mauvais Sang”
Titulo Inglês : “Bad Blood”
Titulo Português : “Má Raça”
Ano : 1986
Duração : 116 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Leos Carax
Elenco : Michel Piccoli, Denis Lavant, Juliette Binoche, Julie Delpy, Hans Meyer, Hugo Pratt, Mireille Perrier, Serge Reggiani.

História : Em Paris, num futuro próximo, Marc e Hans são dois ladrões que devem dinheiro a uma mulher americana cruel que lhes dá duas semanas para pagarem. Planeiam roubar e vender um antídoto para um novo vírus semelhante à SIDA, chamado STBO, que está a matar os que praticam sexo sem amor, mas precisam de alguém com mãos rápidas. Recrutam Alex, apelidado de “língua veloz”, um rebelde que está a terminar a sua relação com Lisa, uma linda adolescente. No entanto, as coisas complicam-se muito.

Comentário : Segundo filme de Leos Carax enquanto realizador, esta obra é ainda mais louca do que a anterior. Denis Lavant está de volta num papel ainda mais louco, mas igualmente bom. O filme é mesmo muito estranho e futurista. É cinema francês. Juliette Binoche estreia-se aqui no cinema de Carax, num excelente papel digno de prémios. A seu lado temos um muito competente Michel Piccoli e uma linda Julie Delpy praticamente em inicio de carreira. Sinceramente, não sei dizer se gostei mais deste ou do primeiro filme, diria que gostei dos dois, porque apesar de serem filmes diferentes, são semelhantes naquilo que pretendem mostrar, o sentimento do amor na vida de pessoas únicas. Leos Carax anda actualmente muito longe do público, o seu último filme (Holy Motors) não deixou boa impressão junto dos públicos e isso é de lamentar. Aguarda-se o seu grande regresso ao cinema de qualidade.

Boy Meets Girl

Nome do Filme : “Boy Meets Girl”
Titulo Inglês : “Boy Meets Girl”
Titulo Português : “Paixões Cruzadas”
Ano : 1984
Duração : 101 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Leos Carax
Elenco : Denis Lavant, Mireille Perrier, Carroll Brooks, Maite Nahyr, Lorraine Berger, Christian Cloarec, Marc Desclozeaux, Anna Baldaccini, Evelyne Schmitt.

História : A relação entre Alex, um aspirante a realizador que acabou de ser abandonado pela sua namorada, e uma jovem com tendências suicidas igualmente a lidar com uma relação falhada.

Comentário : No ano passado, Paulo Branco e a Medeia Filmes passaram um pequeno ciclo dedicado ao estranho realizador Leos Carax e passaram no Espaço Nimas em cópias restauradas de som e imagem os primeiros filmes dele. Este é o primeiro filme de Leos Carax enquanto realizador. Quem conhece a obra do realizador sabe que Denis Lavant é o seu ator fetiche, usado em praticamente todos os seus filmes. Para mim, Lavant é um bom ator, muito versátil e um bom profissional. Neste primeiro filme em parceria com Carax, Lavant teve uma prestação consistente e confesso que gostei do filme e do argumento. Com alguma loucura característica de Carax, podemos contar com um filme abertamente razoável onde o amor é o tema principal. Gostei.

The Last Of The Unjust

Nome do Filme : “Le Dernier Des Injustes”
Titulo Inglês : “The Last Of The Unjust”
Titulo Português : “O Último Dos Injustos”
Ano : 2013
Duração : 220 minutos
Género : Documentário/Histórico
Realização : Claude Lanzmann
Elenco : Benjamin Murmelstein, Claude Lanzmann.

