sábado, 25 de julho de 2015

Goodnight Mommy

Nome do Filme : “Ich Seh Ich Seh”
Titulo Inglês : “Goodnight Mommy”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Thriller/Terror/Drama
Realização : Severin Fiala/Veronika Franz
Produção : Ulrich Seidl
Elenco : Susanne Wuest, Elias Schwarz, Lukas Schwarz.

História : Após terem sofrido um acidente, dois rapazes e a mãe desfigurada vão morar para uma casa isolada no meio do nada. Com o passar do tempo, os meninos desconfiam do comportamento da mãe e decidem tomar medidas para apurarem o que se passa.

Comentário : Mais um filme muito estranho que vi, mas este confesso ter gostado bastante. É aquele tipo de fita em que durante o filme temos a impressão de estarmos a ver uma coisa e depois no final, o realizador dá-nos um fantástico twist que altera tudo até então. Confesso que fiquei surpreendido com o final da fita, levei a duração quase toda do filme a pensar uma coisa e depois, as coisas revelaram-se e afinal, eram outra coisa completamente diferente. Os dois miúdos protagonistas estiveram muito bem. Sobre a atriz que desempenhou o papel de mãe, lá mais para o final, mostrou-se mais e teve uma prestação boa. O clima de tensão esteve sempre presente ao longo do filme e isso ajudou bastante a que estivessemos sempre na espectativa de vermos o que ia acontecer a seguir. Não é um filme americano, a fita vem da Áustria. O filme foi concebido a quatro mãos, ou seja, tem dois realizadores. Gostei igualmente da fotografia. Como aspectos negativos, existe um grande erro, mas vou deixar que voçês o descubram. No geral, fiquei satisfeito. 

quinta-feira, 23 de julho de 2015

In The Name Of My Daughter

Nome do Filme : “L'Homme Qu'on Aimait Trop”
Titulo Inglês : “In The Name Of My Daughter”
Ano : 2014
Duração : 117 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : André Téchiné
Elenco : Catherine Deneuve, Guillaume Canet, Adele Haenel, Judith Chemla, Mauro Conte, Jean Corso, Pascal Mercier, Tamara Leener, Laetitia Rosier.

História : No ano de 1976, Agnes Le Roux, filha de Renee, dona do casino Palais de la Mediterranee, apaixona-se por Maurice, um advogado dez anos mais velho e conselheiro da sua mãe. Enquanto ele mantém outras relações, ela vive uma paixão bastante forte. Após o casino sofrer um duro golpe, Renee vê-se nas mãos da máfia e do seu rival, Fratoni, que oferece três milhões de francos pelo casino. Maurice convence Agnes a votar contra a sua mãe e Renee perde o casino. Um dia, Agnes desaparece.

Comentário : Mais um filme de época que tive a oportunidade de ver, este ainda em exibição nas nossas salas de cinema. Tristemente, apenas em exibição somente numa sala do Cinema Monumental em toda a cidade de Lisboa. No inicio, estamos perante um filme leve, mas à medida que a trama vai avançando, a coisa vai tornando-se mais densa e pesada. Catherine Deneuve está mais uma vez divinal, como sempre. Guillaume Canet está fielmente assustador, conforme o papel assim o exige. É impressionante vermos como alguém pode ser tão mau. Adele Haenel também esteve ciente daquilo que o seu papel o exigia, detentora de uma prestação igualmente brilhante. O filme é baseado em acontecimentos que sucederam na vida real. Confesso desconhecer esta história até ver o filme, claro que fiquei surpreendido. Bom filme. 

A Girl Walks Home Alone At Night

Nome do Filme : “A Girl Walks Home Alone At Night”
Titulo Inglês : “A Girl Walks Home Alone At Night”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Thriller/Romance
Realização : Ana Lily Amirpour
Elenco : Sheila Vand, Arash Marandi, Marshall Manesh, Mozhan Marno, Dominic Rains, Rome Shadanloo.

História : Numa cidade diferente, uma rapariga diferente leva uma vida igualmente diferente.

Comentário : Gostei, mas ainda assim, estamos perante um filme mediano. Os únicos destaques são três e vão para a forma como foi filmado, para a fotografia gótica e para a poderosa banda sonora. As interpretações estão minimamente aceitáveis. Gostei também do gato principal. Houve imensa gente que fez muito alarido por este filme independente, honestamente, não o achei nada de especial. Já vi bem melhor no género. O argumento é ligeiramente original, mas perdeu-se na banalidade das cenas. A personagem que dá alma e vida ao titulo até nem é assim muito bonita, embora a atriz que veste a sua pele se tenha esforçado para que as coisas chegassem a bom porto. Como disse, gostei do filme, mas esperava algo inovador e surpreendente, coisas que não aconteceram.

Welcome To New York

Nome do Filme : “Welcome To New York”
Titulo Inglês : “Welcome To New York”
Ano : 2014
Duração : 124 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Abel Ferrara
Elenco : Gerard Depardieu, Jacqueline Bisset, Marie Moute, Paul Calderon, Paul Hipp, Pamela Afesi, Chris Zois, Shanyn Leigh, Amy Ferguson.

História : Mr. Devereaux é um homem poderoso. Um homem que lida com milhões todos os dias. Um homem que controla o destino económico de nações. Um homem impulsionado por uma fome sexual frenética e desenfreada. Um homem perdido.

