segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Strangerland

Nome do Filme : “Strangerland”
Titulo Inglês : “Strangerland”
Titulo Português : “Em Terra Estranha”
Ano : 2015
Duração : 112 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Kim Farrant
Elenco : Nicole Kidman, Joseph Fiennes, Hugo Weaving, Maddison Brown, Sean Keenan, Nicholas Hamilton, Meyne Wyatt, Lisa Flanagan, Megan Alston.

História : Uma familia vê-se obrigada a mudar de casa e de cidade devido a uma situação relacionada com a filha adolescente. Mas nesta nova residência e nesta nova cidade, a miúda insiste em dar problemas aos pais e apronta outra, fugindo de casa desta vez.

Comentário : E para terminar o mês de forma mais normal, venho comentar um filme que vi esta tarde, é o novo filme de Nicole Kidman. Gostei do filme, mas reconheço que é muito fraquinho. A culpa até nem é de Nicole Kidman, a atriz até esteve muito bem, a melhor do elenco. No entanto, é um filme que nada nos oferece, anda ali a mastigar durante hora e meia e depois o final é uma nulidade. Na ficha técnica vem mencionado tratar-se de um thriller, mas confesso que vi pouco disso. É mais um drama pesado que outra coisa. Tem alguns erros e outras tantas falhas no argumento. Apesar disto, gostei do clima de mistério que envolve a fita e que se prolonga até ao final, também ele envolto em grande mistério. Trata-se de um filme fraco com uma história que não me convenceu minimamente, penso que a realizadora podia ter levado as coisas noutro sentido, sei lá, dado outro rumo às coisas ou mesmo um final mais acertivo, a história assim o exigia.

domingo, 30 de agosto de 2015

Magical Girl

Nome do Filme : “Magical Girl”
Titulo Inglês : “Magical Girl”
Titulo Português : “Rapariga Mágica”
Ano : 2014
Duração : 127 minutos
Género : Drama/Thriller
Realização : Carlos Vermut
Elenco : Barbara Lennie, Lucia Pollan, José Sacristan, Luis Bermejo, Alberto Chaves, Marisol Membrillo, Israel Elejalde, Eva Llorach, David Pareja, Marina Andruix.

História : Alicia, de 12 anos, sofre de leucemia e encontra-se em fase terminal. Tudo o que mais quer é usar o vestido de “rapariga mágica” que vê na sua série japonesa de animação preferida. O pai, Luis, está determinado a satisfazer o seu último desejo, custe o que custar. Sendo um professor desempregado, está longe de ter dinheiro para adquirir esse caríssimo artigo que apenas se vende pela internet. Ele fará de tudo para obter a quantia necessária para satisfazer a carência da filha.

Comentário : Este filme esteve em exibição exclusivamente no Cinema Monumental pela Medeia Filmes, pessoalmente, gostei bastante dele, embora não o recomende à maioria. Nada no filme é explicado, nada desde o inicio. A pessoa apenas vê aquilo que o realizador entende que devemos ver. O filme está concebido tipo mosaico, onde as histórias se vão interligando numa única ao longo da fita. Particularmente, foi um filme que me agradou bastante, a quase todos os níveis, sendo o principal, o facto de eu nunca ter ficado a saber qual o segredo que unia Barbara ao professor de matemática que esteve preso durante dez anos, ou seja, aquilo que se passou quando ela era miúda.

Já li comentários sobre o filme em questão em que dizem muito mal dele, eu discordo totalmente desses comentários, afinal, desde quando é que um filme tem obrigatoriamente de explicar tudo ao espetador. Gostei das prestações da rapariga que fez da enigmática Bárbara e da miúda que desempenhou a Alicia. Mas a prestação que mais gostei foi daquele ator senior que fez de professor detido, amigo de Bárbara. Não é um filme aconselhado a todos os publicos, mas, e apesar de não ter ficado a saber o segredo que Bárbara e o antigo professor de matemática partilhavam (ainda bem), gostei bastante deste filme. Um último reparo, a única conclusão que tirei deste filme foi que a rapariga mágica a que o titulo se refere é a personagem Bárbara. 

