terça-feira, 31 de março de 2015

The Tale Of The Princess Kaguya

Nome do Filme : “Kaguyahime No Monogatari”
Titulo Inglês : “The Tale Of The Princess Kaguya”
Ano : 2014
Duração : 137 minutos
Género : Animação/Drama
Realização : Isao Takahata
Elenco : Aki Asakura, Alice Aoki, Yukiji Asaoka, Takeo Chii, Isao Hashizume, Hikaru Ijuin, Takaya Kamikawa, Kengo Kora, Nobuko Miyamoto, Tatsuya Nakadai, Tomoko Tabata, Atsuko Takahata, Shinosuke Tatekawa.

História : Um trabalhador do campo anda a caminhar na floresta quando encontra uma menina em miniatura num bambu. Esse camponês e a sua esposa acolhem essa menina e ela começa a crescer muito depressa. Com o passar do tempo, essa criança torna-se numa menina crescida e muito bonita, factores que levam o casal de idosos que a acolheu a levá-la para ser criada na capital, na intenção que ela receba uma educação de princesa.

Comentário : Mais um excelente filme japonês que vi, o penúltimo produzido pelo Estúdio Ghibli antes de ter fechado portas. O tipo de animação é diferente do habitual do estúdio, mas mantém a mesma qualidade. Pessoalmente, adorei a história que tem alguma fantasia e muita magia, digna de um conto de fadas. Lá perto do final, descobre-se que a princesa foi trazida pelo povo da Lua. As personagens centrais do filme são a rapariga do titulo e os idosos que a adoptaram. O filme é muito longo, mas isso para mim raramente é um problema. Não gostei muito de terem focado demasiado os pretendentes da princesa, perdeu-se imenso tempo nesses aspectos. Repito, a animação é de excelente qualidade. A história é boa e o filme foca-se também nos detalhes, os insetos debaixo da pedra ou as sombras, por exemplo. Não sei se foi intencional, mas a personalidade do “pai” da princesa era muito instável. A personagem Kaguya é uma boneca muito bonita, como só os japoneses sabem conceber, nisso eles são mestres. Passei um bom bocado ao ver este filme, já para não falar do carinho com que a história foi contada e mostrada. Note-se que a princesa sentia-se melhor no campo com os amigos e com a natureza do que na capital com todo aquele luxo. Faltando ainda ver o último filme do estúdio (When Marnie Was There), posso afirmar que Ghibli fechou as portas de forma perfeita com este “The Tale Of The Princess Kaguya”. Adorei.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Laurence Anyways

Nome do Filme : “Laurence Anyways”
Titulo Inglês : “Laurence Anyways”
Ano : 2012
Duração : 165 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Xavier Dolan
Produção : Xavier Dolan
Elenco : Melvil Poupaud, Suzanne Clement, Nathalie Baye, Anne Dorval, Monia Chokri, Yves Jacques, Sophie Faucher, Magalie Lepine Blondeau, Catherine Begin, Emmanuel Schwartz, Jacques Lavallee, Perrette Souplex, Patricia Tulasne, David Savard, Monique Spaziani, Violette Chauveau, Mylene Jampanoi, Jacob Tierney, Vincent Plouffe, Antoine Olivier Pilon.

História : Laurence é um professor que vive com uma admirável mulher. Um dia, decide revelar o seu segredo : sempre quis ser uma mulher. Para surpresa de Laurence, a sua esposa o apoia nessa decisão e até ajuda o marido a mudar.

Comentário : Trata-se do terceiro filme de Xavier Dolan que vi. Confesso que gostei mais dos dois primeiros filmes dele do que deste, ainda que considere este terceiro tomo um bom filme. Na realidade e depois de ter visto o seu quarto filme que já se encontra comentado neste site (Tom na Quinta), tenho que confessar que este miúdo não sabe fazer filmes maus. Neste filme, Xavier Dolan já não participa enquanto ator, embora continue a ser “pau para toda a obra” em tudo o resto. Como ator principal, Melvil Poupaud possui não só a melhor interpretação do filme como também a melhor prestação da sua carreira. Mas tenho que admitir que dá uma mulher muito feia. Penso que este filme é longo demais para a história que pretende contar, no lugar do realizador, tirava-lhe cerca de 60 minutos. Xavier Dolan gosta de abordar temas polémicos nos seus filmes, assim o fez nos seus quatro trabalhos enquanto realizador. Mas os traços dele continuam neste seu terceiro trabalho : muita cor, muita musica, bons planos de camara, boa fotografia, elenco repetido, camara ao ombro e muita polémica. De facto, ele é um génio porque faz bom cinema.