Comentário : Não devia ser segredo para ninguém que este filme é uma espécie de biografia do comportamento de um individuo que, por acaso, foi o director do Fundo Monetário Internacional (FMI). Depois de vermos o filme biográfico de Abel Ferrara, facilmente se percebe estarmos perante um homem nojento e corrupto. Pessoalmente, não sei se gostei do filme ou não, não conhecia o homem em questão e nem estou interessado em conhecer. Apenas tenho que confessar que me admira que alguém detentor de um cargo tão importante, seja tão nojento e seja tão vil como o filme o mostra.

Claro que acredito que as coisas tenham sido mais ou menos da forma retratada, até porque o ser humano é capaz de tudo. A total falta de respeito pela mulher enquanto ser humano é o foco principal do filme. Gerard Depardieu está fenomenal neste papel, confesso ter gostado imenso de o ver a representar alguém tão poderoso. Mas é como já disse, não sei se gostei ou não do filme, mas valeu principalmente por ter ficado a conhecer uma faceta do lado podre do senhor em questão. O que não entendo é porque motivo não indicam na ficha técnica e no IMDB sobre quem esta biografia se trata e porquê inventaram o nome de Devereaux.

A Royal Affair

Nome do Filme : “En Kongelig Affaere”
Titulo Inglês : “A Royal Affair”
Ano : 2012
Duração : 135 minutos
Género : Drama/Biográfico/Histórico
Realização : Nikolaj Arcel
Elenco : Mads Mikkelsen, Alicia Vikander, Mikkel Boe Folsgaard.

História : Casada com um rei insano, uma jovem rapariga deixa-se envolver e manipular pelo psiquiatra do marido, factor que altera a vida de um país para sempre.

Comentário : À uns dias vi este filme histórico que aborda acontecimentos reais que sucederam num país e numa época antiga. É curioso verificar até que ponto uma pessoa influente leva outra pessoa a fazer, para seu interesse próprio. No caso deste filme, confesso que gostei de praticamente tudo, embora aquilo que me tivesse chamado mais a atenção tenha sido a fotografia e as interpretações do trio protagonista. Assim sendo, tenho que destacar a prestação de Mads Mikkelsen, que já deu provas mais que suficientes de ser um excelente ator, aqui voltou a brilhar, mas na pele de um homem bastante manipulador. A jovem Alicia Vikander também está de parabéns, adorei igualmente a sua prestação. No papel de um rei louco, Mikkel Boe Folsgaard, deu-nos excelentes momentos, alguns fizeram-me rir. Como filme de época, funcionou muito bem e a sua recriação está genial. O guarda roupa também é um factor a ter em conta no caso deste filme. Gostei.

Men, Women And Children

Nome do Filme : “Men, Women & Children”
Titulo Inglês : “Men, Women And Children”
Ano : 2014
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Jason Reitman
Elenco : Adam Sandler, Jennifer Garner, Rosemarie DeWitt, Judy Greer, Emma Thompson, Ansel Elgort, Kaitlyn Dever, Dean Norris, Timothee Chalamet, Olivia Crocicchia, Elena Kampouris, Katherine Hughes, Will Peltz, Travis Tope, David Denman, Shane Lynch, J. K. Simmons, Jason Douglas, Kaleb King, Kathrine Herzer, Tina Parker, Irene White, Christina Burdette.

História : Um grupo de adolescentes e seus pais tentam averiguar como a Internet e as novas tecnologias mudaram as suas vidas.

Comentário : Não gosto dos filmes do realizador Jason Reitman e ainda não foi com este seu novo trabalho que eu fiquei a gostar do seu cinema. O elenco até esteve bem, todos eles fizeram um bom trabalho, sendo que as personagens com quem eu senti mais empatia foram as que formaram o casalinho constituido pelos atores Ansel Elgort e Kaitlyn Dever. Ela já a conhecia do excelente “Short Term 12”. Adam Sandler foi quem mais se destacou, aqui num papel totalmente diferente daquilo que ele nos acostumou. Detestei a personagem vivida por Jennifer Garner. A internet é realmente uma arma muito poderosa, o filme fala disso mesmo. Mas eu não gostei do filme e confesso que estava sempre a desejar que as duas horas passassem.

Russian Ark

Nome do Filme : “Russkiy Kovcheg”
Titulo Inglês : “Russian Ark”
Ano : 2002
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Sergey Dreyden, Mariya Kuznetsova, Leonid Mozgovoy, Mikhail Piotrovsky, David Giorgobiani, Aleksandr Chaban, Lev Eliseev, Oleg Khmelnitsky, Alla Osipenko, Artyom Strelnikov, Tamara Kurenkova, Maksim Sergeyev, Natalya Nikulenko, Elena Rufanova, Yelena Spiridonova, Anna Aleksakhina, Vladimir Baranov.

História : Algures no meio de um oceano, um homem munido de uma camara, filma tudo o que se passa dentro de uma espécie de museu onde desfilam centenas de pessoas, algumas históricas, outras actuais.