Cop Car

Nome do Filme : “Cop Car”
Titulo Inglês : “Cop Car”
Ano : 2015
Duração : 87 minutos
Género : Thriller
Realização : Jon Watts
Produção : Jon Watts/Kevin Bacon
Elenco : Kevin Bacon, Hays Wellford, James Freedson Jackson, Camryn Manheim.

História : Dois miúdos roubam um carro da policia e decidem andar com ele, sem saberem que o seu porta-bagagens esconde algo que interessa ao sheriff da cidade.

Comentário : Filme incluido no programa do Motel X deste ano e já visto por mim, confesso que gostei. Não é nada de grandioso, mas é um pequeno filme que se vê muito bem e, além disso, tem o sempre competente Kevin Bacon. Este teve uma boa prestação, embora sejam os dois miúdos protagonistas que acabam por dar o show todo. O filme apenas peca por ter alguns erros. É uma história bem maluca, contada de forma bastante original e com algumas surpresas. Confesso que fiquei tenso nos momentos finais, nomeadamente naquela cena em que os miúdos ficam indecisos sem saber se vão ficar do lado do sheriff ou do lado do homem sequestrado. Achei a personagem da mulher desnecessária, penso que não trouxe nada de novo ao filme. Além disso, o filme não nos fornece quaisquer informações sobre o que se passa e quem é aquela gente. O final é enigmático, pois não se sabe como acaba. Gostei.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Young And Wild

Nome do Filme : “Joven Y Alocada”
Titulo Inglês : “Young And Wild”
Ano : 2012
Duração : 96 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Marialy Rivas
Produção : Pablo Larrain
Elenco : Alicia Luz Rodriguez, Aline Kuppenheim, Maria Gracia Omegna, Ingrid Isensee, Andrea Garcia Huidobro, Camila Hirane, Catalina Saavedra, Moira Miller, Macarena Neira, Catalina Prieto, Francisca Diaz, Simone Mardones, Catalina Benitez, Valeria Gomez, Marina Ubilia, Luciana Echeverria, Catalina Silva.

História : O quotidiano e a vida sexual de uma adolescente.

Comentário : Daniela Ramirez é uma bonita adolescente de 17 anos que vive rodeada de loucos, sendo a mãe e o namorado os mais atrasados mentais do filme. A jovem vive com as hormonas aos saltos e está sempre prontinha para viver experiências sexuais. Mas aquilo que ela não pode apagar é o facto de pertencer a uma familia que é fanática pela religião. Na realidade, a grande maioria das pessoas com quem Daniela convive no seu quotidiano são pessoas doentes pela religião. E o pior é que, no caso deste excelente filme, a ficção é o espelho da realidade, infelizmente. Diariamente em todo o mundo, casamentos e até vidas inocentes são estragadas devido às religiões. 

Mas falando do filme, eu confesso que adorei este filme. Adorei principalmente a forma como os assuntos são tratados e a realizadora teve imensa coragem em fazer o filme nestes moldes. Daí que a critica seja negativa. As raparigas são o melhor do mundo e foi a elas que Marialy Rivas dedicou este seu filme. A jovem Alicia Luz Rodriguez tem a melhor interpretação do filme todo, na verdade, é ela quem carrega a fita todinha nos ombros. O filme está repleto de personagens odiosas, sendo as únicas que se aproveitam : a jovem protagonista, a sua namorada e algumas ninas que surgem no blogue de Daniela. A adolescência é a fase mais complicada da vida de qualquer ser humano e até nisto a realizadora acertou em cheio, soube abordar direito essa etapa. A cena do filme que eu mais gostei foi aquela em que Daniela e a namorada fazem amor. As duas miúdas entregaram-se totalmente aos seus papéis. Este filme foi para mim um verdadeiro achado. A realizadora meteu o dedo na ferida e fez isso muito bem, denunciando alguns males das religiões, mas imensas coisas piores faltou mencionar. Pessoalmente, gostei de quase tudo neste filme, embora tenha que confessar que foi extremamente dificil gramar com a porcaria da religião. Mais uma surpresa que este ano me deu. Excelente filme. 