domingo, 29 de março de 2015

Les Amours Imaginaires

Nome do Filme : “Les Amours Imaginaires”
Titulo Inglês : “Love Imagined”
Titulo Inglês Alternativo : “Heartbeats”
Ano : 2010
Duração : 96 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Dolan
Produção : Xavier Dolan
Elenco : Xavier Dolan, Monia Chokri, Niels Schneider, Anne Dorval, Anne Elisabeth Bosse, Olivier Morin, Magalie Lepine Blondeau, Eric Bruneau, Gabriel Lessard, Benedicte Decary, François Bernier, Benoit McGinnis, François Dufour, Anthony Huneault, Jody Hargreaves, Clara Palardy, Minou Petrowski, Patricia Tulasne, Perrette Souplex, Sophie Desmarais, Louis Garrel.

História : Três amigos chegados se envolvem num triângulo amoroso.

Comentário : Tal como havia gostado do primeiro filme do talentoso Xavier Dolan, gostei igualmente deste seu segundo filme. Gostei da história, gostei do argumento, gostei da forma como foi filmado e montado, gostei da fotografia, gostei das prestações, gostei da banda sonora mas, principalmente, gostei da forma como tudo foi cuidadosamente concebido por Xavier Dolan. Aquela cena em que os três estão a dormir na mesma cama é brutal. Adorei igualmente aquele twist relacionado com os dois rapazes protagonistas. Gostei também de quando o ecrã surgia todo tingido com uma única cor. Gostei daquela sequência na discoteca. Enfim, um filme moderno e repleto de estilo vindo da mente e das mãos de Xavier Dolan, um jovem com futuro.

The Wolf Children

Nome do Filme : “Ookami Kodomo No Ame To Yuki”
Titulo Inglês : “Wolf Children”
Ano : 2012
Duração : 120 minutos
Género : Animação/Romance/Drama
Realização : Mamoru Hosoda
Elenco : Haru Kuroki, Yukito Nishii, Aoi Miyazaki, Takao Ohsawa, Momoka Ohno, Amon Kabe, Takuma Hiraoka, Megumi Hayashibara, Tadashi Nakamura, Tamio Oki, Tomie Kataoka, Hajime Inoue, Shota Sometani, Taichi Masu.

História : Hana é uma jovem rapariga que conhece um estranho rapaz. Esse rapaz é muito reservado e esconde um segredo : é o último de uma linhagem de uma espécie de lobisomens. Curiosamente, Hana e esse rapaz tornam-se amigos, iniciam namoro e amam-se, acabando por ficar juntos. Um dia, Hana engravida e tem uma menina. Meses depois, tem um menino. Mas o destino troca-lhes as voltas e o companheiro de Hana é morto num acidente numa estrada, deixando a jovem mulher criando as crianças sozinha. Para Hana, essa tarefa vai ser muito complicada, porque além de serem crianças normais, elas ainda herdaram os genes do pai, ou seja, possuem a capacidade de se transformarem em lobo e regressarem à forma humana sempre que queiram.

Comentário : Adorei este filme, um dos melhores filmes de animação que vi em toda a minha vida, senão mesmo o melhor. Só podia mesmo ser o Japão a dar-nos uma obra prima como este filme, belíssimo. A história é apaixonante e única, as personagens são adoráveis, a imagem é perfeita e a banda sonora apelativa. Adorei tudo neste filme, confesso ainda que chorei no final. O Japão faz a melhor animação do mundo e é lamentável que quase ninguém reconheça. Uma das melhores coisas que gostei neste filme foi o twist relacionado com os personagens que dão nome à segunda parte do titulo.