Comentário : O realizador Aleksandr Sokurov filmou este filme num único take de 90 minutos, sem cortes e arriscou imenso ao usar esse método. Pessoalmente, não achei o filme mau, mas dispensava aquele personagem todo vestido de preto, muito irritante. O realizador podia ter filmado tudo em silêncio, como se não estivesse no local, ou seja, ausente. Ainda sobre esse homem todo vestido de preto, as únicas cenas em que eu gostei de o ver, foram aquelas em que ele dança com aquela rapariga no grande baile. O realizador fez, ao mesmo tempo, uma espécie de visita guiada àquele museu e penso que isso resultou bem. A banda sonora é de luxo. Não me lembro de ter visto este filme passar nos nossos cinemas, mas deve ter sido seguramente filme para ter passado no Cinema King. Outra das coisas que me fascinaram neste filme foi o grandioso guarda roupa, maravilhoso. Estamos perante mais um grande de Aleksandr Sokurov.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Taxi

Nome do Filme : “Taxi”
Titulo Inglês : “Taxi”
Ano : 2015
Duração : 80 minutos
Género : Drama
Realização : Jafar Panahi
Produção : Jafar Panahi
Elenco : Jafar Panahi, Hana Saeidi.

História : Um taxista bem conhecido percorre as ruas do seu país e assim passa o tempo a conversar com os seus clientes.

Comentário : Hoje fui ao cinema ver este filme e confesso ter ficado bastante surpreendido com ele, pela positiva claramente. Trata-se do terceiro filme clandestino do realizador. Possivelmente, o melhor e mais completo dos três. O realizador arranjou um taxi e colocou camaras escondidas no seu interior, passando a apanhar clientes que são filmados nas mais variadas conversas. No entanto, eu fiquei na dúvida se era encenação ou realidade. A sensação com que se fica quando saimos da sala de cinema é a de termos assistido a um grande filme. O realizador muniu-se de escassos meios para realizar e produzir este filme, confinado àquilo que o governo estipulou e, ainda assim, obteve um bom resultado. O filme recebeu um dos mais importantes prémios num dos grandes festivais de cinema. E foi precisamente a sobrinha do realizador que subiu ao palco para receber o prémio. Recorde-se que Jafar Panahi está proíbido de fazer um filme “distribuível” à seis anos no seu país, ele está praticamente detido na sua própria casa. Ele nem pode mesmo fazer filmes; devido à sua militância como porta-voz do “movimento verde” que contestou a vitória de Mahmoud Ahmadinejad em 2009, foi condenado a seis anos de prisão, interditado de realizar durante vinte anos, proibido de viajar para fora do Irão ou sequer de comunicar com o estrangeiro. Uma curiosidade, um dos seus três filmes de clandestinidade foi metido numa Pen USB e foi dentro de um bolo para um festival de cinema, onde foi exibido. 

Em relação às personagens que vão surgindo um pouco ao longo da fita e são poucas, penso que aquelas que mais credíveis pareceram foram as senhoras dos peixes e a própria sobrinha do cineasta. Os restantes estiveram igualmente bem, mas as suas prestações deram-me a sensação de serem um bocado forçadas. Por exemplo, não fiquei convencido com aquela mulher que tinha o marido ferido. Mas o filme, no seu conjunto, funcionou muito bem. Pessoalmente, deixei-me levar ao longo dos oitenta minutos de filme, nunca me senti perdido e não me aborreci em nenhum momento. Em simultâneo, temos a sobrinha do realizador, Hana Saeidi, que com a sua vivacidade valorizou o filme, munida com a sua pequena camara, também ela a realizar uma curta-metragem para a escola, deu uma grande ajuda ao tio na realização deste filme. A empatia entre os dois é notável. O final do filme é um achado. Volto a dizer, saí bastante convencido da sala de cinema, este “Taxi” encheu-me as medidas. Já é outro dos grandes filmes que vi este ano, senão o melhor. 

This Is Not A Film

Nome do Filme : “In Film Nist”
Titulo Inglês : “This Is Not A Film”
Titulo Português : “Isto Não É Um Filme”
Ano : 2010
Duração : 75 minutos
Género : Documentário
Realização : Jafar Panahi/Mojtaba Mirtahmasb
Elenco : Jafar Panahi, Mojtaba Mirtahmasb.

História : Um conhecido realizador de cinema faz um filme caseiro na sua própria casa com a intenção de fazer aquilo que mais gosta : filmar e mostrar.

Comentário : Reconhecido como um dos mais importantes realizadores da actualidade, Jafar Panahi, cujos filmes examinam de forma critica a realidade social do Irão – foi preso em sua casa em março de 2010 e condenado a 6 anos de prisão domiciliária. Foi ainda proíbido de fazer filmes durante os próximos 20 anos. É esta a condição de Jafar Panahi e assim surgiu este filme.

Pessoalmente, gostei bastante deste filme. Achei bastante curioso o facto do realizador, para ajudar a explicar o argumento de um filme seu, faz marcas na carpete da sua sala de estar, a exemplificar o quarto da rapariga protagonista. Na realidade, tudo parece verdade, todo o filme é bastante realista. A nivel particular, talvez tirasse a parte do homem que anda a recolher o lixo andar a andar e a substituisse por algo mais interessante e que servisse melhor o filme. A realização é repartida entre a camara profissional do documentarista e a camara de tlm do próprio realizador. Gostei bastante da iguana, o animal de estimação do realizador. Panahi possui cartazes dos seus filmes espalhados pelo seu apartamento, bem como os DVD's desses mesmos filmes e a dada altura ele põe-se a visionar trechos deles.

Jafar Panahi filma o que pode, a dada altura ele abre uma das janelas de sua casa e o seu amigo filma uma grua muito próxima da sua marquise, já para não falar da filmagem dos fogos de artíficio. Curiosa a forma como Panahi filma, neste caso também podemos elogiar a forma como Mojtaba Mirtahmasb o faz, sempre de forma cordata e de acordo com os seus métodos. Confesso que já vi o segundo filme de clandestinidade de Panahi e não gostei nada do que vi. No entanto, o seu terceiro filme nesta condição (Taxi) é excelente, o melhor dos três. Eu espero sinceramente que Jafar Panahi realize mais fitas, sejam clandestinas ou não, porque eu adoro o seu cinema, a sua forma de filmar e de falar sobre o seu país. 

