sábado, 30 de maio de 2015

Tangerines

Nome do Filme : “Mandariinid”
Titulo Inglês : “Tangerines”
Ano : 2013
Duração : 86 minutos
Género : Drama
Realização : Zaza Urushadze
Elenco : Lembit Ulfsak, Giorgi Nakashidze, Elmo Nuganen, Misha Meskhi.

História : Durante a guerra entre a Georgia e a Abecásia, a vida dos habitantes estonianos foi alterada, o que os obrigou a sair das aldeias e regressarem às suas terras de origem. As aldeias ficaram vazias, apenas alguns permaneceram. O idoso Ivo foi um desses habitantes que ficou para tratar das plantações.

Comentário : Estamos perante cinema europeu do melhor que há. Adorei este filme, tal como adorei a realização, o argumento e as interpretações principais. Esta é a história de três homens marcados por uma guerra inútil. O primeiro homem permanece na aldeia, mesmo vendo a sua querida neta partir com os restantes habitantes de lá. Temos um segundo homem que combate na guerra e fica ferido durante um ataque, sendo salvo e curado pelo primeiro e temos um terceiro homem na mesma situação. Apesar de serem de lados opostos da barricada, os dois feridos acabam por perceber, graças a Ivo, que são vitimas de um conflito que serve grandes interesses. Não revelo o final, apenas posso dizer que vi o filme e fiquei bastante emocionado com esta história. Somos todos seres humanos, independentemente de tudo o resto, é esta a grande lição de vida que se tira deste excelente filme.

Se Eu Fosse Ladrão... Roubava

Nome do Filme : “Se Eu Fosse Ladrão... Roubava”
Titulo Inglês : “If I Were A Thief... I'd Steal”
Ano : 2012
Duração : 90 minutos
Género : Drama Documental
Realização : Paulo Rocha
Produção : Paulo Rocha
Elenco : Carla Chambel, Lima Duarte, Raquel Dias, Isabel Ruth, Luis Miguel Cintra, Joana Bárcia, Norberto Barroca, Márcia Breia, João Cardoso, Chandra Malatitch, João Pedro Vaz, Paulo Rocha.

História : Partindo da memória familiar e da sua obra cinematográfica, Paulo Rocha revisita as suas origens e as referências mais marcantes da sua vida. Para isso, evoca a infância e juventude do pai, em particular o sonho de emigrar para o Brasil, para onde acabou por partir em 1909. Este tema familiar cruza-se constantemente com os seus filmes, algo que o leva a reflectir sobre a sua própria necessidade de partir.

Comentário : Estreado no festival de cinema de Locarno, Se Eu Fosse Ladrão... Roubava é o último filme de Paulo Rocha (que faleceu em Dezembro de 2012, com 77 anos de idade). No fundo, “Se Eu Fosse Ladrão... Roubava” é também, incrivelmente, uma autobiografia cinematográfica de Paulo Rocha. A estreia do derradeiro filme do realizador português, filme-testamento como nenhum outro, em conjunto com a reposição no Cinema Ideal (Chiado) em cópias restauradas dos seus dois primeiros e excelentes filmes, “Os Verdes Anos” e “Mudar De Vida”, é um acontecimento do máximo relevo, certamente pelo destaque dos três filmes, mas também porque repõem um autor crucial do cinema alternativo português no território da visibilidade. É importante olharmos para estes filmes do chamado cinema de autor e percebermos que poucos realizadores portugueses o seguem, apenas restavam Manoel de Oliveira e João César Monteiro, autores que faziam cinema que quase ninguém via ou queria ver, apenas direcionado para um tipo de público em particular. Actualmente, apenas nos resta Pedro Costa e talvez Marco Martins. É fulcral olharmos para estes dois filmes iniciais de Paulo Rocha e percebermos que o cinema português não é somente asneiras, futebol, gajas boas e sexo; mas também um dia, alguém fez cinema de verdade, hinos à sétima arte, coisa raríssima na nossa actualidade cinematográfica, tirando um ou outro que nos vai aparecendo, o mais recente foi, o ainda inédito para mim, “Cavalo Dinheiro” de Pedro Costa, sem esquecermos claro, os cineastas Joaquim Pinto e Joaquim Sapinho. 

Paulo Rocha.

Mudar De Vida

Nome do Filme : “Mudar De Vida”
Titulo Inglês : “Change One's Life”
Ano : 1966
Duração : 89 minutos
Género : Drama
Realização : Paulo Rocha
Elenco : Geraldo Del Rey, Isabel Ruth, Maria Barroso, João Guedes, Nunes Vidal, Constança Navarro, Mário Santos, Soares Couto, António Pinho.

História : Um ano depois de ter cumprido o serviço militar em África, Adelino regressa à vila onde nasceu. Lá chegado, descobre que Júlia, a rapariga que toda a vida amou, é hoje casada com Raimundo, o seu irmão. Triste e desiludido com a traição, Adelino sai à procura de trabalho. É assim que conhece Albertina, uma rapariga de espírito livre e fama de libertina que apenas deseja fugir daquele local. Com ela, Adelino vai ganhar coragem de se libertar do passado e acreditar na sorte que ainda lhes há-de caber.

Comentário : Tal como “Os Verdes Anos”, este “Mudar de Vida” é um dos melhores filmes portugueses, foi igualmente realizado por Paulo Rocha. Gostei imenso dos dois. Raramente se faz cinema desta qualidade em Portugal na actualidade. Vou confessar até uma cena, a qualidade do som destes dois filmes produzidos nos anos sessenta é bem melhor do que o som da maioria dos filmes portugueses da actualidade. A banda sonora continua de excelente qualidade, embora não seja neste segundo filme tão presente como havia acontecido no primeiro. Poderosas interpretações, uma excelente direção de atores, um bom argumento fazem desta obra, um filme essencial na “dvdteca” de qualquer cinéfilo. O nosso museu do cinema (Cinemateca) é responsável pela preservação e restauro de quase todas as obras antigas que vemos actualmente em reposição em espaços como o Nimas ou o Cinema Ideal. Espero que continuem a fazer esse trabalho, para que facultem ao nosso povo, filmes com imensa qualidade, raramente encontradas no actual cinema português. “Os Verdes Anos” e “Mudar de Vida” são dois filmes obrigatórios.

Os Verdes Anos

Nome do Filme : “Os Verdes Anos”
Titulo Inglês : “The Green Years”
Ano : 1963
Duração : 85 minutos
Género : Drama
Realização : Paulo Rocha
Elenco : Rui Gomes, Isabel Ruth, Ruy Furtado, Paulo Renato, Óscar Acúrcio, Carlos Jesus Alfonso, Manuel Bento, Julio Cleto, Olga Campos, Victor Dias, Henriqueta Domingues, Carlos Alberto Santos.

História : Júlio, um jovem provinciano de 19 anos, chega a Lisboa para tentar a sorte como ajudante de sapateiro. Um dia conhece Ilda, uma jovem e alegre empregada doméstica que, como ele, vive na esperança de um futuro melhor. A amizade entre ambos depressa se transforma num amor desmedido.

