terça-feira, 30 de junho de 2015

A Pigeon Sat On A Branch Reflecting On Existence

Nome do Filme : “En Duva Satt Pa En Gren Och Funderade Pa Tillvaron”
Titulo Inglês : “A Pigeon Sat On A Branch Reflecting On Existence”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Roy Andersson
Elenco : Holger Andersson, Nils Westblom, Viktor Gyllenberg, Lotti Tornros, Jonas Gerholm, Ola Stensson, Oscar Salomonsson, Roger Olsen Likvern.

História : Dois vendedores ambulantes de artigos de diversão passam por diversas situações em vários locais, onde os próprios habitantes vivem as suas vidas.

Comentário : Esta noite vi este novo filme do realizador sueco Roy Andersson que encerra em beleza a trilogia dos vivos. O filme abre numa sequência que por acaso possui uma cena que é o cartaz da fita (foto em cima), sequência essa que mostra um velho homem a visitar uma espécie de museu com peças expostas, entre elas, está o tal pombo embalsamado num ramo. Depois temos três encontros com a morte : um homem morre de ataque cardíaco numa tentativa enérgica de tirar a rolha de uma garrafa de vinho, enquanto a esposa, inconsciente do que se passa, continua a fazer o jantar na cozinha; uma idosa acamada e quase a morrer, agarra-se a uma mala cheia de jóias enquanto os filhos a tentam tirar do seu aperto desesperado; por último, um passageiro jaz morto no café de um ferry, tendo acabado de pagar o almoço.

Depois destas curiosas aberturas, passamos logo para a matriz da história, ou seja, os tais dois vendedores de artigos de diversão que andam a tentar vender de porta a porta a mercadoria, quase sempre sem êxito. É disto que vivem estes três filmes de Andersson, das situações diversas vividas pelas pessoas, veja-se a cena estúpida em que um oficial entra por um café a dentro em cima de um enorme cavalo. Grande parte dessas situações são doseadas de comédia e abarcam igualmente uma fraca componente dramática. Confesso que não é o tipo de cinema que agrada à maioria, tanto é assim, que em Lisboa, os três filmes da trilogia apenas viram estreia num único cinema que fica no Saldanha e mesmo assim, em horários escassos, com excepção do último filme, que teve direito a sessões pelo dia fora. Gostei dos três, mas se tivesse que eleger um preferido, é claramente este terceiro.

You The Living

Nome do Filme : “Du Levande”
Titulo Inglês : “You The Living”
Ano : 2007
Duração : 95 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática/Musical
Realização : Roy Andersson
Elenco : Elisabeth Helander, Jorgen Nohall, Jan Wikbladh, Jessika Lundberg, Jessica Nilsson.

História : O homem, a sua grandeza e miséria, alegria e tristeza, autoconfiança e ansiedade numa comédia trágica sobre nós próprios.

Comentário : Segundo filme da trilogia dos vivos. Na minha opinião, este é o mais fraco dos três, ainda assim, uma obra razoável. O estilo de filmagem é o mesmo : várias histórias e várias personagens cujas vivências vamos presenciando alternadamente. Uma ou outra chega a ser bizarra. A música como género estrea-se assim na trilogia, oferecendo uma forma diferente de observarmos a obra. Tal como no primeiro filme, as interpretações são boas e o argumento oscilante. Recordo-me perfeitamente que este foi o único filme da trilogia que fui ver ao cinema, ainda me lembro que foi numa das salas do City Alvalade. Não sendo companheiro do primeiro filme a nivel da qualidade, é um segundo tomo bastante aceitável.

Songs From The Second Floor

Nome do Filme : “Sanger Fran Andra Vaningen”
Titulo Inglês : “Songs From The Second Floor”
Ano : 2000
Duração : 98 minutos
Género : Drama/Comédia Dramática
Realização : Roy Andersson
Elenco : Lars Nordh, Stefan Larsson, Bengt C. W. Carlsson, Torbjorn Fahlstrom, Sten Andersson, Rolando Nunez, Lucio Vucina, Peter Roth, Hanna Eriksson.

História : Num fim de tarde, numa localidade do norte, tem lugar uma estranha série de acontecimentos ilógicos. Trata-se da chegada do novo milénio e a cidade fica um caos.