I Origins

Nome do Filme : “I Origins”
Titulo Inglês : “I Origins”
Ano : 2014
Duração : 106 minutos
Género : Drama
Realização : Mike Cahill
Elenco : Michael Pitt, Astrid Berges Frisbey, Brit Marling, Cara Seymour, Kashish.

História : Um cientista agnóstico e a sua colega de laboratório fazem uma importante descoberta.

Comentário : Gostei imenso deste filme, embora tenha que dizer algo. Detestei os primeiros 40 minutos do filme e adorei a segunda parte da fita, ora, isto raramente me acontece. Não gostei do inicio porque tudo acontece muito depressa, por exemplo, eles conhecem-se numa festa e nessa mesma noite já têm relações sexuais, além disso, a relação evolui rápido demais, tudo muito pouco verossímil. Adorei a segunda parte, porque me manteve mais agarrado à tela e sempre na espetativa do que iria acontecer a seguir. Diria que a segunda parte do filme acabou por me surpreender de verdade, apesar de eu acreditar muito pouco naquilo dos olhos. As interpretações estão aceitáveis. E, por último, temos aquele final, que final poderoso e mágico, nunca pensei que as coisas iriam dar naquilo. E quando um filme nos surpreende desta forma, isso é muito bom. Já para não falar da beleza de Astrid Berges Frisbey, a miúda é maravilhosa. Um último reparo, a cena do elevador com a miúda indiana é poderosa, inspiradora e linda. E sim, eu acredito na reencarnação. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Effie Gray

Nome do Filme : “Effie Gray”
Titulo Inglês : “Effie Gray”
Ano : 2014
Duração : 110 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Richard Laxton
Produção : Robyn Rosenfeld/Donald Rosenfeld
Elenco : Dakota Fanning, Tom Sturridge, Greg Wise, Polly Dartford, Julie Walters, Emma Thompson, Claudia Cardinale, Robbie Coltrane, James Fox, Linda Bassett, David Suchet, Russell Tovey, Pip Torrens, Fawn James, Patrick Doyle, Alex Best, Nicholas Jones, Derek Jacobi, Sam Churchill, Martin Keatman, Laura Person.

História : Uma jovem e bonita rapariga casa-se com um homem e acaba por descobrir que nunca foi amada por ele.

Comentário : Digam o que disserem, Dakota Fanning é uma excelente atriz, acompanho a jovem desde que ela era muito pequena, creio que ela começou num drama intenso chamado “I Am Sam”. Nunca me desiludiu, apesar de haver um filme dela que eu ainda não vi. Neste “Effie Gray”, a jovem atriz esteve muito bem num papel de época, a ação do filme decorre numa Inglaterra antiga. Gostei igualmente da prestação do ator que fez de marido dela e da interpretação do profissional que desempenhou o artista por quem ela realmente se apaixona. O filme foi criticado pelo facto da sinopse oficial dizer que se baseava num escândalo sexual e a fita não mostra nem uma única cena de nudez, muito menos de sexo. Mas algumas pessoas não perceberam que o escândalo sexual que se gerou na altura foi porque a esposa de John Ruskin denunciou que este era impotente, pelo que nunca lhe tocou e nunca consumou o casamento, isso sim, foi um grande choque numa época em que os verdadeiros homens eram “medidos” pela sua virilidade. No geral, gostei bastante deste filme de época e Dakota Fanning está realmente de parabéns, mais uma vez. 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

The Face Of An Angel

Nome do Filme : “The Face Of An Angel”
Titulo Inglês : “The Face Of An Angel”
Ano : 2014
Duração : 102 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Winterbottom
Elenco : Daniel Bruhl, Kate Beckinsale, Cara Delevingne, Genevieve Gaunt, Ava Acres.

História : Um realizador de documentários interessa-se pelo assassinato de uma bonita jovem e usa esse acontecimento como fonte de inspiração para o seu novo filme.

