domingo, 26 de abril de 2015

Free Zone

Nome do Filme : “Free Zone”
Titulo Inglês : “Free Zone”
Ano : 2005
Duração : 90 minutos
Género : Drama
Realização : Amos Gitai
Elenco : Natalie Portman, Hana Laszlo, Hiam Abbass, Carmen Maura.

História : Duas mulheres embarcam numa viagem de automóvel após se conhecerem. Pelo caminho, conhecem algumas pessoas interessantes.

Comentário : Cá está uma desilusão que tive. O filme não prende ao ecrã, pessoalmente, estive sempre a desejar que os minutos passassem. Natalie Portman e o restante elenco feminino até esteve bem, aliás foram as únicas coisas de jeito no filme inteiro. O filme é aborrecido, estranho, possui planos que se arrastam (vejam o plano inicial de Portman). Sério, é uma fita muito enfadonha, quase nada de passa ao longo dos noventa minutos de projeção. É muito mau vermos quatro grandes atrizes como as deste elenco principal num filme tão vazio como este. Honestamente, não percebo como aceitaram fazer isto. Quando o filme terminou, disse para mim mesmo, graças a Deus. Até dei o DVD a um dos meus primos. Confesso que gostei mais de Natalie Portman na trilogia “Star Wars” do que neste papel, embora a miúda tenha dito que o seu papel na dita trilogia lhe arruinou a carreira. Mas tenho que admitir, a miúda é uma excelente atriz e é linda.

Susana

Nome do Filme : “Susana”
Titulo Inglês : “Susana”
Ano : 1951
Duração : 88 minutos
Género : Drama
Realização : Luis Bunuel
Elenco : Rosita Quintana, Fernando Soler, Victor Manuel Mendoza, Maria Gentil Arcos, Luis Lopez Somoza, Matilde Palou, Rafael Icardo.

História : Numa noite de temporal, Susana, uma jovem rapariga, foge do reformatório onde estava internada. Chegando à quinta de Dom Guadalupe, é acolhida e empregada como criada. Mas, através da sua sensualidade e beleza provocatória, Susana seduz todos os homens da quinta, semeando a discórdia e o caos naquela honesta familia.

Comentário : É caso para dizer que os últimos são sempre os primeiros. Este foi o quarto e último filme que vi no especial deste brilhante realizador e foi aquele que mais gostei. Rosita Quintana tem uma excelente interpretação no papel da protagonista, apesar de praticar o mal com segundas intenções. Curioso como todos os homens se baixam a seus pés. A situação chega a um ponto que o velho patrão quase troca a própria esposa pela jovem sensual. Grandes prestações, um poderoso argumento e uma boa fotografia provaram que as mulheres, quando querem, fazem tudinho dos homens, são as maiores. Grande filme.

Viridiana

Nome do Filme : “Viridiana”
Titulo Inglês : “Viridiana”
Ano : 1961
Duração : 92 minutos
Género : Drama
Realização : Luis Bunuel
Elenco : Silvia Pinal, Francisco Rabal, Fernando Rey, Jose Calvo, Margarita Lozano, Victoria Zinny, Teresa Rabal, Lola Gaos, Joaquin Roa, Luis Heredia, Maria Isbert.

História : Às vésperas de pronunciar os seus votos, uma jovem freira instala-se na casa do tio para ajudá-lo a superar a recente perda da esposa. Ele tenta possui-la e, corroído pelo remorso, suicida-se. Viridiana então encarrega-se da gestão da quinta e acolhe os mendigos da aldeia, abandonando a vida santa.

Comentário : Terceiro filme que vi no especial Luis Buñuel, gostei mais deste do que do anterior. Pelo facto de debater um assunto sério como a religião católica. Neste caso, a história de uma mulher que está convicta de que quer seguir aquela vida, mas vai passar uma chuva à casa do tio, onde acontecem coisas que a fazem mudar de ideias. Não gostei nada da personagem do tio dela, mas adorei a personagem principal. Uma das personagens do filme que mais gostei foi daquela menina pequena que penso eu, ser uma filha bastarda do tio da protagonista. No geral, o filme é muito bom.