História : Em 1944, sob as ordens do oficial alemão Adolph Eichmann – que liderava a logística de extermínio nazi – Benjamin Murmelstein (1905-1989) foi nomeado “ancião” do Conselho Judeu do gueto de Theresienstadt, a 80 Km de Praga, na ex-Checoslováquia. Em pleno Holocausto, Theresienstadt foi anunciado pelos nazis como sendo uma comunidade modelo para a elite judaica, oferecida pelo Fuhrer. Inicialmente, os judeus foram para lá de livre vontade, uma vez que, em teoria, aquele era um lugar onde poderiam viver tranquilamente e não um campo de transição ou extermínio. Mas depois, a realidade era outra totalmente diferente.

Comentário : Em 1975, o realizador Claude Lanzmann entrevistou Benjamin Murmelstein em Roma, onde vivia exilado desde o fim da guerra. Este filme é o seu resultado. Confesso já ter visto este importante e excelente documentário à semanas, mas somente agora o venho comentar. Tal como disse, é um filme muito importante porque nos mostra uma dura realidade, ele tenta mostrar Murmelstein como uma vítima das circunstâncias, ao mesmo tempo que desmascara Eichmann e as enormes contradições do Conselho Judeu. O filme tem pouco recurso a imagens de época, ao contrário de outros documentários do género. Podemos sim contar com o realizador a relatar os factos acompanhado de locais e imagens da actualidade, alguns dos quais foram os locais onde as coisas se passaram naquela época. Pessoalmente, gostei de conhecer Benjamin Murmelstein, através deste documentário. E gostei de, graças a Claude Lanzmann, estar por dentro desta realidade terrível. Mas ainda me falta ver o rei dos documentários - “Shoah”.

sábado, 10 de outubro de 2015

June

Nome do Filme : “June”
Titulo Inglês : “June”
Ano : 2015
Duração : 84 minutos
Género : Terror/Drama
Realização : L. Gustavo Cooper
Produção : L. Gustavo Cooper
Elenco : Kennedy Brice, Victoria Pratt, Casper Van Dien, Eddie Jemison.

História : June é uma linda menina de nove anos que participou num estranho evento quando ainda era bebé. Ela tem vindo a passar de lar em lar, sempre na tentativa de encontrar uma casa onde possa tentar viver em paz com um casal que sirva de pais para ela. No entanto, existe alguém além dela que insiste em manipular o seu destino. Tudo porque June não é uma rapariga como as outras, tudo porque Juno é uma menina muito especial com um terrível segredo, ou não fosse ela uma criança com duas almas.

Comentário : Foi no inicio deste ano que tomei conhecimento da existência deste filme de terror e foi mais ou menos nessa altura que saiu um suposto trailer dele. Olhei o trailer no YouTube e fiquei curioso, afinal, adoro filmes de terror e ainda mais quando metem crianças com ligações ao paranormal. Finalmente, consegui ver o filme e posso dizer que a situação que mostram no tal trailer acontece no filme, mas não da forma nele mostrada, possui grandes alterações, mas a essência está todinha lá. Confesso que gostei deste filme, embora esperasse mais de uma premissa tão forte como esta. Não sei se foi por falta de recursos e sendo este um filme independente, mas senti que faltou muito mais, ou seja, a coisa podia ter resultado melhor.

Penso que o argumento podia ter sido mais desenvolvido e que a personagem principal (a menina do titulo) tivesse mais potencial, tendo ela as características que possuia. Ainda assim, as coisas podiam ter corrido pior. A realização é boa e o argumento é razoável, apesar de ter uma ou outra falha, podia ter sido mais trabalhado. A nivel das interpretações, a pequena (grande) Kennedy Brice foi a estrela que mais brilhou ao longo de todo o filme, excelente prestação. Casper Van Dien limitou-se a cumprir o papel que lhe foi atribuido, ainda assim, esteve bem. Victoria Pratt manteve-se igualmente fiel àquilo que lhe foi pedido. Os efeitos especiais estão aceitáveis para um filme de baixo orçamento. Apesar das poucas explicações, fiquei a perceber do que se tratava. Ao contrário da maioria, eu gostei do final do filme, penso que o realizador terminou bem esta história. No geral, fiquei satisfeito, embora como já disse, esperasse algo mais grandioso. Bom filme. 