Comentário : Mais um filme com a bonita e versátil Cara Delevingne que eu tive a oportunidade de ver. Confesso que gostei mais de a ver em “Paper Towns”, embora neste filme ela também não tivesse ficado mal. Quanto ao filme, é bastante fraco, muito previsivel e não me despertou grande interesse. Tem o cliché do ator principal se envolver sexualmente com a rapariga de serviço. A nivel das interpretações, nada a salientar, penso que a modelo foi aquela que esteve melhor, os restantes, incluindo os principais, limitaram-se a fazer o minimo. Detestei a personagem do velho que tinha a mania que sabia de tudo e que dizia sempre a verdade. De facto, o filme não agarra muito quem o vê, penso que não fui o único a sentir isso, pessoalmente, estava-me a borrifar para aquilo que ia acontecer com as personagens, ao menos o nojento do realizador não se envolveu intimamente com a miúda, valha-nos isso. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

The Boy

Nome do Filme : “The Boy”
Titulo Inglês : “The Boy”
Ano : 2015
Duração : 110 minutos
Género : Thriller/Terror
Realização : Craig William Macneill
Elenco : David Morse, Rainn Wilson, Jared Breeze, Mike Vogel, Zuleikha Robinson, Bill Sage, Aiden Lovekamp, David Valencia, Amalia Santa Maria.

História : Ted é um solitário menino de 9 anos que foi abandonado pela mãe e que vive com o pai num motel à beira da estrada. Devido a muitos factores, ele começa a ter um comportamento muito estranho.

Comentário : Trata-se de um thriller muito pesado que eu tive a sorte de ver esta tarde e digo sorte, porque gostei bastante do filme. Apesar de ser muito parado, nunca perdi o interesse daquilo que estava a ver, fiquei sempre agarrado ao monitor, na espetactiva do que ia acontecer a seguir. O miúdo que dá nome ao titulo da fita possui uma prestação muito boa, bem como David Morse, que esteve igualmente bem. Embora tenha gostado mais da interpretação do rapaz. O comportamento do rapaz é evolutivo, ou seja, vai sempre piorando à medida que as coisas se aproximam do desfecho e daquilo que lhe vai sucedendo. O final do filme é brutal, confesso que não estava à espera daquilo que vi, fiquei mesmo boquiaberto. O clima do filme é quase sempre tenso, a banda sonora encarrega-se de dar uma ajuda nesse sentido. Na minha opinião, a solidão é uma doença e quando envolve crianças, tem que se ter muito cuidado. Para mim, Ted tornou-se naquilo que se viu não somente devido ao isolamento e à solidão, mas também devido à ausência de uma mãe. E mais não digo. Bom filme. 

sábado, 22 de agosto de 2015

The Duke Of Burgundy

Nome do Filme : “The Duke Of Burgundy”
Titulo Inglês : “The Duke Of Burgundy”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : Peter Strickland
Elenco : Sidse Babett Knudsen, Chiara D'Anna.

História : Uma patroa e uma empregada vivem uma relação sexual em que uma é mestra e a outra é a sua submissa.

Comentário : Só a motivo de curiosidade, uma vez fui ao cinema ver um filme deste realizador que se chamava “Katalin Varga”. Hoje venho aqui comentar este seu novo filme, que gostei bastante. Este mundo em que o filme mergulha não é desconhecido para mim, houve uma altura em que eu era frequentador de sites em que se viam videos sobre mestras e submissos, videos esses que mostravam mulheres a fazer tudo o que queriam dos homens e estes permitiam.

Posso assegurar já ter visto de quase tudo à cerca destas práticas. Mas voltando ao filme, gostei imenso da fotografia e da banda sonora. Gostei do gato, das borboletas e das mariposas. Mas aquilo que mais gostei foi das prestações brutais das duas atrizes principais, ambas se mantiveram de forma excelente, a química entre as duas é perfeita. O argumento é consistente. Claro que não é um filme recomendável à maioria, mas eu o aconselho a todos aqueles que querem ver algo novo, algo diferente. Para esses, certamente que acharão este filme muito bom. Foi o que me aconteceu a mim.

Extinction

Nome do Filme : “Extinction”
Titulo Inglês : “Extinction”
Ano : 2015
Duração : 115 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Miguel Angel Vivas
Elenco : Matthew Fox, Jeffrey Donovan, Quinn McColgan, Valeria Vereau, Clara Lago.