Los Olvidados

Nome do Filme : “Los Olvidados”
Titulo Inglês : “The Young And The Damned”
Ano : 1950
Duração : 83 minutos
Género : Drama/Crime
Realização : Luis Bunuel
Elenco : Alma Delia Fuentes, Estela Inda, Miguel Inclan, Alfonso Mejia, Roberto Cobo.

História : Num subúrbio do México, El Jaibo foge de uma casa de correcção e reencontra a sua turma. Juntos, agridem um cego e assaltam um estropiado. Mas o que El Jaibo quer mesmo é vingar-se de Julian, que acusa de o ter denunciado. Auxiliado por Pedro, El Jaibo atrai Julian a uma cilada e mata-o. Pedro, a única testemunha, tenta então redimir-se.

Comentário : O segundo filme do realizador que optei por ver foi este “Os Esquecidos”, uma obra fulcral do reportório do cineasta. Aqui, um grupo de rapazes vivem como podem nas ruas e há um deles que só está bem a fazer mal. A nivel das interpretações, a malta jovem leva a melhor. Também gostei do ator que fez de cego. A jovem de serviço esteve linda e actuou muito bem. A realização é muito boa e o facto de ser a preto e branco ainda me fez gostar mais do filme, por ter aquele toque de clássico. Uma ou outra cena não estavam tão bem concebidas, mas no geral, é um dos melhores filmes do famoso cineasta.

Abismos De Pasion

Nome do Filme : “Abismos De Pasion”
Titulo Inglês : “Wuthering Heights”
Ano : 1953
Duração : 90 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Luis Bunuel
Elenco : Irasema Dilian, Jorge Mistral, Lilia Prado, Ernesto Alonso, Francisco Reiguera, Hortensia Santovena, Jaime Gonzalez Quinones.

História : O amor de Catalina e Alejandro não tolera qualquer obstáculo. Quando Alejandro, após ter feito fortuna, regressa ao lugar da sua infância, nem o casamento de Catalina nem as convenções sociais impedirão o reencontro das duas personagens. Mas tamanha paixão não deixa ninguém ileso, nem os que a vivem, nem os que a ela se opõem.

Comentário : Venho fazer um especial dedicado ao grande realizador Luis Buñuel, através de quatro dos seus mais importantes filmes, sendo este o primeiro. Gostei do filme, embora prefira a versão recente desta história. Aquilo que mais gostei foram das prestações e do argumento em si, ligeiramente diferente daquilo que está escrito. Curioso como se podem fazer vários filmes diferentes da mesma história ou do mesmo livro.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Like Father Like Son

Nome do Filme : “Soshite Chichi Ni Naru”
Titulo Inglês : “Like Father Like Son”
Ano : 2013
Duração : 120 minutos
Género : Drama
Realização : Hirokazu Koreeda
Elenco : Lily Franky, Masaharu Fukuyama, Machiko Ono, Yoko Maki, Riri Furanki, Jun Fubuki, Shogen Hwang, Arata Iura, Kirin Kiki, Jun Kunimura, Megumi Morisaki, Yuri Nakamura, Isao Natsuyagi, Keita Ninomiya, Hiroshi Ohkochi, Kazuya Takahashi, Pieru Taki, Tetsushi Tanaka.