Miss Julie

Nome do Filme : “Miss Julie”
Titulo Inglês : “Miss Julie”
Ano : 2014
Duração : 126 minutos
Género : Drama
Realização : Liv Ullmann
Elenco : Colin Farrell, Jessica Chastain, Samantha Morton, Nora McMenamy.

História : Julie vive um quotidiano bastante monótono. Um dia, mete-se em confusões com o criado da casa.

Comentário : Filme muito estranho é o minimo que se pode dizer desta fita. Primeiro porque parece uma peça de teatro, mas a situação principal nem é essa. Aqui a questão é que o filme possui apenas três atores ao longo das duas horas de projeção. De facto, os três estiveram muito bem, três brutais interpretações. Os cenários abrangem basicamente as divisões da casa e poucas partes do mato. É um filme muito parado, é uma obra lenta que vive unicamente das prestações do elenco super reduzido. Sendo um filme de época, confesso que esperava mais dele, mas a desilusão não foi assim tão grande. Segui o filme com bastante atenção, sem nunca me aborrecer e, embora tenha ficado desiludido com o final, confesso ter gostado do filme.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Jauja

Nome do Filme : “Jauja”
Titulo Inglês : “Jauja”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Lisandro Alonso
Produção : Viggo Mortensen
Elenco : Viggo Mortensen, Viilbjork Malling Agger.

História : Uma menina abandona o pai e parte em direção a um destino certo. Um pai embarca numa jornada perigosa para encontrar a filha que desapareceu.

Comentário : Sem dúvidas um dos filmes mais estranhos que vi até hoje. Começando pela forma como nos é apresentado, tipo retrato. Depois o argumento é confuso. Confesso que não percebi algumas coisas, me limitei a acompanhar os minutos a passar e a ver aquilo que se passava. Outro ponto positivo vai direitinho para a fotografia, muito boa. O filme tem um pouco de western, embora eu não o considere dentro desse género. A realização é boa e a interpretação de Viggo Mortensen é a grande mais valia do filme, de facto, este ator é fenomenal. Não consegui apurar de que nacionalidade é este filme, porque na ficha do filme aparecem inúmeros países como origem, mas como a primeira opção é argentina, presumo que seja desse país. Um último reparo, ao contrário da maioria, eu adorei o final deste filme, brutal. Para mim, este “Jauja” é mais um dos melhores filmes que vi neste ano, muito enigmático e igualmente estranho e poderoso. 

Paper Towns

Nome do Filme : “Paper Towns”
Titulo Inglês : “Paper Towns”
Ano : 2015
Duração : 108 minutos
Género : Drama
Realização : Jake Schreier
Elenco : Cara Delevingne, Nat Wolff, Halston Sage, Cara Buono, Caitlin Carver, Austin Abrams, Justice Smith, Meg Crosbie, Hannah Alligood, Madeleine Murden.

História : Quentin é um jovem que se apaixonou muito cedo por uma menina chamada Margo que foi morar para perto da sua casa. Eles se tornaram apenas amigos. Onze anos depois, por razões da vida, raramente se falam, mas ela possui a fama de ser uma menina muito estranha, pelas aventuras em que se mete. Na verdade, Mago adora investigar casos e costuma sair de casa sem avisar ninguém, mas sempre deixa pistas do seu paradeiro. Tudo muda um dia, um dia em que Margo desaparece de vez.

Comentário : Cara Delevingne é uma excelente modelo e cantora, mas desconhecia o seu talento de atriz, logo, estava ancioso para ver este filme que dizem ser aquele em que ela está melhor. Pessoalmente, gostei bastante deste filme e a miúda tem uma prestação brilhante, fiquei mesmo surpreendido. Gostei igualmente da interpretação do jovem Nat Wolff e do argumento. Na realidade, só à pouco tempo soube da existência deste filme e, quando vi o trailer, fiquei com mais curiosidade de o ver. Não me arrependi. O filme segue a um bom ritmo, tem algum suspense e muito mistério, Margo é uma personagem encantadora. Uma coisa que não posso deixar de dizer é que adorei o final do filme, que final espetacular. Pode não ser o final que a maioria das pessoas gostariam, mas a mim deixou-se satisfeito, porque é diferente. Volto a dizer, Margo é uma personagem brilhante, de certeza uma das melhores que já vi num filme. 

                                                            Cara Delevingne

sexta-feira, 10 de julho de 2015

The Duff

Nome do Filme : “The Duff”
Titulo Inglês : “The Duff”
Ano : 2015
Duração : 100 minutos
Género : Comédia Dramática
Realização : Ari Sandel
Elenco : Mae Whitman, Bianca Santos, Bella Thorne, Skyler Samuels, Allison Janney, Rebecca Weil, Robbie Amell, Romany Malco, Nick Eversman, Chris Wylde, Ken Jeong, Erick Chavarria, Seth Meriwether, Benjamin Davis.

História : A jovem Bianca descobre um dia que foi escolhida por duas amigas do colégio para ser a sua duff (Designated Ugly Fat Friend), ou seja, uma amiga feia para que elas se pareçam ainda mais bonitas em comparação. Revoltada, Bianca termina a relação com elas e pede a um colega atleta para ajudá-la a melhorar o seu visual e a sua forma de estar na vida.