História : Num futuro apocaliptico, dois homens tudo fazem para proteger uma menina de 9 anos.

Comentário : Gostei bastante deste filme, dentro do género, este filme mete a série “Resident Evil” a um canto. Os zombies deste filme são bastante realistas. O filme tem ainda excelentes planos e uma fotografia muito bem elaborada, que se nota melhor nos cenários brancos com a neve. Gostei bastante do twist relacionado com a paternidade de Lu, embora lamente o destino de uma das personagens principais que está envolvida nesse mesmo twist. Como acontece neste tipo de produções, existem os habituais erros, mas aqui surgem um pouco camuflados.

O curto elenco esteve muito bem e obtiveram interpretações a cima da média para este tipo de filme. Neste campo, o grande destaque vai para a criança que desempenhou o papel de Lu, que eu considero como sendo a personagem principal do filme. Perto do final, surge uma quarta personagem (uma jovem grávida) que, na minha humilde opinião, não veio a adiantar absolutamente nada, sendo totalmente desnecessária para a história. No geral, estamos perante um bom filme. É dos poucos filmes de zombies com cérebro. 

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Dark Places

Nome do Filme : “Dark Places”
Titulo Inglês : “Dark Places”
Titulo Português : “Lugares Escuros”
Ano : 2015
Duração : 113 minutos
Género : Drama/Thriller/Mystery
Realização : Gilles Paquet Brenner
Elenco : Charlize Theron, Christina Hendricks, Corey Stoll, Chloe Grace Moretz, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Andrea Roth, Sterling Jerins, Natalie Precht, Madison McGuire, Jennifer Pierce Mathus, Shannon Kook, Sean Bridgers, Lori Cordova, Denise Williamson, Jeff Chase, Drea Matteo, Addy Miller, Laura Cayouette.

História : Aos oito anos de idade, Libby Day foi a única sobrevivente ao massacre da familia. Presente no momento do assassinato da sua mãe e das irmãs mais novas, num crime que as autoridades consideram estar relacionado com cultos satânicos, ela tornou-se a única testemunha. Em tribunal, depois de alguma pressão para que desse respostas precisas, a pequena Libby declarou o irmão adolescente como autor dos crimes. Ele, que já antes revelara problemas de temperamento, foi assim dado como culpado e condenado a uma pena muito pesada. Passados quase trinta anos, novas revelações aparecem e Libby vê-se obrigada a revisitar os acontecimentos daquela terrível noite.

Comentário : Depois do enorme sucesso da adaptação de “Gone Girl” ao cinema, era de se esperar que adaptassem outro livro da mesma escritora. No entanto, este “Dark Places” não está à altura de “Gone Girl”. Pessoalmente, gostei do filme e sublinho o clima escuro da fita, nos envolvendo na trama de forma perfeita. Gostei das prestações de Charlize Theron e de Corey Stoll. Mas penso que a personagem feminina principal podia ter tido mais “garra”, anda ali meio tontinha, sem saber para onde se virar, enfim. Gostei do argumento, embora seja muito confuso com elementos a mais.

Mas ouvi dizer que o livro também é assim, por isso, não me vou alongar mais nos comentários. No entanto, tenho mesmo que referir que adorei os twists que vão surgindo a partir do final da primeira parte do filme, nos levando numa direção totalmente oposta daquela que até então nos tinha conduzido. É uma fita agradável de se ver, para mim, nunca me pareceu cansativa, pelo contrário, estava sempre na espectativa daquilo que ia acontecer a seguir. O filme funde as duas narrativas, ou seja, surgem cenas do passado e cenas do presente umas a seguir às outras, quebrando assim o procedimento normal encontrado nos dramas. Bom filme. 

      Chloe Grace Moretz

domingo, 16 de agosto de 2015

Ain't Them Bodies Saints

Nome do Filme : “Ain't Them Bodies Saints”
Titulo Inglês : “Ain't Them Bodies Saints”
Ano : 2013
Duração : 97 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : David Lowery
Elenco : Rooney Mara, Casey Affleck, Ben Foster, Keith Carradine, Kennadie Smith, Jacklynn Smith, Nate Parker, Robert Longstreet, Charles Baker, Augustine Frizzell, Kentucker Audley, David Zellner, Turner Ross, Rami Malek, Will Beinbrink, Frank Mosley, Annalee Jefferies, Gwen Waymon.