História : Ryota, um homem determinado, trabalhador e bem sucedido, e a sua esposa, Midori, formam um casal com um projeto de vida ambicioso, que inclui proporcionar ao seu filho, Keita, de seis anos, a melhor preparação para o futuro e todas as oportunidades para vencer na vida. Mas tudo muda no dia em que recebem um telefonema avassalador. Houve uma troca na maternidade e, afinal, o filho que pensavam ser seu não o é. O filho biológico vive com um casal humilde que, embora não lhe falte com amor e bons valores, está longe de ter planos comparáveis aos de Ryota. Este pai de familia vê-se assim forçado a questionar tudo, incluindo a própria condição de pai e educador, sem perder de vista os fortes laços familiares e o bem estar emocional dos meninos. Ao mesmo tempo, vai ter de encontrar forças para lidar com o profundo dilema de ter de escolher entre a força do sangue ou do amor.

Comentário : Este filme é um hino à familia. Será o amor mais forte que o sangue ? Gosto do cinema de Hirokazu Koreeda e este seu último filme é mais um a anexar a lista. Desta vez, o realizador pegou num assunto muito complexo e deu-nos uma verdadeira salada de emoções e sensações. Primeiro temos uma familia composta por um casal e um filho. Depois do telefonema, passamos a ter duas familias e dois filhos trocados na maternidade. Os meninos conhecem os pais biológicos e depois há os convivios em casa uns dos outros. O final não vos vou contar. Apenas digo que este é um filme muito sensivel contado de forma não muito dramática, embora o drama destas temáticas estejam lá todos. Interpretações muito boas, quer de adultos quer por parte das crianças envolvidas. O argumento foi bem escrito e quase não tem falhas, tudo foi contado e mostrado de forma brilhante. Gostei particularmente da relação de amizade e compreensão que nasce entre as duas mães, realmente as mulheres serão sempre bem melhores que eles. Adorei o final. Um maravilhoso conto sobre a relação que existe entre pais e filhos num filme a não perder.

The Water Diviner

Nome do Filme : “The Water Diviner”
Titulo Inglês : “The Water Diviner”
Ano : 2014
Duração : 111 minutos
Género : Drama/Guerra
Realização : Russell Crowe
Produção : Brett Ratner
Elenco : Russell Crowe, Olga Kurylenko, Jai Courtney, Isabel Lucas, Megan Gale, Damon Herriman, Ryan Corr, Jacqueline McKenzie, Cem Yilmaz, Yilmaz Erdogan, Deniz Akdeniz, Dylan Georgiades, Dan Wyllie, Michael Dorman, Robert Mammone, James Fraser, Ben O'Toole, Salih Kalyon, Steve Bastoni, Robert Byron.

História : O agricultor australiano Connor viaja para Istambul para descobrir o destino dos seus filhos, desaparecidos em combate, e aí estabelece uma relação com uma bela rapariga turca, dona do hotel onde fica hospedado. Agarrando-se à esperança, e com a ajuda de um oficial turco, Connor parte numa viagem por todo o país, para descobrir a verdade sobre os seus filhos.

Comentário : O ator Russell Crowe é um daqueles casos em que devia deixar-se estar quietinho na sua função disso mesmo, de ator (onde nem assim consegue ser bom) e não tentar sentar-se numa cadeira que não lhe fica bem, nem à lei da bala. Depois de ter visto este filme, tenho que confessar que foi das piores coisinhas que vi, vá lá, nos últimos cinco anos. Claro que já vi filmes bem piores que este, mas esta vida de comentador de filmes tem destas coisas e o filme em causa é mesmo mau, pronto. Pessoalmente, apanhei uma valente seca ao vê-lo, às vezes tinha vontade de passar à frente, é que o filme não prende quem o vê, esse é o principal problema. Chega mesmo ao ponto de ser enervante.