Comentário : Verdadeira obra prima do autor e realizador Paulo Rocha e do cinema português. Confesso que desconhecia a existência deste realizador, bem como do seu historial fílmico. Fiquei rendido ao seu cinema, aos seus filmes. A Midas fez muito bem, em conjunto com a Cinemateca e com o realizador Pedro Costa, ter feito o restauro do som e da imagem dos dois primeiros filmes de Paulo Rocha. Lamentável é estes filmes apenas estarem em exibição num único cinema em toda a cidade de Lisboa e num cinema a que quase ninguém vai (Cinema Ideal – Chiado).

Por aquilo que o filme mostrou, pareceu-me ter sido filmado principalmente na zona de Alvalade, Roma ou Areeiro. E depois temos aquela linda cena onde se vê o Rossio dos anos sessenta. Adorei ver os carros antigos e certas zonas por mim reconhecidas, enfim, adorei este filme. O final não é aquele que a maioria das pessoas desejava, mas a mim deixou-me bastante surpreendido pela positiva. Adorei a prestação da, na altura jovem, Isabel Ruth, que mulher. Por último, temos a banda sonora assinada por Carlos Paredes, que faz o filme brilhar ainda mais. Um dos melhores filmes portugueses de sempre.

I Am Curious – Blue

Nome do Filme : “Jag Ar Nyfiken – En Film I Blatt”
Titulo Inglês : “I Am Curious – Blue”
Ano : 1968
Duração : 107 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Vilgot Sjoman
Elenco : Lena Nyman, Vilgot Sjoman, Maj Hulten, Borje Ahlstedt, Sonja Lindgren, Bertil Wikstrom, Gunnel Brostrom, Bim Warne, Peter Lindgren, Gudrun Ostbye, Ulla Lyttkens.

História : Lena, uma jovem rapariga, procura novas experiências, pois quer descobrir tudo o que puder acerca da vida e da realidade em que habita. Recolhe informação acerca de tudo e todos, guardando as suas descobertas num arquivo. Explora o activismo político, a meditação e a sua própria sexualidade na busca incessante de conhecimento. Mas Lena continua a pretender algo mais.

Comentário : Segundo o realizador Vilgot Sjoman, foi feito um filme chamado “I Am Curious” e depois, com o material que sobrara do primeiro, fizeram um segundo filme e deram o mesmo nome, apenas alterando o titulo com duas cores no subtitulo – Yellow e Blue. Para mim, são dois filmes diferentes, que abordam temas diferentes, mas cuja a essência é a mesma. E essa essência é a busca de Lena por questões que atormentavam a sociedade sueca do final dos anos sessenta. A qualidade do regime político vigente na altura, o poder e a corrupção na Igreja, a insignificância da existência do serviço militar obrigatório, a sarna, a condição da mulher enquanto ser humano, a vergonha de ter filhos antes do casamento e do uso de contracetivos, os regimes ditaduriais, a igualdade de emprego entre homens e mulheres e entre os sexos, o facto de quem ganha menos trabalhar mais e aqueles que têm mais estudos e ganham mais serem aqueles que menos fazem, a pobreza face à riqueza, a sexualidade no seio da sociedade sueca nos anos sessenta, as diferenças sociais, enfim, todos estes temas são abordados e falados nos dois filmes.

Grande parte desses temas, continuam a ser debatidos na nossa dura actualidade. Basicamente é o que temos, quem tem muito poder, abusa sempre do mais fraco sem qualquer tipo de respeito ou dignidade. No caso deste segundo filme, Lena continua a ser a grande estrela, embora ela divida um pouquinho o protagonismo com Sonja Lindgren, as cenas passadas no campo e principalmente os momentos íntimos das duas ninas perto e no lago são as melhores partes do filme. Os dois filmes são importantes para a Suécia, mas também o são para quem os saiba apreciar, a humanidade muda em algumas coisas, mas as mentalidades raramente se alteram. Apesar de grande parte das vezes negarem, as pessoas permanecem bastante conservadoras em relação a certo tipo de assuntos, sendo a sexualidade o mais polémico deles. Lena continua neste segundo filme a entrevistar toda a gente que pode, com a intenção de saber mais sobre a vida, de satisfazer a sua curiosidade e nós, continuamos na dúvida se aquilo que vimos em duas fitas é real ou meramente ficção (dentro do filme em si), como disse no outro comentário, um filme dentro de outro filme.

I Am Curious – Yellow

Nome do Filme : “Jag Ar Nyfiken – En Film I Gult”
Titulo Inglês : “I Am Curious – Yellow”
Ano : 1967
Duração : 122 minutos
Género : Drama/Histórico
Realização : Vilgot Sjoman
Elenco : Lena Nyman, Vilgot Sjoman, Borje Ahlstedt, Peter Lindgren, Chris Wahlstrom, Marie Goranzon, Ulla Lyttkens, Marianne Johnson.

História : Lena, uma jovem rapariga, procura novas experiências, pois quer descobrir tudo o que puder acerca da vida e da realidade em que habita. Recolhe informação acerca de tudo e todos, guardando as suas descobertas num arquivo. Explora o activismo político, a meditação e a sua própria sexualidade na busca incessante de conhecimento.

Comentário : Esta semana, no Cinema Nimas (Av. 5 de Outubro em Lisboa), estrearam fora do circuito comercial, dois filmes bastante polémicos do realizador Vilgot Sjoman, este é o primeiro. A trama centra-se em Lena, uma jovem mulher de 22 anos que, ao mesmo tempo que é atriz fetiche do realizador em questão, quer entrevistar toda a gente que puder sobre o regime socialista em vigor no seu país, criando em casa uma espécie de arquivo em papel e em fita de tudo o que pesquisou e obteve até então. Aqui o grande problema é que o próprio realizador mistura tudo numa espécie de “salada russa”, e aquilo que nos faculta é um filme dentro de um filme. Por vezes, não sabia se estava a ver a ficção do filme ou a realidade do mesmo, afinal, tudo foi filmado como se de um documentário se tratasse. Lena Nyman esteve brilhante ao longo das duas horas de fita e é ela que carrega o filme todinho nos ombros, é dela que o filme vive. Podiam ter-nos dado uma banda sonora à altura da época, o filme assim o exigia, tal não aconteceu. A jovem protagonista ficou para sempre tristemente ligada a estes filmes. Fora feita outra versão do filme, que o realizador defendeu tratar-se do mesmo filme, mas com cenas e material que não havia entrado neste primeiro.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lena

Nome do Filme : “Lena”
Titulo Inglês : “Lena”
Ano : 2011
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Christophe Van Rompaey
Elenco : Emma Levie, Agata Buzek, Lisa Smit, Rifka Lodeizen, Niels Gomperts, Jeroen Willems, Chiem Vreeken, Blue Ter Burg, Kevin Wit, Arie Man.

História : Lena é uma adolescente gordinha e alguém que não desperta atração nos rapazes. Vive com uma mãe que não presta, estuda, trabalha num infantário e ainda arranja tempo para tirar um curso prático de dança. Um dia, salva um rapaz das garras da policia e acaba por se apaixonar por ele. No entanto, mais tarde, ela verifica que as coisas não são o que parecem.