História : Um criminoso escapa da prisão e pretende reunir-se novamente com a sua mulher e com a filha que nunca conheceu.

Comentário : Já andava à bastante tempo para ver este filme e finalmente consegui vê-lo, confesso que gostei, sendo o final aquilo que mais gostei. Rooney Mara está muito bem, possivelmente a melhor prestação da sua curta carreira. Casey Affleck está brutal neste papel, gostei mesmo de o ver representar neste filme. Já para não falar de Ben Foster que teve o melhor papel do filme, obtendo igualmente uma excelente interpretação. À uns meses, quando vi o trailer deste filme, tinha imaginado uma coisa e agora depois de o ver, descobri algo muito diferente. Não sei se foi melhor ou pior, mas o balanço final depois de o ter visto, é positivo. 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Far From The Madding Crowd

Nome do Filme : “Far From The Madding Crowd”
Titulo Inglês : “Far From The Madding Crowd”
Ano : 2015
Duração : 119 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Thomas Vinterberg
Elenco : Carey Mulligan, Matthias Schoenaerts, Michael Sheen, Tom Sturridge, Jessica Barden, Juno Temple.

História : Na Inglaterra antiga, uma jovem mulher independente vive dividida entre três homens muito diferentes.

Comentário : Gostei bastante deste filme de época, mas não ao ponto de o atirar para a lista de melhores do ano. A linda Carey Mulligan (uma das minhas estrelas preferidas) esteve à altura do seu papel, mais uma vez, obteve uma excelente interpretação. Matthias Schoenaerts tem possivelmente a melhor prestação da sua curta carreira e que bem que ele ficou neste filme, um verdadeiro senhor, quer como ator, quer enquanto personagem (homem). Michael Sheen também está de parabéns, adorei o seu personagem e a sua prestação foi igualmente digna de um ator autêntico. No papel de vilão camuflado, Tom Sturridge também não deixou os seus créditos por mãos alheias e esteve agradavelmente bem. A bonita Jessica Barden, ainda que num registo mais secundário, teve um papel à sua altura e desempenhou-o da melhor forma, como sempre faz. Por último, a doce Juno Temple, injustamente jogada para um papel menos digno e esquecido, limitou-se a cumprir aquilo que lhe exigiam, mas sempre impecável.

Gostei imenso da fotografia e das paisagens, o realizador deve ter demorado imenso tempo a conceber o filme, para que apanhasse quase sempre bom tempo num país que vive em pleno inverno durante praticamente todo o ano. Gostei igualmente do guarda roupa, com destaque para as vestes de Bathsheba Everdene e para a belíssima farda de Francis Troy. Sem esquecermos as vestes campestres de Gabriel Oak. Outra coisa que eu reparei é que Carey Mulligan monta muito bem a cavalo. Nota negativa para o facto do final ser bastante previsível, ainda que, durante as quase duas horas, hajam cenas que apontem para o contrário, mas não podemos esquecer que aquele final já era esperado, praticamente desde o inicio. Adorei Bathsheba Everdene, é uma personagem potente e admirável, para a época, ela foi bastante independente, até fiquei admirado que tivesse aceitado casar-se com o sargento. Um poderoso drama de época que vai direitinho para a minha lista de preferências. Muito bom. 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

The Sun

Nome do Filme : “Solntse”
Titulo Inglês : “The Sun”
Ano : 2005
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Issei Ogata, Robert Dawson, Kaori Momoi, Shiro Sano, Georgiy Pitskhelauri, Hiroya Morita, Toshiaki Nishizawa, Naomasa Musaka, Yusuke Tozawa, Kojiro Kusanagi, Tetsuro Tsuno, Rokuro Abe, Jun Haichi, Kojun Ito, Toru Shinagawa.