Chegámos a uma altura no mundo do cinema em que vale quase tudo para tentar vender e para fazer dinheiro, nem que seja lixo reciclado, sim porque este filme de Russell Crowe é mais do mesmo, o filme é assim como um prato cheio de clichés servido bem frio e nem vem com o pratinho para colocarmos os ossos ou as espinhas, depende de para onde se quer levar a coisa. Claro que detestei o filme, tudo nesta obra é deplorável, os clichés, os erros, os lugares comuns, as interpretações “arrancadas a alicate” (Russell Crowe está péssimo neste filme), a história familiar já usada e batida vezes sem conta, o argumento com mais buracos do que o queijo que damos às ratazanas lá de casa e o habitual e cansativo choradinho de dizerem que se baseia numa história real. Resumindo, “The Water Diviner” é um dos piores filmes que vi na vida, realizado por um labrego com pretensões a cineasta.

domingo, 12 de abril de 2015

Phoenix

Nome do Filme : “Phoenix”
Titulo Inglês : “Phoenix”
Ano : 2014
Duração : 98 minutos
Género : Drama
Realização : Christian Petzold
Elenco : Nina Hoss, Nina Kunzendorf, Ronald Zehrfeld, Kirsten Block, Michael Maertens, Imogen Kogge, Uwe Preuss, Eva Bay, Sofia Exss, Jeff Burrell, Megan Gay, Claudia Geisler Bading, Daniela Holtz, Max Hopp, Nikola Kastner, Valerie Koch, Trystan Putter, Felix Romer, Frank Seppeler, Kathrin Wehlisch, Michael Wenninger.

História : Nelly Lenz é uma sobrevivente de um campo de concentração que ficou seriamente desfigurada. Lene Winter, que trabalha para uma agência judaica, leva-a para Berlim. Após a complicada cirurgia de reconstrução, Nelly inicia a procura do seu marido Johnny. Quando finalmente o encontra, este não a reconhece. Ainda assim, ele aborda-a com uma proposta : uma vez que ela se parece com a sua esposa, que ele acredita estar morta, pede-lhe que esta o ajude a reclamar a considerável fortuna que ela deixou. Nelly concorda, para saber mais sobre ele, sobre aquilo que aconteceu depois deles se separarem.

Comentário : A Medeia Filmes estreia esta semana este filme alemão, o novo trabalho de Christian Petzold. Lembro-me vagamente que gostei dos seus anteriores trabalhos. Após ter visto este “Phoenix”, tenho que confessar que não achei um grande filme, mas também não é mau, diria que é uma obra razoável. Decorre numa época complicada, aborda os judeus e os campos de concentração, um dos periodos mais negros da história da humanidade. Penso que, apesar de se ver bastante bem, o filme é um bocado chato, dei por mim a bocejar em alguns momentos. Nina Hoss esteve muito bem, mais uma vez teve uma excelente prestação. Também gostei das interpretações de Nina Kunzendorf e de Ronald Zehrfeld. O tema abordado no filme envolve temáticas muito delicadas e a realização nem sempre soube tirar partido disso, tornando as coisas simples. Também acho que o filme tem algumas cenas que não seriam necessárias, talvez faltassem outras cenas mais indicadas à história que a fita pretendia mostrar. Mas, no geral, gostei do filme, foram cerca de noventa minutos de bom cinema. Um último reparo, adorei o final, revelador, silencioso e poderoso.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Stations Of The Cross

Nome do Filme : “Kreuzweg”
Titulo Inglês : “Stations Of The Cross”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Dietrich Bruggemann
Produção : Leif Alexis/Jochen Laube/Fabian Maubach/Sarah Neumann
Elenco : Lucie Aron, Anna Bruggemann, Lea Van Acken, Franziska Weisz, Michael Kamp, Moritz Knapp, Birge Schade, Florian Stetter, Sven Taddicken, Georg Wesch, Ramin Yazdani, Hanns Zischler.

História : Maria se encontra dividida entre dois mundos. Na escola, a menina tem todos os interesses típicos de uma adolescente da sua idade, mas quando está em casa com a familia, ela precisa seguir com rigidez os tradicionais ensinamentos católicos. Preocupada em agradar a todos, a menina logo se vê num dilema, como conciliar os seus sentimentos por um colega de turma com os seus votos de pureza em nome de Deus.