Comentário : Gostei bastante deste filme independente. Desde logo pela prestação da jovem Emma Levie no papel da grande protagonista do filme, que interpretação brutal, a miúda entregou-se totalmente à sua personagem. Às tantas, não sabemos quem é pior, se o pai, se o filho. Lena acaba por se ver envolvida numa teia que funde sexo com amor, se é que alguma vez isso existiu entre ela e pai e filho. O filme possui excelentes planos e uma banda sonora bastante agradável. O filme foi criticado por ter um ritmo bastante lento, confesso que para mim, isso nunca consiste num problema. Lena, a protagonista, pode não parecer atrativa de inicio, mas até tem uma carinha bem bonita. E é uma menina muito simpática, que apenas quer ser feliz, quer fazer vida com um rapaz sincero, alguém que não lhe minta, aliás, como ela faz questão de mencionar no filme. Gostei igualmente do argumento, honestamente, encontrei poucas falhas. Muito sinceramente, fiquei fascinado, não com a atriz Emma Levie, mas sim com a sua personagem – Lena.

Slovenian Girl

Nome do Filme : “Slovenka”
Titulo Inglês : “Slovenian Girl”
Ano : 2009
Duração : 91 minutos
Género : Drama
Realização : Damjan Kozole
Elenco : Nina Ivanisin, Marusa Kink, Peter Musevski, Primoz Pirnat, Uros Furst, Dejan Spasic, Aljosa Kovacic, Andrej Murenc, Ales Valic, Marjuta Slamic, Alenka Kraigher.

História : Com o objetivo de obter a sua independência financeira, uma bela jovem prostitui-se. Após se meter numa alhada, ela decide dar um novo rumo à sua vida.

Comentário : Alexandra é o nome da nossa personagem principal e quem lhe dá vida é a sensual Nina Ivanisin, que fez o seu trabalho muito bem, que boa prestação. Este pequeno filme independente é oriundo dos países de Leste e eu confesso que já andava à bastante tempo para o ver, sim, o que me chamou à atenção para ele foi o seu poster super sugestivo e provocador (veja-se em cima). Esta é a história de um país em crise, onde jovens raparigas estudam de dia e, pela noite fora, ganham a vida a vender o corpo. Alexandra é mais uma delas, até ao dia em que se mete numa grande trapalhada. O filme oscila entre cenas boas e outras menos conseguidas, por exemplo, a cena ridicula da varanda era mesmo necessária ?. O filme tem personagens agradáveis e interessantes, por exemplo, a amiga de Alexandra ou o obeso com quem a nossa menina tem relações na meia hora final. O filme representou para mim, uma agradável surpresa na medida em que esperava pouco dele.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Grbavica

Nome do Filme : “Grbavica”
Titulo Inglês : “The Land Of My Dreams”
Ano : 2006
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Jasmila Zbanic
Elenco : Mirjana Karanovic, Luna Zimic Mijovic, Leon Lucev, Kenan Catic, Jasna Beri, Dejan Acimovic, Bogdan Diklic, Ermin Bravo, Jasna Zalica, Dunja Pasic, Sedina Muhibic, Sabina Turulja, Vanessa Glodjo, Sanja Buric, Hasija Boric.

História : Uma mãe solteira e respetiva filha fazem o que podem para viverem juntas em paz, porém, o espírito rebelde da jovem torna-se cada vez mais acentuado.

Comentário : Vi este filme do chamado cinema do mundo, neste caso é cinema da Bósnia. Lembro-me que fui na altura ao cinema ver este pequeno filme e já havia gostado dele naquela época. Voltei a vê-lo recentemente e voltei a gostar. O filme não é propriamente baseado em factos verídicos, mas podia bem ser, afinal a situação nele retratada aconteceu de verdade. Esta é a história de uma criança que nasceu devido à selvajaria própria da guerra, a sua mãe foi torturada e violada. O filme é bem dramático e tem uma mensagem muito forte. Mirjana Karanovic e a jovem Luna Mijovic possuem interpretações bestiais. A empatia entre as duas funcionou perfeitamente bem, por vezes, pareciam mesmo mãe e filha. Adorei a cena em que a miúda aponta a pistola à mãe. Não percebi porque motivo ela rapa o seu cabelo. Em resumo, é um bom filme sobre um drama humano.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

The Sisterhood Of Night

Nome do Filme : “The Sisterhood Of Night”
Titulo Inglês : “The Sisterhood Of Night”
Ano : 2014
Duração : 103 minutos
Género : Drama
Realização : Caryn Waechter
Elenco : Georgie Henley, Willa Cuthrell, Olivia DeJonge, Kara Hayward.

História : Três lindas adolescentes formam uma espécie de irmandade, uma decisão que vai causar confusão a muita gente e originar uma trágica morte.

Comentário : Depois da trilogia sobre “Narnia” e do filme “Perfect Sisters”, a jovem Georgie Henley aparece agora num novo drama, desta vez, acompanhada de outras duas belas jovens. Teve mais uma boa prestação, aliás, as suas duas colegas também estiveram muito bem. O argumento apresenta algumas falhas, mas a essência da coisa está lá. A ideia não é muito original, mas o filme resultou bem. A banda sonora é razoável e os personagens masculinos não passam de meros objetos de decoração. Aliás, o filme pertence todinho às três jovens protagonistas que nos deram três personagens principais bastante sólidas e a empatia entre elas resultou na perfeição. Destaque para a cena tocante em que Catherine rapa o lindo cabelo que tem e passa a noite ao lado da mãe no hospital. A sequência perto do final em que envolve uma série de ninas a dançar e a caminhar pelas ruas está muito bem concebida. Não é um dos melhores filmes do ano, mas fiquei satisfeito com ele. 

Poltergeist (2015)

Nome do Filme : “Poltergeist”
Titulo Inglês : “Poltergeist”
Ano : 2015
Duração : 95 minutos
Género : Terror
Realização : Gil Kenan
Produção : Sam Raimi
Elenco : Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Kennedi Clements, Kyle Catlett, Saxon Sharbino, Jared Harris, Jane Adams, Susan Heyward, Nicholas Braun, Karen Ivany, Soma Bhatia.

História : Uma familia muda-se para uma nova casa, sem saber que a habitação está construída por cima de um antigo cemitério. Aos poucos, começam a suceder coisas estranhas e a situação piora quando a filha mais nova do casal desaparece num armário.

Comentário : O filme “Poltergeist” de 1982 é um dos meus filmes preferidos e eu resolvi conferir este remake. Sejamos sinceros, alteraram muita coisa em relação ao original, mas temos que confessar que a essência da história permanece neste novo filme. Claro que este remake é inferior ao original, mas ainda assim, gostei de o ver. Alteraram imensa coisa em relação ao filme antigo e nenhum dos personagens alcança o nivel dos personagens da fita antiga. O caso mais flagrante passa-se com a pequena Kennedi Clements que não chega aos calcanhares da falecida Heather O'Rourke em praticamente tudo, a começar pela ausência do seu lado angelical e a terminar na interpretação. Mas confessemos que era impossivel arranjar uma menina igual a Heather O'Rourke. 