Primeiro, Ame não gosta da sua parte animal, enquanto que a irmã delira com essa sua faceta. Anos depois, é Yuki quem renega a sua condição de loba e passa a evitar se transformar, assumindo a sua condição humana e vivendo como tal. Enquanto que Ame desiste de ser humano e passa a viver permanentemente como lobo na grande floresta, abandonando a mãe. Esta história é habilmente contada em quase duras horas, repletas de amor e carinho. Mas o mais triste disto tudo foi ver Ame e Yuki seguirem cada um o seu caminho e abandonando a mãe, que se esforçou bastante para criá-los sozinha. Não é cinema para crianças, isto é cinema para gente adulta e é lamentável que não se faça mais cinema deste tipo. Não tenho palavras para descrever o que senti ao ver este filme, ri, chorei, me emocionei, me irritei, me deu gozo, me deu tristeza, me causou nostalgia e saudosismo, enfim me fez viver e me fez sentir algo que eu não sentia à muito tempo. Amei, o filme é perfeito.

segunda-feira, 23 de março de 2015

I Killed My Mother

Nome do Filme : “J'ai Tue Ma Mere”
Titulo Inglês : “I Killed My Mother”
Ano : 2009
Duração : 95 minutos
Género : Drama
Realização : Xavier Dolan
Produção : Xavier Dolan
Elenco : Xavier Dolan, Anne Dorval, François Arnaud, Suzanne Clement, Patricia Tulasne, Niels Schneider, Monique Spaziani, Pierre Chagnon, Justin Caron, Benoit Gouin, Bianca Gervais.

História : Hubert Minel é um adolescente de 16 anos que foi abandonado pelo pai e que está aos anos a ser criado unicamente pela mãe. Ele divide os seus dias entre a casa, a escola e a companhia de um amigo que mais tarde se vem a revelar o seu companheiro homossexual. No entanto, Hubert tem um segredo que apenas confessa a si próprio e para a sua camara portátil : ele não gosta da mãe.

Comentário : Finalmente consegui ver o primeiro filme do talentoso Xavier Dolan, o seu primeiro trabalho enquanto realizador. Gostei do filme e fiquem descansados, o titulo do filme é apenas uma metáfora. Xavier Dolan possui uma poderosa prestação, mas o grande destaque vai para Anne Dorval, que desempenhou o papel da sua mãe. Na vida de Hubert, em alguma altura da sua vida, houve algo que quebrou dentro dele, facto que originou a sua antipatia para com a sua mãe, a ponto dele a detestar. De facto, ele vai matando a sua mãe aos poucos, de tristeza. Xavier Dolan é mesmo muito talentoso, com cerca de 25 anos de idade, já realizou cinco filmes, todos bons. Brevemente, irei falar dos outros que faltam comentar (Tom Na Quinta já se encontra comentado neste site). Impressionante vermos como uma relação se transforma a um tal ponto, que um filho passa a odiar a própria mãe. Sem dúvidas, um filme poderoso.

sábado, 21 de março de 2015

The Wonders

Nome do Filme : “Le Meraviglie”
Titulo Inglês : “The Wonders”
Ano : 2014
Duração : 107 minutos
Género : Drama
Realização : Alice Rohrwacher
Elenco : Alba Rohrwacher (Angelica), Maria Alexandra Lungu (Gelsomina), Agnese Graziani (Marinella), Eva Lea Pace Morrow (Caterina), Maris Stella Morrow (Luna), Monica Bellucci (Milly Catena), Sabine Timoteo (Coco), Sam Louwyck (Wolfgang), Andre Hennicke (Adrian), Luis Huilca (Martin).

História : A familia de Gelsomina vive segundo as suas próprias regras. Para começar, Gelsomina, com somente doze anos, é praticamente a chefe da familia. As suas três irmãs mais novas obedecem-lhe e trabalham sob a sua vigilância. As meninas são ensinadas pelo pai a trabalhar a arte de fazer mel, bem como o tratamento das respectivas colmeias.

Comentário : Hoje vi este filme italiano que gostei, no entanto, tinha pensado que o filme era bem melhor do que aquilo que realmente é. Confesso que fiquei a aprender umas coisas, nomeadamente, sobre o fabrico e tratamento do mel. Se não estou enganado este será o filme que irá abrir o festival de cinema italiano deste ano. Tive o cuidado de analisar devidamente os filmes que irão fazer parte desse festival e, sinceramente, este “Le Meraviglie” parece ser o melhor deles. Nunca simpatizei muito com a atriz que desempenha o papel de mãe das miúdas. Mas ela até representa bastante bem. O inicio do filme é um bocado estranho, mas com a continuação da projeção as coisas acomodam-se e o resultado é positivo, ainda que nada de especial.