Comentário : Antes da chegada do novo milénio, o realizador sueco Roy Andersson resolveu conceber aquilo que viria a chamar de A trilogia dos Vivos, três filmes sobre o Homem, a sua existência e a sua própria condição. Claramente que Roy Andersson foi buscar influências à arte e à cultura para realizar esta trilogia. Não nos podemos esquecer que ele realizara antes o muito bom “A Swedish Love Story”. Com “Canções do Segundo Andar”, o realizador arrecadou no Festival de Cannes de 2000 o grande prémio do júri. Basicamente o que vemos aqui são várias situações que acontecem com os cidadãos da já referida cidade, sendo a ação focalizada num em particular – em Karl. Como primeiro filme de uma trilogia, é muito bom.

domingo, 21 de junho de 2015

In Bloom

Nome do Filme : “Grzeli Nateli Dgeebi”
Titulo Inglês : “In Bloom”
Ano : 2013
Duração : 97 minutos
Género : Drama
Realização : Nana Ekvtimishvili
Elenco : Lika Babluani, Mariam Bokeria, Zurab Gogaladze, Data Zakareishvili, Ana Nijaradze, Maiko Ninua, Tamar Bukhnikashvili, Temiko Chichinadze, Berta Khapava, Sandro Shanshiashvili, Endi Dzidzava, Zaza Salia, Marina Janashia, Giorgi Aladashvili.

História : Eka e Natia são duas adolescentes que são também duas amigas inseparáveis. Entre a familia, os amigos e os namorados, elas terão que encontrar o seu próprio caminho, nem que para isso tenham que se enfrentar uma à outra.

Comentário : Filme proveniente da Georgia, não me lembro se alguma vez vi cinema deste país. A ação do filme decorre numa época em que o país está em crise, as familias fazem fila atrás de uma camioneta para terem direito a um pão. No meio disto tudo, ainda existe tempo para a amizade, no caso, de duas raparigas muito independentes e muito íntimas. Pessoalmente, gostei das interpretações das duas jovens protagonistas. O elenco de secundários fez também um bom trabalho. Gostei da história, o argumento também foi bem desenvolvido, embora tenha falhas. Não gostei nada da sequência em que uma das garotas faz uma dança estúpida no casamento da outra. O filme foca igualmente o facto do homem ter grande poder sobre a mulher, após o casamento. Gostei, mas tenho que confessar que esperava algo mais. 

domingo, 14 de junho de 2015

Charulata

Nome do Filme : “Charulata”
Titulo Inglês : “The Lonely Wife”
Ano : 1964
Duração : 119 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Satyajit Ray
Elenco : Madhabi Mukherjee, Soumitra Chatterjee, Shailen Mukherjee, Dilip Bose, Gopaldas Bhattacharya, Ramesh Chandra Chandra, Sunilkanta Dasgupta, Nilotpal Dey, Bankim Ghoshal, Ajit Gupta, Bholanath Koyal, Kamu Mukherjee, Suku Mukherjee.

História : Charu é casada com Bhupati, um indiano abastado. Apesar de se considerar uma mulher privilegiada, ela deambula pela casa, sentindo-se profundamente só. Por causa disso, o marido pede a um primo afastado, para fazer companhia à sua esposa e lhe ensinar tudo o que sabe sobre literatura. Com o avançar do tempo, Charu e esse primo vão ficando cada vez mais íntimos até perceberem que estão apaixonados.

Comentário : Daquilo que eu me recordo, este deve ter sido o primeiro filme indiano que vi. Dizem que o cinema indiano representa a segunda maior potência cinematográfica do mundo e até são capazes de ter razão. Confesso que gostei deste filme, é uma obra calma e que se vê bem, sem nunca parecer chata. A atriz que desempenhou o papel principal é muito bonita e o seu olhar é penetrante (foto em baixo), além disso, teve a melhor interpretação do filme, gostei também da prestação do ator que fez de marido. Outra coisa que gostei bastante foi da banda sonora, com temas muito delicados, tipicamente indianos. Adorei certos angulos, nomeadamente aqueles usados na sequência do baloiço. Satyajit Ray é um dos melhores realizadores de cinema da Índia e eu, lamentavelmente, não conheço nada do seu trabalho, apenas este que vi na noite passada. Um último reparo para a jovem indiana que também aparece na fita, é linda e tem um cabelo espetacular. Tenciono ver mais obras deste cineasta. 