Comentário : Filme polémico que aborda o fanatismo religioso por parte de uma mãe e por parte da sua filha. Pessoalmente, gostei deste filme, embora confesse que esperava algo mais dele. A atriz que desempenhou a menina protagonista teve a melhor interpretação do filme, embora a veterana que fez de sua mãe também não tivesse deixado os seus créditos por mãos alheias. O filme soma igualmente pontos no que à fotografia diz respeito e está dividido em cerca de uma dezena de planos, cada um a representar um estado relacionado com Maria. No caso deste filme, a menina protagonista quis sacrificar a própria vida em nome de Deus, facto que a mãe parecia estar conformada. Tenho a certeza de que por esse mundo fora existem muitas marias com mães como esta. Ao longo da história da humanidade, foram cometidos muitos crimes em nome da religião, principalmente em nome da religião católica. E continuam a ser cometidos. É um filme que nos põe a pensar. Trata-se de cinema alemão e é raro a Alemanha reconhecer os seus males. Afinal, a Alemanha possui um dos passados mais negros da história da humanidade. O filme vive da excelente prestação de Lea Van Acken, quer como atriz quer como personagem, a sua Maria é a alma do filme. 

The Salt Of The Earth

Nome do Filme : “The Salt Of The Earth”
Titulo Inglês : “The Salt Of The Earth”
Titulo Português : “O Sal Da Terra”
Ano : 2014
Duração : 105 minutos
Género : Documentário/Biográfico
Realização : Juliano Ribeiro Salgado/Wim Wenders
Produção : Lélia Wanick Salgado/Wim Wenders
Elenco : Sebastião Salgado, Juliano Ribeiro Salgado, Wim Wenders, Lélia Wanick Salgado, Hugo Barbier, Jacques Barthelemy.

História : Nos últimos quarenta anos, o fotógrafo Sebastião Salgado viajou por todo o mundo. Embarcou numa viagem à descoberta dos territórios virgens, de pessoas, de fauna e flora, das paisagens grandiosas em enormes projetos fotográficos que prestam tributo à beleza do planeta.

Comentário : Muito bom, adorei este documentário que me deu a conhecer alguém fantástico cuja existência eu desconhecia. Já de si, o realizador Wim Wenders tem uma grande paixão pela arte da fotografia, veja-se por exemplo os documentários que fez ou mesmo a obra de ficção “Alice Nas Cidades”, onde o personagem principal masculino é um fotógrafo. O que mais gostei neste documentário do filho do homem nele homenageado foi das imagens e da qualidade das fotografias aqui mostradas. Imagino que a tal falada e muito visitada exposição (Genesis) seja algo a não perder. A fotografia do filme também é algo a merecer destaque. O filme conta ainda a história de Sebastião Salgado, da sua esposa e do filho, bem como de alguns membros da sua familia. Não é um filme apenas sobre o poder da imagem, mas sim sobre pessoas, afinal, o homem em questão gostava de dizer que os seres humanos são o sal da Terra. Sebastião Salgado é um excelente fotógrafo, dedicou quase a vida toda à fotografia e viajou por quase todo o mundo, viu coisas que o fez sofrer imenso, sofreu tanto que chegou ao ponto de jurar que o ser humano é o pior dos seres. E o filho prestou-lhe mais uma grande homenagem ao realizar este filme documental, com a ajuda de Wim Wenders, uma obra que eu gostei bastante. É um filme detentor de uma grande riqueza visual e cultural.