A nivel das interpretações, a jovem Maria Alexandra Lungu merece o grande destaque. A também jovem Agnese Graziani também não esteve nada mal. Não gostei do pai das miúdas, muito bronco e mal educado. As meninas mais pequenas são mesmo irmãs na vida real. Achei toda a morosa sequência do concurso muito aborrecida e desnecessária. Gostei do camelo. A realizadora podia ter arranjado um argumento mais denso, algo mais complexo, tudo por aqui funciona de maneira bastante simples. O filme é apenas razoável. 

domingo, 15 de março de 2015

Love Is Strange

Nome do Filme : “Love Is Strange”
Titulo Inglês : “Love Is Strange”
Ano : 2014
Duração : 94 minutos
Género : Drama
Realização : Ira Sachs
Produção : Ira Sachs
Elenco : John Lithgow (Ben), Alfred Molina (George), Darren Burrows (Elliot), Marisa Tomei (Kate), Charlie Tahan (Joey), Christina Kirk (Mindy), Eric Tabach (Vlad), John Cullum (Raymond), Cheyenne Jackson (Ted), Harriet Sansom Harris (Honey), Christian Coulson (Ian), Dovie Currin.

História : Um casal gay de idade avançada vive junto à cerca de vinte anos e decidem casar. No entanto, entram numa espiral de dificuldades financeiras e acabam por perder o apartamento onde moravam, sendo um fardo para as pessoas com quem vão viver.

Comentário : Filme bastante agradável de se ver, pessoalmente, gostei dele e passei uma boa hora e meia. Os atores veteranos estiveram bestiais, tanto John Lithgow como Alfred Molina tiveram poderosas interpretações. Também gostei bastante da prestação do jovem Charlie Tahan, este miúdo tem futuro. Gostei muito da banda sonora, praticamente toda composta por melodias tocadas em piano. A história podia ser actual, o argumento é bastante bom. Penso que o papel de John Lithgow foi mais representativo, devido à questão da sua presença em casa do sobrinho ter sido levada como um fardo para a família do miúdo, nomeadamente para a mãe dele. Realmente, isto é tudo muito bonito, mas os idosos acabam grande parte das vezes por serem um empecilho na vida dos mais novos. Esta questão foi bem abordada na fita e foi muito bem desenvolvida por parte do realizador. No fundo, é um bom filme.

sábado, 14 de março de 2015

Perfect Sisters

Nome do Filme : “Perfect Sisters”
Titulo Inglês : “Perfect Sisters”
Ano : 2014
Duração : 98 minutos
Género : Crime/Drama/Thriller
Realização : Stanley M. Brooks
Elenco : Abigail Breslin (Sandra), Georgie Henley (Beth), Mira Sorvino (Linda), James Russo (Steve), Rusty Schwimmer (Martha), Zoe Belkin (Ashley), Jeffrey Ballard (Justin), Jonathan Malen (David), Marina Stephenson Kerr (Sheila).

História : Cansadas da vida que levam, duas irmãs adolescentes decidem matar a mãe.

Comentário : Lembro-me tão bem de ver Abigail Breslin e Georgie Henley em pequenas fazendo filmes, que foi muito interessante vê-las agora já grandinhas a contracenarem juntas. Este filme não é nada de especial, oscila entre o fraco e o razoável, com problemas mais visiveis a nivel do argumento. Tanto as duas jovens atrizes protagonistas quanto a veterana Mira Sorvino tiveram as melhores interpretações do filme. O filme é baseado numa história verdadeira e o crime em causa é chocante pelo facto de serem duas filhas a matarem a própria mãe, com tudo planeado entre elas. Curioso ver como os supostos “amigos”, quando chega a hora decisiva, tornam-se nos piores inimigos. A realização é boa e todo o elenco está de parabéns. No entanto, o filme sofre dos habituais clichés, o que torna tudo muito repetitivo. Gostei do filme porque fala das relações entre pessoas bem próximas, relações muito complicadas.