Basicamente, o que temos é um filme bastante aceitável que poderá desiludir os admiradores da fita original, filme esse que originou duas sequelas de fraca qualidade. A duração deste remake também é mais curta do que a do filme original, cerca de 15 minutos a menos, o que fez com que as coisas sucedessem a um ritmo bastante acelarado. Gostei da ideia do drone, mas não gostei do miúdo ter entrado no outro lado para ir buscar a irmã, tal como mostra o original, tinha muito mais lógica ter sido a mãe da miúda. Por outro lado, falta a este remake o tom realista que a fita de 1982 possuia. O palhaço não mete medo nenhum, ao contrário daquilo que acontecia com o filme produzido por Spielberg. Outro erro é o exagero de CGI, podiam ter feito algo mais artesanal e realista, tipo o que George Miller fez com o seu novo “Mad Max”, ou seja, usou o CGI o menos possível. A banda sonora não tem a potência que a do filme original. Enfim, pareceu-me que foi um remake feito à pressa e unicamente com a intenção de dar a conhecer ao novo público esta história fantástica. Em resumo, este remake é um filme aceitável, mas não possui nem a magia e nem a emoção e medo que o original tinha. 

sábado, 16 de maio de 2015

It Follows

Nome do Filme : “It Follows”
Titulo Inglês : “It Follows”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Terror
Realização : David Robert Mitchell
Elenco : Maika Monroe, Lili Sepe, Olivia Luccardi, Keir Gilchrist, Daniel Zovatto.

História : Depois de um mau encontro e respetiva experiência sexual, uma linda jovem passa a ser perseguida por uma estranha força sobrenatural que lhe provoca, entre outras coisas, visões horríveis.

Comentário : Ora cá está uma enorme surpresa vinda do género do horror. Apesar de não ter percebido algumas coisas, adorei este filme. A fita tem um argumento inédito e muito bem escrito, diálogos serenos e enigmáticos, uma excelente fotografia e banda sonora (aqueles sons mágicos), tem ainda uma montagem que representa uma novidade na arte de filmar e, além disso, possui um final totalmente inconclusivo. As três jovens atrizes e os dois também jovens atores cujos nomes estão escritos em cima tiveram excelentes interpretações, sendo a linda Maika Monroe portadora do merecido destaque. Confesso nunca ter visto um filme montado e filmado como este está, fiquei totalmente surpreendido pela positiva. Uma pérola fílmica única.

Não se trata de terror físico, mas sim, de um terror psicológico e quase ausente, por outras palavras, ele está sempre presente, raramente se vê, mas entrou e ficou. Se saiu, não se sabe, nunca se saberá, mas transita, através das relações sexuais. Greg devia gostar mesmo de Jay, para querer ficar também ele com a maldição a troco de fazer amor com ela. A sequência na piscina municipal está brutal. Maika Monroe é linda, eu próprio também confesso que não me importava de fazer amor com aquela coisinha linda, mesmo sabendo da probabilidade de passar a ser seguido pela entidade maléfica. Talvez esteja a exagerar, mas nunca resisto, faço sempre tudo por uma linda rapariga. Não aconselho este filme aos fanáticos pelo cinema de horror que envolva muito sangue e muita violência. É uma obra solene, muito parada e com pouquíssimo terror, este é apenas psicológico, apenas surge quase sempre nas visões da nina protagonista. E que linda que ela (Maika Monroe) é, pela manhã...


Abraços Cinéfilos.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

White God

Nome do Filme : “Feher Isten”
Titulo Inglês : “White God”
Ano : 2014
Duração : 117 minutos
Género : Drama
Realização : Kornel Mundruczo
Elenco : Zsófia Psotta, Sandor Zsoter, Lili Horvath, Szabolcs Thuroczy, Lili Monori, Karoly Ascher, Erika Bodnar, Alexandra Gallusz, Luke, Body.

História : O melhor amigo do homem revolta-se contra o seu mentor.

Comentário : Fiquei maravilhado com este filme. E, se um dia, os cães se revoltassem com os humanos e os atacassem ? Basicamente, é isso que se passa neste curioso filme. A pequena atriz Zsófia Psotta e todos os cães envolvidos carregam o filme todo aos ombros, os méritos vão todos para eles, mas principalmente para os dois cães que dividiram o papel de canino protagonista – Luke e Body como Hagen. É mesmo um filme que dá que pensar. Adorei a curta cena do semáforo e da passadeira. Se o filme tem efeitos especiais, eu não os notei, tal não foi a perfeição das cenas. Apesar de ser um filme que fala de gente sem coração, é um filme com um grande coração e com uma mensagem bem forte. Volto a dizer, a jovem que desempenhou o papel da humana protagonista teve cenas bestiais, veja-se a morosa sequência da discoteca ou a cena em que ela vomita quando vê o corpo do lojista cheio de sangue. Não aconselho este filme às pessoas sensíveis, principalmente às que adoram animais. Apesar dos exageros do filme e de um ou outro erro, estamos perante uma obra bastante aceitável.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Gett

Nome do Filme : “Gett”
Titulo Inglês : “Gett : The Trial Of Viviane Amsalem”
Ano : 2014
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Ronit Elkabetz/Shlomi Elkabetz
Elenco : Ronit Elkabetz, Simon Abkarian, Gabi Amrani, Dalia Beger, Shmil Ben Ari, Abraham Celektar, Rami Danon, Sasson Gabai, Eli Gornstein, Evelin Hagoel, Keren Mor, Menashe Noy, David Ohayon, Roberto Pollack.

História : Há já vários anos que Viviane abandonou o lar. Agora, quer oficializar a separação, de modo a deixar de ser marginalizada pela sociedade conservadora em que vive. Em Israel, os matrimónios civis não existem e ainda é aplicada uma lei religiosa ancestral que estipula que somente o marido ou um tribunal rabínico pode conceder o divórcio. Apesar disso, Viviane quer poder contar com o sistema judicial para obter aquilo que considera ser um direito seu – um divórcio legal. O marido, mesmo ciente de que nunca terá o seu amor e que aquela união não faz sentido para nenhum dos dois, recusa-se terminantemente a deixá-la seguir a sua vida. Apesar disso, Viviane está disposta em avançar e não pensa no preço que terá que pagar por essa decisão.

Comentário : É impressionante vermos como ser mulher em alguns países é sinónimo de uma vivência infernal, a quase todos os niveis. Este filme faz lembrar um outro filme chamado “Uma Separação”, pelo seu tema único – o divórcio. Seja por uma razão machista, seja por uma questão religiosa, quase todos os homens nestes países negam os divórcios às respetivas mulheres, fazendo das suas vivências um verdadeiro inferno. Sejamos sinceros, para mim, esses homens são uns atrasados. Pessoalmente, não sigo religião nenhuma e, muito sinceramente, a religião não beneficia a vida a nenhum ser humano (salvo encher os bolsos a quem as dirige), pelo contrário, em nome das religiões cometeram-se algumas das piores barbaridades da história. Mas isso são contas de um outro rosário.