Comentário : Este é daqueles filmes em que, de inicio, nada se dá por ele e com o avançar do tempo, chegamos à conclusão que estamos perante um grande filme. Gostei bastante deste filme, sou admirador de Mae Whitman desde que a vi pela primeira vez em criança no drama “Quando um Homem ama uma Mulher”, ao lado de Meg Ryan e Tina Majorino. Só lamento é que ela tenha feito poucos filmes, tendo apostado mais em séries ao longo da sua carreira. Neste “The Duff”, ela possui uma prestação brutal, a miúda tem mesmo talento para a representação. Também gostei bastante do desempenho do ator que fez de colega atleta e amigo de infância dela. Quem já foi vitima de bullying, provavelmente, entenderá melhor este filme. Confesso que não gosto muito de comédias, mas esta viu-se muito bem, mesmo devido à sua componente dramática. Vendo bem, Bianca até nem é assim tão feia, simplesmente, ela não se cuidava muito. O filme possui uma excelente mensagem. Muito bom. 

Lost River

Nome do Filme : “Lost River”
Titulo Inglês : “Lost River”
Ano : 2014
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Ryan Gosling
Elenco : Christina Hendricks, Iain Caestecker, Saoirse Ronan, Ben Mendelsohn, Reda Kateb, Eva Mendes, Matt Smith, Barbara Steele, Torrey Wigfield.

História : Uma mãe solteira mergulha no submundo, enquanto o filho adolescente tenta encontrar uma solução para a familia, numa cidade em que todas as casas estão a ser demolidas.

Comentário : Estreia do ator Ryan Gosling no campo da realização, que filme tão estranho. Tão estranho que eu não percebi grande parte das coisas. Ryan Gosling é o ator comercial em que mais filmes independentes entra. Este filme tem alguma fantasia, embora esta esteja praticamente submersa. É um filme muito estranho e o mais estranho é o facto de eu não saber se gostei ou não dele. As interpretações até são boas, principalmente da atriz que faz de mãe dos dois rapazes. Saoirse Ronan e a sua Rat também não se saíram nada mal, bem como o ator que faz de filho adolescente. O que se passou na cabeça de Ryan Gosling para ter concebido isto ? É um filme estranho, mas vê-se bem.

Tyrannosaur

Nome do Filme : “Tyrannosaur”
Titulo Inglês : “Tyrannosaur”
Ano : 2011
Duração : 89 minutos
Género : Drama
Realização : Paddy Considine
Elenco : Peter Mullan, Olivia Colman, Eddie Marsan, Sian Breckin, Ned Dennehy, Paul Popplewell, Samuel Bottomley, Sally Carman.

História : Um homem violento encontra numa mulher cristã a maneira de se redimir.

Comentário : Filme detentor de uma violência psicológica brutal, como é possivel o ser humano chegar a este ponto. Neste caso, um marido que quer dar cabo da esposa. Mas não são estes os nossos protagonistas, esse papel é o de um homem igualmente violento, imagine-se que, num acesso de furia, mata o próprio cão. Este filme é a estreia do ator Paddy Considine na cadeira de realizador e saiu-se muito bem, porque o filme é bom. Portador de interpretações bestiais, uma boa fotografia e um argumento igualmente poderoso, é um filme que deixa qualquer um a pensar, horas ou mesmo dias, após vê-lo. Algumas cenas do filme são muito bonitas, outras nem tanto. Mas o maior destaque deste filme vai para Peter Mullan, é ele o senhor deste filme brutal. Gostei bastante.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Madame Bovary

Nome do Filme : “Madame Bovary”
Titulo Inglês : “Madame Bovary”
Ano : 2014
Duração : 118 minutos
Género : Drama
Realização : Sophie Barthes
Elenco : Mia Wasikowska, Ezra Miller, Paul Giamatti, Rhys Ifans, Laura Carmichael, Logan Marshall Green, Henry Lloyd Hughes, Richard Cordery, Morfydd Clark.

História : Emma viu a mãe morrer cedo e o pai recusou criá-la, abandonando-a à porta de um convento, com a intenção dela ser educada por freiras. Ao completar a idade adulta, Emma vai direcionada a um marido, com quem acaba por casar e iniciar uma vida de senhora. No entanto, as coisas são bem mais complicadas do que a miúda inicialmente previra.

Comentário : Mia Wasikowska é uma rapariga tão linda e sensual que não carece de vestir-se à antiga para que a sua beleza se destaque. Assim como o talentoso Ezra Miller está com um penteado tão horroroso neste filme que até espanta os maus espíritos. São factos. Na verdade, gostei bastante deste filme, embora já tivesse visto obras bem mais originais, principalmente no que a filmes de época diz respeito. Mia Wasikowska está linda no filme, já não é a primeira vez que ela veste a pele de uma mulher de época. Curiosamente, no outro filme esteve bem melhor do que neste está. Paul Giamatti está mais uma vez igual a si mesmo enquanto que Rhys Ifans tem mais um papel à altura do seu talento. Detestei o ator que desempenhou o papel de marido de Emma. O mesmo posso dizer do ator que fez de marquês. O grande pecado da realizadora neste filme é que, torna tudo tão previsível que quem está a assistir acaba por perder o interesse daquilo que vai suceder a seguir. Confesso que não conhecia esta história e segui o filme com algum interesse, mas é como digo, tudo parece caminhar para aquele caminho que já se sabe. Apesar disso, gostei do final, que é bastante trágico. Bom filme.