Copenhagen

Nome do Filme : “Copenhagen”
Titulo Inglês : “Copenhagen”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Drama/Romance
Realização : Mark Raso
Produção : Mark Raso/Joseph Raso
Elenco : Frederikke Dahl Hansen (Effy), Gethin Anthony (William), Sebastian Armesto (Jeremy), Olivia Grant (Jennifer).

História : Um americano viaja até à Dinamarca com a intenção de descobrir algo mais sobre a sua família, principalmente à cerca do seu avô paterno. Acaba por descobrir o que queria e ainda arranja tempo para encontrar a melhor pessoa que conheceu na vida até ali.

Comentário : Cá está mais uma grande surpresa que este ano me trouxe. Até à dois dias, nunca tinha ouvido falar deste filme, ontem vi-o em destaque num site e resolvi conferir. Excelente escolha. Este filme é uma co-produção entre a América do Norte e a Dinamarca. O filme veio carregado de romantismo e de muita sensibilidade. Polémico para muitos lacaios desta sociedade em que vivemos, obra romântica e livre para outros, trata-se de um filme que irá dividir imensas opiniões. Pessoalmente, adorei este filme. Tirando o amigo enervadinho, o recepcionista filho da puta e o “padrasto” mal intencionado com aspirações a futuro abusador, e gostei de tudo neste filme. 

Além de ser linda e boa atriz, Frederikke Dahl Hansen é um verdadeiro achado. Gethin Anthony esteve perfeito no seu papel. A química entre estes dois resultou muito bem, apenas lamento que não tenham levado até ao fim as suas intenções pessoais enquanto personagens. Apesar disso, gostei bastante da decisão de William em não avançar, muito amoroso. Aos olhos da nossa sociedade actual, é seguramente uma relação proíbida, mas que ninguém tenha dúvidas que nesta relação existe mais carinho, pureza, afecto e amor do que em 80% das relações amorosas existentes no nosso planeta actualmente, afinal, ninguém estava a obrigar ninguém a nada. “Copenhagen” junta-se assim a filmes como “Winter Sleep”, “Leviathan” e “Before I Disappear”, completando assim os quatro melhores filmes que vi neste ano que já vai no terceiro mês. 

quinta-feira, 12 de março de 2015

Respire

Nome do Filme : “Respire”
Titulo Inglês : “Breathe”
Ano : 2014
Duração : 87 minutos
Género : Drama
Realização : Melanie Laurent
Elenco : Josephine Japy (Charlie), Lou De Laage (Sarah), Isabelle Carre (Vanessa), Roxane Duran (Victoire), Camille Claris (Delphine), Claire Keim (Laura), Fanny Sidney (Isa), Marie Denarnaud (Marie), Louise Grinberg (Louise).

História : Uma adolescente, apesar de ser muito acanhada, vive a sua vida de forma normal, dividindo o seu quotidiano entre a casa dos pais e a escola. Um dia, ela conhece uma nova colega de turma e as duas tornam-se nas melhores amigas. No entanto, essa nova amiga pode não ser bem aquilo que ela julgava.

Comentário : Fiquei bastante surpreendido com este pequeno filme independente realizado por Melanie Laurent. Filmado de maneira quase amadora, o filme é um retrato daquilo que pode acontecer na comunidade jovem. É impressionante como é possivel alguém atormentar tanto e humilhar tanto outro alguém a ponto da vitima virar a agressora e cometer um acto condenável. Basicamente é isto que se passa neste pequeno filme. Charlie é a vitima e Sarah é a bully. No inicio, as coisas parecem estar a correr de forma aceitável, com Sarah a ser bem recebida pela turma e por Charlie, mais tarde pela familia da segunda. Posteriormente, e com o passar dos dias e das semanas, as coisas vão piorando bastante para o lado de Charlie que é vitima de insultos, chantagem, engano, humilhações e até agressões físicas por parte da suposta amiga. Perante a passividade de Charlie, a coisa vai-se agravando e Sarah consegue até colocar a anterior amiga a ser mal vista por parte da turma inteira. Sinceramente, penso que este filme devia passar nas escolas preparatórias e secundárias para servir de alerta, porque esta situação do bullying é algo muito grave. As interpretações de todo o elenco são muito boas, mas o grande destaque vai todinho para o desempenho das duas miúdas protagonistas. O final do filme é poderoso e dá que pensar.