História : Em agosto de 1945, os japoneses ouvem pela primeira vez a voz do seu imperador, que exorta o seu exército e o seu povo a pôr fim às hostilidades. Isso permite aos americanos desembarcar nas ilhas japonesas sem encontrar resistência. O pedido do imperador ajuda a salvar muitas vidas, mas os vencedores exigem que Hirohito compareça diante de um tribunal de guerra.

Comentário : Depois de ter visto os quatro filmes de Aleksandr Sokurov sobre o poder, tenho que confessar que este terceiro é o meu preferido deles. Adorei quase tudo neste filme, o único ponto negativo é novamente a fotografia. Issei Ogata brilha no papel do imperador, que personagem maravilhoso e que prestação majestosa. Os diálogos são poderosos e o realizador consegue dar-nos a imagem de como as coisas eram naquela altura. Impressionante as cortesias entre criados e senhores. Tal como os outros, é um filme muito parado, mas nestes casos, as coisas funcionaram muito bem. Foi memorável testemunharmos a mudança do imperador, face aos criados e face à esposa, mas nomeadamente, perante a sua própria forma de estar. Em resumo, um dos meus filmes preferidos de Aleksandr Sokurov.

Telets

Nome do Filme : “Telets”
Titulo Alternativo : “Taurus”
Ano : 2001
Duração : 99 minutos
Género : Drama
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Mariya Kuznetsova, Leonid Mozgovoy, Sergey Razhuk, Natalya Nikulenko, Lev Eliseev, Nikolai Ustinov, Aleksandr Chaban.

História : Os derradeiros momentos de Vladimir Lenin, o seu isolamento, as suas questões existenciais e a sua perplexidade diante do fim. O lider russo que mudou o curso da história e abalou o mundo aguarda a morte numa casa cedida pelo Estado, solitário, vigiado e rodeado de pessoas estranhas e desordem. Um lugar que mais parece um museu. Lenin está impotente e a sua consciência vai-se apagando aos poucos. A seu lado, apenas a sua esposa.

Comentário : Segundo filme da chamada tetralogia do poder concebida por Aleksandr Sokurov. Apesar de ter gostado do primeiro, no caso deste segundo filme o entusiasmo não foi tão relevante, ainda que tenha gostado à mesma. É um filme muito mais parado do que o anterior, mas as características como foi concebido são as mesmas. Também não é o tipo de filme direcionado para todo o tipo de publico. O argumento tem igualmente aspectos históricos que foram bem introduzidos na narrativa. Destaque máximo para a prestação do ator que desempenhou o papel do ditador. Os outros vão-se aguentando. A fotografia é soturna. Na minha opinião, o realizador fez um bom trabalho.

Moloch

Nome do Filme : “Moloch”
Ano : 1999
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Elena Rufanova, Leonid Mozgovoy, Irina Sokolova, Yelena Spiridonova, Vladimir Bogdanov, Natalya Nikulenko, Rosina Tsidulko.

História : Nos Alpes da Bavária, Eva Braun recebeu a visita de Hitler, que chega com Joseph Goebbels, ministro da propaganda, e Martin Bormann, seu principal assessor. A ordem é não falar em guerra, apesar de se estar na Primavera de 1942. Eva já não suporta os discursos absurdos e a hipocondria do amante, mas sabe que não pode competir com a atenção dada ao Reich. Mesmo assim, apenas ela é capaz de compreendê-lo e a única a ousar contradizâ-lo.

Comentário : Filme com uma fotografia embaciada e muito estranho. A nivel particular, confesso que gostei do filme, mas não como havia pensado gostar. Digamos que gostei mais ou menos desta fita. Aleksandr Sokurov é um excelente realizador e eu venho a este site falar sobre três das suas obras, esta é a primeira da chamada tetralogia do poder. O quarto e último filme desta saga (Faust) já se encontra comentado neste blog. O filme dá-nos uma imagem do Hitler muito diferente daquela a que fomos habituados a ver. Como se ele tivesse um lado bom. Pessoalmente, não tenho nada de negativo a apontar ao filme, gostei do que vi, embora como já disse, esperava algo mais complexo. Nota positiva para o local onde foi filmado. O ator que desempenhou Hitler possuiu uma excelente prestação, tal como a atriz que fez de Eva Braun. Um filme que não é para qualquer pessoa.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Amour Fou

Nome do Filme : “Amour Fou”
Titulo Inglês : “Mad Love”
Titulo Português : “Amor Louco”
Ano : 2014
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Jessica Hausner
Elenco : Birte Schnoeink, Christian Friedel, Stephan Grossmann, Paraschiva Dragus, Sandra Huller.