                                                          Mia Wasikowska

Slow West

Nome do Filme : “Slow West”
Titulo Inglês : “Slow West”
Ano : 2015
Duração : 84 minutos
Género : Western/Thriller
Realização : John Maclean
Elenco : Michael Fassbender, Kodi Smit McPhee, Ben Mendelsohn, Caren Pistorius.

História : Jay Cavendish é um jovem escocês que chega ao Colorado determinado a encontrar Rose, a rapariga por quem está apaixonado. Ela foi obrigada a abandonar a Escócia quando o pai se viu injustamente acusado de um crime. É então que Jay recebe a ajuda de Silas, um misterioso viajante que, em troca de uma determinada quantia em dólares, concorda em protegê-lo. Os dois partem numa perigosa jornada.

Comentário : Vi também este pequeno western que confesso ter igualmente gostado. Sou grande admirador de Michael Fassbender e ele neste filme está brutal. Por outro lado, não aprecio muito o jovem ator que dá vida ao protagonista desta fita, embora tenha consciência que foi ele quem esteve melhor no filme. Apesar do filme ter somente quase uma hora e vinte minutos de imagens, pareceu-me ser bem maior. É a primeira longa metragem de John Maclean enquanto realizador. Trata-se de um western envolvente que conta a história de um homem feito, experiente, e de um jovem que unem esforços para cumprir cada um a sua missão. O filme também se segue muito bem, embora a fita valha sobretudo pelos seus últimos 17 minutos, esses sim, verdadeiramente empolgantes e cheios de twists. Por último, tenho que confessar que pensava que Caren Pistorius era bem mais bonita do que realmente é, temos pena.

Far From Men

Nome do Filme : “Loin Des Hommes”
Titulo Inglês : “Far From Men”
Ano : 2014
Duração : 101 minutos
Género : Drama
Realização : David Oelhoffen
Elenco : Viggo Mortensen, Reda Kateb, Djemel Barek, Vincent Martin, Nicolas Giraud, Jean Jerome Esposito, Hatim Sadiki, Yann Goven, Antoine Regent, Sonia Amori, Angela Molina, Salma Ait Idder.

História : Um homem vive pacatamente numa pequena aldeia onde procura esquecer o seu passado, dando aulas às crianças dos habitantes locais. Um dia, um amigo aparece e pede-lhe que escolte um suposto criminoso até uma localidade para ser julgado. Porém, o “professor” não parece querer cumprir essa missão.

Comentário : Gostei bastante deste filme, apesar de ter noção que já vi bem melhor, dentro do género. Viggo Mortensen é um excelente ator, já deu provas mais que suficientes disso, nomeadamente em filmes como “Promessas Perigosas” ou “Uma História de Violência”, apenas para frisar dois exemplos. Gostei imenso de o ver aqui como professor, ainda que essa tarefa tenha sido uma ocupação disfarçada que ele arranjou para esconder quem realmente é. Desconhecia por completo o ator Reda Kateb e fiquei muito surpreendido com o seu desempenho neste pequeno quase western. Aliás, devo dizer que a química entre os dois atores resultou muito bem. O filme possui situações bem originais vividas pelos dois. O argumento é consistente e, apesar de uma falha ou outra, está muito bem desenvolvido. Penso que o filme deve ter estreia proximamente no nosso país e assim o espero, porque é um bom filme que se segue muito bem, apesar de ser um bocado parado, consegue agarrar-nos à cadeira a maior parte da hora e meia de duração.

sábado, 4 de julho de 2015

Stray Dogs

Nome do Filme : “Jiao You”
Titulo Inglês : “Stray Dogs”
Ano : 2013
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Tsai Ming Liang
Elenco : Kang Sheng Lee, Yi Chieh Lee, Yi Cheng Lee, Kuei Mei Yang.

História : Hsiao Kang e os seus dois filhos sobrevivem em Taiwan, entre a floresta e as ruas da cidade. Durante o dia, o pai gasta as horas a segurar painéis de publicidade numa zona de apartamentos de luxo, num grande esforço de conseguir dinheiro suficiente para dar aos filhos o mínimo do que eles carecem. Enquanto isso, as duas crianças percorrem os centros comerciais e as ruas em busca de sobras de alimentos.

Comentário : Está encontrado mais um dos grandes filmes que vi neste ano. Planos longos e fixos, fotografia escura, ritmo muito lento, poucos diálogos, calmaria, argumentos simples, são tudo características do cinema do malaio Tsai Ming Liang, realizador responsável por um dos meus filmes de eleição - “Goodbye Dragon Inn”. Este “Stray Dogs” conta-nos o desespero de um pai para dar o que pode a dois filhos, um rapaz e uma menina pequena, que mesmo sem mãe, têm que sobreviver com todas as dificuldades. Apenas para terem uma breve noção, tratam da higiéne em casas de banho públicas, nomeadamente dos centros comerciais, onde também comem. Quanto ao dormitório, é imundice completa, dormem os três numa espécie de cama, num local onde apenas falta passar os ratos por cima enquanto dormem. 

O cinema de Tsai Ming Liang é assim, ou ama-se, ou odeia-se. Eu pertenço ao primeiro grupo, gosto imenso de cinema alternativo e contemplativo. Se achavam que os filmes de Manoel de Oliveira eram lentos, façam uma oração a pedir-lhe desculpa, apenas para terem noção, os filmes deste realizador possuem planos fixos de mais de cinco minutos. Neste seu novo filme, existe um dos planos mesmo no final em que a camara fica parada durante cerca de dez minutos, com os personagens a olharem para o mural transformado pela chuva. O filme tem pouquíssimos diálogos e, quando eles surgem, geralmente o que dizem não adianta nada. 