Tracks

Nome do Filme : “Tracks”
Titulo Inglês : “Tracks”
Ano : 2013
Duração : 110 minutos
Género : Aventura/Biográfico/Drama
Realização : John Curran
Elenco : Mia Wasikowska (Robyn), Adam Driver (Rick), Rolley Mintuma (Mr. Eddy), Edwin Hodgeman (Mr. Ward), Carol Burns (Mrs. Ward), Tim Rogers (Glendle), Bryan Probets (Geoff), Melanie Zanetti (Annie), Jessica Tovey (Jenny), John Flaus (Sallay), Lily Pearl (young Robyn), Morgan (Dookie), Mona (Zelly), Istan (Bub), Mindie (Goliath), Agent Gibbs (Diggity), Mitch (Goldie).

História : Uma rapariga inicia uma jornada de 1700 milhas pelo deserto australiano tendo como únicas companhías quatro camelos e o seu cão de estimação.

Comentário : Hoje vi também este filme biográfico sobre um acontecimento que sucedeu na realidade, a história real de uma rapariga que fez uma enorme jornada pelo árido deserto australiano e conseguiu chegar ao seu destino, passando por imensas dificuldades próprias da viagem em questão. Apenas contou com a ajuda de um fotógrafo que aparecia de vez em quando e ainda teve auxílios de raras pessoas nativas dos locais por onde ia passando e parando. Foram aproximadamente 200 dias de viagem, uma incursão morosa e bastante cansativa, quer física, quer psicológicamente. Mia Wasikowska (que eu gosto bastante) tem neste filme uma das melhores prestações da sua carreira. Gostei de alguns personagens ao longo do filme, mas os meus preferidos foram o Mr. Eddy e o casal Ward. Os cinco animais protagonistas também merecem o devido mérito, portaram-se muito bem. As quase duas horas de filme passaram a correr, tal não foi a maneira como eu estava entranhado na fita, bom filme.

domingo, 8 de março de 2015

All The Wilderness

Nome do Filme : “All The Wilderness”
Titulo Inglês : “All The Wilderness”
Ano : 2014
Duração : 77 minutos
Género : Drama
Realização : Michael Johnson
Elenco : Virginia Madsen (Abigail), Kodi Smit McPhee (James), Isabelle Fuhrman (Val), Evan Ross (Harmon), Hannah Barefoot (Crystal), Danny DeVito (Walter Pembry), Pat Janowski (Carolyn).

História : Após ter assistido ao suicidio do pai, um jovem muda o seu comportamento, tornando-se bastante problemático. Ao conhecer uma simpática e linda jovem, ele terá a tão esperada chance de mudar a sua vida para melhor.

Comentário : Gostei bastante deste pequeno filme independente, do qual eu nem sabia da sua existência. Na realidade, é um filme simples, ainda que aborde questões complexas. O elenco é pautado por grandes e por pequenas estrelas. Kodi Smit-McPhee tem aqui a melhor prestação da sua curta carreira. Virginia Madsen, embora já tenha dado provas mais evidentes do seu enorme profissionalismo, tem mais uma vez uma grande interpretação. Danny DeVito surpreende mais uma vez, aqui quase irreconhecível. Por último, temos a doce Isabelle Fuhrman (Orphan), neste filme está mais bonita do que nunca e oferece-nos a mais querida interpretação da sua curta carreira. O filme está filmado de forma bastante amadora, o realizador usou também em algumas cenas a técnica de camara trémula, possivelmente para facultar mais realismo à coisa. A banda sonora é boa e o argumento está muito bem esgalhado. Nota-se que houve um trabalho muito rigoroso por parte do realizador e da equipa de produção para que o filme tivesse resultado de forma positiva. Não gostei de três ou quatro aspectos, mas no geral, estamos perante um filme muito bom. Gostei bastante. 
 

White Bird In A Blizzard

Nome do Filme : “White Bird In A Blizzard”
Titulo Inglês : “White Bird In A Blizzard”
Ano : 2014
Duração : 91 minutos
Género : Drama/Mystery
Realização : Gregg Araki
Elenco : Shailene Woodley (Katrina Connors), Eva Green (Eve Connors), Christopher Meloni (Brock Connors), Shiloh Fernandez (Phil), Thomas Jane (Theo Scieziesciez), Gabourey Sidibe (Beth), Mark Indelicato (Mickey), Sheryl Lee (May), Dale Dickey (Hillman), Brenda Koo (Cindy), Ava Acres (young Katrina).