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Kumiko – The Treasure Hunter

Nome do Filme : “Kumiko”
Titulo Inglês : “Kumiko – The Treasure Hunter”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Drama
Realização : David Zellner
Elenco : Rinko Kikuchi, Shirley Venard, Nathan Zellner, Kanako Higashi, Nobuyuki Katsube, Ayaka Ohnishi, Mayuko Kawakita, Yumiko Hioki, Brad Prather.

História : Uma rapariga japonesa encontra uma VHS de um filme americano e, ao vê-la, acredita que o tesouro retratado e escondido na história existe de verdade naquele local. Assim, ela parte para o tal sítio com a intenção de encontrar aquela mala cheia de dinheiro.

Comentário : O filme é mesmo de origem americana, embora apresente traços de cinema oriental, como por exemplo, o ritmo lento. Rinko Kikuchi tem aqui uma brilhante prestação. Adorei o seu coelho de estimação. Dentro da história do filme em si, existe uma doce mistura entre realidade e fantasia. Apesar de ser meio tonta, a personagem Kumiko, é em si, bastante original e capaz. Confesso que uma das coisas que me levou a ver este filme, foi o seu cartaz, muito apelativo. Por vezes, até cheguei a acreditar que aquilo que estava a acontecer com ela fosse a realidade, mas a história é assim mesmo, surpreendente.

Como já disse, trata-se de cinema americano, não me surpreenderia se fosse um filme japonês ou chinês, as características desses dois tipos de cinema estão lá todas. Aliás, o filme em si, foge imenso às convenções do cinema americano, ainda que a obra cinematográfica que o filme faz questão de “homenagear” seja bastante conhecida. Pessoalmente, confesso nunca ter visto aquele filme e nem fiquei com curiosidade em vê-lo. Outra coisa agradável deste filme sobre uma jovem japonesa foi a banda sonora, vai oscilando entre o calmo e o tenso. Pessoalmente, gostei deste filme, mas confesso que esperava algo mais sério, o seu titulo engana bastante. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

The Taste Of Others

Nome do Filme : “Le Gout Des Autres”
Titulo Inglês : “The Taste Of Others”
Ano : 2000
Duração : 110 minutos
Género : Romance/Drama
Realização : Agnes Jaoui
Elenco : Anne Alvaro, Jean Pierre Bacri, Alain Chabat, Agnes Jaoui, Christiane Millet, Wladimir Yordanoff, Anne Le Ny, Brigitte Catillon, Raphael Dufour, Xavier Guillebon, Camille Andraca, Celine Arnaud, Robert Bacri, Marie Agnes Brigot, Cecile Partouche, Vanessa Chassaigne, Catherine Dewitt, Marie Helene Garnier, Maryse Ravera.

História : Castella é um homem de negócios de sucesso, vive nos subúrbios e é apanhado na rápida mudança dos tempos. Mais por tédio do que por interesse, deixa que a sua mulher o arraste para uma representação teatral. Para grande surpresa sua, fica completamente fascinado pela beleza da atriz principal. E estes dois pólos opostos são forçados a reencontrar-se quando ele tenta aprender inglês por causa de um importante negócio.

Comentário : À umas noites vi este filme com tons de comédia. Confesso que não gosto do cinema de Agnes Jaoui, não me cativa. O filme estende-se por diálogos extensos e cenas morosas e parece que vai sempre tudo dar ao mesmo. As interpretações até são razoáveis, com o ator que fez de Castella a merecer o destaque maior. O filme já não é novo, tem quinze anos. Temos grupos de personagens que agem entre eles e conversam sobre os assuntos mais díspares, por vezes, trivialidades. Outras vezes, são assuntos sérios como o amor e os negócios. Mas é tudo já visto anteriormente a 2000, no cinema francês e mostrado por outros realizadores. Não se encontra nada de novo por aqui e é pena que assim seja. Gostei de algumas cenas e pouco mais. Um último reparo, o filme foi nomeado para o oscar de melhor filme estrangeiro e recebeu outros prémios em festivais. Certamente que não viram o mesmo filme que eu, ou então, viram alguma coisa nele que eu não captei.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