O filme em si, é muito bom, gostei bastante dele, tal como havia gostado de “Uma Separação”. É bom haver cineastas que concebam filmes que denunciem os males dos seus próprios países. Até mesmo para que o povo ocidental saiba quanta ignorância existe no mundo. Por exemplo, nesses países, é uma anormalidade obrigarem as mulheres a andarem todas tapadas, algumas usando um lenço, outras apenas com os olhos à mostra. Mas o mundo está repleto de maldade, de injustiças, de crimes e do poder do mais forte sempre a meter a pata no mais baixinho, neste último caso temos o nosso próprio governo e todos os outros desde o 25 de Abril. Podiamos falar nas matanças dos golfinhos nas baías do Japão, podiamos falar na condenável e criminosa excisão genital feminina ou ainda no tal “dois pesos e duas medidas”, em todos os países, os grandes imperam sempre sobre os mais fracos. Mas estamos aqui a falar de uma coisa tão simples chamada divórcio. Uma mulher não pode ser obrigada a viver com um homem que já não ama e ponto final, é um direito humano. A mulher nunca foi e jamáis será inferior ao homem, pelo contrário, elas são melhores que nós em quase tudo, menos na força bruta. Mas este mundo nunca irá mudar. O filme fala de mulheres a quem lhes é negada a liberdade por homens nojentos que não passam disso mesmo, de uns homens nojentos. Lamentável é não existirem filmes que denunciem todos os males e todas as injustiças do mundo. Quanto a “Gett”, é um bom filme.

domingo, 10 de maio de 2015

Maggie

Nome do Filme : “Maggie”
Titulo Inglês : “Maggie”
Ano : 2015
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Henry Hobson
Elenco : Arnold Schwarzenegger, Abigail Breslin, Joely Richardson, Laura Cayouette, Amy Brassette, Denise Williamson, Raeden Greer, Carsen Flowers, Jessy Hughes.

História : O mundo foi vitima de um virus que transforma seres humanos em uma espécie de zombies, embora neste caso, a transformação seja lenta. Wade vive essa triste situação em casa, a sua filha adolescente, Maggie, foi mordida e agora está protegida pelo pai, um homem disposto a tudo para ficar perto da filha, até ao seu último minuto de lucidez, mesmo que tenha a sua própria vida em risco.

Comentário : Arnold Schwarzenegger é um ator que sempre fez filmes da treta, conta-se pelos dedos os filmes sérios que fez. Foi justo terem-lhe dado este papel neste filme dramático, cujo tema foge imenso à maioria dos filmes de mortos vivos. Assim, arrisco-me a dizer que Arnold Schwarzenegger tem neste “Maggie” a melhor interpretação da sua longa carreira. Abigail Breslin está igualmente memorável, mas no caso da jovem, não é de admirar que tenha uma excelente prestação, mais uma vez. O restante elenco fez o devido esforço para que as coisas ficassem como era previsto. Adorei a banda sonora, muito triste e deprimente. Adorei a fotografia e o modo como foi filmado.

Este filme independente tocou-me bastante a quase todos os níveis. Somente dois tipos de pessoas entendem este filme : aqueles que têm filhos e aqueles que têm a sensibilidade muito apurada. Eu encaixo-me no segundo caso. Além disso é um filme muito lento e bastante parado. A cena em que a filha beija o pai numa das últimas cenas fez-me chegar as lágrimas aos olhos. Um último reparo, é possivelmente o filme de zombies que mostra realmente aquilo que podia suceder de isto fosse verdade. Não aconselho este filme àqueles que adoram um bom filme de zombies, porque não o é. Quanto a mim, adorei. 

Timbuktu

Nome do Filme : “Timbuktu”
Titulo Inglês : “Timbuktu”
Ano : 2014
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Abderrahmane Sissako
Elenco : Ibrahim Ahmed, Abel Jafri, Toulou Kiki, Layla Mohamed, Mehdi Mohamed, Hichem Yacoubi, Kettly Noel, Fatoumata Diawara, Adel Mahmoud Cherif, Salem Dendou, Mamby Kamissoko, Zikra Oualet Moussa.

História : Numa pequena cidade no norte de Mali controlada por extremistas religiosos, uma familia tem a sua rotina alterada quando um pescador mata uma das suas vacas. Ao tirarem satisfações do ocorrido, o pescador acaba morto. Tudo isto gera um enorme tumulto.

Comentário : É cinema do mundo, é um filme da Mauritânia. Fiquei surpreendido pela positiva com este pequeno filme. O filme tem um ritmo lento, mas isso não me demoveu de o continuar a ver. A fita mostra a realidade daquele país, de um povo que vive em permanente tumulto com grupos extremistas que insistem em impôr as suas regras, usando para isso, a violência. Todos tiveram prestações convincentes. Em relação à familia que vê a vaca ser morta pelo pescador, mãe e filha são muito bonitas. É também um filme que tem uma componente política, ou não tivesse peixe graúdo por detrás daquele grupo extremista. A realização é boa e a fotografia é apelativa. Basicamente, é um filme que mostra a realidade de um país, que mostra a vida do povo que habita naquela parte do mundo, um povo que vive sob fortes regras, impostas por gente indesejável. Bom filme. 

Dawn Of The Dead

Nome do Filme : “Dawn Of The Dead”
Titulo Inglês : “Dawn Of The Dead”
Ano : 2004
Duração : 106 minutos
Género : Terror
Realização : Zack Snyder
Elenco : Sarah Polley, Ving Rhames, Jake Weber, Mekhi Phifer, Ty Burrell, Michael Kelly, Michael Barry, Kevin Zegers, Inna Korobkina, Lindy Booth, Jayne Eastwood, Kim Poirier, Matt Frewer, Louis Ferreira, Kim Roberts, Hannah Lochner.

História : Um estranho virus mutante surgiu no nosso planeta e, alastrando-se depressa, foi contaminando a população. Para contrair o virus, basta haver contato sanguíneo, uma mordida chega. Caberá a Ana e a um pequeno grupo de sobreviventes tentar chegar com vida a uma ilha, o único local naquele país onde o virus ainda não chegou.

Comentário : George A. Romero é possivelmente o melhor cineasta a retratar o tema dos mortos-vivos no meio cinematográfico. E este filme é um remake de uma das suas obras, que funciona igualmente como uma espécie de homenagem por parte de Zack Snyder à obra do realizador. Confesso nunca ter visto o original, mas adorei este remake. Apesar de gostar deste tipo de filmes, já estou cansado do tema e tento não ver filmes do género. Este filme é de 2004, na altura, fui vê-lo ao cinema. Gostei naquela altura, revi-o recentemente e voltei a gostar. Tem cenas espectaculares, como por exemplo, quando a bilha rebenta no meio dos zombies, a imagem é vista de cima. Gostei da sequência da grávida e do respectivo bebé zombie. É também o filme em que eu mais gostei de ver o ator Jake Weber. Sarah Polley está brutal neste registo. Um último reparo, vi a versão do realizador, com mais sete minutos.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Casanova Variations

Nome do Filme : “Casanova Variations”
Titulo Inglês : “Casanova Variations”
Ano : 2014
Duração : 114 minutos
Género : Drama/Biográfico/Histórico
Realização : Michael Sturminger
Elenco : John Malkovich, Victória Guerra, Fanny Ardant, Maria João Bastos, Veronica Ferres, Tracy Ann Oberman, Marina Albuquerque, Lola Naymark, Maria João Pinho, Jonas Kaufmann, Maria João Luis, Miguel Monteiro, Christopher Purves, Kerstin Avemo, Miah Persson, Topi Lehtipuu, Barbara Hannigan, Christiane Lutz, Kate Lindsey, Ana Maria Pinto, Anna Prohaska, Isabel Francisco, Inês Faria.