História : Katrina Connors é uma linda jovem que foi crescendo e ao mesmo tempo testemunhando o quanto infeliz era a mãe no casamento com o seu pai. Um dia, a sua mãe desaparece misteriosamente, alterando para sempre a vida da rapariga.

Comentário : Fiquei bastante surpreendido com este pequeno filme, que tem como protagonista a linda Shailene Woodley, atriz que já deu imensas provas que é uma boa profissional. Trata-se de um drama envolto num grande clima de mistério, devido ao desaparecimento de uma das personagens. Shailene Woodley tem mais uma vez uma interpretação muito boa, ao nivel daquilo que nos tem dado, ainda que ache que a melhor prestação da sua carreira tenha sido em “A Culpa é das Estrelas”. Mas a trama do filme centra-se basicamente na sua personagem. Fico bastante satisfeito quando um filme me surpreende, seja com o final, seja com algum twist. Neste caso, as duas coisas aconteceram, nunca pensei que o destino de Eve tinha sido aquele e o final foi uma grande surpresa. Ao lado da protagonista, temos um bom elenco de secundários, onde os maiores destaques vão para Christopher Meloni e Thomas Jane. Um último reparo, adorei o twist relacionado com o personagem de Christopher Meloni que sucede um pouquinho depois do meio do filme. Estamos perante um bom filme e confesso que não esperava grande coisa dele.

domingo, 1 de março de 2015

Before I Disappear

Nome do Filme : “Before I Disappear”
Titulo Inglês : “Before I Disappear”
Ano : 2014
Duração : 100 minutos
Género : Drama
Realização : Shawn Christensen
Produção : Shawn Christensen
Elenco : Shawn Christensen (Richie), Fatima Ptacek (Sophia), Emmy Rossum (Maggie), Ron Perlman (Bill), Paul Wesley (Gideon), Isabelle McNally (Vista).

História : Richie é um falhado que ganha a vida de forma miserável e deve dinheiro a gente mal intencionada. Ele sofre ainda com a perda de um grande amor. Um dia, quando se tentava suicidar, recebe uma chamada telefónica da irmã que já não via à anos. Essa chamada permitirá a Richie conhecer alguém que mudará a sua vida para sempre.

Comentário : Mais uma excelente surpresa que este 2015 me deu. Este excelente filme independente é baseado naquela curta metragem que recebeu um oscar para melhor curta. A curta já é excelente, o filme consegue superá-la, ainda que não seja justo comparar uma curta com uma longa. A essência da história original continua neste longo filme de aproximadamente cem minutos, mas com mais qualidade e com imenso drama. Shawn Christensen fez praticamente tudo no filme, foi o escritor, foi o argumentista, foi quem tratou da montagem, do elenco, foi o produtor, foi o realizador e um dos atores principais. 

No segundo papel principal, temos a jovem Fatima Ptacek, que, em conjunto com o seu já conhecido “colega”, tiveram excelentes prestações, mostrando uma empatia perfeita entre ambos. Aliás, o foco do filme é a relação que nasce e se vai construindo entre tio e sobrinha. Emmy Rossum brilhou mais nos últimos minutos do filme, numa sequência morosa que representou com o ator principal masculino, cena essa que me fez ir às lágrimas. Não liguem às histórias secundárias, elas não estão a fazer nada no filme. A fita podia ter somente Richie, Sophia e Maggie que iria resultar na mesma. Impressionante como a vida e o tempo alteram as pessoas e os sentimentos que os seres humanos sentem uns pelos outros. Este filme foi um verdadeiro murro no estômago para mim, possui uma grande carga dramática, uma obra muito densa. Pessoalmente, já passei por algo semelhante ao protagonista masculino e sei perfeitamente daquilo que o filme fala. Volto a dizer, o filme é bastante dramático e muito complexo, pelo facto de abordar a solidão, a depressão, o suicidio e as relações entre pessoas da mesma familia. Devido a razões pessoais, este filme mexeu muito comigo. Amei.