How Strange To Be Named Federico

Nome do Filme : “Che Strano Chiamarsi Federico”
Titulo Inglês : “How Strange To Be Named Federico”
Ano : 2013
Duração : 92 minutos
Género : Biográfico
Realização : Ettore Scola
Elenco : Maurizio De Santis, Tommaso Lazotti, Giacomo Lazotti, Giulio Forges Davanzati, Ernesto D'Argenio, Emiliano De Martino, Fabio Morici, Carlo Luca Ruggieri, Andrea Salerno, Sergio Rubini, Sergio Pierattini, Antonella Attili, Fabrizio Serchia, Vittorio Viviani.

História : Numa mistura de ficção e documentário, o octogenário Ettore Scola, com a ajuda das suas filhas, Paola e Sílvia, que o apoiam no argumento, faz uma análise da carreira do cineasta, revisitando filmes e lugares, e recriando momentos chave da sua vida. Ettore Scola conheceu Federico Fellini em 1947 e foi um dos seus amigos mais próximos até à sua morte.

Comentário : Gostei imenso desta biografia cinematográfica, embora confesse lamentavelmente ser pouco conhecedor do cinema de Federico Fellini. Pretendo corrigir essa lacuna em tempos próximos. Esta mistura de ficção com documentário resultou muito bem para mim, no sentido em que foi graças a ela que eu fiquei a conhecer mais sobre Fellini. Claro que foi uma justa homenagem por parte de Ettore Scola a este grande cineasta e nem podia ser de outra forma, afinal, eles sempre foram grandes amigos. No caso deste filme, todo o elenco está de parabéns, principalmente o narrador. O filme, no fundo, conta como tudo começou para estes dois homens. Os minutos finais ao som daquela banda sonora são mágicos. Depois de ter visto este filme, fiquei cheio de vontade de ver as obras cinematográficas de Fellini. Não tenho mais nada a acrescentar em relação a este belíssimo filme.

sábado, 6 de junho de 2015

Aleksandra

Nome do Filme : “Aleksandra”
Titulo Inglês : “Alexandra”
Ano : 2007
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Aleksandr Sokurov
Elenco : Galina Vishnevskaya, Vasily Shevtsov, Raisa Gichaeva, Andrei Bogdanov, Aleksandr Kladko, Aleksei Neymyshev, Rustam Shakhgireev, Evgeniy Tkachuk.

História : Aleksandra Nikolaevna é a avó que visita o neto num campo de militares, ele é um dos melhores oficiais da sua unidade. Passam-se os dias e ela descobre um novo mundo.

Comentário : Belíssimo filme de Aleksandr Sokurov, uma obra fora do vulgar. O filme conta a história de uma senhora de idade, de uma avó que vai passar uns dias ao campo militar onde está destacado o seu neto. E passa os dias a deambular por lá, a falar com os soldados e a descobrir coisas novas sobre a guerra. A nivel das interpretações, claramente que o destaque total vai para a veterana Galina Vishnevskaya, numa prestação digna de um oscar. Outro oscar devia receber a excelente fotografia do filme. A banda sonora é riquíssima. O cenário parece real de tão bem concebido que está. O realizador, mais habituado a obras sobre a família, desta vez, deu-nos uma fita mais centrada em duas únicas pessoas : uma avó e um neto, cada qual com os seus problemas e tormentos. Uma avó que tem um grande orgulho naquele neto, apesar de saber que ele ganha a vida a matar gente. A dureza da guerra é aqui embelezada, não se vê sangue nem combates, apesar de estar lá tudo presente. Não precisa de ser visto, basta ser sentido.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Pasolini

Nome do Filme : “Pasolini”
Titulo Inglês : “Pasolini”
Ano : 2014
Duração : 80 minutos
Género : Biográfico/Drama
Realização : Abel Ferrara
Elenco : Willem Dafoe, Riccardo Scamarcio, Ninetto Davoli, Adriana Asti, Valerio Mastandrea, Maria de Medeiros, Francesco Siciliano, Andrea Bosca, Giada Colagrande, Damiano Tamilia, Roberto Zibetti.