Time Out Of Mind

Nome do Filme : “Time Out Of Mind”
Titulo Inglês : “Time Out Of Mind”
Titulo Português : “Viver À Margem”
Ano : 2014
Duração : 122 minutos
Género : Drama
Realização : Oren Moverman
Elenco : Richard Gere, Jena Malone, Kyra Sedgwick, Jeremy Strong, Ben Vereen.

História : George perdeu tudo na vida. Perdeu o emprego, a esposa faleceu vitima de cancro na mama, ele abandonou a filha quando ela tinha 12 anos e fez com que ela fosse criada pela avó materna, meteu-se na bebida, perdeu a razão de viver e é sem abrigo à cerca de dez longos anos. Vivendo uma vida miserável, George decide tentar uma reaproximação com a filha, Maggie, mas poderá ser tarde demais para ambos.

Comentário : Último filme sério do excelente ator Richard Gere, que com ele obteve uma das melhores prestações da sua longa carreira. De facto, ver Richard Gere no papel de um sem abrigo foi coisa que nunca me passou pela cabeça, mas o homem safou-se de forma exímia, nos oferecendo a visão real daquilo que este tipo de pessoas passam. A bebida, a droga e o desemprego são os principais motivos que levam as pessoas a mendigar pelas ruas, em situações miseráveis. O novo filme de Oren Moverman serve ainda como um alerta de que qualquer pessoa está sujeita a que isto lhe aconteça.

Apesar de aparecer pouco ao longo do filme, a jovem Jena Malone também teve uma boa prestação. O argumento é consistente, mas o filme desiludiu imenso grande parte de quem o viu por ser extremamente parado. Para mim, esse fator funcionou como um incentivo para o ver e o resultado é positivo. Apenas retirava a cena em que George e Sheila fazem amor ao relento. Tirando essa sequência, todo o filme é um regalo, um show de interpretação de um grande ator. Um último reparo, este filme tem uma qualidade do som brutal, com todos os detalhes, tipo, a banda sonora é tudo o que se passa à volta das personagens, uma delicia. 

Killer Joe

Nome do Filme : “Killer Joe”
Titulo Inglês : “Killer Joe”
Ano : 2011
Duração : 102 minutos
Género : Crime/Drama/Thriller
Realização : William Friedkin
Elenco : Matthew McConaughey, Juno Temple, Emile Hirsch, Thomas Haden Church, Gina Gershon.

História : Chris Smith é um jovem que tem que pagar uma divida avultada a um criminoso e para isso contrata um assassino profissional para matar a mãe, na intenção de receber a fortuna que é o seguro dela. Mas o destino troca-lhe as voltas.

Comentário : Confesso ter gostado bastante deste filme, apesar da critica ser negativa. Matthew McConaughey, que antigamente só fazia filmes da treta, anda à uns anos para cá a fazer bons filmes e este é outro desse rol. O homem em causa teve a melhor prestação do filme. O elenco principal é todo conhecido com destaque para a jovem Juno Temple, que também tem vindo a dar provas do seu talento na arte da representação. Estamos perante um bom thriller, um filme bem louco cheio de twists, que me deixaram bastante surpreendido. Confesso que nunca esperava a volta principal que o argumento deu. O realizador de “O Exorcista” prova desta forma que ainda está em grande forma, para além de não ter perdido o dom de nos surpreender de forma positiva. Adorei o personagem que dá titulo ao filme, embora ache que o realizador devesse ter explorado mais o seu lado policial. A química entre atores também resultou bem, afinal, são cinco grandes profissionais no ramo. Foi a primeira vez que vi este filme e tive uma agradável surpresa. 

Infinitely Polar Bear

Nome do Filme : “Infinitely Polar Bear”
Titulo Inglês : “Infinitely Polar Bear”
Titulo Português : “Amor Polar”
Ano : 2014
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Maya Forbes
Elenco : Mark Ruffalo, Zoe Saldana, Imogene Wolodarsky, Ashley Aufderheide.