História : Giacomo Casanova nasceu em Veneza em 1725. Célebre pela sua existência libertina, foi um sedutor e amante instigado por um desejo de aventura e conhecimento que nunca o abandonou, nem na velhice. De espírito temerário, passou grande parte da vida em viagens pela Europa, onde foi encontrando algumas das mais importantes personalidades do seu tempo, como Mozart, Voltaire ou Rousseau. Mais tarde, já em idade avançada dedicou-se à escrita de uma longuíssima obra biográfica onde confessou as suas aventuras. Um dia, ele recebe a visita de Elisa Van Der Recke, uma bela e misteriosa mulher que o fará recordar o passado, as suas paixões e, sobretudo, o seu constante medo da morte.

Comentário : Vou iniciar o meu comentário a este filme, dizendo que John Malkovich é um dos meus atores favoritos e prefiro vê-lo em dramas do que em filmes comerciais. Passando ao filme. Foi feito em parceria com o nosso país e tem John Malkovich como ator principal. No inicio da fita, vemos o elenco e o próprio John Malkovich a prepararem-se para assistir a algo, na actualidade. Depois, aquilo que temos é uma mistura perfeita entre cinema, teatro e ópera. Pessoalmente, adorei o filme. Os atores cantam muito bem aquele género musical, confesso que John Malkovich é um ator bastante versátil, para além de adorar o nosso país e de ter cá casa e negócios. Por vezes, durante o filme, notei que havia uma mistura da peça de teatro com a própria vida de Casanova em si, como se fosse um filme de época e ao mesmo tempo uma fita a recriar uma peça de teatro e uma ópera sobre aquele homem.

Todo o restante elenco esteve muito bem, embora eu ache que a nossa Maria João Bastos tenha sido uma espécie de peça de decoração, ou seja, não estava lá a fazer nada, uma atriz desconhecida e o resultado era o mesmo. Fiquei surpreendido com a nossa Victória Guerra, linda e poderosa, neste filme estava quase irreconhecível, ainda que tenha sido dona de uma das melhores prestações no que ao elenco feminino diz respeito. Penso que o filme funciona como uma espécie de homenagem ao homem nele retratado. Na minha opinião, é o melhor filme sobre Giacomo Casanova feito até à data. E John Malkovich saiu-se bem em praticamente tudo, ele é um verdadeiro senhor. De destacar também a riquíssima banda sonora, de excelência. Adorei a sequência dos espelhos e os diálogos complexos e quase sempre cantados que povoaram o filme todo. E o filme termina como começou. Mais um dos melhores filmes que vi este ano. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

The Kings Of Summer

Nome do Filme : “The Kings Of Summer”
Titulo Inglês : “The Kings Of Summer”
Ano : 2013
Duração : 90 minutos
Género : Aventura
Realização : Jordan Vogt Roberts
Elenco : Erin Moriarty, Nick Robinson, Gabriel Basso, Moises Arias, Alison Brie, Gillian Vigman, Nick Offerman, Craig Cackowski, Nathan Keyes, Megan Mullally, Marc Evan Jackson, Eugene Cordero, Lili Reinhart.

História : Dois amigos estão cansados dos pais e das constantes regras que estes lhes impõem nos seus quotidianos. Assim, os dois juntam-se a um terceiro rapaz e vão os três construir uma grande cabana no meio da floresta, local onde passam a viver, só eles e a natureza.

Comentário : Esta noite vi este pequeno filme independente de aventura, confesso que não gostei muito dele. A ideia é boa, três rapazes vão morar para o meio do mato numa cabana por eles construída, tudo porque estão cansados da vida que levam com as familias. Mas o realizador leva as coisas para o lado cómico, originando algumas sequências cómicas e mesmo ridiculas que em nada se conjugam com o tema do filme. Algumas dessas cenas irritaram-me. Depois temos personagens estúpidos como os policias ou os pais dos dois jovens principais. O filme tem até alguns erros de lógica, talvez devido ao argumento fraco. Certas coisas não batem certo. Como pontos positivos, destaco as interpretações dos três jovens protagonistas, notei que houve da parte deles um grande esforço para que as coisas resultassem. Um último reparo, Erin Moriarty é linda. Basicamente, até pode ser um bom filme, mas eu não gostei. 

domingo, 3 de maio de 2015

Still The Water

Nome do Filme : “Futatsume No Mado”
Titulo Inglês : “Still The Water”
Ano : 2014
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Naomi Kawase
Produção : Naomi Kawase
Elenco : Nijiro Murakami, Jun Yoshinaga, Miyuki Matsuda, Tetta Sugimoto, Makiko Watanabe, Jun Murakami, Hideo Sakaki, Sadae Sakae, Kazuro Maeda, Mitsuaki Nakano, Yukiharu Kawabata, Yukiyo Maeda, Kinue Yasuda, Fujio Tokita.

História : Na ilha de Amami, os habitantes vivem em harmonia com a natureza, pensam que um deus habita em cada árvore, cada pedra e cada planta. Numa noite de verão, Kaito descobre o corpo de um homem no mar e a amiga Kyoko vai ajudá-lo a desvendar este mistério. Juntos, aprendem a ser adultos e descobrem os ciclos da vida e do amor.

Comentário : O título português deste filme é “A Quietude da Água”, eu chamaria antes “Que Quietude de Filme”. Tudo porque o filme segue a um ritmo muito lento, quase parado, embora para mim isso não tenha sido um problema. Porém, em algumas partes a narrativa acelera um pouco. O filme possui imensos planos de camara que são uma excelência, veja-se as sequências passadas debaixo de água, por exemplo. A realizadora tentou fazer um bom trabalho, embora a filmagem apresente falhas em algumas cenas. Nota-se que o filme foi concebido com poucos meios. O casal protagonista é a alma do filme, embora grande parte do elenco secundário também tenha tido boas prestações. Não sei se era mesmo necessário mostrarem as cenas das duas matanças das cabras. Volto a dizer, as sequências em que o casal protagonista nada calmamente debaixo de água são belíssimas e estão muito bem filmadas. A empatia entre os dois jovens resultou muito bem e foi bem evidente ao longo das duas horas de projeção. Outra coisa que tenho que destacar é a banda sonora, quase toda composta pelo som do mar ou do vento, o que funcionou igualmente como uma mais valia. Bom filme.

Beloved Sisters

Nome do Filme : “Die Geliebten Schwestern”
Titulo Inglês : “Beloved Sisters”
Ano : 2014
Duração : 140 minutos
Género : Drama/Romance/Histórico
Realização : Dominik Graf
Elenco : Hannah Herzsprung, Henriette Confurius, Claudia Messner, Florian Stetter, Ronald Zehrfeld, Maja Maranow, Michael Wittenborn, Andreas Pietschmann, Anne Schafer, Peter Schneider, Eli Wasserscheid, Christine Zart, Ulrich Blocher, Eva Maria Hofmann, Thomas Kornack.

História : A história do triângulo amoroso das irmãs Caroline e Charlotte com o escritor Friedrich Schiller. As irmãs sempre foram muito próximas e amigas uma da outra, e partilhavam de um coração e alma muito interligados. Com a chegada de Schiller, as duas se vêm presas a um mesmo amor, e são levadas pelo escritor, que se apaixona pelas duas igualmente. Caroline é casada, mas vive uma vida infeliz com o marido, e encontra em Schiller o seu conforto. Já Charlotte vivia sonhando com um bom marido, e vê igualmente em Schiller o homem da sua vida. Os três começam a viver um romance juntos, mas os laços das duas irmãs podem não ser tão fortes a ponto de sustentar a relação.