GENESIS – A EXPOSIÇÃO

O último grande trabalho fotográfico de Sebastião Salgado, o projeto Genesis, vai ser mostrado na Cordoaria Nacional, em Lisboa, a partir do dia 10 de Abril até ao dia 02 de Agosto. A exposição, com curadoria de Lélia Wanick Salgado, incluirá 250 imagens (de um conjunto de centenas), de grande formato captadas entre 2004 e 2011 nos lugares mais recônditos e desconhecidos do nosso planeta. Desde que foi inaugurada em Abril de 2013, em Londres, Genesis já foi vista por cerca de dois milhões de pessoas. As imagens, captadas em várias áreas geográficas, serão expostas nas secções “Sul Do Planeta”, “Santuários”, “África”, “Espaços A Norte” e “Amazónia E Pantanal”. Esta poderosa e linda exposição vai estar patente de 10 de Abril até 02 de Agosto na Cordoaria Nacional (Belém). Horários : de Domingo a 5ª Feira das 10.00H às 19.00H e 6ªs Feiras e Sábados das 10.00H às 21.00H. O custo do bilhete para esta exposição é o de 5 euros por pessoa e as crianças até aos cinco anos não pagam, dos 6 aos 18 pagam somente 3 euros. Parte das receitas de bilheteira reverterão para a causa “Não Deixe Os Lobos Sem Abrigo”, do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.

Algumas das fotografias desse projeto de Sebastião Salgado podem ser vistas em baixo :

Goodbye To Language

Nome do Filme : “Adieu Au Langage”
Titulo Inglês : “Goodbye To Language”
Ano : 2014
Duração : 67 minutos
Género : Drama
Realização : Jean Luc Godard
Elenco : Heloise Godet, Zoe Bruneau, Jessica Erickson, Marie Ruchat, Kamel Abdeli, Richard Chevallier, Christian Gregori, Jeremy Zampatti, Isabelle Carbonneau, Daniel Ludwig, Gino Siconolfi, Alain Brat, Stephane Colin, Bruno Allaigre, Alexandre Paita, Florence Colombani, Nicolas Graf.

História : Uma senhora casada e um homem solteiro encontram-se. Amam-se, discutem, separam-se. Um cão erra entre a cidade e o campo. As estações passam. A senhora e o homem encontram-se novamente. O cão entre eles. O Outro é um. Um é o outro. São três...

Comentário : Raramente me acontece isto, mas não sei se gostei ou não deste filme. Trata-se do último filme do mestre Jean Luc Godard, que foi grande parte filmado em 3D. Lembro-me que este filme esteve em exibição nesse formato e também me lembro que não o fui ver. É um filme muito estranho, estranhos são os diálogos, estranhos são os personagens, estranhos são alguns angulos e planos de camara, estranha é a história e o argumento, se é que isto tem um argumento. Para mim, é um filme fragmentado, ainda que mostre quase sempre as mesmas coisas com as três personagens principais, cão incluido. Uma das coisas que mais gostei, disso tenho a certeza, foi quando o cão se apercebeu daquela desgraça e se manifestou. É um filme muito simples, simples demais, pelo menos na forma de contar a história (?) que pretendia. Um filme razoável, mas muito estranho.

domingo, 5 de abril de 2015

Furious Seven

Nome do Filme : “Fast And Furious 7”
Titulo Alternativo : “Furious 7”
Ano : 2015
Duração : 140 minutos
Género : Thriller/Ação
Realização : James Wan
Produção : Vin Diesel
Elenco : Vin Diesel, Paul Walker, Jason Statham, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson, Christopher Bridges, Dwayne Johnson, Kurt Russell, Nathalie Emmanuel, Elsa Pataky, Luke Evans, Tony Jaa, Djimon Hounsou, Ronda Rousey, Eden Estrella.

História : Dominic Toretto reúne o que resta da sua equipa uma última vez, para tentar travar o poderoso irmão do inimigo que enfrentaram na missão anterior.

Comentário : Ainda me lembro de quando vi o primeiro filme desta saga, havia gostado, mas depois a qualidade desceu. O quinto filme e o sexto foram os melhores, na minha opinião. Depois do quarto filme, a saga atingiu novos contornos e aquilo que temos é uma verdadeira festa para os nossos olhos e ouvidos. Li algures que assistir a este sétimo filme nos ecrãs IMAX de Lisboa ou do Porto é qualquer coisa de espetacular, pessoalmente, acredito que seja assim. Neste sétimo filme, o elenco sofreu alterações, mas os principais estão lá. O que salta mais à vista é a ausência de Paul Walker, cujas cenas com o irmão se notam que não é ele, apesar dessa montagem estar bem executada. Neste filme, a realização muda e James Wan eleva a fasquia a um outro nível. 