História : Cameron é um maniaco depressivo que é casado e tem duas lindas filhas menores. Depois de uma aparente separação, ele é incubido de cuidar das filhas durante um período de ano e meio, enquanto a mulher tira um curso profissional noutro estado. Assim, sozinho com as meninas, ele terá que enfrentar uma nova realidade.

Comentário : Cá temos Mark Ruffalo mais uma vez num papel dramático, desta vez, na pele de um maníaco depressivo que teve a sorte de uma linda mulher se apaixonar por ele e de ter querido ter com ele, duas lindas filhas, só mesmo em filme. Tirando esse aspeto, estamos perante um filme bastante aceitável no qual, Mark Ruffalo é a estrela que mais brilha. A seu lado, Zoe Saldana tem uma prestação apenas razoável, a sua personagem podia ter sido melhor trabalhada. As duas jovens atrizes que desempenharam os papéis de filhas menores do “casal” estiveram bem melhores do que ela, no que à interpretação diz respeito. Sejamos claros, na vida real, um doente mental como Cameron, jamais conseguiria cuidar de tudo o que envolve uma casa e duas crianças sozinho, principalmente, devido aos imensos problemas que a sua personagem abarca. Mas isto é um filme. Pessoalmente, gostei deste filme, embora desejasse que a realizadora tivesse tratado o argumento e as situações de forma mais dramática e realista. Uma curiosidade, uma das pequenas atrizes é filha da realizadora na vida real.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Boulevard

Nome do Filme : “Boulevard”
Titulo Inglês : “Boulevard”
Ano : 2014
Duração : 89 minutos
Género : Drama
Realização : Dito Montiel
Elenco : Robin Williams, Kathy Baker, Roberto Aguire, Eleonore Hendricks.

História : Nolan Mack é um homem rotineiro que trabalha à mais de 26 anos no mesmo local e mantém um casamento de fachada. Um dia, conhece um jovem rapaz problemático e a sua verdadeira natureza vem ao de cima.

Comentário : Trata-se do último papel dramático de Robin Williams. Gostei bastante deste filme. Fala de pessoas reprimidas que levam anos numa vida que detestam, fazem coisas só para manterem as aparências e que de repente, têm uma chance de mudarem a rotina e serem quem sonharam ser uma vida inteira. Robin Williams possui uma interpretação brutal, ele era mesmo um dos deuses do cinema. Kathy Baker também esteve muito bem. Gostei do ritmo lento do filme e gostei principalmente do argumento, que nos ia facultando coisas novas ao longo dos oitenta minutos de duração. Nota igualmente positiva para a fotografia. Não gostei de algumas coisas, como por exemplo, da personagem do rapaz que agredia e roubava o “amigo” de Nolan. Bom filme.

Musarañas

Nome do Filme : “Musarañas”
Titulo Inglês : “Shrew's Nest”
Ano : 2014
Duração : 92 minutos
Género : Drama/Thriller/Terror
Realização : Juanfer Andres/Esteban Roel
Elenco : Macarena Gomez, Nadia de Santiago, Hugo Silva, Luis Tosar, Carolina Bang.

História : Montse é uma mulher vulgar e muito problemática que jurou proteger a irmã mais nova depois da morte dos pais. Um dia, tudo muda ao acolher em casa um homem.

Comentário : Curioso filme de terror, este. No inicio, temos uma história banal, mas à medida que as coisas vão avançando, tudo vai ganhando novos contornos. Macarena Gomez possui a melhor prestação da fita. Nadia de Santiago convenceu, o mesmo não se pode dizer de Hugo Silva, que apenas está ali para servir o propósito a que o argumento obriga. Luis Tosar está sinistro. A realização é consistente e podemos contar com alguns twists. A partir de uma determinada cena, o clima de tensão passa a estar sempre presente. Podemos igualmente contar com alguns erros, mas isso neste tipo de filmes é normal. Uma ou outra coisa podiam facilmente ser tiradas, por exemplo, a personagem da noiva de Carlos era dispensável. Gostei daquela parte em que a miúda fica presa em casa de Carlos, enquanto Montse fica livre para fazer o que quiser. Gostei.