Comentário : Hoje vi este belíssimo filme de época que confesso ter gostado. Esta é a história de vida e de amor de duas irmãs pelo mesmo homem, cada uma delas o ama à sua maneira. Segui o filme com bastante interesse, confesso nunca me ter aborrecido ao longo das quase duas horas e meia de duração. As atrizes protagonistas que fazem de irmãs representaram muito bem e gostei também da prestação do ator que desempenhou o papel de Schiller. A atriz veterana que fez de mãe delas também não esteve nada mal. A recriação de época estava impecável e o guarda roupa também. Notei uma boa química entre as duas atrizes protagonistas, sejam como personagens seja enquanto profissionais. Não gostei muito da banda sonora, pelo menos de alguns pontos. O argumento apresentou algumas falhas, embora eu tenha imensa curiosidade em saber se esta história aconteceu de verdade, tal como nos foi mostrada pelo realizador. Adoro filmes que sejam baseados em acontecimentos verídicos. O final é dramático, mas bastante informativo.

A Thousand Times Good Night

Nome do Filme : “Tusen Ganger God Natt”
Titulo Inglês : “A Thousand Times Good Night”
Ano : 2013
Duração : 115 minutos
Género : Drama
Realização : Erik Poppe
Elenco : Juliette Binoche, Nikolaj Coster Waldau, Lauryn Canny, Adrianna Cramer Curtis, Maria Doyle Kennedy, Chloe Annett, Carl Shaaban, Larry Mullen Jr, Denise McCormack, Eve Macklin, Mads Ousdal.

História : Rebecca é uma fotojornalista que tem dedicado a sua vida a documentar os dramas vividos nos piores cenários de guerra. Um dia, na sua obsessão de captar o instante que faz a diferença, acaba ferida enquanto faz um trabalho sobre bombistas suicidas no Afeganistão. Durante a sua recuperação em casa, na Irlanda, ela tem de lidar com os sentimentos de frustração de Marcus, o marido, e de Steph e Lisa, as filhas de ambos, que sofrem constantemente com a ausência da mãe, nunca sabendo se a voltarão a ver. Durante essa estadia, Steph, a filha mais velha, fica particularmente interessada no trabalho da mãe e na questão humanitária que, na verdade, está por detrás das suas motivações. É então que mãe e filha decidem fazer uma viagem até um campo de refugiados no Quénia. Marcus concorda, supondo que a viagem será segura. Porém, uma vez lá chegadas, o acampamento é assaltado por um grupo armado que ataca e mata indiscriminadamente.

Comentário : Juliette Binoche é uma das melhores atrizes francesas, quem sabe do mundo e eu adoro vê-la actuar. Neste seu novo filme, ela é Rebecca. Rebecca é uma mulher que liga pouco ao marido e dá pouca atenção às filhas. Na realidade, ela é uma mãe ausente, o seu emprego assim o obriga. Rebecca está quase sempre fora, ela é fotógrafa, uma das melhores do mundo e consegue surpreender os chefes, ainda que tenha a própria vida permanentemente em risco. Ela capta os melhores momentos e dramas das guerras, mas perde os melhores momentos das vidas das filhas, como por exemplo, os seus aniversários e as suas passagens de ano na escola. Ela é uma mulher sempre dividida entre a familia e o trabalho.

Pessoalmente, gostei bastante deste filme, aborda temas muito sérios e problemáticos. Juliette Binoche possui a melhor interpretação do filme. Mas não é a única estrela do elenco a brilhar, a seu lado, existe uma linda jovem (foto em cima) atriz chamada Lauryn Canny, que teve uma excelente prestação para uma menina cuja presença neste filme foi a sua primeira incursão neste meio artístico. O mais chocante neste filme é sabermos na perfeição que aquelas situações existem de verdade, é o mundo que temos. Destaque fulcral para a fotografia do filme, está excelente. Podemos ainda contar com excelentes planos e muito realismo. No entanto, como algo que não tivesse gostado, tenho que salientar aquele twist que não me convenceu minimamente em que o pai das miúdas autoriza que a filha mais velha vá com a mãe para um campo de refugiados, quando ele próprio se pudesse, até proíbia a esposa de ir para lá trabalhar. Mas, tirando isso, estamos perante um grande filme. 

Foxfire

Nome do Filme : “Foxfire”
Titulo Inglês : “Foxfire”
Ano : 2012
Duração : 145 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Laurent Cantet
Elenco : Ali Liebert, Michelle Nolden, Tamara Hope, Raven Adamson, Madeleine Bisson, Katie Coseni, Rachael Nyhuus, Claire Mazerolle, Paige Moyles, Alexandria Ferguson, Chelsee Livingston Hennebury, Jennifer Waxman, Trish Rainone, Catherine Disher, Ian Matthews, David Patrick Green, Joris Jarsky, Brandon McGibbon, Briony Glassco, Jean Michel Gal, Kent Nolan, Matthew Deslippe, Christian Lloyd, Mason Cardwell, Joey Iachetta, Lindsay Rolland Mills, Zack Martin, Mark Grandmont.

História : No decorrer da década de 1950, uma série de jovens raparigas formam um grupo que mais tarde se transforma num perigoso gangue.

Comentário : Lembram-se do excelente filme “A Turma”, pois bem este “Foxfire” é o novo filme do realizador dessa obra. Não entendo a má classificação do filme nos sites, pessoalmente, já vi o filme em questão e gostei bastante dele. É certo que o filme é um pouco parado e de certo que não agradará à maioria, mas possui uma boa história, que eu desconheço se será ou não verdadeira. Raven Adamson está brilhante neste filme, é a melhor prestação da fita. Todas as outras moças fizeram um bom trabalho. Esta é a história de um grupo de raparigas, a maior parte delas muito à frente para a época, elas apenas queriam uma chance de serem diferentes, mas as coisas deram para o torto. Gostei dos primeiros 120 minutos de filme, mas a seguir as coisas seguem um rumo estúpido e os últimos vinte minutos de imagens tornam o final em algo ridiculo. Digo isto, porque um filme destes merecia um final digno, mas isso não aconteceu.

Vale Abraão

Nome do Filme : “Vale Abraão”
Titulo Inglês : “Abraham's Valley”
Ano : 1993
Duração : 200 minutos
Género : Drama
Realização : Manoel De Oliveira
Produção : Paulo Branco
Elenco : Leonor Silveira, Luis Miguel Cintra, Ruy de Carvalho, Cecile Sanz de Alba, Luis Lima Barreto, Micheline Larpin, Diogo Dória, José Pinto, Filipe Cochofel, João Perry, Glória de Matos, António Reis, Isabel Ruth, Dina Treno, Dalila Carmo, Paula Seabra, Laura Soveral, Sofia Alves, Beatriz Batarda, Vanda Fernandes, Leonor Viseu, Isabel de Castro, Júlia Buisel, Antonio Wagner, Juliana Samarine, Josefina Hungaro, Monique Dodd, Miguel Guilherme, Mário Barroso, Ricardo Trepa.

História : Ema é uma rapariga de beleza ameaçadora. Para Carlos, o marido com quem casou sem amor, um rosto como o seu pode justificar a vida de um homem. O seu gosto pelo luxo, as ilusões que tem na vida, o desejo que inspira os homens, fazem-lhe valer o epíteto de “A Bovarinha”. Conhecerá três amantes, mas esses amores sucessivos não conseguem suster um sentimento crescente de desilusão que a leva a definir-se como nada mais que um estado de alma à deriva.