Apesar de não aconselhar o filme à maioria, eu adorei este filme porque não foram necessários grandes artíficios para contar e mostrar a desgraça e a miséria de uma pequena família, sem quase nada, está tudo lá, filmado com toda a naturalidade e crueza da vida. Veja-se a sequência em que o pai das crianças está a cantar à chuva, a segurar a tabuleta publicitária, ao mesmo tempo que chora. O filme é ligeiramente longo, eu tirava-lhe a sequência morosa do ataque do pai à cabeça da boneca improvisada. Também tirava a igualmente longa parte em que o pai come nojentamente uma perna de frango. E depois temos o silêncio, como ele nos sabe tão bem neste filme. As interpretações são do mais realista possivel. Muitisssimo bem filmado e com imagens lindas, para mim, este já é um dos grandes filmes que vi neste ano, excelente obra. 

Teen Beach 2

Nome do Filme : “Teen Beach 2”
Titulo Inglês : “Teen Beach 2”
Titulo Alternativo : “Teen Beach Movie 2”
Ano : 2015
Duração : 102 minutos
Género : Comédia/Musical
Realização : Jeffrey Hornaday
Elenco : Maia Mitchell, Ross Lynch, Grace Phipps, Garrett Clayton, Mollee Gray, Chrissie Fit, Piper Curda, Jordan Fisher, John DeLuca, Ross Butler, Kent Boyd, Jessica Lee Keller, Monica Lopez, Kayla Radomski.

História : Com o fim da época do surf e o recomeço da escola, a relação do relaxado Brady e da linda e estudiosa Mack está prestes a sofrer um revés quando recebem uma visita surpresa do mundo de Lela, Tanner e dos seus mais recentes amigos surfistas e motards. Sabendo em primeira mão que o mundo real e o mundo do filme não se misturam, Mack, Brady e os amigos de Wet Side Story têm de inventar rapidamente um plano para que todos voltem ao mundo do filme antes que seja tarde demais.

Comentário : Adorei o primeiro, detestei este segundo. São assim as coisas. Nunca se fartam de pegar num filme original e fazer-lhes sequelas, com o único objectivo de faturar milhões com o filme e com todo o merchadising em torno da fita e nem se lembram de usar um argumento de jeito. No fundo foi isso que se passou com este segundo filme. Estreou hoje no Disney Channel. Gostei imenso do primeiro filme porque foi algo inédito para mim, um filme da Disney que conciliou a nostalgia dos clássicos musicais de antigamente com a energia da juventude de hoje. E depois temos aquela cena do filme dentro de um filme, que funcionou tão bem no original, neste segundo tomo, a coisa entornou. 

Perdeu-se o factor novidade, perdeu-se a diversão total. Além de termos mais do mesmo pela negativa, os numeros musicais já não são tão bons e a história é muito forçada, podiam esquecer os personagens do filme dos anos 60, e concentrarem-se somente na relação de Mack com Brady, metendo igualmente uma banda sonora de sonho. No fundo, o que temos aqui, é que a Disney usou a mesma fórmula do original, mas para o público adulto isso não funcionou muito bem. As crianças continuam a adorar e ainda bem que este segundo filme agradou-as, porque são elas o público alvo deste tipo de produções. Para finalizar, adorava que a Disney deixasse que Maia Mitchell voasse para outras paragens e entrasse em filmes sérios, a miúda é um “diamante em bruto” a nivel da interpretação e da prestação e nasceu para representar, é uma injustiça não lhe darem oportunidades de outro nivel. Além disso, é linda e tem aquele olhar super expressivo que cativa qualquer um. 

                                                              Maia Mitchell

Les Heritiers

Nome do Filme : “Les Heritiers”
Titulo Inglês : “Once In A Lifetime”
Titulo Português : “Uma Turma Difícil”
Ano : 2014
Duração : 103 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Marie Castille Mention Schaar
Produção : Marie Castille Mention Schaar/Pierre Kubel
Elenco : Ariane Ascaride, Noemie Merlant, Ahmed Drame, Genevieve Mnich, Stephane Bak, Wendy Nieto, Aimen Derriachi, Mohamed Seddiki, Naomi Amarger, Alicia Dadoun, Raky Sall, Amine Lansari, Koro Drame, Xavier Maly.

História : Desrespeito, violência, falta de perspectivas. É com estas condições que a professora Anne Gueguen se depara, numa escola parisiense, com a mais complicada e problemática das suas turmas. Os alunos, adolescentes de diferentes origens e cada um com os seus demónios, parecem ter pouco em comum para além da parca vontade de aprender. A docente, vendo as suas alternativas de ensino esgotar-se a cada dia, lembra-se de lhes porpor um desafio : entrarem juntos num concurso de reflexão sobre as memórias do Holocausto e o seu impacto nos jovens de hoje.

Comentário : Gostei bastante deste filme que é uma mistura de ficção com documentário. Filme muito ao nivel de “A Turma”, embora neste caso tenha seguido por um rumo muito diferente. Antes de mais, adorei a prestação da atriz que fez de professora, Ariane Ascaride esteve cinco estrelas. Gostei também do casalinho de serviço, Malik e Camelia, as suas personagens foram bestiais, com destaque máximo para ele. A aluna rebelde Melanie (destacada na foto em baixo) também merece o seu destaque, teve igualmente uma boa presença. Gostei imenso daquela sequência em que surge um sobrevivente verdadeiro dos campos de concentração.