And So It Goes

Nome do Filme : “And So It Goes”
Titulo Inglês : “And So It Goes”
Ano : 2014
Duração : 93 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Rob Reiner
Elenco : Michael Douglas, Diane Keaton, Sterling Jerins, Scott Shepherd, Frances Sternhagen.

História : Após a morte da esposa, Oren Little fecha-se no que aos sentimentos diz respeito. Quando o filho vai preso e lhe deixa a neta para cuidar, Oren Little começa a tornar-se numa pessoa melhor.

Comentário : Filme simpático cuja ficha técnica engana quando diz que se trata de uma comédia. Tirando a cena do tiro ao alvo ao cão, não vi nada de cómico neste filme. Estamos perante um drama romântico, uma história que fala de um homem complicado e de uma menina que acaba por unir esse homem a uma mulher muito ternurenta. Michael Douglas e Diane Keaton (química perfeita) têm boas prestações, eles são mesmo dois dos melhores atores, ao lado deles, uma novata Sterling Jerins completa o trio das excelentes prestações. Gostei de rever a atriz Frances Sternhagen, adoro esta senhora. O filme possui cenas muito boas e uma boa carga dramática, por vezes, camuflada. Gostei. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Wildlike

Nome do Filme : “Wildlike”
Titulo Inglês : “Wildlike”
Titulo Português : “Coração Selvagem”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Drama/Aventura
Realização : Frank Hall Green
Elenco : Ella Purnell, Bruce Greenwood, Diane Farr, Brian Geraghty, Ann Dowd.

História : Mackenzie, uma linda adolescente de 14 anos, é enviada para uma pequena cidade do Alasca para passar uns tempos com um tio. Se, ao principio, ele lhe parece um homem de bem, depressa ela se apercebe de que ele a olha de uma forma estranha e pouco inocente. Desesperada com os abusos, decide fugir e encontrar um modo de regressar a casa da mãe. É então que conhece Renee Bartlett, um viajante solitário que ali chegou com intenções de visitar um parque natural, onde esteve alguns anos antes, com a falecida mulher. Insegura com o que deve fazer e sem ninguém a quem recorrer, Mackenzie decide seguir aquele homem desconhecido. É assim que, apesar de contrariado, ele acaba por se ver obrigado a ajudá-la na fuga. Percorrendo juntos um longo caminho, nasce entre eles uma relação de pura amizade e compreensão que os vai ajudar a superar os conflitos em que ambos estavam enredados.

Comentário : Gostei deste filme, é a prova que pode existir uma boa amizade entre um homem e uma mulher, sem segundas intenções, independentemente das idades. É um filme simples, mas com uma poderosa mensagem. Detentor de lindas paisagens, o filme apresenta-nos uma brilhante Ella Purnell, aqui numa poderosa prestação. Quem também esteve muito bem foi Bruce Greenwood, adorei o seu personagem. Foi um bocado forçado terem arranjado um tio abusador como motivo para colocar a jovem protagonista em fuga e destinada à aventura, podiam ter orquestrado outro motivo. De qualquer das formas, a ideia é bastante boa, colocar um homem velho a travar amizade com uma adolescente, sem qualquer tipo de maldade entre ambos. O final foi muito mal trabalhado, faltou mais para ver, o regresso a casa da mãe e respetivas confissões e conversa, bem como o que Bartlett foi fazer à casa do nojento. Mas, de qualquer das formas, o filme é muito bonito e eu gostei bastante, principalmente pela relação que nasce entre os dois protagonistas.