História : Pier Paolo Pasolini, cineasta italiano, poeta e escritor conhecido internacionalmente, é um símbolo de luta contra o que está socialmente estabelecido. Os seus escritos originam escândalo e os seus filmes são perseguidos ou mal entendidos. Pasolini é, simultaneamente, objeto de admiração, estranheza e repúdio. No último dia da sua vida, o realizador encontra-se com a mãe e, mais tarde, com os amigos mais próximos. À noite, decide sair. Na madrugada seguinte, é encontrado brutalmente assassinado numa praia italiana.

Comentário : Só recentemente consegui ver este filme biográfico sobre aquilo que de mais importante aconteceu no dia em que o realizador italiano Pier Paolo Pasolini faleceu. Confesso que gostei bastante deste filme, não liguem às fracas classificações que o filme tem nos sites da especialidade. Não sei o que sucedeu ao cineasta naquele dia e respetiva noite, mas acredito que tenha sido mais ou menos como Abel Ferrara nos mostrou nesta fita. Pessoalmente, gostei bastante de cinco filmes seus. O meu filme preferido dele é “O Evangelho Segundo São Mateus”.

Pier Paolo Pasolini levou uma vida sempre na sombra da polémica, ele mesmo era um homem muito polémico, sobretudo pelas afirmações e convicções que possuia ou pelos filmes que fazia, veja-se por exemplo, o filme “Saló”. Era igualmente criticado pela sua orientação sexual, eu duvido que ele fosse totalmente gay, para mim, ele dava para os dois lados. Mas isso não interessa para a análise deste pequeno filme independente.

Willem Dafoe tem neste filme biográfico mais uma excelente prestação para anexar ao seu longo historial. O filme tem ainda uma excelente fotografia, as cenas à noite são belíssimas. Um filme invulgar, mas muito bom. Um último reparo, gostava de ter conhecido Pasolini pessoalmente, devia ser uma pessoa fascinante. Quanto ao filme, é cinema de qualidade. 

The Evening Dress

Nome do Filme : “La Robe Du Soir”
Titulo Inglês : “The Evening Dress”
Ano : 2009
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Myriam Aziza
Elenco : Alba Gaia Kraghede Bellugi, Sophie Mounicot, Leo Legrand, Barthelemy Guillemard, Armand Chidlin, Lucie Bourdeu, Sylvain Creuzevault, Raphaele Bouchard, William Fagnidi, Emile Bousleiman, Anais Hamadi, Sonia Ketteche, Grace Lunzayiladio, Manon Machado.

História : Como muitas meninas da sua idade, Juliette tem uma simpatia por uma professora, mas as coisas atingem um patamar que pode significar um ponto de não retorno, algo irreversível.

Comentário : Outro filme que me surpreendeu pela positiva em quase tudo, menos em relação ao final e a algumas prestações. É um filme francês. No centro da trama temos uma pré-adolescente com 12 anos, muito bonita, que possivelmente sofre de carência de uma presença masculina a sério lá em casa, esta deve ser uma boa explicação para o seu comportamento ao longo da fita. A linda Alba Gaia Kraghede Bellugi e a sua Juliette são as estrelas com mais brilho deste drama, aliás, a miúda, enquanto atriz e personagem, carrega o filme todinho às costas. Os méritos são todos desta pequena atriz e muito bem merecidos. A atriz que fez de mãe dela esteve muito mal e o ator que desempenhou o irmão mais velho, além de ter sido um irmão bem cabrão para a miúda, teve uma prestação nula. A prestação da atriz que desempenhou a professora foi outro pãozinho sem sal. 

Alba Gaia Kraghede Bellugi é mesmo a única coisa que manteve esta máquina bastante oleada, devia mesmo ter ganho um prémio qualquer pelo seu esforço. A sua personagem principal desce mesmo ao fundo do poço, tomando a decisão extrema de se suicidar e, talvez por ser menina, leva essa tarefa até ao final, lamentável é não ter conseguido o seu objetivo. Um bom filme com um péssimo final, a vida real raramente é boazinha connosco, na realidade, é bem cruel. O filme falhou na mensagem, trocou-a.