É mais um filme sobre o Holocausto e sobre aquele que é considerado como sendo o período mais negro da história da humanidade. Foi tudo tratado pela realizadora de forma muito respeitosa ao tema em si, com algum humor, mas nada que insultasse os visados. Mas não é somente sobre esse período, é também sobre trabalhar em grupo, sobre a tolerância face aos outros e sobre as relações que estabelecemos uns com os outros. O aluno tarado pela mesquita e conflituoso não serviu para nada, diria mesmo que a sua personagem é de utilidade nula. Tirava igualmente outras cenas desnecessárias, como aquela em que um rapaz mais velho agride a ofende a professora. Mas no geral, estamos perante um filme muito bom, gostei bastante. 

Insidious : Chapter 3

Nome do Filme : “Insidious : Chapter 3”
Titulo Inglês : “Insidious : Chapter 3”
Ano : 2015
Duração : 97 minutos
Género : Drama/Terror
Realização : Leigh Whannell
Produção : James Wan/Oren Peli
Elenco : Lin Shaye, Angus Sampson, Leigh Whannell, Stefanie Scott, Dermot Mulroney, Tate Berney, Steve Coulter, Hayley Kiyoko, Corbett Tuck, Ele Keats, Tom Gallop, Jeris Poindexter, Phyllis Applegate.

História : Anos antes de ter ajudado a familia Lambert, Elise Rainier já era mestre na sua área, embora tenha ficado parada na actividade por dois motivos. Primeiro porque o marido morreu e depois porque havia uma mulher no outro lado que a queria matar. Ela vive então sozinha com o seu cão e no seu mundo, tendo encerrado a cadeado a sala onde fazia as consultas dos clientes com os espíritos. Tudo muda quando uma adolescente, cuja mãe falecera, a procura a pedir-lhe ajuda. Agora, Elise terá que optar se permanece no retiro ou se regressa à vida profissional.

Comentário : Gostei bastante dos dois primeiros filmes desta saga, um terror diferente, menos digital e mais artesanal. O mesmo foi usado neste terceiro filme. Claramente que gostei também deste “Insidious : Chapter 3”, o filme não é uma sequela, é uma prequela, conta como era a vida de Elise e como ela conheceu a equipa que aparece a ajudá-la nos dois primeiros capítulos. Como atriz neste filme, a veterana Lin Shaye é a alma deste filme, que interpretação brutal. Leigh Whannell continua como ator secundário, mas agora assume também a cadeira de realizador, sempre soube que ele estava bastante ligado à trilogia e a este tipo de cinema. James Wan passou de realizador a um dos principais produtores. 

Este terceiro filme ainda nos prega imensos sustos, embora não tantos como o primeiro capítulo, esse sim, excelente nesse campo. O argumento é razoável, embora apresente falhas e isso gerou os principais erros do filme. Notei que houve mais cuidado com esses detalhes no primeiro filme. O filme possui duas histórias que se cruzam. A história de Elise e a história de Quinn Brenner. Achei também a prestação da jovem Stefanie Scott muito boa, no entanto, Dermot Mulroney esteve muito mal, que prestação tão seca, nem parece ator profissional. Falando dos fantasmas, nem o homem sem respirar e nem a mulher que queria matar Elise me meteram medo, na realidade, não me convenceram em nada. O homem da cara vermelha do primeiro capítulo bate-os aos pontos. Fazendo um balanço geral, gostei bastante dos três capítulos desta primeira trilogia, o primeiro é excelente, o segundo é muito bom e este terceiro é apenas bom. Dois últimos apontamentos, a cena final era desnecessária e o genérico final é bastante cativante. 

Xenia

Nome do Filme : “Xenia”
Titulo Inglês : “Xenia”
Ano : 2014
Duração : 126 minutos
Género : Drama
Realização : Panos H. Koutras
Elenco : Kostas Nikouli, Nikos Gelia, Marissa Triandafyllidou, Yannis Stankoglou, Aggelos Papadimitriou, Romanna Lobats, Patty Pravo.

História : Danny é um adolescente problemático que, após a morte da mãe, vai procurar o irmão e, juntos, decidem ir tentar saber mais sobre um pai do qual não se lembram.

Comentário : Vi este filme grego à poucas horas e confesso ter gostado dele. Trata-se de um drama que abre logo com uma cena polémica, um jovem rapaz que foi a uma consulta está a ser molestado pelo próprio médico. Na minha opinião, este filme transpira polémica por todos os lados. A Grécia é um país polémico por natureza. E gosta de fazer cinema igualmente estranho e merecedor de dúvidas, isto porque houve coisas que eu não percebi. Todos os atores envolvidos tiveram excelentes prestações, até o coelho enquanto animal esteve bem. É um filme que fala das relações entre pais e filhos, dos afectos ou da falta deles. É igualmente uma história sobre dois irmãos que partilham o drama da mãe ter falecido. Não percebi a parte da morte do coelho e respetiva aparição posterior, mas se calhar, é devido aos problemas mentais do protagonista. Gostei de grande parte das cenas, não gostei nada das cenas passadas na casa do suposto pai dos rapazes. Um último desabafo, adoro coelhos e porquinhos da india. Quanto ao filme, é bom.