No entanto, o filme peca pelos sempre presentes exageros. Aquela sequência em que Dom conduz aquele carro especial de prédio em prédio é um insulto ao espetador, mesmo para os admiradores da saga. A cena absurda em que Brian se livra do autocarro no abismo também podia ter sido cortada. As sequências finais são brutais, o drone é um achado. Além dos exageros, o filme peca devido ao humor infantil, aos diálogos pobres e a situações ridiculas, quase todas a cargo de Tyrese Gibson, ainda que este tenha muito estilo com a sua personagem. Não gostei do final do filme, principalmente no que à personagem de Paul Walker diz respeito. Não se pode dizer que estamos perante uma grande obra, mas na sua área, é um bom filme. Quem é admirador dos filmes desta saga não vai sair desfraudado, o filme é um espetáculo, mas esse espetáculo apenas pode ser apreciado verdadeiramente numa sala de cinema. 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mommy

Nome do Filme : “Mommy”
Titulo Inglês : “Mommy”
Ano : 2014
Duração : 140 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Dolan
Produção : Xavier Dolan
Elenco : Anne Dorval, Antoine Olivier Pilon, Suzanne Clement, Patrick Huard, Alexandre Goyette, Michele Lituac, Viviane Pascal, Natalie Hamel Roy, Isabelle Nelisse.

História : Diane é uma viúva que se esforça por encarar os problemas de frente e aproveitar a vida o melhor possível. A seu cargo tem o filho, Steve, um rapaz inteligente e de bom coração que, devido a um distúrbio de hiperatividade e défice de atenção, tem graves problemas de autocontrolo. Depois de algum tempo internado numa instituição mental, Steve tem alta e volta a casa. Apesar de consciente do desafio que tem pela frente, Diane sente-se feliz e motivada com o seu regresso e com a perspetiva de alterar a convivência entre eles para melhor. É então que conhecem Kyla, uma professora tímida, a recuperar de um esgotamento, que se mudou recentemente para o bairro com o marido e com a filha pequena de ambos. Entre Diane, Steve e Kyla nasce uma relação especial que vai equilibrar e compensar as fragilidades de cada um.

Comentário : Excelente Filme, se tivesse que reunir aquilo que vi em somente duas palavras seriam estas. Tendo já visto todos os filmes realizados pelo talentoso Xavier Dolan, tenho que afirmar que este quinto filme é o seu melhor trabalho. Tudo neste filme é excelente, a história, as interpretações, o modo de filmar, o modo como a fita nos é apresentada, os diálogos, a fotografia, a brilhante banda sonora, quase todos os planos de camara, o argumento poderoso e, a cima de tudo, a realização em si. No campo das interpretações, o jovem Antoine Olivier Pilon possui a melhor prestação do filme. As atrizes que desempenham os papéis de mãe e amiga (habituais nos filmes do jovem cineasta) também estão de parabéns. É um filme que me prendeu totalmente a atenção, dura mais de duas horas, mas bem podiam ser três horas que eu não me importava. Este é o meu tipo de filme.

O filme possui cenas brutais, veja-se a sequência do taxista negro que arranja discussão com Diane e o filho. Mas existem muitas outras, por exemplo, a brutal discussão muito realista que sucede quando Steve chega a casa cheio de coisas que andou a meter num carrinho de compras. Isto apenas para nomear duas. Lamento imenso não ter tido oportunidade de ver este filme numa sala de cinema. Xavier Dolan adora focar nos seus filmes as relações humanas, com destaque para aquelas que envolvem familiares. Para mim, este “Mommy” foi o melhor filme que vi nestes primeiros três meses do ano.