Comentário : Este filme é considerado por muitos como sendo um dos cinco melhores de Manoel de Oliveira, pessoalmente, penso o mesmo. Confesso que vi o filme pela primeira vez na minha adolescência e sempre que posso, volto a vê-lo. Não é uma obra fácil de ser visionada, a sua excessiva duração fala por si, mas para aqueles que se deixarem levar, é uma boa viagem. Os pontos mais altos do filme são a beleza e a interpretação de Leonor Silveira. Podemos contar com planos estáticos e longos, com um narrador quase sempre presente, com lindas paisagens, com belíssimas imagens e estamos perante um filme cuja natureza está quase sempre patente. Gostei de ter visto um Miguel Guilherme ainda muito novo. Vi Sofia Alves quando ela era linda e gostei de ter testemunhado mais uma vez o fabuloso desempenho de todo um grupo de secundários que não desiludiram. Não é filme aconselhado à maioria, claramente, mas é cinema de grande qualidade. Um último reparo, os diálogos, apesar de teatrais, são excelentes. Adorei este filme.

O Sangue

Nome do Filme : “O Sangue”
Titulo Inglês : “The Blood”
Ano : 1989
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Pedro Costa
Produção : José Bogalheiro
Elenco : Pedro Hestnes, Nuno Ferreira, Inês de Medeiros, Canto e Castro, Luís Miguel Cintra, Isabel de Castro, Henrique Viana, Luis Santos, Manuel João Vieira, Sara Breia, José Eduardo, Ana Otero.

História : Vicente, dezassete anos, vive com o irmão Nino, dez anos de idade, e seu pai doente em uma casa abandonada nos arredores da capital. Eles não parecem se lembrar da mãe, e são muito ligados a seu pai, apesar do seu temperamento, e suas frequentes ausências de casa. Um dia, algo altera as suas vidas para sempre.

Comentário : A nivel do cinema de autor, Pedro Costa é o cineasta português mais reconhecido lá fora. Ao lado de Manoel de Oliveira e de João César Monteiro, Pedro Costa é um dos melhores realizadores portugueses. A prova disso é o seu recente filme “Cavalo Dinheiro”, que é considerado um dos melhores filmes do ano por alguns criticos estrangeiros. Confesso que estou ancioso para o ver. Até lá, resolvi ver este seu primeiro filme, que tenho que dizer que gostei mais ou menos, mas mais para mais. Falando deste pequeno filme, gostei imenso da fotografia, possivelmente uma das melhores vistas em filmes nacionais. A nivel das interpretações, gostei da prestação do pequeno Nuno Ferreira e da talentosa Inês de Medeiros. O argumento é ligeiramente confuso, houve coisas que não percebi. Outras que não foram explicadas. Mas no geral, é um bom filme, mas talvez eu tenha que o ver uma segunda vez, para tentar entender algumas coisas que à primeira não captei. Um último à parte, adorava ver a “Trilogia das Fontaínhas”, concebida por Pedro Costa e da qual “Cavalo Dinheiro” talvez funcione como sequela.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Call Girl

Nome do Filme : “Call Girl”
Titulo Inglês : “Call Girl”
Ano : 2012
Duração : 136 minutos
Género : Drama/Biográfico
Realização : Mikael Marcimain
Elenco : Pernilla August, Sofia Karemyr, Josefin Asplund, Simon Berger, Anders Beckman, Sven Nordin, David Dencik, Hanna Ullerstam, Sverrir Gudnason, Maria Alm Norell, Lena Eriksson, Jade Viljamaa, Eddie Hulten, Max Nilen, Ruth Vega Fernandez, Jennie Silfverhjelm, Emilie Jonsson, Frida Rohl, Louise Peterhoff, Outi Maenpaa, Natacha Mutomb Dacken, Magnus Krepper, Claes Ljungmark, Kristoffer Joner.

História : Nos anos 70, uma linda adolescente chamada Iris é deixada pela mãe num centro de acolhimento juvenil, onde a jovem acaba por reencontrar uma amiga. As duas conhecem uma mulher que gere prostitutas para clientes da alta sociedade e até políticos. Iris e a amiga acabam por serem também inseridas nesse negócio e são levadas a conhecer um mundo completamente novo para elas.

Comentário : Este filme aborda uma situação verídica que aconteceu no decorrer dos anos 70 e que envolveu políticos e gente muito importante. Se o filme é impressionante ao longo das suas mais de duas horas, o final, pelo contrário, não representa surpresa alguma. Afinal, os ricos e poderosos safam-se sempre da porcaria que fazem, é tudo sempre encoberto e abafado; no nosso país também é assim, veja-se os casos recentes que inundam as noticias. Chega mesmo a ser revoltante aquilo que se passou com Iris e com Sonia, embora elas não tenham sido as únicas a embarcar naquele mundo sujo e nojento. Sempre houve e sempre haverá por aí muitas Iris e muitas Sonias a caírem no conto do vigário e a serem vítimas de gente nojenta. A veterana Pernilla August esteve muito bem neste filme. Mas as grandes estrelas da fita foram as jovens Sofia Karemyr e Josefin Asplund, principalmente a primeira. As duas miúdas tiveram interpretações muito a cima da média. O destino do inspector principal sempre foi previsivel. O que mais me custou foi saber que Dagmar e o companheiro safaram-se. Quando se trata dos mais desprotegidos, a justiça raramente é feita. É o mundo que temos.

Teen Spirit

Nome do Filme : “Tel Pere Telle Fille”
Titulo Inglês : “Teen Spirit”
Ano : 2007
Duração : 82 minutos
Género : Drama
Realização : Olivier De Plas
Elenco : Vincent Elbaz, Daisy Broom, Elodie Bouchez, Lea Drucker, Frederique Bel.

História : Bruno é um músico irresponsável que leva uma vida igualmente irresponsável. Um dia, aparece-lhe à frente uma antiga namorada que lhe confessa ter tido dele uma menina que tem actualmente 14 anos de idade. Ela alega que a miúda quer muito conhecê-lo e a situação está a ficar insuportável. Bruno não tem outro remédio senão conhecer a filha que desconhecia ter e iniciar com a menina uma relação de proximidade.

Comentário : O principal tema do filme não é nenhuma novidade no mundo do cinema e nem fazia sentido se o fosse, mas isso é outra conversa. Pessoalmente, gostei deste filme de Olivier De Plas, devido ao assunto que aborda, nem que visse centenas de filmes sobre este tema, eu continuava a gostar de cada um deles. As relações humanas é a coisa que mais me fascina. Todo o elenco principal do filme teve boas prestações, mas os maiores destaques vão para o protagonista Vincent Elbaz e para a pequena Daisy Broom, que tiveram os dois as melhores interpretações da fita. A química entre o adulto e a miúda resultou muito bem. A menina é muito bonita, confesso que gostava de ser eu o pai dela. O argumento é original em uma ou outra nunce, embora seja repleto de clichés, sendo o principal o facto de haver um homem que descobre ter uma filha cuja existência desconhecia de todo. O filme possui também um ligeiro tom cómico que, ao contrário daquilo que costuma acontecer nos filmes dramáticos, neste caso, resultou bem. Gostei.