História : O jovem poeta Heinrich quer conquistar a inevitabilidade da morte através do amor, mas não consegue convencer Marie, a prima céptica, a juntar-se ao pacto de suicídio. Enquanto tenta aceitar esta recusa, inefavelmente irritado com a insensibilidade da prima perante os seus mais profundos sentimentos, Heinrich conhece Henriette, a esposa de um empresário seu conhecido. A subsequente proposta de Heinrich à atraente mulher começa por ter escasso encanto, pelo menos, até Henriette descobrir que sofre de uma doença incurável.

Comentário : Filme de época razoável, muitíssimo bem filmado e com uma espantosa fotografia. Gostei do que vi, embora não tenha simpatizado com o personagem do poeta. Gostei das restantes personagens, com destaque evidente para Henriette. Apesar de ser um filme lento, a história segue-se com bastante interesse e nunca me causou desmotivação. Um factor curioso é que o titulo do filme fala de amor, mas eu não detetei esse sentimento entre nenhuma personagem, sendo que o poeta era apenas um louco. Adorei os momentos em que mãe e filha tocavam no piano e cantavam. O guarda roupa também é digno do merecido destaque. Assim sendo, estamos perante um filme razoável, nada mais. 

domingo, 2 de agosto de 2015

Fora da Lei

Nome do Filme : “Fora da Lei”
Titulo Inglês : “Outlaw”
Ano : 2006
Duração : 82 minutos
Género : Documentário
Realização : Leonor Areal
Elenco : Helena Paixão, Teresa Pires, Marisa, Beatriz 'Bia'.

História : Teresa e Helena são duas lésbicas que tentaram casar, desafiando a lei. Mas o mediatismo do caso trouxe-lhes ainda mais dificuldades e discriminação. Estas duas mães, e duas filhas, são uma familia de facto, mas fora da lei. Para elas, casa, escola e trabalho podem tornar-se grandes problemas.

Comentário : Hoje vi este documentário pela primeira vez, gostei, apesar do assunto não ser novidade para ninguém. Lembro-me de ter sabido deste caso naquela altura, de ter visto na televisão. Ao vermos o filme, facilmente percebemos a enorme dificuldade que este tipo de casais têm pelo simples facto de quererem viver as suas vidas em paz. São alvo de critica por parte dos amigos, dos vizinhos e até mesmo dos próprios pais. Neste caso, os pais de uma delas ficaram com a guarda da filha e proíbem-na de ver a menina. O filme foca-se mais na dificuldade que as duas lésbicas têm para arranjarem casa do que na relação das duas. Pessoalmente, preferia que a realizadora se tivesse focado mais na relação das duas mulheres, e nos falasse mais das suas vidas particulares e amorosas. Houve uma altura em que eu já estava cansado de ouvir a falar na procura de casa. O filme foca também a relação das duas mulheres com as respectivas filhas menores. No geral, gostei, mas esperava um documentário com mais conteúdo. 

A ideia de fazer um filme sobre uma família homoparental já vinha de há dois anos. Quando foi anunciado nos jornais que a Teresa e a Helena iam tentar casar, percebi que configuravam uma família-tipo muito interessante para a evidência da questão parental, pois cada uma tem a sua filha biológica, mas uma das crianças vive com o casal e a outra foi retirada à mãe por “falta de condições morais”, disfemismo que esconde a discriminação legal por ser lésbica. A lei prática admite efectivamente separar uma criança da sua mãe, contra a lei abstracta que censura a discriminação. Ao impedir o reconhecimento legítimo de casais homossexuais, o estado considera estas famílias como fora da lei, e essa condição remete-as à clandestinidade ou, quando se assumem, condena-as à discriminação no dia-a-dia”. - Palavras de Leonor Areal.